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Athlon II X2 e Athlon II X4

quarta-feira, março 10th, 2010

Com o lançamento da plataforma Core e agora com os Core i7 e Core i5, a AMD foi obrigada a voltar a competir com a Intel com base no custo, assim como fez na época do K6-2. Embora baixar preços seja sempre um processo doloroso para o fabricante, os cortes são sempre boas notícias para quem compra, principalmente se lembrarmos que as quedas nos processadores da AMD também ajudam a manter os preços da Intel sob controle.

Durante um bom tempo, a AMD continuou vendendo os antigos Athlon X2 de 65 nm (ainda baseados na arquitetura K8) como processadores de baixo custo, posicionando os Phenom X4 e X3 como processadores de médio custo. Com o aumento da pressão por parte da Intel, a AMD foi obrigada a lançar versões dual-core do Phenom, o que deu origem à serie Athlon X2 7xxx.

Diferente dos modelos anteriores, que eram descendentes do Athlon 64 original, os Athlon X2 7xxx são versões castradas do Phenom B3, com apenas dois dos núcleos ativos. A dose foi repetida com os Phenom II X2 que, novamente, são versões castradas do Phenom II original, com dois dos núcleos desativados.

Produzir um processador quad-core para no final desativar dois dos núcleos e vendê-lo como um processador dual-core de baixo custo não é uma estratégia de vendas muito sustentável. No início, o volume de chips com defeitos podia ser suficiente para justificar a manutenção da linha Phenom X2, mas conforme a técnica de produção foi sendo refinada, o volume de chips com defeitos passou a ser cada vez menor, fazendo com que a AMD tivesse cada vez mais Phenoms X4 e cada vez menos Phenoms X3 e X2.

Não faria muito sentido desativar núcleos em processadores saudáveis para manter a linha de baixo custo e também não seria prudente tirá-la do mercado, dando espaço para a Intel dominar o nicho com os Pentium E e Celerons.

Tendo isso em mente, a AMD se apressou em desenvolver um processador dual-core de baixo custo baseado no processo de 45 nanômetros (codenome Regor), dando origem ao Athlon II X2. Ele é basicamente uma versão simplificada do Phenom II com apenas 2 núcleos (cada um com 1 MB de cache L2) e sem cache L3:

A dieta resultou em um chip com apenas 234 milhões de transístores (menos de um terço dos 758 milhões do Phenom II X4), que ocupa uma área de apenas 117 mm² e possui um custo de produção bastante baixo. Na época de lançamento, o X2 250 (a versão mais cara, de 3.0 GHz) custava apenas US$ 87 nos EUA, disputando diretamente com o Pentium E5400 (de 2.7 GHz), que embora ofereça um consumo elétrico mais baixo, é consideravelmente mais lento na maioria dos aplicativos.

A política agressiva de preços da AMD com o Athlon II X2 obrigou a Intel a reagir, reduzindo os preços de diversos modelos e atualizando a linha com a série Celeron E3000, um processador dual-core produzido usando a técnica de 45 micron, que possui 1 MB de cache L2 compartilhado e inclui suporte ao Intel VT e ao EIST. Embora ele não seja capaz de competir diretamente com o Athlon II em desempenho, ele é bem superior ao Celeron E1000 (com seus ridículos 512 KB de L2) e continua sendo muito barato, mostrando os milagres que um pouco de competição pode fazer.

De volta ao Athlon II, a remoção do cache L3 resultou em uma perda considerável de desempenho, mas ele é parcialmente compensado pelo aumento no cache L2. Sem o cache L3, o tempo total de um acesso à memória também é reduzido, já que o processador pode iniciar o acesso logo depois que não encontra os dados nos caches L1 e L2, sem precisar procurar também no L3.

Esses dois fatores fazem com que a perda de desempenho seja menor do que poderia parecer à primeira vista, mas ainda assim a ausência do L3 faz falta, fazendo com que o desempenho por ciclo de clock do Athlon II seja não apenas inferior ao do Phenom II X2 (que possui um generoso L3 de 6 MB), mas também ligeiramente inferior ao do antigo Athlon X2, que apesar de utilizar apenas 512 KB de L2 por núcleo, possui um cache L3 compartilhado de 2 MB. A queda no desempenho e entretanto mais do que compensada pela maior frequência de operação dos chips, já que o Athlon II foi lançado em versões de 2.9 GHz em diante.

Por ser baseado no Phenom II, o Athlon II X2 herda as outras melhorias trazidas por ele, incluindo o uso do soquete AM3 e os estágios adicionais de frequência do Cool’n'Quiet. Com apenas dois núcleos, a margem de overclock é também um pouco maior, o que pode ser usado para compensar parte da diferença no desempenho em relação aos Phenom X4. Com um bom processador, você pode conseguir de 3.6 a 3.8 GHz em um Athlon II X2, o que não é nada mal para um processador de baixo custo.

Inicialmente, a AMD lançou apenas três modelos do Athlon II X2, mas aproveitou para caprichar nas frequências de operação, posicionando os chips com boas alternativas para quem usa o PC predominantemente para jogos e outros aplicativos sem otimização para processadores quad-core, tarefas onde eles acabam sendo mais rápidos que os Phenom II X3 e X4 de clock mais baixo:
Athlon II X2 250: 3.0 GHz, 2x 1 MB, 65 watts (AM3)
Athlon II X2 245: 2.9 GHz, 2x 1 MB, 65 watts (AM3)
Athlon II X2 240: 2.8 GHz, 2x 1 MB, 65 watts (AM3)

O sucesso do Athlon II levou a AMD a desenvolver uma versão quad-core do processador, sacrificando parte do cache L2 para incluir dois núcleos adicionais. Isso deu origem ao Athlon II X4, que se tornou o primeiro processador quad-core a ser vendido por menos de US$ 100 (pelo menos nos EUA…:), oferecendo um desempenho similar ao de um Core 2 Quad de baixo clock pelo preço de um Pentium E.

