Em Nova Iorque, no Carnegie Hall , a orquestra filarmônica local é regida com sua capacidade plena. Mais de 100 músicos tocam juntos e permitem que os ouvintes do teatro lotado tenham uma amostra do céu, como o concebemos. Ao menos do ponto de vista musical.
Para mim, sentado na cadeira J45, bem no centro do teatro, tudo parecia irretocável. Mas não. Para o regente não estava tão perfeito assim. Subitamente ele interrompe a apresentação batendo com força a batuta no pedestal. Parecia nervoso. Algo lhe doeu os ouvidos. Então ele falou:
- Segunda fileira de violinos, quarto instrumento, terceira corda, desafinada. Meio semitom acima, por favor!!!
A Beleza do espetáculo dali por diante já não me fazia qualquer diferença. O acontecimento inusitado que revelou o ouvido absoluto do maestro mostrou-me até onde a criação humana pode chegar e o quanto, a maioria de nós, ainda pode crescer.
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O que é o Ouvido absoluto?
 A capacidade de visualizar mentalmente as freqüências sonoras, o ouvido absoluto (ver documentário), ou de gerar um zumbido de mesmo tom na própria orelha, ouvido absoluto ativo, não parece estar relacionada a nenhuma grande modificação estrutural, porém, a uma tendência dos mecanismos fisiológicos centrais que pode ser estimulada, sobretudo até os cincos anos de idade.
Pesquisas comprovam (ver SACKS, 2007) que podemos treinar os nossos ouvidos para uma jornada musical ainda mais prodigiosa, porém, o fator genético, aparentemente, determina maiores chances para o surgimento desta habilidade.
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Bibliografia recomendada:
SACKS, OLIVER. Alucinações musicais. Companhia das letras: São Paulo, 2007.
Visita recomendada (treine o seu ouvido):
http://www.ouvidoabsoluto.com.br/
Autor: Pedro de Lemos Menezes
Email: pedrodelemosmenezes@gmail.com
Postagens: Todas as quartas-feiras
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