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Alagoas, o “Faroeste no Nordeste”

quinta-feira, agosto 4th, 2011

Artigo publicado no O Jornal e na Primeira Edição

Ultimamente Alagoas vem ganhando destaque no cenário nacional. Se fossem méritos por benfeitorias, destaque dos artistas, poetas e escritores, prêmios voltados para a cultura da nossa terra, usaríamos este espaço para elogiar, mas infelizmente os destaques são voltados para as mazelas e tudo de ruim que o nosso estado ainda cultiva.

Ainda carregamos aquela determinada fama de ser o estado mais violento do país. Mesmo diante dos reconhecimentos que os gestores fizeram, o telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, expôs uma realidade que já sabíamos, porém não havíamos nos dado ao luxo de encarar e ainda estávamos, até então, naquele universo do faz de conta.

Sendo apontada, ou melhor, denominada de “Faroeste no Nordeste”, Alagoas é vista apenas como mais um estado do Nordeste em que a mortalidade infantil ainda impera, a corrupção eleitoral faz parte do dia a dia e agora, acredito que seja como um tabefe em nós cidadãos, a violência está no auge.

Para um estado de três milhões de habitantes o número de homicídios ultrapassa as estatísticas de São Paulo e Rio de Janeiro, estados estes que outrora eram considerados os mais violentos do país. “São 71 homicídios para cada 100 mil habitantes, esse número é o maior do Brasil”, destacou o apresentador do telejornal.

 

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Luis Abílio e Geraldo Sampaio

sexta-feira, abril 16th, 2010

Em menos de uma semana Alagoas perdeu duas notáveis lideranças políticas, coincidentemente ambos eleitos para o posto de vice-governador do Estado.

Geraldo Sampaio e Luiz Abílio, respectivamente, foram eleitos como vices do governador Ronaldo Lessa nos pleitos de 1998 e 2002. Ambos eram figuras singulares na política alagoana. Os dois eram grandalhões simpáticos, pesos-pesados pacíficos e gentis.

Carreiras distintas

Geraldo era herdeiro de uma tradição política e eleitoral onde o patriarca Juca Sampaio desponta como um típico líder do Agreste; ainda muito jovem foi apresentado às urnas, elegeu-se deputado estadual, ajudou o irmão a ser deputado federal e iniciou os filhos na lide política. Luiz Abílio foi um cidadão distanciado da peleja partidária até engajar-se no apoio às candidaturas de Ronaldo Lessa (quatro pleitos entre 1982 e 1992). Especialmente seu nível de participação deu um salto de qualidade com sua assunção ao posto de chefe de gabinete da Prefeitura de Maceió (1993 a 1996) de onde se consolidou como um dos mais capazes gestores públicos de Alagoas.

Geraldo Sampaio e Luiz Abílio, ambos, legam uma mesma imagem de cordialidade e distanciamento das práticas mais comezinhas da política.

Na lista de diferenças entre os dois, Geraldo Sampaio sempre buscou proximidade com a batalha política eleitoral na condição de protagonista, enquanto Luiz Abílio deixou-se chegar ao posto de candidato uma única vez, preferindo os bastidores das articulações e campanhas. Luiz Abílio fez a escola política do sindicalismo; Geraldo Sampaio cursou o educandário da vivência partidária.

Duas perdas de peso para a cidadania alagoana, em menos de uma semana.
Duas perdas que devem ser transformadas em dois exemplos de dedicação à causa pública, duas histórias que merecem ser preservadas, duas experiências de contribuição prática ao avançar do Estado de Alagoas.

Aos dois, tributos de gratidão e saudade.

Este texto é de autoria do jornalista Enio Lins e foi publicado no Jornal Gazeta de Alagoas, em sua edição desta quinta feira.

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