E MAIS UMA VIDA FOI CEIFADA, INTERROMPIDA, ANIQUILADA
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UM PAI DOMINADOR, UM FILHO BARBARAMENTE TORTURADO E UMA SOCIEDADE PERVERSA TRANSFORMAM O AMOR NUM SENTIMENTO INATINGÃVEL
OH, SENHOR! TENDE PIEDADE DE NÓS.
CLIQUE EM Vitava-The Moldau, LOGO ACIMA, SE DESEJAR LER A MATÉRIA OUVINDO UMA LINDA MÚSICA.
A relação entre pai e filho muito se distanciou da prática salutar que sobejamente todos desejamos. A ignorância exacerbada e cruel, a rudeza inflexÃvel e assustadora, a excessiva e doentia austeridade e um comportamento digno de um psicopata eram tudo o que se poderia constatar com absoluta transparência, em todos os dias e horas que por ele se procurava.
Que ensurdeçam os profissionais da área. Com todo respeito, não é necessário ter formação acadêmica, mas uma boa leitura em matérias de conhecimentos especÃficos atualmente disponibilizadas por várias fontes fidedignas, para diagnosticar-se a psicose manÃaco-depressiva naquele que travestia o seu comportamento, esperando ser notado, nas declarações que pronunciava e em conversas com os amigos, como um indivÃduo sensato, equilibrado e previdente.
Apresentava muito frequentemente instabilidade emocional com caracterÃsticas marcantes como um estado de excitação comportamental associada a uma intensa hiperatividade que se distanciava excessivamente daquilo que o mais simples dos homens entende como normal, ficando, assim, caracterizada a fase de mania.
Não mais que de repente, para os momentos que caracterizam um comportamento deprimido, ele claramente apresentava ausência de conformidade, em que tudo parece estar em total desarmonia, em discordância absoluta com Deus e com os homens, encontrando no universo todas as falhas para imputar a alguém, apresentando-se completamente ansioso e, não raro, com ideias de um projeto suicida. E aÃ, mais que por ele próprio demonstrada, está a fase de depressão.
Isso mesmo, querido(a) leitor(a). Você analisará, nos relatos a seguir, o que diversos membros da sociedade musical, à luz da verdade, decidiram apresentar.
Devido aos mais diversos comentários que os leitores publicaram, em virtude de matérias arrazoadas pelo fanático e infame sensacionalismo de alguns tupiniquins que, infelizmente, transitam pelos corredores dos órgãos de comunicação do nosso estado, cabe-nos o direito de mostrar a esta mesma população a outra face da moeda, cujo objetivo único e exclusivo é fazer com que a emoção incontida não ultrapasse as barreiras da razão.
Como um simples refrescamento de memória, embora o encaremos desnecessário, assistimos permanentemente conteúdo de natureza policial sobre as barbáries cometidas em todo o solo dessa pátria mãe gentil.
Atualmente, em nÃvel nacional, a imprensa, no nobre papel de promover a informação aos cidadãos, por vezes os confunde — ou eles próprios se confundem —; noutras circunstâncias, porém, os estimula a práticas abomináveis. Indubitavelmente, entendemos que não é esse o seu objetivo, senão o de somente promover o esclarecimento. Todavia, para as emoções descontroladas, por qualquer que seja a razão, o que se vê são repetições dos mesmos ilÃcitos, apenas com personagens diferentes. Assim, sem que conheçamos a origem de cada problema, o sadismo de cada indivÃduo ou mesmo o masoquismo de outrem, difÃcil se nos torna darmos conta da razão sobre a qual prevalece o sentimento.
O controle da sensibilidade aos valores, da dignidade e do caráter passa a ter um grau de superioridade inatingÃvel, inabalável e incomensurável. A supremacia aà se faz presente e cada um se agiganta no topo da sabedoria, do poder, da propriedade dos direitos alheios, como, por exemplo, do livre arbÃtrio e do maior valor que Deus nos legou: a vida.
JACKSON, o filho
Criado sob um regime de total subserviência imposta pelo pai, assustado pelos seus descontrolados berros, massacrado pelos seus robustos socos, desonrado pelos inúmeros tapas na cara, humilhado pela sua fétida arrogância, descascado pelo seu impiedoso cinturão, retalhado por pedaços de mangueira, chacinado pelo seu lancinante cabo de aço e psicologicamente consumido e deformado, triturado e esmigalhado, atormentado e extremamente aterrorizado, Jackson Williams Félix Gomes da Silva, estudante e músico, clarinetista, 18 anos, de conduta e comportamento por todos admirados, adolescente de uma polidez pouco comum e de fino trato pessoal com quem se relacionava, era proibido de visitar a sua mãe sem o prévio consentimento de seu pai e, quando ocorria, era em dia e hora já devidamente agendados, devendo retornar para casa exatamente na hora determinada. Qualquer atraso era visto como afronta e desrespeito imperdoáveis, mesmo que fosse de apenas cinco minutos, sem nenhuma possibilidade de justificativa, sendo a severa punição o que satisfazia os instintos bestiais de seu pai, Antônio Jorge Gomes da Silva.
JORGE, o pai
Inegavelmente um trabalhador honesto, cumpridor de suas obrigações profissionais, músico e restaurador de instrumentos musicais, indivÃduo de difÃcil relacionamento com seus clientes, personalidade extremamente forte, com disposição incontrolada, com tendência a psicose manÃaco-depressiva, Antônio Jorge Gomes da Silva, 41 anos, separado civilmente, era bastante preocupado com a manutenção da alimentação do lar e com a formação escolar e musical de seu filho Jackson. Um pai que nunca dispensou carinho de qualquer natureza ao seu filho orgulhava-se da criação que lhe impunha e arrogava-se o privilégio de comandar todas as suas ações, importunando-o em salas de aula, causando situações intrigantes diante de seus colegas e professores, de modo demasiadamente rÃgido, não encontrado nos padrões da educação em voga ou, sequer, que se tenha ciência de sua prática nas décadas que sucedem os anos 30 do século passado.
