Suicídio coletivo. A autodestruição acontece a olhos vistos em Alagoas, onde uma assustadora quantidade de jovens (e não apenas jovens) consome o crack, droga devastadora que, uma vez fumada, provoca intensa dependência e até mata.
O usuário torna-se ansioso e agressivo. A euforia – mais forte que a causada pela cocaína – transforma-se em depressão em menos de dez minutos, tempo do efeito da droga no sistema nervoso central. O vício é inevitável, pois o organismo exige novas e sucessivas doses para compensar o mal-estar. Fugir das alucinações e paranóias é tudo o que quer a vítima desse veneno.
No Estado, o crescimento descomunal no consumo de crack é mais uma mazela alagoana que chama a atenção do Brasil. Impotente diante do tráfico, a polícia não consegue deter o avanço desse “câncer social” e não consegue evitar sequer que o comércio seja administrado até mesmo de dentro de presídios.
Os assaltos e crimes nas ruas, nas casas, nos ônibus e nos restaurantes se multiplicaram em Maceió e no interior com o advento do crack em Alagoas. Traficantes e usuários abordam quem quer que seja em busca de recursos para comprar mais drogas e alimentar o terrível vício.
Para desespero das mães e das famílias, os aliciadores abordam – principalmente em escolas – crianças de 10, 11 e 12 anos para transformá-las em viciadas. As consequências na vida e também no lar dos usuários são dramáticas e na maioria das vezes irreversíveis. Além de desestruturar a família, o viciado fica impelido a se prostituir e a vender tudo o que tem em casa e até a roupa do corpo para comprar crack, droga assim batizada por derivar do verbo “to crack” (“quebrar”, em inglês, por conta dos estalos das pedras-cristais quando queimadas).
Os pontos de venda e consumo dessa droga que destrói os neurônios e degenera os músculos espalham-se pelas diferentes localidades de Maceió e do interior. Grande parte dos dependentes acolhidos pelo centro de reabilitação localizado no litoral sul é constituída de pessoas muito jovens, adolescentes e pré-adolescentes.
As chances de recuperação são pequenas – mas não nulas – porque o tratamento depende da submissão voluntária dos dependentes, quase todos munidos de altíssima vontade de voltar a usar a droga. Para piorar, a falsa idéia de que a droga é barata atrai pessoas de baixo poder aquisitivo, sem condições de custear os tratamentos mais eficazes. Mas o custeio acaba sendo mais dispendioso até mesmo que a cocaína porque o tempo do efeito é muito mais curto e a necessidade de renovar o uso é muito maior.
quinta-feira, 11 de março de 2010 às 12:59
É isso aí, parceiro!!! Nunca será demais chamar atenção para esse mal.
Abraços e, no +, MÚSICAEMSUAVIDA!!!
http://www.macleim.com.br
quinta-feira, 11 de março de 2010 às 13:38
nossa!!!! só um comentario sobre isso?????? cara, Brasil acorda!!!!!!!!!!! vamos botar a boca no trombone!!!!!!!!!!.
Minha rua esta infestada¨¨ de mendigos¨¨, usuário desse como vc disse ¨¨cancer social¨¨, pois como um traficante mesmo disse essa droga, trabsforma seus usuarios em mendingos, não gostam de banho, e vivem pela ruas. Deus eu vos peço !!!!! fazei com q os governantes, vejam, e tenham dó dessas crianças e adultos q por algum motivo se enfiaram nessa furada.
um abraço
quinta-feira, 11 de março de 2010 às 19:26
Acharam uma droga, que substitui a velha pinga! Mas perigosa, mas barata, mas fácil, mais devastadora. Essa tal de Crack, veio com dois objetivos, destruir famílias e aumentar a violênica. E pelo jeito, sem jeito… triste realidade!!!
quinta-feira, 11 de março de 2010 às 19:59
Triste mesmo e’ ver a falta de politica publica e um total despreparo dos governos que continuam sem querer enxergar esse problema.
sexta-feira, 12 de março de 2010 às 11:09
Amigo!!Excelente texto sobre essa droga que esta tranformando pessoas tao informadas em NADA!!
Pensavamos que so atingiria a classe pobre mas,sei de pessoas daqui de Arapiraca que esta um lixo!!
E gente esclarecida que entrou nessa e ja era amigo!
A grande duvida que fica…onde esta O DINHEIRO PUBLICO que se deveria ser investido em”SEGURANCA,HOSPITAIS???Nosso estado esta vivendo o verdadeiro CAOS!
sexta-feira, 12 de março de 2010 às 11:24
Amigo Pompe. O negócio é sério demais. Pra se ter uma idéia digamos assim mais macabra,
os donos dessa droga letal, estão ‘fabricando’ um crack mais light. Isto porque as vítimas estão morrendo muito rápido, e eles perdem dinheiro com isso. É demais da conta…
Mauro Braga
sexta-feira, 12 de março de 2010 às 17:08
Como deixar aos olhos de toda a sociedade um assunto tão bizarro que esta parecendo sermos uns tolos de não cobrar politicas emergencias e paleativas do gorverno, a ponto de ver o problema na rua e fazer de conta q não existe , so quando vemos nos documentarios e depois esquecemos. Isso não pode continuar assim. Temos q tomar atitudes e o governo tem q alavancar esse processo. Não pode ficar de olhos vendados nessa calamidade nacional.
sábado, 13 de março de 2010 às 21:40
Parabéns pela abordagem realista deste gravíssimo problema.
terça-feira, 16 de março de 2010 às 18:45
Devastador e assutador.
Muito assustador…
Parabéns pelo texto, pai!