Posts para a tag ‘memória RAM’

De olho na configuração

domingo, outubro 24th, 2010

Ao checar a configuração de um PC, muita gente ainda confunde o espaço disponibilizado pelo disco rígido (HD) com a quantidade memória RAM, já que ambos são expressos em Gigabytes. Todavia, a semelhança termina aí, pois esses componentes têm funções diferentes e são fabricados a partir de tecnologias distintas. O drive de HD é a “memória de massa†do computador. Ele é constituído basicamente por um ou mais discos que giram em altíssimas rotações e armazenam de forma “persistente†as intermináveis seqüências de bits 0 e 1 que compõem os arquivos (tanto de sistema e de programas quanto os que são criados/modificados pelo usuário). Os dados são gravados por cabeças eletromagnéticas comandadas por um atuador, mediante a inversão da polaridade das moléculas de óxido de ferro da camada que reveste as superfícies dos discos.

Já a RAM é a “memória física†na qual o sistema operacional, aplicativos, pastas, arquivos e todas as demais informações que manipulamos quando utilizamos o computador são carregadas e executadas. Por ser totalmente eletrônica, ela permite acesso aleatório aos dados e chega a ser centenas de milhares de vezes mais rápida que o HD, conquanto seja incapaz de reter os dados quando o fornecimento de energia é interrompido, de modo que o boot precisa ser refeito sempre que ligamos a máquina.

Embora tenham evoluído sobremaneira, os HDs continuam sendo dispositivos eletromecânicos e, portanto, representam um dos principais “gargalos†do sistema computacional. E como já quase não existe margem de manobra para torná-los mais velozes, a tendência é de que eles venham a ser substituídos por drives SSD, conquanto essa tecnologia ainda esbarre no custo elevado e na baixa capacidade de armazenamento.

Ao escolher um computador (seja de mesa ou portátil), privilegie uma configuração equilibrada: mesmo um processador de primeira linha só é capaz de mostrar todo o seu “poder de fogo†quando assessorado por uma placa-mãe de boa estirpe, um subsistema de memórias compatível e um HD responsável.

No que diz respeito à RAM, o padrão atual é o DDR3, que proporciona taxas de transferência entre 800 e 2400 MHz – ainda que os módulos tenham o mesmo formato, tamanho e número de pinos que os DDR2, as duas tecnologias são incompatíveis entre si. Note também que, a despeito de a fartura de memória proporcionar melhor performance ao sistema como um todo, de nada adianta investir em 4 ou mais GB de RAM e instalar uma versão 32-Bit do Windows, que reconhece entre 2.75 e 3.5 GB (uma parte substancial da memória física é reservada para o mapeamento do BIOS e outros que tais).

Observação: Para conferir a quantidade de RAM reconhecida pelo XP, basta dar um clique direito em Meu Computador, clicar em Propriedades > Geral e verificar as informações apresentadas no campo “Computadorâ€. Note que, se sua placa gráfica for onboard, uma parte da RAM será alocada para o processamento de vídeo, e o valor declarado será proporcionalmente inferior à quantidade total de memória física instalada. No entanto se você fizer a verificação pelo BIOS, deverá ver discriminados tanto o total de memória quanto a reserva para o subsistema de vídeo, o que significa que o reconhecimento é integral.

No que concerne ao HD, prefira o padrão SATA (no qual um pequeno conector substitui a ligação de 40 pinos IDE/ATA usada nos drives mais antigos), cuja versão 3 permite transferência de dados na casa dos 6 Gb/s. É importante também atentar para a rotação (que vai de 5.400 a 10.000 RPM, conforme o modelo), o buffer de memória e a taxa de transferência externa (vazão de dados suportada pelo barramento), balizando-se pela regra do “quanto maior, melhorâ€. Já com o tempo de acesso dá-se o contrário: quanto menor ele for, melhor será o desempenho do drive.