Genitor de somente palavras rÃspidas, jamais beijou o seu filho. Ao invés disso, quando não encerrava perfeitamente o seu raciocÃnio para se fazer entender, sacrificava-o por não haver compreendido o teor do seu pensamento, restando-lhe a alternativa de, sob seu entendimento, como homem viril e destemido, de pai exemplar e conservador, infligir severas punições ao jovem. Não obstante, orgulhava-se, diante de clientes e/ou amigos, em dizer que essa era a forma de criação única e perfeita para não produzir um delinquente, um vagabundo ou um ladrão, expondo ao ridÃculo o seu próprio filho ao exibir as marcas do chicote espalhadas pelo seu corpo.
O filho, diferentemente do que se quis ou se deseje imaginar, desde a eclosão do seu amor filial, jamais prescindiu da companhia paterna que tratava com desvelo raro. Nela buscava a segurança, o conhecimento, a proteção e outros vários atributos pertinentes a todo filho que em si tem projetada a figura de maior importância para a sua formação pessoal e solidificação de sua personalidade. Beijava-o carinhosamente com destemor e sem inibição, porque a pureza de seus sentimentos jamais seria o óbice para a sensação de ameaça, de aversão ou de inapetência, mesmo sofrendo de quando em vez as indelicadezas da rejeição paterna.
Pelas tantas razões já acima evidenciadas e por tantas outras que você, querido(a) LEITOR(A), encontrará abaixo, não podemos nem devemos,  aqui ou alhures e, na verdade, em nenhures, tratar o jovem Jackson — ainda vivendo certo grau de imaturidade devido a sua criação totalmente isolada do convÃvio social mais amplo e saudável, restando-lhe apenas os momentos da escola tradicional e dos ensaios musicais — diferentemente de um jovem adolescente que tentou conciliar o trabalho, a escola e a arte musical com o comportamento arredio de seu pai, que nunca soube valorar as qualidades presentes em seu filho.
Não queremos justificar o injustificável, mas procurar aclarar os reais motivos que impulsionaram o filho a investir sobre o pai de uma forma fatal.
Agora, para uma mÃnima reflexão, você beijaria o seu pai se ele praticasse essas atrocidades com você? Por favor, continue a leitura e só responda a você mesmo(a) quando concluir.
LEIA RELATOS ESTAPAFÚRDIOS, MACABROS E ATERRORIZANTES
— Dona Flávia, ex-esposa do Jorge, separada há cerca de 16 anos, procura uma delegacia de polÃcia e, à época, faz uma denúncia contra o marido. Diante da delegada, ele confirma a versão da mulher e diz que se ela repetir o feito sofrerá nova agressão. A dona Flávia possui o documento expedido pela Delegacia e com assinatura da Delegada.
— Segundo assertiva do Jackson, o seu pai sempre falava que, se ele fugisse de casa para qualquer lugar, inclusive para morar com a mãe, mataria primeiro a ex-mulher, sua mãe, depois ele (Jackson), no momento que o encontrasse, e os enterraria no quintal de sua própria casa, filho e mãe, um sobre o outro na mesma cova. Em seguida, caso chegasse a se tornar suspeito pelos crimes, cometeria suicÃdio, mas não se entregaria à polÃcia.
Estava em vigência no Império Romano o regime do páter potestas. O pai tinha o direito absoluto sobre os filhos: podia casá-los, divorciá-los, escravizá-los, vendê-los, rejeitá-los, prendê-los e até matá-los. Hoje, vivemos o reverso daquela triste situação.
 â€Toda ação provoca uma reação de igual intensidade e em sentido contrário†(3a Lei de Newton) –  Evite provocar a ira dos seus filhos…
BÃblia
Efésios 6.4: E vós, pais, não provoqueis a ira aos vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor. …
 Colossenses 3.21: Vós, pais, não irriteis os vossos filhos, para que não percam o ânimo.
— Uma de suas mais constantes afirmativas, diante de amigos e/ou clientes, com o filho presente ou não, era que, se este usasse qualquer tipo de droga, teria seus dias contados. Matava-o e enterrava-o no quintal de casa, que ninguém ia saber por onde ele andava, porque nem a polÃcia tem interesse nas buscas por esse tipo de gente. E pelo seu perfil destemido, frio e calculista, os amigos afirmam que, sem dúvida, ele seria capaz de dar cabo de seu filho.
— O Sub-Ten Neurivaldo Siqueira Lima Filho, trompetista e contra-regente da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas – CBM-AL afirma que nas incontáveis visitas que fez ao Jorge, em sua residência, jamais presenciou alguém da famÃlia além de seu filho Jackson. Ele não gostava de receber seus familiares em sua casa.
— Após haver recuperado completamente um piano a partir de sua carcaça, para que o filho pudesse desenvolver sua musicalidade, num de seus acessos tresloucados e incontidos de fúria, simplesmente por ter achado baixa uma nota de prova escolar do Jackson, quebrou totalmente o piano a machadadas, tornando-o irrecuperável, e tomou-lhe o clarinete, proibindo-o de estudar música, até segunda ordem, além dos maus-tratos fÃsicos, agressões e pressões psicológicas em nÃveis aterrorizantes, aplicados com gritos assustadores. Quase todos os músicos de seu relacionamento conhecem essa história, narrada com euforia pelo pai, alegando em seus comentários que é assim que se deve criar um filho, dando-lhe exemplos do bem-viver.
