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Ordem dos Músicos do Brasil – Sai ou fica?

domingo, abril 11th, 2010

Hino Nacional Brasileiro 

ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL – SAI OU FICA?

Preços abusivos, incompetência administrativa, corrupção desenfreada, prática “milagrosa†para a perpetuação no poder e tantos outros tópicos, deixemos à parte. Cada um deles, com sua devida importância, merece e carece de uma bem aprofundada discussão e com embasamento jurídico até.
Entretanto, não podemos nos ater tão somente aos desejos de pessoas despreparadas, independente do cargo que ocupem, do tipo: “mermão, deixa de ser careta, pô! Vamo lá, vamo botá pra quebrá que essa porra de orde dos músico não leva ninguém pra canto nenhum.†Ou mesmo um elegante convite para criar-se um movimento pela extinção da Ordem dos Músicos do Brasil – OMB.
Sou músico, não atuante, porém sob a minha visão, aprendi que toda profissão organizada deve e precisa ser regulamentada.
- Será possível não entrar na cabeça dos nossos músicos brasileiros que não somente os médicos, dentistas, advogados, engenheiros, psicólogos, metalúrgicos, comerciários e dezenas e dezenas de outras profissões procuram a regulamentação ou organização da profissão para ganharem força e conquistarem espaço junto aos poderes públicos, instituições públicas e privadas e ao público em geral?
- Devemos aceitar argumentos irresponsáveis, de quem quer que seja, com o intuito de extinguir uma entidade que congrega uma categoria trabalhadora qualquer? – Para quem isto é bom? – Certamente para os que têm interesse em desorganizar, despreparar, desorientar, desvirtuar inclusive o que ainda nem tomou um rumo decente – a OMB, independente da idade que tem, por conta das malévolas mãos que desarmonizam os instrumentos que a tocam.
Gente, não sou político à procura de voto e posso até ganhar malquerentes graciosamente, mas, ao invés de ficarem procurando aniquilar o que nem bem foi sustentado através de uma lei que começou precária e encontra-se hoje com o “Mal de Alzheimerâ€, por que não buscar e rebuscar a verdadeira funcionalidade da OMB, com presença marcante de seus representantes na casa dos “sábios†(Congresso Nacional), junto aos governos estaduais e municipais, etc., etc., etc.?

CÃCERO ALMEIDA: A REDENÇÃO DOS SANFONEIROS

 E por falar nisso, uma boa lembrança nos conduz, aqui em Maceió, ao prefeito mais popular do Brasil – Cícero Almeida. Além de compositor e cant(ad)or de forró, ele também é forrozeiro. Pelo menos era. – O que ele já fez ou está fazendo pelos músicos de Maceió, município que está sob sua absoluta competência administrativa, financeira, eleitoreira e por aí vai? – O que ele fez pra minimizar a dor da fome das dezenas de nossos músicos, pais de família, que não têm um cachê pra ganhar?
Apenas estou tentando mostrar que contra o blindado Cícero Almeida ou o não menos, claro, todo-poderoso Téo Vilela, ninguém faz nada, por exemplo, uma dura cobrança, e ainda o reconduziram, no caso do primeiro, e reconduzirão, no caso do segundo, para um segundo mandato, ajudando-os a se tornarem cada vez mais poderosos, ricos e opulentos – e você, pobre músico, recebe ajuda de algum deles? Reconhecimento? O que é isso?
Por favor, não venham me dizer que aqui não cabem citações dessa natureza. São eles mesmos, os maiores responsáveis pela inexistência de objetivos que já poderiam ter sido alcançados por essa categoria lascada, fuxxxx e mal paga. Pois é, eles sobem no mesmo palanque que você, querido músico, para pedirem votos sob a inocente e ingênua execução de canções para agradar o povão. E o cachê, quanto é? Aposto e tenho convicção e conhecimento suficientes e absolutos que, para os grupos de fora, e nem necessariamente renomados grupos, a coisa é descontrolada. Você também conhece, não? Contratos majestosos e benevolentes irritam e tiram o sono dos que aqui esperam para serem lembrados, inclusive na festa mais popular, O CARNAVAL, que o músico espera para contar com o maior cachê do ano. – Inveja? Egoísmo? Claro que não, mas o senso de justiça. Justiça? Ah, ela é cega!