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Os desafios para a montagem do PC desktop perfeito

terça-feira, junho 8th, 2010

No meu ponto de vista, montar PCs desktops é uma das atividades mais interessantes a serem feitas por um técnico em informática. Mas não se iludam, pensando nas dificuldades técnicas (muito pelo contrário): tal desafio se dá, devido à flexibilidade que temos em escolher os componentes. Estes, deverão ser selecionados de acordo com as necessidades e preferências do cliente, levando-se também em consideração a boa relação custo-benefício, sem contar ainda quanto a certos aspectos estratégicos (os quais veremos detalhadamente adiante). Enfim, o verdadeiro desafio para o técnico está na tarefa de montar “o PC desktop perfeito para o clienteâ€!

Técnicos que montam PCs, existem aos montes (se pressupondo que eles saibam realmente montar PCs); mas, profissionais especializados em executar este serviço, mas com o perfeccionismo tal que, além de deixar o cliente satisfeito, atende as suas necessidades com a melhor relação custo-benefício possível, são poucos! E o mais importante: todos os elementos – peças e acessórios – que irão compor o PC deverão estar na mais absoluta harmonia e equilíbrio, sem os excessos e as deficiências que condenem o projeto à médio e longo prazo.

Por exemplo, já cansei de encontrar PCs que são dotados de CPUs relativamente poderosas, mas montados em conjuntos precários, onde a baixa qualidade da placa-mãe condena o projeto, independente do nível as demais peças. Nestes casos, a recomendação é seguir as dicas do Motorimo: “a maior parte dos problemas de instabilidade e travamentos são causados por problemas diversos na placa-mãe, por isso ela é o componente que deve ser escolhido com mais cuidado. Em geral, vale mais a pena investir numa boa placa-mãe e economizar nos demais componentes, do que o contrário.†Em tempo: não deixem de ler este maravilhoso artigo (além do bom conteúdo, irá me poupar a ponta dos dedos)…

Outra falha grotesca é dimensionar um conjunto bem equilibrado, mas colocá-lo em um gabinete de quinta categoria, com ventilação deficiente e uma fonte de alimentação de baixa qualidade.

Se o cliente deseja ter um PC de boa qualidade, com excelente estimativa de vida útil e sem os percalços causados por componentes avariados, eles deverão cogitar a aquisição de uma boa fonte de alimentação (e o técnico deverá estar presente, para dar boas recomendações). Atualmente, boas fontes de alimentação são componentes relativamente baratos, que trarão uma economia considerável na conta de luz (se optarem por modelos energicamente eficientes), além de garantir aos seus donos uma proteção maior contra as variações de tensões no fornecimento de energia elétrica, atenuando-as (como é o caso das fontes dotadas de PFC ativo).

Temos também os PC problemáticos, onde o desconhecimento das especificações técnicas dos componentes resultem em uma série de incompatibilidades e travamentos. Por exemplo, certos módulos de memória são particularmente problemáticos com determinados chipsets (especialmente se os módulos forem bem mais novos), o que muitas vezes nos obriga à definir configurações manuais conservadores, para garantir a estabilidade do sistema. Idem para alguns HDs (devido à recursos avançados como modos de transferências rápidos) e certas placas de expansão (que não suportam o compartilhamento de IRQs), entre muitos outros componentes. No geral, tais recursos não são compreendidos por muitos, que se limitam a conectá-los ao sistema, ligar e usar!

Há também aqueles casos em que o profissional até executa com perfeição os seus serviços, mas peca pela falta de intuição: atende às necessidades imediatas do cliente, mas se esquece de que estas pessoas podem ter outras novas necessidades à partir do momento em que começam a explorar mais a computação. Por exemplo, um cenário clássico está na insistência aos pais de família a adquirirem uma aceleradora gráfica 3D, pois mesmo que o PC em questão seja adquirido para fins estudantis, haverá um momento que seus filhos irão se interessar em jogos. HDs com capacidade limitada para os que possuem acesso à banda-larga também não combinam (mesmo que eles jurem que não vão baixar tantos arquivos assim).