— Por diversas vezes, depois de surrar o filho com um pedaço de mangueira, colocava-o de castigo sob o sol, nu e ajoelhado no quintal de sua residência, recebendo, ainda, tapas na cara. O tempo de castigo era variável, tendo chegado a duas horas na mesma posição sob o sol, com direito a sair do castigo, é claro, somente quando a ordem fosse dada.
— O 1º Ten Ailson de Melo, da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar – AL confirma que uma das últimas agressões mostradas pelo próprio Jackson ocorreu em frente à residência do Jorge, pelo fato de haver pedido que o filho solicitasse um táxi. Antes que o carro chegasse, por achar que estava demorando além do tempo habitual, esmurrou a boca do garoto, provocando-lhe diversos ferimentos internos e externo, enquanto bradava em voz alta: seu filho da peste, seu desgraçado e outros tantos impropérios.
— O Cabo José Romero, músico da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar – AL, um dos professores de clarinete do Jackson, sempre observou que o poder de concentração de seu aluno estava bastante comprometido, muito provavelmente, em face das pressões que ele sofria do pai, que lhe exigia resultados ultra-superiores ao que uma pessoa normal pode alcançar. Decerto, impulsionado pelo medo de errar, o Jackson apresentava um comportamento denotando muita pressa no que fazia, como se o pai estivesse sempre presente lhe fazendo cobranças. Bem observada, essa ocorrência sempre acontecia no inÃcio de todas as aulas e/ou atividades práticas.
— O Capitão Tarciso Pereira, músico, trombonista e ex-regente da Banda do 59BIMtz, atualmente Maestro da Banda de Música Prof. Manoel Alves de França, em Marechal Deodoro, conhece, dentre outros, o seguinte relato do Jackson:
Numa das ocasiões, no percurso entre buscar e levar o Jackson de sua residência à sede da Banda em Marechal Deodoro, ouviu a seguinte lamentação do rapaz: professor, já não aguento mais as torturas que o meu pai pratica comigo. Neste momento, estende e mostra ao Maestro Tarciso os braços cortados por cabo de aço, um dos instrumentos punitivos preferidos pelo pai. Muito calmamente, porém profundamente consternado e de coração partido, o Maestro Tarciso aconselhou o seu aluno a ter paciência e procurar dissimular aquelas torturas.
— Segundo o menor GFS, saxofonista e primo de Jackson, em determinada ocasião o Jorge mandou que o filho comprasse duas quentinhas de peixe para o almoço. Logo em seguida desiste da opção, substituindo o pedido por duas de frango. Não tendo compreendido bem, ou por esquecimento, a substituição que o pai havia feito, comprou uma de peixe e uma de frango. Ao chegar a casa, PASMEM, CAROS LEITORES!, a quentinha de peixe foi jogada em sua face e, após cair ao chão, o rapaz foi obrigado a apanhar e comer aquele alimento. Insatisfeito e furiosamente descontrolado, colocou o seu filho de joelhos e completamente nu sob o sol de meio-dia, espancando-lhe fortemente com as próprias mãos nas regiões das costas, tórax, abdômen e face.
— O Cabo Hailton dos Santos, da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar – AL, afirma e ratifica que lhe foi dito e mostrado em algumas ocasiões, e pelo próprio Jorge, as marcas das chicotadas nas costas do seu filho, resultante de suas agressões, sempre se vangloriando das atitudes que, segundo ele, só um pai responsável e previdente poderia ter, para que o seu filho não se desvirtuasse do caminho que lhe era ensinado (entenda-se: imposto) e que o futuro não lhe reservaria a decência nem o sucesso, caso trilhasse por outros caminhos.
Atitudes truculentas, bárbaras e criminosas que só uma mente insana de um psicopata pode produzir jamais conduzirão alguém pelos verdadeiros caminhos do bem.
— Estufando o peito, o Jorge sempre contava que um cliente (Sargento do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas), após haver questionado sobre o conserto de seu instrumento no momento em que foi buscá-lo, após tê-lo testado, fez uma pequena observação sobre o que acreditava ainda ser um pequeno defeito. Como já havia pago o valor cobrado (R$ 30,00) e o Jorge já estava com o dinheiro na mão, este acendeu o maçarico e, aos brados, queimou as cédulas, alegando que não precisava da porcaria daquele dinheiro, expulsando o cliente de sua residência/oficina.
— UMA HISTÓRIA QUE ELE (JORGE) FAZIA QUESTÃO DE REPETIR
Trabalhando para uma empresa, morava num pequeno quarto em terreno de propriedade deste seu empregador; era bem próximo à sua sede e, em determinada época, encerrou as atividades e foi embora, deixando-o continuar a morar no mesmo lugar. Sem que tivesse havido qualquer questionamento futuro do seu ex-empregador, ele foi construindo um imóvel que mais tarde seria a sua residência. Nela estabeleceu sua oficina de consertos e restauração de instrumentos musicais.
Alguém, ao tomar conhecimento de que aquele terreno se encontrava numa situação de irregularidade no tocante à sua propriedade, resolveu investir na tentativa de tomá-lo para si. O Jorge, como vingança pela atitude desvairada desse alguém, comprou algumas dezenas de litros de gasolina e vários botijões de gás para interligá-los com o objetivo único e exclusivo de provocar uma explosão na redondeza, tragédia que por muito pouco não foi consumada. Este era um fato contado, recontado e ratificado com orgulho e em tom de soberania por ele próprio (Jorge) a vários clientes e amigos. Alguns vizinhos devem conhecer bem a história da ameaça de explosão e sentir arrepios até os dias de hoje.