UMA GRAVADORA, UMA ESCOLA E O ABC MUSICAL

E a Província de Alagoas o que faz por você? Nem um (município) e nem outro (estado) está se preocupando com coisa alguma. – Existe aqui em Alagoas uma gravadora onde os músicos menos favorecidos possam registrar, a preços módicos ou financiados pelo poder público, o seu trabalho para comercializarem o que é o seu ganha-pão? Você, por acaso, tem aqui em Maceió uma ESCOLA DE MÚSICA ou UM SIMPLES CONSERVATÓRIO com professores competentes para fazê-lo desenvolver a sua criatividade latente, aquela que existe dentro de você e não há ninguém para impulsioná-lo, para orientá-lo sobre como aproveitar melhor o seu potencial e torná-lo um profissional seguro e consciente? Para orientar o profissional a fim de que jogue no lixo a mediocridade artística e se estabeleça com determinação e perfil verdadeiramente racionais e coerentes? Ou será que cada um dos nossos músicos se acha um deus absoluto que pode dispensar os ensinamentos, a técnica e teoria instrumentais, como melhor harmonizar uma música, a técnica da composição, além de tantos outros conhecimentos, e muito mais se aprofundar nessa maravilha de arte que a natureza nos presenteou a tão poucos?
Sinta-se privilegiado por DEUS, e para isto não precisa ser PADRE, MONSENHOR, CÔNEGO, BISPO, PASTOR ou ocupar qualquer função eclesiástica, querido e nobre músico. VOCÊ É UM SER DIFERENTEMENTE ABENÇOADO! É tão verdadeiramente abençoado que Deus lhe deu o discernimento para criar lindas e maravilhosas melodias para amainar o sofrimento daqueles que não ouviram o sopro divino e enveredaram pelos caminhos da pedofilia, assaltos, roubos e diversos outros delitos. Quem não gostar dessas afirmações que tente fazer o que você faz. Quem conseguir gozará desse mesmo privilégio.
É preciso que pensemos em tudo isto e em muito mais. Não podemos dar o nosso lugar, sob qualquer pretexto ou argumento, aos anseios dos que desconhecem aquilo que fazemos. Ser músico é ser artista divino, pelo menos no momento em que nos entregamos ao Dó-Ré-Mi.

