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Caramujos


22/05/2010 - 16:17 -

Fotopoesia

Carapaça de sonhos

Aos caramujos, seus cminhos!

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Bellas Donas


06/05/2010 - 16:40 -

Objetos, pessoas comuns, personalidades, artistas, mitos e lendas contribuíram inevitavelmente para a construção da história da mulher em diversos contextos sociais. De  artistas, mitos e lendas a mulher é ser indispensável à sociedade.  Nem objeto, nem discurso ou argumento, ela é fato, ícone de muitas histórias de luta que registram habituais mudanças em sempre novas, nobres e mutáveis convicções. Parabéns, mulheres, pelas história vividas. 

De pessoas comuns, artistas, mitos e lendas a mulher é ser indispensável na construção social da história.

Bellas Donas

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Uma terra sem montanha


01/05/2010 - 17:09 -

Novo Aterro Sanitário deixa sem trabalho 326 catadores de lixo. Moradores  vivem um drama constante não só pela disfarçada luta territorial, mas por tirar dos moradores da região seu único ganha pão.

Uma terra sem montanha

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Mulher Geração


19/04/2010 - 0:51 -

Mulher geração que gera ação...

Mulher violão, mulher melancia e mulher melão.

Mulher geração que gera geração que gera ação que gera…

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Pegador


09/04/2010 - 21:03 -

Pegador

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Poesia Visual – Renovação


05/04/2010 - 23:55 -

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Reflexos do cinema nos tempos modernos


01/04/2010 - 16:12 -

Charlie Chaplin, em Tempos Modernos, marcou na história do cinema com o processo dinâmico da relação do homem com seu trabalho.

Com ironia e graça de seu talento, ele transcendeu a uma reflexão de uma sociedade anestesiada pelo emergente e grandioso capitalismo.

Também, com maestria, Chaplin revelou, para a época, um afortunado personagem totalmente inserido e aniquilado pelas gulosas máquinas. Foi uma obra que estreou a trajetória de lutas, conquistas e até sentimentos de amor.

Trazendo esta obra à atualidade, observamos a reificação do homem por traços dinamizadores pelos excessivos conflitos existenciais, que acabam se confundindo com os fatigantes processos mecanizados de reprodução, refletindo no homem uma  conflituosa dúvida por não saber mais o que realmente deseja.

E o cinema, de forma mágica, reproduz histórias, trajetórias e idéias deste processo dinamizador. Ele entra aparecendo como máquina, projetando telas, mas revela à massa o espelho do que muitas vezes não consegue ser visto ou dito por outro meio. Ato notável e oportuno para reproduzir imagens – nobre façanha a do diretor e ator, totalmente contaminados pelo ludibriante poder da máquina que se projeta também ao mundo, modificando-o também.

Neste filme, o personagem também se projeta, principiado pelo trabalho excessivo, desmensurado e desmenbrado a dinâmica taylorista e de sentimento corporativista minado pelo capitalismo. Nele, o homem chega até a se confundir com a máquina e seu valor restrito à quantidade do que produzia e não a qualidade do que fazia. A produção sistemática da mesma coisa é considerada sem nexo. E este processo, de certa forma, reflete no pensamento e ações humanas. Da mesmo forma, hoje, é projetodo ao trabalhador.

Olgária Matos (2006), ao endereçar cartas ao Arqueólogo do Futuro,  esboça seu texto versando sobre a nova dinâmica temporal como artifício anfetamínico contra o desempenho do homem na nova sociedade tecnológica. Nele, a autora provoca uma nova proposta de dinamismo cultural promulgada pelos radicais e estudantes críticos contra o pragmatismo. Para ela, a trajetória por qual passavam perspectivas e condições no processo histórico de construção do homem desde a Revolução Francesa, a partir do eixo existencialista, vem sendo provocada e diluída pelas incertezas nos processos dinâmicos técnico-evolucionistas. O tempo é um fator crucial nesta construção do homem com ele mesmo, com seus desejos ou desencantamentos, e o pior, na corrida contra o lento trabalho excessivo. A idéia de “trabalhar menos†e lucrar mais é uma visão distorcida que não coincide com o real e atual mercado de trabalho. O fato é que, para se ter algo, é preciso trabalhar muito.  Assim, o homem permanece sem escolhas. Neste universo, o que antes se lutava e obtinha como conquista, perdia agora o sentido com os avanços, que ora tinha força produtiva, ora, destrutiva. É o verdadeiro processo de “reificação de si , para “perceber em si uma vida sem valorâ€, vivendo, portanto, uma nova era de “desvalorização de todos os valores† diante da imensa força contaminadora do dinheiro.