Em virtude de o Jorge ter demonstrado, em diversas ocasiões, muita agressividade, impaciência, ansiedade, um medo indefinido, por vezes um ar de incertezas, caracterÃsticas que colocariam qualquer cidadão em situação de suspeição, seria muito interessante a reabertura do processo que apurou o suicÃdio de uma de suas namoradas ou noiva, com uma profunda e completa investigação.
Com esta simples e pequena exposição de alguns dos tantos fatos que ficaram registrados ao longo dos vários anos que conviveram pai e filho, Jorge e Jackson, confiamos em DEUS e naquilo que a nossa consciência mais deseja e quer: a absoluta e verdadeira versão dos fatos, sem a condenação prévia e sem a formação de juÃzo de valor sob o calor das emoções.
Convivemos, conhecemos e temos a convicção sobre o comportamento de um jovem massacrado sob todos os aspectos, que não gozou em nenhum momento de sua vida da compreensão, do calor humano, da dedicação, do afago ao menos nas horas de dor e do mais nobre dos sentimentos que se traduz no amor — talvez um pouco de sua mãe devido à s circunstâncias e à s condições de precariedade que a vida lhe reservou —, mas nunca de seu genitor, que se fez presente em sua existência, entretanto de uma forma desastrosa, aterrorizante, desprezÃvel e detestável sob todos os conceitos e considerações. ImportantÃssimo teria sido existir, naquele que também lhe proporcionou a vida, o compartilhamento das dificuldades, a dedicação, a compreensão e uma relação de amizade equilibrada e respeitosa, genuinamente a relação entre pai e filho. Infelizmente não aconteceu, batendo-lhe à porta o infortúnio para tentar ceifar, interromper, aniquilar uma vida tão jovem quanto a sua, Jackson.
NÃO PELO FEITO, MAS PELO QUE VOCÊ É E SERÃ, TERà SEMPRE A NOSSA ADMIRAÇÃO.
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ASSINAM ESTE MANIFESTO PRÓ-JACKSON OS SEGUINTES PROFISSIONAIS DA ÃREA MUSICAL:
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Tarciso Pereira
Capitão Tarciso Pereira, trombonista e ex-regente da Banda do 59BIMtz, atualmente maestro da Banda de Música Prof. Manoel Alves de França, em Marechal Deodoro.
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Siqueira Lima
Sub-Ten Neurivaldo Siqueira Lima Filho, trompetista e contramestre de música da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas – CBM-AL
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Almir Medeiros
Almir Santos de Medeiros, músico, compositor, arranjador, professor e maestro.
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Jair Barbosa
Jair Barbosa, 1º violinista da Orquestra de Câmera da UFAL.
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GFS
GFS, 17 anos, menor de idade, saxofonista e primo do Jackson.
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Aldérico Ferreira
Cabo Aldérico Ferreira da Silva, músico, integrante da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas.
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José Romero
Cabo José Romero, professor de música, clarinetista, integrante da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas.
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Elizaubo Wandemberguer
Cabo Elizaubo Wandemberguer, clarinetista, integrante da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas.
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Hailton dos Santos
Cabo Hailton dos Santos, músico, integrante da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas.
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E eu que produzi o texto acima e conheci os relatos macabros dessa dura convivência,
BRANDÃO,
José Gomes Brandão, músico, compositor e arranjador.
http://musicasdobrandao.4shared.com/
Dissonância Musical x Dissonância Radical
Vesgo Olhar (Composição e arranjo: JG BRandão)
Não poucas vezes nos deparamos com situações adversas que simplesmente as ignoramos. Noutras circunstâncias, porém, precisamos dedicar uma atenção indesejada, digamos, mas não podemos ignorá-las.
Mesmo não sendo o caso aqui, tente escutar a música, cujo link está no topo desta página. Independente da ideia que se queira ou se possa fazer a respeito de consonância e/ou dissonância presente(s) em sua harmonia, há algo que soa um tanto estranho aos ouvidos ocidentais.
Por mais que o conceito de dissonância nos remeta à discordância, à divergência de opiniões entre duas ou mais pessoas, na música, quando bem aplicada, a sua definição nos causa um ar de relaxamento, de descontração e de uma afinação afetuosa com o universo.
Na matéria que abaixo transcrevemos, você verá opiniões desastrosas entre astros da MPB que, levando-se em consideração a seriedade do assunto em questão, acham que podem tudo por encontrarem-se no ápice do mastro, e sem lastro nem cadastro, onde mais se parecem criticastros ou filosofastros nos desrespeitam, e nos entristecem, e nos aborrecem, e nos tornam a boca amarga…!
A seguir, Caetano Lee e Rita Veloso, verberam, de modo humilhante e irresponsável, frases contundentes e desarmoniosas, em verdadeiras excreções dissonantes. Quem diria! Até que diria!
E não tem que ser um Zé Mané, da ProvÃncia de Alagoas, para expelir uma merda tão fedorenta, que aspiram e se deleitam, certamente, com toda aprovação, e sem ruÃdos nem repúdio, milhões de brasileiros! LAMENTÃVEL.
Não sou polÃtico e não votaria no Lula, mas eu gosto também dos analfabetos. Abomino, desde cedo, o analfabetismo. Do seu mÃsero saber, muitas vezes tido como inútil, por vezes ingênuo, chega-se ao ponto de abocanhar o que mais tarde se torna o filé mignon nas mesas dos abandados (ou abastados), nem que seja um simples (simples?) voto. Da mesma forma, não conheço Marina da Silva, porém a sua história deve e tem que ser respeitada, e não achincalhada.
Sinceros e cordiais agradecimentos ao meu amigo Dr. Antônio Manoel de Sá Cavalcante, eminente Defensor Público, que me enviou esta matéria.
http://musicasdobrandao.4shared.com/
O texto, ipsis litteris, conforme originalmente concebido.