E upgrades, já pensaram nisso? Nós, especialista e aficionados em TI, pensamos praticamente todos os dias nas possibilidades de upgrades disponíveis para os nossos PCs; mas para os usuários comuns, parece não fazer sentido pensar em upgrades justamente quando acabaram de comprar o seu novo PC! Mas um dia, eles farão; portanto, será importante levar em consideração todas as possibilidades possíveis de upgrades, especialmente para a “espinha dorsalâ€: placa-mãe, CPU e RAM. Nada de optar por arquiteturas próximas da obsolência, por modestas quantidade de bancos e slots, por gabinetes com pouca expansividade, e por aí vai. Querem um exemplo prático? Mesmo apostando em placas-mãe micro-ATX para equipar PCs baratos, ao menos não deixem de conferir se ela possui pelo menos 4 bancos de memória RAM, preferencialmente DDR3…

Por fim, para alguns o fator custo é tão preponderante à ponto de condenar praticamente todo o projeto, com a aquisição de componentes extremamente baratos, mas ineficientes e de qualidade duvidosa. Quem pensou em placas-mãe como as velhas famigeradas PC-Chips, acertou em cheio, assim como as (já condenadas) fontes genéricas, unidades de armazenamento defasadas, CPUs fora de catálogo, entre outras “bombas” do gênero. Se for para gastar o mínimo possível com PCs super-baratos, então não deixe o cliente gastar! Mais para a frente, os problemas e os inconvenientes que surgirão, lhes causarão tantos aborrecimentos que… bem, já sabe, No final desta história, a suposta economia vira um grande prejuízo e a reputação do bom profissional é que vai por água abaixo.

Mas, se porventura o cliente não desejar adquirir PCs de baixa qualidade, mas também não encontra um profissional capacitado para realizar um bom serviço de montagem e configuração, outra possibilidade a ser cogitada está na aquisição de PCs “de grifeâ€. Se a comodidade e outro fator importante a ser considerado, existem as lojas online que fazem um bom serviço. E se querem experimentar algo diferente, bons nettops estão à disposição (desde que estejam equipados com CPUs dual-core Atom e plataforma nVidia ION). Ainda assim, não deixem de recomendá-los a procurar um profissional especializado para analisar se a configuração oferecida atenderá satisfatoriamente as necessidades do cliente.

Estou dramatizando? Não muito, embora eu torça para que a nossa classe – a dos bons profissionais especializados – seja bem reconhecida e que seus integrantes sejam devidamente remunerados pela excelência dos serviços prestados. Não é que eu seja um cara resmungão, mas dói muito ser substituído pelo “cara que saca de informática e que só vai cobrar 50 pratas pelo serviço“ (e ficou mais p**** ainda quando a cliente arrependida vêm solicitar nossos serviços depois que ele fez suas cagadas)! Pronto, desabafei!

Enfim, vamos ao que interessa. A montagem e configuração de um excelente PC desktop não se resume apenas aos conhecimentos técnicos necessários para a execução da tarefa: requer também a percepção, a intuitividade e a observação atenta do profissional, pois embora muitos dos detalhes notados à primeira vista pareçam insignificante, se revelarão importantes atributos que poderão jogar o projeto à lona.

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Saiba como consertar seu PC

segunda-feira, maio 10th, 2010

O seu computador vai ter dar pau, sua câmera vai quebrar, sua rede vai falhar, e sua impressora vai mastigar papel. Antes de gastar tempo e dinheiro esperando por suporte técnico ou pagando por um profissional da área, leia nossos guias para reparos básicos: você vai descobrir que muitos dos problemas podem ser resolvidos em questão de minutos com o mínimo de esforço. Começamos pelo nosso companheiro de cada dia, o PC.

Como consertar seu computador

Considerando quantos componentes diferentes de software e hardware precisam funcionar corretamente para se ligar um computador moderno, é quase um pequeno milagre que eles funcionem tão bem. Não podemos te dar um remédio que cure todos os seus problemas, mas podemos fornecer algumas dicas que cobrem a maior parte dos desastres. Aqui vão algumas estratégias úteis.

Se o seu PC não quer ligar: Tente ligá-lo em uma tomada ou régua de força diferente; se for um laptop, tente uma bateria e um adaptador de força diferentes, se tiver outro em mãos. Para desktops, tenha certeza de que todos os plugues internos e placas estejam corretamente encaixados – placas de vídeo, memória RAM, tudo.

Se nada disso ajudar, é provável que seja um problema com sua placa-mãe ou fonte de alimentação, e a não ser que você tenha peças reserva em mãos, o melhor a fazer será ligar para o suporte técnico do fabricante.