HUMILDADE DJAVANIANA, BENEFÃCIOS QUE DESCONHECEMOS E PESCADORES ORGANIZADOS

Vejamos, por exemplo, na França, quando um músico está desempregado o governo paga algo como seguro desemprego. Lá, apesar de uma consciência bastante amadurecida dos profissionais da música, isso também não foi conquistado sem luta, sem esforço. Todavia, para um benefício dessa natureza é preciso que exista uma entidade que congregue e bem represente a categoria.
Outro exemplo clássico que temos aqui no Brasil: quando os pescadores estão proibidos de pescar, a fim de que haja a reprodução da espécie e não comprometa a sua existência ou venha provocar a sua extinção, o governo brasileiro lhes paga um salário até que a pescaria volte a ser praticada. Isso custou organização da categoria pesqueira. Para receber o salário, chamado de SEGURO DEFESO, é preciso que o pescador seja associado à Colônia de Pesca de sua região. Outro caso ainda mais comum: para qualquer trabalhador que tenha a sua CTPS devidamente assinada e que fique desempregado, existe o Seguro Desemprego.
Observem, amigos, o músico não tem direito a esses benefícios. Sabem o porquê? Porque nunca se mobilizaram para conquistar seu espaço e procurar conhecer seus direitos. E sabe mais, não se conquista um espaço quando se está sozinho. Somente em sua casa isto é possível. Nos palcos, nem sempre.
Diferentemente do que se pode pensar, a OMB foi criada com objetivos exclusivamente voltados para o músico. Infelizmente, muitos membros da nossa classe ainda se acham auto-suficientes e que os deuses da inspiração são os verdadeiros responsáveis pelo sucesso que buscam através dessa arte milenar. Bem citado o nome de grandes artistas brasileiros num tópico postado no Orkut (Valorização do Artista), inclusive o de Djavan. A propósito: Quem conhece o Djavan de perto? O que Djavan já fez por algum músico de Alagoas? Inegavelmente, entendo que ele alcançou o sucesso que todos conhecemos, primeiramente graças a Deus – o Criador Maior, e, depois, à sua incontestável competência. Isto é indiscutível.
Mas, por onde anda ou quem achou a humildade djavaniana para ajudar aos nossos artistas? Quando ele aqui aparece recebe, sim, fervorosos aplausos dos músicos-fãs, além da platéia e, ainda assim, nem história de trancoso (história pra boi dormir) tem pra contar.
É preciso um melhor amadurecimento e tomada de consciência para, não vamos muito longe, buscarmos exemplos tais como: Daniela Mercury, Caetano, Gil, Spok, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Chico Anísio e milhares de outros grandes corações que nunca tiveram medo de dividir o palco com seus conterrâneos, tendo contribuído com centenas de lançamentos de novos artistas no mercado nacional. – Será que é medo ou egoísmo? Um artista renomado e reconhecido como Djavan, que saiu das brenhas de Maceió, de origem absolutamente humilde, jamais poderia e nem deveria se esquecer dos talentos alagoanos. Ou será que só depois dos 80, quando já estiver com a voz trêmula e uma bengala na mão (se chegar lá), vai tentar querer ajudar ou oferecer uma mísera passagem no VLT do Ciço Almeida à jovem galera do futuro que se destina aos bares da orla para alcançar a felicidade plena nos palcos de uma miserável Maceió? Com certeza, ele e tantos outros famosos músicos e cantores deste país não precisam, absolutamente, da Ordem dos Músicos. Entretanto, milhares de músicos precisam, sim. E é uma pena a falta dessa compreensão.
Ora, ora… se Djavan não ajudou a quem lhe proporcionou e permitiu sugar vários e vários acordes durante o seu aprendizado, e a quem sempre teve como amável e inestimável o amigo Tante (in memoriam), grande guitarrista-base do saudoso LSD, grupo musical que marcou época no Clube Português de Alagoas nos anos 60 e 70 do século passado, imaginem só se o GRANDE ARTISTA ALAGOANO DE EXPRESSÃO INTERNACIONAL vai ajudar a estranhos. – Carlinhos Moura que o diga!

FISCALIZAR A OMB É NECESSÃRIO. DISSOLVÊ-LA, JAMAIS.

Além de tantos outros e pelos fatos acima expostos, insisto, não pensem na extinção da ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL, mas em fiscalizá-la e não somente se deixarem fiscalizar, em não deixar se perpetuarem em seus cargos elementos (humanos?) nocivos à instituição e nem mesmo aqueles que o melhor por ela possam fazer, a menos que tal matéria seja deliberada pela categoria. Dessa forma, até os nocivos se perpetuam. É o que tem acontecido. É por isso que ocorreu o descrédito ao longo de todos os seus 50 anos de existência. Afinal, a renovação faz parte da essência democrática, mas o que ainda hoje vemos é um Conselho Federal composto por velhos caducos, porém raposas, que não desconhecem dinheiro.
Vejam que lindo seria a comemoração dos 50 ANOS DA FUNDAÇÃO DA OMB! Qual seria o tamanho do show em todo esse Brasil, se vivêssemos num país sério e não fosse esta pobre, podre e falida instituição que aí se encontra, descredenciada, desmerecida, desacreditada, desmilinguida… destruída pelos seus próprios senhores?