A FOME DE MARINA
Por José Ribamar Bessa Freire*
Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabetoâ€. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fomeâ€.
Os Silva não têm saÃda: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.
Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensÃveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana.
Num paÃs dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercÃcio de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.
Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados.
De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercÃcio do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercÃcio da representação polÃtica.
A rainha do rock, debochada, irreverente e crÃtica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.“Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!â€.
Nenhum dos dois – nem Caetano, nem Rita – têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.
A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?
O mapa da fome
A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.
Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto Ãndice de mortalidade infantil.
Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraÃdas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.
A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aà mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever.
Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.
Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.
Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco , quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os Ãndios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.
Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal.
Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.
Tudo vira bosta
Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que – na voz de Rita Lee – a descredencia para o exercÃcio da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bostaâ€.
Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música – ‘Se Manca’ – dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babacaâ€.
Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas – ‘Você vem’ – ela faz autocrÃtica antecipada, confessando: “Não entendo de polÃtica/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… e faz piadaâ€. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar vocêâ€.
A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medoâ€. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.
Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?
Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il péte de santéâ€.
O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil…
Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercÃcio de liderança em nosso paÃs.
Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.
(*) Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos IndÃgenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)
Teo Vilela Exibe Seus Dotes Musicais
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O Programa do Gugu apresentou uma cena incomum na qual, loiras e morenas, bailarinas profissionais, têm a incumbência de promover a dança dos polÃticos em seu mais novo quadro. E o nosso Governador, Teotônio Brandão Vilela Filho, causa espanto, admiração ou indignação no povo sofrido alagoano ao remexer desengonçadamente o corpo, tentando entoar um trecho musical, com as morenas do Gugu, de uma antiga marcha carnavalesca (composta por Lamartine Babo em 1932 para o carnaval de 1933) que, certamente, pode ter sido cantada ainda pelo seu pai, o Menestrel das Alagoas? Este, sim. Quem conhece a sua história sabe que a polÃtica e a música sempre caminharam juntas durante toda sua trajetória de vida. Indubitavelmente, nós alagoanos gostarÃamos de assistir o velho Menestrel entoando canções e abraçando não loiras e morenas, mas as grandes causas nacionais.        Â
Orgulhosamente, poderÃamos assistir a essa apresentação não fosse o estado de lamúrias pelo qual vem passando a nossa querida ProvÃncia, diariamente, ao som de músicas fúnebres sem orquestra.        Â
Pensando bem e deixando de lado ideias preconceituosas, se a corrupção e a indecência polÃtico-administrativa não sucedessem (alarmantemente?) nas Alagoas, o nosso tão querido Governador jamais sofreria qualquer crÃtica generalizada do seu povo por simplesmente enxergar mais o brilho nos olhos das morenas do que no luar.        Â
Veja o trecho da canção que deixou o nosso Governador completamente atônito e estimulado:        Â
Linda morena, morena        Â
Morena que me faz penar        Â
A lua cheia que tanto brilha        Â
Não brilha tanto quanto o teu olhar.        Â
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E ainda, em mágicos abraços com duas super gatas quase desvestidas, em interpretação com direito a representação gestual, quem assistiu ao programa pôde constatar, o Governador Teo Vilela vive ali como se estivesse despertando de um dos seus mais desejosos pesadelos intitulado AGA-GÊ-É, ou melhor, acordando de rotineiros sonhos com os hospitais públicos alagoanos, onde essa população medÃocre que só lhe dá tão somente votos e dores de cabeça literalmente deita em berço esplêndido, distante dos confortáveis e sofisticados palcos e das loiras e morenas, sem sequer ter o direito a gente vestida de branco para lhe entoar uma funesta canção.        Â
A arte musical está morta no nosso Estado, aliás, na nossa ProvÃncia e foi por isso que o Senhor não conseguiu uma perfeita sincronia e afinação na expressão vocal, apesar de tão bem acompanhado por verdadeiras musas inspiradoras.        Â
Por isso e para não passar vexame, fazei ressuscitar, oh Senhor de todo esse Estado das coisas, a Orquestra Filarmônica de Alagoas que há anos languidamente foi instituÃda, e por única e exclusiva falta de boa vontade polÃtica, VIÇOSA e rapidamente dissolvida. A simples e única orquestra do Estado, que mesmo funcionando aos trancos e barrancos, louvaria o ilustre Governador. Bradai aos quatro cantos dessa ProvÃncia, oh Excelência, que ressurgirá das cinzas a Filarmônica que um dia encantou o velho Palácio dos MartÃrios. Mas não poderia haver tão efêmera coincidência de que logo mais adiante aqueles tais músicos enfrentariam o martÃrio tal qual esse mesmo Palácio que se tornou um casarão sombrio…        Â
Governador, essa ProvÃncia é fácil de ser gerida. Neste Brasil, somos quase a menor famÃlia. Com muito menos, aos pobres se dá guarida!        Â
Enquanto o orçamento anual para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo é de mais de R$ 60.000.000,00, sendo provenientes somente do Estado mais de R$ 40.000.000,00, o Estado de Alagoas não se envergonha de ter sido palco de um dos maiores escândalos financeiros deste paÃs: R$ 300.000.000,00 vazaram pelo ralo e dizem que só da Assembleia Legislativa. Para a Orquestra Filarmônica do Estado de Alagoas apenas seria necessário um orçamento anual de R$ 4.000.000,00. Apenas isto. É demais? E aÃ, V. Ex.ª cantaria afinadÃssimo e em qualquer ritmo, até canção de ninar para polÃtico opositor – este dormiria feito um anjo bom, apenas ao sussurrar da sua voz; com o seu canto, então, entraria em sono profundo, oh Senhor dos famintos e maltrapilhos!        Â
Como é fácil conduzir esse povo e essa ProvÃncia! Alagoas tem cerca de 3.000.000 de habitantes e vamos compará-la a uma famÃlia com 3 indivÃduos, sob o ponto de vista da praticidade de gestão. Veja São Paulo, oh Senhor dos esfarrapados, com mais de 40.000.000, correlativamente seria uma famÃlia com 40 infelizes. E então Excelência, o Senhor que dirige coisa miúda, daria conta da administração dessa prole ou no segundo dia de governo seria jogado aos abutres pela janela do Palácio dos Bandeirantes?        Â
Por que não abraçar as causas nobres e depois as morenas do Gugu, Governador?        Â
À primeira interrogação feita nesta matéria, obteremos sua resposta logo mais nas eleições que se aproximam, se Deus quiser.Â
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Ordem dos Músicos do Brasil – Sai ou fica?
ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL – SAI OU FICA?
Preços abusivos, incompetência administrativa, corrupção desenfreada, prática “milagrosa†para a perpetuação no poder e tantos outros tópicos, deixemos à parte. Cada um deles, com sua devida importância, merece e carece de uma bem aprofundada discussão e com embasamento jurÃdico até.
Entretanto, não podemos nos ater tão somente aos desejos de pessoas despreparadas, independente do cargo que ocupem, do tipo: “mermão, deixa de ser careta, pô! Vamo lá, vamo botá pra quebrá que essa porra de orde dos músico não leva ninguém pra canto nenhum.†Ou mesmo um elegante convite para criar-se um movimento pela extinção da Ordem dos Músicos do Brasil – OMB.
Sou músico, não atuante, porém sob a minha visão, aprendi que toda profissão organizada deve e precisa ser regulamentada.
- Será possÃvel não entrar na cabeça dos nossos músicos brasileiros que não somente os médicos, dentistas, advogados, engenheiros, psicólogos, metalúrgicos, comerciários e dezenas e dezenas de outras profissões procuram a regulamentação ou organização da profissão para ganharem força e conquistarem espaço junto aos poderes públicos, instituições públicas e privadas e ao público em geral?
- Devemos aceitar argumentos irresponsáveis, de quem quer que seja, com o intuito de extinguir uma entidade que congrega uma categoria trabalhadora qualquer? – Para quem isto é bom? – Certamente para os que têm interesse em desorganizar, despreparar, desorientar, desvirtuar inclusive o que ainda nem tomou um rumo decente – a OMB, independente da idade que tem, por conta das malévolas mãos que desarmonizam os instrumentos que a tocam.
Gente, não sou polÃtico à procura de voto e posso até ganhar malquerentes graciosamente, mas, ao invés de ficarem procurando aniquilar o que nem bem foi sustentado através de uma lei que começou precária e encontra-se hoje com o “Mal de Alzheimerâ€, por que não buscar e rebuscar a verdadeira funcionalidade da OMB, com presença marcante de seus representantes na casa dos “sábios†(Congresso Nacional), junto aos governos estaduais e municipais, etc., etc., etc.?
CÃCERO ALMEIDA: A REDENÇÃO DOS SANFONEIROS
 E por falar nisso, uma boa lembrança nos conduz, aqui em Maceió, ao prefeito mais popular do Brasil – CÃcero Almeida. Além de compositor e cant(ad)or de forró, ele também é forrozeiro. Pelo menos era. – O que ele já fez ou está fazendo pelos músicos de Maceió, municÃpio que está sob sua absoluta competência administrativa, financeira, eleitoreira e por aà vai? – O que ele fez pra minimizar a dor da fome das dezenas de nossos músicos, pais de famÃlia, que não têm um cachê pra ganhar?
Apenas estou tentando mostrar que contra o blindado CÃcero Almeida ou o não menos, claro, todo-poderoso Téo Vilela, ninguém faz nada, por exemplo, uma dura cobrança, e ainda o reconduziram, no caso do primeiro, e reconduzirão, no caso do segundo, para um segundo mandato, ajudando-os a se tornarem cada vez mais poderosos, ricos e opulentos – e você, pobre músico, recebe ajuda de algum deles? Reconhecimento? O que é isso?
Por favor, não venham me dizer que aqui não cabem citações dessa natureza. São eles mesmos, os maiores responsáveis pela inexistência de objetivos que já poderiam ter sido alcançados por essa categoria lascada, fuxxxx e mal paga. Pois é, eles sobem no mesmo palanque que você, querido músico, para pedirem votos sob a inocente e ingênua execução de canções para agradar o povão. E o cachê, quanto é? Aposto e tenho convicção e conhecimento suficientes e absolutos que, para os grupos de fora, e nem necessariamente renomados grupos, a coisa é descontrolada. Você também conhece, não? Contratos majestosos e benevolentes irritam e tiram o sono dos que aqui esperam para serem lembrados, inclusive na festa mais popular, O CARNAVAL, que o músico espera para contar com o maior cachê do ano. – Inveja? EgoÃsmo? Claro que não, mas o senso de justiça. Justiça? Ah, ela é cega!
UMA GRAVADORA, UMA ESCOLA E O ABC MUSICAL
E a ProvÃncia de Alagoas o que faz por você? Nem um (municÃpio) e nem outro (estado) está se preocupando com coisa alguma. – Existe aqui em Alagoas uma gravadora onde os músicos menos favorecidos possam registrar, a preços módicos ou financiados pelo poder público, o seu trabalho para comercializarem o que é o seu ganha-pão? Você, por acaso, tem aqui em Maceió uma ESCOLA DE MÚSICA ou UM SIMPLES CONSERVATÓRIO com professores competentes para fazê-lo desenvolver a sua criatividade latente, aquela que existe dentro de você e não há ninguém para impulsioná-lo, para orientá-lo sobre como aproveitar melhor o seu potencial e torná-lo um profissional seguro e consciente? Para orientar o profissional a fim de que jogue no lixo a mediocridade artÃstica e se estabeleça com determinação e perfil verdadeiramente racionais e coerentes? Ou será que cada um dos nossos músicos se acha um deus absoluto que pode dispensar os ensinamentos, a técnica e teoria instrumentais, como melhor harmonizar uma música, a técnica da composição, além de tantos outros conhecimentos, e muito mais se aprofundar nessa maravilha de arte que a natureza nos presenteou a tão poucos?