Enquadrado em vários contextos e, numa perspectiva epistemológica, o filme reproduz o processo de alienação cultural, no qual o homem vive do e exclusivamente para o trabalho, mas subexiste de sua essência, perdendo a noção de valor e de prioridades. 

Sem idealismos, comum a todas as abelhas que fazem cegas o mel, pelo próprio ato mecânico e total sem questionamentos das mesmas abelhas, o trabalhador alienado, embora especializado e capacitado para as dimensões do trabalho, jamais será o arquiteto de idéias projetivas. Este trabalhador jamais contribuirá para a complexa construção do mundo histórico. Sempre pensará assim, o senhor das idéias, construtor de histórias, escultor do mundo, diante da cultura do mais vil trabalhador da massa.

Os excessos deste processo atrapalha o tempo essencial de cada um.  Enquanto o homem se ocupa em reproduzir excessivamente o ritmo da máquina, ao mesmo tempo se esquece de perceber seus reais valores substituídos pela aquisição do dinheiro. São razões desmensuradas de práticas sem propostas que se processam sempre com o início, mas sem conseguir ver, de forma saudável e tranquila, o seu fim.

Envolvido com o trabalho, o homem se transforma, passando, então, a ser o desconhecedor das relações/situações em seu dia a dia, com o que vive e pensa fora delas.

Da mesma forma, vive o operário que, além de estar intrinsecamente retido no tempo, é sugado pela máquina e o relógio que lhe rouba a força, mas garante-lhe o salário seguro.

Inserido no mundo, no início, com sonhos, fantasias e perspectivas de crescer, motivados pela esperança de mudança para uma vida melhor, acaba não encontrando sentido no trabalho, abdicando,  aprendendo e se acostumando a viver sem sonhos.

Infelizmente, o nosso sistema, ainda taylorista, vem predominantemente se enraizando no pensamento do gestor. Na atual conjuntura, o homem consciente, não alienado, não serve, não existe, e só contribui para inflamar o processo dinâmico de crescimento tecológico em favor da redução do custo, acompanhado de mais produção. Assim, ele só será totalmente dispensável e inútil, quando suas idéias forem construtivas, produtivas e inovadoras.  E aí, sim, ele poderá ser comparado às máquinas!

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Ponte para a Ilha da Crôa


22/03/2010 - 9:15 -

Era de se esperar que ainda este ano a tão esperada ponte sobre o rio Santo Antônio, que liga o continente à Ilha da Crôa, não saísse no período carnavalesco.

Ao longo de 240 metros de extensão, a ponte tem agora seus dias contados para uma nova história de passagem. São séculos de lendas e histórias no anonimato.

Apesar das frases afirmativas dialogadas desde junho de 2002, de que com os recursos milionários já liberados aguardavam apenas etapas de finalização, só agora sua inauguração conclama tarefa cumprida no dia 11 de março, assim esperamos.

Culturalmente, esta comunidade tem seus olhos vedados por falsas crenças. O Carnaval bem estruturado já traz votos nas eleições e se animam com as festas. Não querendo nada mais que isto, os canoeiros conformam-se com os trocados que ganham com a canoa – sua única fonte de renda.

Só para não perder a praxi de dar crédito a quem faz estas afirmações, para ter a razão não é preciso ter premonição, nem acreditar em promessas políticas, a ponte de fato vai sair porque os recursos federais são aplicados e direcionados exclusivamente a este canal viário tão prometido por todos os políticos que por ali passam.