Se o seu PC liga, mas não inicia corretamente o Windows: Primeiro inicie o boot e aperte a tecla F8 repetidamente durante o processo. Isso talvez permita que você acesse um menu que o deixe selecionar diferentes opções de boot, sendo que uma delas é “Modo de Segurança†(Safe Mode).

Selecione “Modo de Segurançaâ€, desinstale a última coisa que tenha instalado, atualize todos os seus drivers (se precisar baixar novos, talvez você tenha de selecionar “Modo de Segurança com Rede” – Safe mode with networking), e abra o aplicativo Restauração do Sistema (Menu Iniciar, Acessórios, Ferramentas de Sistema, Restauração do Sistema) para voltar a um ponto anterior em que seu PC poderia ser iniciado com sucesso.

O Modo de Segurança não funciona? Talvez o seu disco rígido esteja falhando. Pegue os seus discos de recuperação do fabricante, faça o boot a partir deles, e salve todos os dados que você não tenha feito backup.

Então rode seu applicativo de diagnóstico de disco – você sempre pode rodar o Check Disk, que está integrado ao Windows: clique com o botão direito em seu HD, selecionar Propriedades, clicar na aba Ferramentas e depois em “Verificar Agora†na aba “Verificação de Errosâ€. Não existe cura para setores ruins – nesses casos você terá de trocar o drive.

Se você escutar seu PC emitindo alguns bipes durante o processo de inicialização, é mais provável que sua BIOS esteja tentando dizer que você tem um problema no nível da placa-mãe de seu computador – o ventilador do seu processador talvez esteja desligado, por exemplo, ou a fonte de alimentação talvez não esteja funcionando corretamente.

Os padrões dos bipes não seguem uma regra, por isso você vai ter de ir até outro PC para descobrir o site do fabricante da sua BIOS e verificar o que há de errado.

Se o Windows iniciar com sucesso, e sofrer um crash em seguida: Comece atualizando todos os seus drivers – primeiro, os drivers essenciais fornecidos pelo fabricante do seu computador, e então os drivers dos seus periféricos e extras. Além disso, não se esqueça de também atualizar sua BIOS.

Se o seu PC está sofrendo crash logo depois de iniciar, tente desinstalar tudo que você baixou recentemente e verifique seus aplicativos de inicialização e processos de segundo plano para descobrir se há algo errado.

Você pode ver uma lista de todos os processos no Gerenciador de Tarefas ao pressionar Ctrl-Shift-Esc e clicar na aba Processos (Processes) – use o site ProcessLibrary.com como uma referência para descobrir o significado dos itens os mais obscuros. Para os itens de inícialização, digite “msconfig†no campo de texto no menu iniciar e clique na aba Inicialização de Programas para ver o que está acontecendo. Se aparecer algo instalado há pouco tempo, você talvez tenha achado o culpado.

Se os seus crashes não são tão simples de reproduzir, tente rodar uma varredura em busca de vírus e malware com seu antivírus preferido.

Por outro lado, se você instalou um antivírus recentemente e começou a ter problemas, tente desinstalá-lo e então usar um diferente. Aplicativos de segurança geralmente entram nos locais mais profundos do seu sistema do que outros apps, o que significa que eles são mais propensos a incompatibilidade.

Ainda não consegue descobrir o que é? O Google pode ser seu melhor amigo quando o assunto é localizar e corrigir erros, especialmente se você tem uma mensagem de erro à mão – mesmo que os sites de suporte oficiais não tenham resolvido seu problema, existem chances de que alguém tenha feito um post sobre o assunto em um fórum de tecnologia.

Busque especificamente pela mensagem de erro – entre aspas – para melhores resultados, e se você não conseguir uma mensagem imediatamente óbvia, tente procurar no item Encontrar e Corrigir Problemas (no Windows Vista). No Windows 7 abra o Painel de Controle, Central de Ações, Manutenção, Histórico de Confiabilidade, e clique em Ver Todos os Relatórios de Problemas na parte inferior da janela.

Se não conseguir nenhuma pista, talvez seja preciso reinstalar o Windows. Faça backup de seus dados, reformate, e instale do zero.

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