Sinta-se privilegiado por DEUS, e para isto não precisa ser PADRE, MONSENHOR, CÔNEGO, BISPO, PASTOR ou ocupar qualquer função eclesiástica, querido e nobre músico. VOCÊ É UM SER DIFERENTEMENTE ABENÇOADO! É tão verdadeiramente abençoado que Deus lhe deu o discernimento para criar lindas e maravilhosas melodias para amainar o sofrimento daqueles que não ouviram o sopro divino e enveredaram pelos caminhos da pedofilia, assaltos, roubos e diversos outros delitos. Quem não gostar dessas afirmações que tente fazer o que você faz. Quem conseguir gozará desse mesmo privilégio.
É preciso que pensemos em tudo isto e em muito mais. Não podemos dar o nosso lugar, sob qualquer pretexto ou argumento, aos anseios dos que desconhecem aquilo que fazemos. Ser músico é ser artista divino, pelo menos no momento em que nos entregamos ao Dó-Ré-Mi.
HUMILDADE DJAVANIANA, BENEFÃCIOS QUE DESCONHECEMOS E PESCADORES ORGANIZADOS
Vejamos, por exemplo, na França, quando um músico está desempregado o governo paga algo como seguro desemprego. Lá, apesar de uma consciência bastante amadurecida dos profissionais da música, isso também não foi conquistado sem luta, sem esforço. Todavia, para um benefÃcio dessa natureza é preciso que exista uma entidade que congregue e bem represente a categoria.
Outro exemplo clássico que temos aqui no Brasil: quando os pescadores estão proibidos de pescar, a fim de que haja a reprodução da espécie e não comprometa a sua existência ou venha provocar a sua extinção, o governo brasileiro lhes paga um salário até que a pescaria volte a ser praticada. Isso custou organização da categoria pesqueira. Para receber o salário, chamado de SEGURO DEFESO, é preciso que o pescador seja associado à Colônia de Pesca de sua região. Outro caso ainda mais comum: para qualquer trabalhador que tenha a sua CTPS devidamente assinada e que fique desempregado, existe o Seguro Desemprego.
Observem, amigos, o músico não tem direito a esses benefÃcios. Sabem o porquê? Porque nunca se mobilizaram para conquistar seu espaço e procurar conhecer seus direitos. E sabe mais, não se conquista um espaço quando se está sozinho. Somente em sua casa isto é possÃvel. Nos palcos, nem sempre.
Diferentemente do que se pode pensar, a OMB foi criada com objetivos exclusivamente voltados para o músico. Infelizmente, muitos membros da nossa classe ainda se acham auto-suficientes e que os deuses da inspiração são os verdadeiros responsáveis pelo sucesso que buscam através dessa arte milenar. Bem citado o nome de grandes artistas brasileiros num tópico postado no Orkut (Valorização do Artista), inclusive o de Djavan. A propósito: Quem conhece o Djavan de perto? O que Djavan já fez por algum músico de Alagoas? Inegavelmente, entendo que ele alcançou o sucesso que todos conhecemos, primeiramente graças a Deus – o Criador Maior, e, depois, à sua incontestável competência. Isto é indiscutÃvel.
Mas, por onde anda ou quem achou a humildade djavaniana para ajudar aos nossos artistas? Quando ele aqui aparece recebe, sim, fervorosos aplausos dos músicos-fãs, além da platéia e, ainda assim, nem história de trancoso (história pra boi dormir) tem pra contar.
É preciso um melhor amadurecimento e tomada de consciência para, não vamos muito longe, buscarmos exemplos tais como: Daniela Mercury, Caetano, Gil, Spok, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Chico AnÃsio e milhares de outros grandes corações que nunca tiveram medo de dividir o palco com seus conterrâneos, tendo contribuÃdo com centenas de lançamentos de novos artistas no mercado nacional. – Será que é medo ou egoÃsmo? Um artista renomado e reconhecido como Djavan, que saiu das brenhas de Maceió, de origem absolutamente humilde, jamais poderia e nem deveria se esquecer dos talentos alagoanos. Ou será que só depois dos 80, quando já estiver com a voz trêmula e uma bengala na mão (se chegar lá), vai tentar querer ajudar ou oferecer uma mÃsera passagem no VLT do Ciço Almeida à jovem galera do futuro que se destina aos bares da orla para alcançar a felicidade plena nos palcos de uma miserável Maceió? Com certeza, ele e tantos outros famosos músicos e cantores deste paÃs não precisam, absolutamente, da Ordem dos Músicos. Entretanto, milhares de músicos precisam, sim. E é uma pena a falta dessa compreensão.
Ora, ora… se Djavan não ajudou a quem lhe proporcionou e permitiu sugar vários e vários acordes durante o seu aprendizado, e a quem sempre teve como amável e inestimável o amigo Tante (in memoriam), grande guitarrista-base do saudoso LSD, grupo musical que marcou época no Clube Português de Alagoas nos anos 60 e 70 do século passado, imaginem só se o GRANDE ARTISTA ALAGOANO DE EXPRESSÃO INTERNACIONAL vai ajudar a estranhos. – Carlinhos Moura que o diga!
FISCALIZAR A OMB É NECESSÃRIO. DISSOLVÊ-LA, JAMAIS.