Diferente dos Phenom II X4 8xx, que são versões castradas do Phenom II, com parte do cache L2 desativado, o Athlon II X4 (codenome Propus) é um projeto derivado do Athlon II X2, produzido em uma linha separada.

Para economizar transistores, a AMD optou por reduzir o cache L2 para apenas 512 KB por núcleo, em vez de manter os 1 MB por núcleo do Athlon II X2. Com isso, o Athlon II X4 passou a oferecer a mesma configuração de cache do Phenom II X4 (4x 128 KB de cache L1 e 4x 512 KB de L2), porém sem o cache L3:

Isso resultou em um chip mediano, com 300 milhões de transístores e uma área de 169 mm², que é bem mais barato de produzir que um Phenom II e pode ser vendido proporcionalmente mais barato:
Phenom X4 (65 nm): 463 milhões de transístores, 285 mm²
Phenom II X4 (45 nm): 758 milhões de transístores, 258 mm²
Athlon II X2: 234 milhões de transístores, 117 mm²
Athlon II X4: 300 milhões de transístores, 169 mm²
Inicialmente a AMD anunciou apenas dois modelos, que recentemente foram complementados por mais dois modelos de clock mais alto:
Athlon II X4 630: 2.8 GHz, 4x 512 KB, 95 watts (AM3)
Athlon II X4 620: 2.6 GHz, 4x 512 KB, 95 watts (AM3)
A configuração desequilibrada do Athlon II X4 (muito processamento e pouco cache) faz com que o desempenho seja mais desequilibrado do que em outros processadores. Por um lado, ele se sai muito bem em conversão de vídeo e em alguns aplicativos e renderização, mas se sai mal em aplicativos de produtividade, multitarefa, jogos recentes (que usam grandes executáveis e são por isso mais dependentes do cache que jogos antigos) e em tarefas de servidor, que são mais dependentes do cachê.

No geral ele é um bom processador, com o Athlon II X4 630 oferecendo um desempenho similar ao de um Core 2 Quad Q8200 (2.33 GHz), que apesar do clock mais baixo, é mais caro. Entretanto, ele tem também suas limitações, por isso é preciso pesar a escolha na balança. Se você está em busca de um bom desempenho em jogos, por exemplo, um Athlon II X2 250 seria uma melhor escolha, devido aos 1 MB de L2 por núcleo e ao clock mais alto.

Assim como os demais processadores da safra atual, o Athlon II X4 pode ser usado tanto em placas AM3 quanto em placas AM2+ (e também em placas AM2 antigas que recebam BIOS atualizados), o que oferece uma boa flexibilidade na hora de montar ou atualizar.

O baixo custo do processador e a grande disponibilidade de placas AM2+ e AM3 de baixo custo fazem com que ele seja de longe a opção mais acessível de processador quad-core, concorrendo apenas com outros processadores da AMD.

Devido ao uso de 4 núcleos, o Athlon II X4 não é tão overclocável quanto o X2, mas mesmo assim é possível atingir até 3.4 GHz com uma relativa facilidade, desde que você use um bom cooler e aumente a tensão em 0.1V. Com aumentos adicionais de tensão é possível chegar aos 3.5 ou mesmo 3.6 GHz, mas nesse caso a vida útil do processador começa a ser comprometida.
Concluindo, está previsto também o anúncio de uma versão triple-core do Propus com 3x 512 KB de L2 (obtida a partir de processadores com defeitos em um dos núcleos), que previsivelmente será chamada de “Athlon II X3″. Ela será vendidas por preços próximos dos do Athlon II X2 e será uma opção para quem está disposto a sacrificar parte do cache em troca de mais processamento. Outra quase certeza é o eventual aparecimento de séries do Athlon II X4 obtidas a partir de versões castradas do Phenom II Daneb (com o cache L3 desativado), que serão usadas pela AMD para vender os processadores com defeitos no cache.

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Netbook Acer Ferrari One

segunda-feira, dezembro 7th, 2009

Netbook Acer Ferrari OneO design do Ferrari One é cheio de detalhes, como os quatro pequenos pneus de borracha na parte de baixo, capazes de conquistar qualquer fã da escuderia italiana.

Tão rápido quanto um carro da Ferrari! Pelo menos é o que promete a Acer ao lançar o Ferrari F200 One. Apresentado na Itália, o novo netbook pretende ser o mais rápido à venda hoje. O grande destaque do produto é a nova plataforma da AMD chamada Congo, que oferece melhor desempenho e menor consumo de energia.

O novo Ferrari possui processador AMD Athlon X2 L310 dual core de 1,2Ghz e 800MHz, tela de 11,6†com LED, memória RAM de 4GB, placa de vídeo ATI Radeon HD 3200 e HD de 160 GB. Quanto à conectividade, conta com Bluetooth, 3G, além de Wi-Fi padrão N. Sua bateria é de 6 células e tem duração aproximada de 5 horas.

O netbook da Acer virá com o Windows 7, já que a data de lançamento é a mesma do sistema operacional da Microsoft. O preço estimado para o Ferrari F200 One será de US$ 724.

Muitos dizem que o netbook está sendo descaracterizado por apresentar cada vez mais funções e de se aproximar da categoria notebook.

Netbook Acer Ferrari One

Netbook Acer Ferrari One

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