A nossa instituição não impede a execução muito menos a criatividade musicais – é isso que alegam os músicos radicais e desconhecedores dos benefícios conquistados através da Lei 3.857. O que os músicos deveriam fazer era exatamente o contrário. Lutar pela sua democratização e modernização, e pela imediata alavancagem para conseguir-se uma lei que reformulasse os atuais preceitos para os dias de hoje e para as verdadeiras necessidades do músico.
Façam uma pesquisa e não vão encontrar um profissional, consciente dos seus direitos e deveres, que queiram a extinção do seu Conselho ou Ordem, Colônia ou Sindicato e até Associação.
Por que se “brigou†tanto pela criação da entidade que nos representa há exatos 50 anos, e sob um minguado e raquítico argumento ou um desejo puro e simples de dispersão, de separação, de abandono ainda maior da categoria dos músicos, querer agora detoná-la, extingui-la?
Os grandes artistas não estão preocupados com a OMB porque são muito bem remunerados, (quem sabe até para deixá-la no marasmo em que se encontra. A ironia e todo o resto também são por minha conta). Aí você não está brigando em favor deles, mas contra você próprio que ainda não chegou lá e, quem sabe, talvez nunca chegue por conta da máfia maior (quando deveria ser sempre um Lá(r) Maior), responsável pelas falcatruas artísticas. Ou existe alguém tão ingênuo na nossa categoria a ponto de achar que no mundo artístico-musical brasileiro tudo é um paraíso? Meu caros, lá, a menor cobra é uma píton só que estupidamente venenosa.
Parem um pouco, pensem e reflitam: nenhum governo, inclusive estes aí, nas três esferas, Federal, Estadual e Municipal, está preocupado com que as categorias se organizem. Se organizadas já sofrem o pão que o diabo amassou, imaginem na condição de cada um por si e Deus por todos!
Mais uma vez: não se cansem. Vão lá, à sede da OMB em cada Estado da Federação! Aqui, em Alagoas, tenho absoluta certeza de que o seu presidente, atualmente o Sr. Abelardo Cavalcante, irá mostrar e prestar contas aos interessados. Não hesitem, apressem-se em andamento prestíssimo, mas não se entreguem diante de uma fermata e permitam o continuísmo, ou persistam com a absurda ideia da extinção da ORDEM. ISSO É NOCIVO À CATEGORIA DOS MÚSICOS! Outras categorias, enquanto defensoras da união da classe, devem estar rindo da ingenuidade idiopática, praticada pelos artistas músicos brasileiros.

O FIM DA OAB, DO CRM E DO CREA

É plausível pensar que os advogados vão lutar pela extinção da OAB, os médicos pela dissolução do CRM, os engenheiros pela evaporação do CREA e cada profissão já devidamente regulamentada pela avacalhação, desmoralização de suas categorias? O senso comum por si só responde: É PROIBIDO PENSAR ASSIM.
Não vamos misturar alhos com bugalhos, mas, por favor, leiam e atentem para a correlação que pretendo fazer abaixo:
Pela internet, recebi, e acredito que vários de vocês também, inclusive a pesquisa no GOOGLE exibe farto índice recheado de podridões, um abundante material dando conta de que a Dilma Rousseff, candidata à Presidência da República nas próximas eleições, praticou assaltos a bancos, responsável direta pela morte de vários brasileiros através das potentes metralhadoras que ela e seu bando portavam e de bombas de alto poder de destruição. Ela também mantém e manterá, com certeza, os mesmos pensamentos de desagregação de massa (só não para o dia e hora de votar), como os que aí estão e se mantêm no poder. Não podemos pensar em desagregar, em separar, em desunir ou em qualquer fator que, sabidamente, venha provocar o esfacelamento, e eu ainda diria, do embrião que é a OMB.

Façamos diferente: VAMOS À LUTA PARA MANTÊ-LA, ADMINISTRÃ-LA E DELA FAÇAMOS BOM USO, aproveitando, óbvio, o que puder ser proporcionado do ponto de vista legal. Sempre aparece alguém pra dizer que ela não faz nada, não oferece nada, além de perseguir com fiscalização, impedir e constranger artistas no palco ou fora dele, mas, na verdade, na verdade, pela natural acomodação, existem aqueles músicos que não se mexem, e às vezes até para receber um cachê espera o dinheiro chegar em casa ou no estúdio. Paciência né, meu!
Se, por qualquer motivo, alguém desejar se comunicar comigo, pode enviar email para brandao53@yahoo.com.br.
Um abraço e espero ser compreendido.
José Gomes Brandão.

Clique no link a seguir e ouça alguma(s) de minhas músicas:   http://musicasdobrandao.4shared.com/

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