ELIANE AQUINO
Nos últimos seis meses de 2010, estive como secretária adjunta de Estado da Comunicação, tendo como titular da pasta o jornalista Nelson Ferreira. Evidente que eu já o conhecia da Organização Arnon de Mello, ele como diretor da TV Gazeta e eu como chefe de redação do jornal Gazeta de Alagoas; e, claro, acompanhando seu trabalho nas chefias de Comunicação da antiga Salgema, hoje Braskem, e no Grupo Tércio Wanderley.
Sempre fui admiradora da serenidade e do bom texto e bom senso jornalístico de Nelson Ferreira; hoje, sou admiradora, sobretudo, da forma compartilhada de trabalho que ele exerce como chefe.
Desde que assumiu o cargo de secretário de Estado da Comunicação, que Nelson abriu as portas da Secom para todos os veículos, grandes ou não; para todos os jornalistas, de Alagoas e de fora do Estado; nunca ninguém ficou sem uma resposta a qualquer que fosse a indagação sobre a gestão pública do Estado; nunca houve qualquer dúvida sobre a seriedade no trato com as agências de publicidades e empresas de comunicação.
Dentro do governo, com sua paciência respeitosa, conseguiu levar para a sociedade, através de emissoras de rádio e de TV, de jornais impressos e sites, a palavra do Estado, as ações de governo, a meta do governador Teotonio Vilela em desenvolver Alagoas e melhorar a qualidade de vida de cada alagoano; com sua sobriedade experiente, defendia e divulgava o governo na sua mais positiva agenda de ações.
Era tranquilizador para os assessores de comunicação de o Estado ligar para o secretário Nelson, ouvir as suas orientações; foram meses de tranquilidade também para o mercado de comunicação do Estado.
Nos textos, Nelson era objetivo quando se tratava de difundir a informação, e poético quando se tratava de exprimir o sentimento do governo; na avaliação do que era divulgado, fosse crítico ou elogioso, prevalecia a sua técnica de comunicador, de jornalista, antes da visão política de Estado.
No cargo, imprimiu na Secom o selo da ética e da probidade administrativa que é o selo da vida pública do governador Teotonio.
Nelson tinha um tempo para ficar e ficou nesse tempo deixando história na história da Secom.
Fonte: Painel de Notícias