O lugar é de fato paradisíaco, como afirmam guias de turismo e experts no assunto. Possui praias belíssimas por serem ainda primitivas. A originalidade do nome Carro Quebrado, praia tida como a oitava mais bela do Brasil, traz uma história de visitantes que tiveram dificuldades no acesso a ela.

Os ribeirinhos são guiados por suas próprias convicções, ideologias e políticas, exaltando seu modo de vida de forma alienada e primitiva. Para se ter a idéias, a segunda-feira é conhecida como dominguinho, dia da ressaca que se cura com mais bebida.

Preferem viver em situação de miséria e pobreza. São acostumados à aparente equilibrada situação e conformados com promessas políticas dos políticos da região. Uma lâmpada substituída na praça é sinônimo de crescimento industrial e avanço tecnológico.

Contentam-se com pouca luz ou com uma simples reforma de praças nas quais se extraem árvores seculares que presenteiam a beleza do local. A praça, tão visitada pelos moradores, guarda no móvel de alvenaria a TV, veículo de comunicação, enraizando a originalidade do povo dessa região, segundo notícia no Jornal Nacional em 2006.

O meio mais promissor na geração de renda ainda é o turismo. Mas seus administradores não investem na área – talvez pelo temor dos olhos de turistas críticos que vêem na região um futuro promissor, ou talvez, demolidor, como queiram ver diante daqueles que entram e saem sem fazer definitivamente nada pela região.

Para se ter a idéia deste lugar tão paradisíaco, o mapa ainda é traçado nos limites territorial impostos pelas fazendas. E a Ilha, marcada pelo encanto e beleza do destino, não se revela nem nos mapas geográficos, muito menos hidrográficos – dificuldades encontrei ao fazer pesquisa nesta região.

Por ironia desse destino, o lugar saiu da esfera do feitiço agora para o enfeitiçado. Ainda há resquício de sua colonização em meados do século XVIII pelos holandeses e portugueses, com a construção do Farol e Igrejas, pontos que deviam ser também turísticos.

Em pesquisa historiográfica, essa região possibilitou total acesso aos colonizadores devido à sua geografia permitindo abertura para grandes navegações, como também um canal aberto e clandestino de comercialização de tráfego de negros ainda no final do século XIX.

Essa comunidade pesqueira ainda guarda na lembrança histórias, lendas, folclore e resquício da escola de estaleiros. Muitas embarcações foram confeccionadas e encaminhadas ao Recife. Esta prática ainda persiste, mas é manipulada por uma minoria que não passa dicas do ofício.

Culturalmente, a região vive quase que desativada. A maioria é composta por negros retintos. Raro encontrar alguém que assuma a cor e, embora guardem traços africanos, renegam aceitar o estigma.

Na história da monocultura canavieira em Alagoas e mesmo após a abolição da escravatura, muitos migraram para o litoral a fim de sobreviverem da pesca, mesmo assim, não deixaram de servir ao colonizador, pescando para este e pagando os “dízimos†àqueles. Muitos seguiam a rota de fuga por diversos rios que desembocavam neste rio Santo Antônio.

Contudo, para o monopólio das Usinas de Açúcar da região, gerando renda, todavia poluindo os rios com tiborna e explorando a mão de obra barata, a esta cultura não há argumentos nem história a contar.

Apesar de sabermos da importância destes recursos à construção da ponte é mister acreditar que sonhos virão, que servirão como um canal aberto ao mundo e que este venha muito cheios de possibilidades.

Não há mais como negar a esta comunidade o acesso à educação, à cultura, à economia e ao mundo. Acreditamos que, apesar de todas as dificuldades existentes em vários setores, algumas mudanças são cabíveis quando se investe não só em infraestrutura, mas em cultura, no homem e na sua história. A região tem muito a falar e esta ponte também tem a sua história pra contar.

Bem-vinda ao progresso Ilha da Crôa!

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