Notebook de 15,5 polegadas com o novo sistema da Microsoft capricha no design
Um dos primeiros notebooks com Windows 7 aterrissou no INFOLAB para uma bateria de testes e impressionou pelo visual sofisticado. A textura em alto relevo e o touchpad de acrÃlico do Sony Vaio NW250AF são realmente de babar. Mas o micro não fica nisso: substitui bem o desktop, por causa do teclado confortável e da tela de 15,5 polegadas. Só não dá para perdoar o desempenho fraco de vÃdeo e a ausência do leitor de Blu-ray num laptop de 3.699 reais.
Esse acabamento estiloso é uma evolução do tradicional prateado Vaio, mas a carcaça ganhou uma textura na tampa e na parte de dentro. Além de bonita, a máquina tem construção rÃgida e não é muito pesada, embora levar 2,5 quilos na mochila não seja uma boa idéia. Para se ter noção de como o modelo agrada a galera exigente em relação ao design, o pessoal da arte da INFO, todo mundo louco por Macintosh, decretou que, se fosse comprar um PC, certamente seria esse.
O detalhe mais impactante desse notebook é o touchpad de acrÃlico, também texturizado e com ótima sensibilidade. Na área destinada ao apoio dos pulsos, a base é pouco mais alta do que o teclado, uma beleza para digitar quando o micro está sobre a mesa (e com espaço suficiente até para colocar os cotovelos em posição de descanso). O formato cai como uma luva nesse tipo de computador, considerado um substituto de desktop.
Tecladinho do bom

Comparando o teclado do Vaio NW250AF com o usado nos modelos antigos, a mudança não está somente na cor dos botões, agora branca. Ele também está mais macio e confortável para digitar. Essas teclas vazadas, ao estilo MacBook, agora estão bem posicionadas para quem fala português. Caracteres como ponto de interrogação e barra não dividem mais espaço com as letras Q e W, ganhando um cantinho ao lado do Shift direito. Para que eles coubessem lá, três botões ficaram menores. Não temos como prever, mas o teclado dá pinta de que vai amarelar com o tempo.
Um ponto negativo para quem usa bastante o notebook em atividades multimÃdia, como ouvir música e reproduzir vÃdeos, é a ausência da fileira com atalhos na parte de cima para play, pause, avançar e retroceder faixas, além do comando de volume. E tudo parece ter saÃdo de lá por escolha da própria Sony, pois espaço é o que não falta na carcaça desse notebook.
Olhando a resolução meio bizarra da tela (ela tem 1.366 por 768 pixels), você acha que isso vai causar estranheza na hora de rodar vÃdeos ou qualquer programa. Mas, no fim das contas, essa opção da Sony apenas deixa a máquina um pouco mais compacta na vertical, sem causar prejuÃzos. Digitando esta matéria, por exemplo, foi possÃvel dividir a tela entre planilha do Excel e arquivo do Word confortavelmente, abrindo de vez em quando janelas de conversa do Messenger.
Cadê a placa de vÃdeo?

Em linhas gerais, a configuração do Vaio NW250AF pode ser considerada muito boa. O processador Core 2 Duo T6600, de 2,2 GHz, vem acompanhado por 4 GB de memória no padrão DDR2 e 320 GB de disco rÃgido. É o suficiente para rodar aplicativos pesados numa boa no Windows 7 Home Premium de 64 bits. A grande mancada, para um laptop de 3.699 reais, é não ter placa de vÃdeo dedicada. Aqui o controlador gráfico é o GMA 4500MHD, com 128 MB de memória.
Mas o problema foi o desempenho abaixo da expectativa que o micro teve em todos os testes do INFOLAB, e não apenas nos benchmarks gráficos. Ele fez somente 4.036 pontos no PCMark05 e 1.023 no 3DMark06, ficando na lanterna, em relação aos concorrentes mostrados nos gráficos abaixo:
Bom de conexões
No quesito conectividade, o Vaio NW250AF não tem muito além do necessário. São três portas USB, uma iLink (o nome dado pela Sony a uma conexão FireWire com entrada menor), rede Gigabit Ethernet, Wi-Fi no padrão 802.11n e dois leitores de cartão, sendo um para SD e outro para Memory Stick. As interfaces de vÃdeo são VGA e HDMI. Ficou faltando uma entrada eSATA e um leitor de Blu-ray, já que o laptop vem apenas com um gravador de DVD.
Em nosso teste de bateria, tivemos uma decepção maior do que a recorrente, quando se trata de notebooks com tela grande: a bateria durou muito pouco. Com o programa Battery Eater, a autonomia da máquina foi de apenas 60 minutos. Todos os concorrentes mostrados no gráfico abaixo tiveram desempenho cerca de 50% superior.