Além de tantos outros e pelos fatos acima expostos, insisto, não pensem na extinção da ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL, mas em fiscalizá-la e não somente se deixarem fiscalizar, em não deixar se perpetuarem em seus cargos elementos (humanos?) nocivos à instituição e nem mesmo aqueles que o melhor por ela possam fazer, a menos que tal matéria seja deliberada pela categoria. Dessa forma, até os nocivos se perpetuam. É o que tem acontecido. É por isso que ocorreu o descrédito ao longo de todos os seus 50 anos de existência. Afinal, a renovação faz parte da essência democrática, mas o que ainda hoje vemos é um Conselho Federal composto por velhos caducos, porém raposas, que não desconhecem dinheiro.
Vejam que lindo seria a comemoração dos 50 ANOS DA FUNDAÇÃO DA OMB! Qual seria o tamanho do show em todo esse Brasil, se vivêssemos num paÃs sério e não fosse esta pobre, podre e falida instituição que aà se encontra, descredenciada, desmerecida, desacreditada, desmilinguida… destruÃda pelos seus próprios senhores?
A nossa instituição não impede a execução muito menos a criatividade musicais – é isso que alegam os músicos radicais e desconhecedores dos benefÃcios conquistados através da Lei 3.857. O que os músicos deveriam fazer era exatamente o contrário. Lutar pela sua democratização e modernização, e pela imediata alavancagem para conseguir-se uma lei que reformulasse os atuais preceitos para os dias de hoje e para as verdadeiras necessidades do músico.
Façam uma pesquisa e não vão encontrar um profissional, consciente dos seus direitos e deveres, que queiram a extinção do seu Conselho ou Ordem, Colônia ou Sindicato e até Associação.
Por que se “brigou†tanto pela criação da entidade que nos representa há exatos 50 anos, e sob um minguado e raquÃtico argumento ou um desejo puro e simples de dispersão, de separação, de abandono ainda maior da categoria dos músicos, querer agora detoná-la, extingui-la?
Os grandes artistas não estão preocupados com a OMB porque são muito bem remunerados, (quem sabe até para deixá-la no marasmo em que se encontra. A ironia e todo o resto também são por minha conta). Aà você não está brigando em favor deles, mas contra você próprio que ainda não chegou lá e, quem sabe, talvez nunca chegue por conta da máfia maior (quando deveria ser sempre um Lá(r) Maior), responsável pelas falcatruas artÃsticas. Ou existe alguém tão ingênuo na nossa categoria a ponto de achar que no mundo artÃstico-musical brasileiro tudo é um paraÃso? Meu caros, lá, a menor cobra é uma pÃton só que estupidamente venenosa.
Parem um pouco, pensem e reflitam: nenhum governo, inclusive estes aÃ, nas três esferas, Federal, Estadual e Municipal, está preocupado com que as categorias se organizem. Se organizadas já sofrem o pão que o diabo amassou, imaginem na condição de cada um por si e Deus por todos!
Mais uma vez: não se cansem. Vão lá, à sede da OMB em cada Estado da Federação! Aqui, em Alagoas, tenho absoluta certeza de que o seu presidente, atualmente o Sr. Abelardo Cavalcante, irá mostrar e prestar contas aos interessados. Não hesitem, apressem-se em andamento prestÃssimo, mas não se entreguem diante de uma fermata e permitam o continuÃsmo, ou persistam com a absurda ideia da extinção da ORDEM. ISSO É NOCIVO À CATEGORIA DOS MÚSICOS! Outras categorias, enquanto defensoras da união da classe, devem estar rindo da ingenuidade idiopática, praticada pelos artistas músicos brasileiros.
O FIM DA OAB, DO CRM E DO CREA
É plausÃvel pensar que os advogados vão lutar pela extinção da OAB, os médicos pela dissolução do CRM, os engenheiros pela evaporação do CREA e cada profissão já devidamente regulamentada pela avacalhação, desmoralização de suas categorias? O senso comum por si só responde: É PROIBIDO PENSAR ASSIM.
Não vamos misturar alhos com bugalhos, mas, por favor, leiam e atentem para a correlação que pretendo fazer abaixo:
Pela internet, recebi, e acredito que vários de vocês também, inclusive a pesquisa no GOOGLE exibe farto Ãndice recheado de podridões, um abundante material dando conta de que a Dilma Rousseff, candidata à Presidência da República nas próximas eleições, praticou assaltos a bancos, responsável direta pela morte de vários brasileiros através das potentes metralhadoras que ela e seu bando portavam e de bombas de alto poder de destruição. Ela também mantém e manterá, com certeza, os mesmos pensamentos de desagregação de massa (só não para o dia e hora de votar), como os que aà estão e se mantêm no poder. Não podemos pensar em desagregar, em separar, em desunir ou em qualquer fator que, sabidamente, venha provocar o esfacelamento, e eu ainda diria, do embrião que é a OMB.
Façamos diferente: VAMOS À LUTA PARA MANTÊ-LA, ADMINISTRÃ-LA E DELA FAÇAMOS BOM USO, aproveitando, óbvio, o que puder ser proporcionado do ponto de vista legal. Sempre aparece alguém pra dizer que ela não faz nada, não oferece nada, além de perseguir com fiscalização, impedir e constranger artistas no palco ou fora dele, mas, na verdade, na verdade, pela natural acomodação, existem aqueles músicos que não se mexem, e à s vezes até para receber um cachê espera o dinheiro chegar em casa ou no estúdio. Paciência né, meu!
Se, por qualquer motivo, alguém desejar se comunicar comigo, pode enviar email para brandao53@yahoo.com.br.
Um abraço e espero ser compreendido.
José Gomes Brandão.
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