São as bibliotecas que consideram cultura e educação como temas prioritários, apresentam ações que em si são iguais – acervos, computadores, horários de funcionamento, atuação na comunidade. As diferenças são basicamente gerenciais. Bem ditos por Silvana Meirelles. A Biblioteca é além muros.
Precisamos valorizar essa instituição, que tem como uma de suas missões promover serviços de apoio à aprendizagem e livros aos membros da comunidade seja ele escolar, especializado ou universitário, oferecendo-lhes a possibilidade de se tornarem pensadores crÃticos.
Tornar a Biblioteca como uma instituição multicultural, uma Biblioteca Viva, aberta à visitação espontânea, acessÃvel e moderna, em conformidade com as perspectivas da inovação tecnológica, em condições de contribuir com a aceleração do processo de transformação cultural da sociedade, promovendo uma comunidade Sustentável.
Uma Biblioteca, enquanto espaço democrático, visa estabelecer vÃnculos por meio de ações integradoras no âmbito da sociedade, buscando nexos entre educação, informação, leitura, cultura e lazer. Neste contexto, deve desenvolver projetos de forma a propiciar a comunidade elementos significativos e estruturantes que possibilitem a construção do conhecimento nos mais diversos segmentos sociais.
Neste sentido, vários projetos são desenvolvidos garantindo a comunidade o acesso a todo tipo de conhecimento. Assim, ações são desenvolvidas pela Biblioteca garantindo a inclusão dos sujeitos em um mundo em constante evolução, com projetos que sejam essenciais no exercÃcio da formação da cidadania.
A Biblioteca é uma instituição que agrupa e proporciona o acesso aos registros do conhecimento e das idéias do ser humano através de suas impressões criadoras.
Existe uma necessidade de mudança do modelo tradicional das bibliotecas. Hoje as bibliotecas já estão mais envolvidas com projetos culturais tendo a preocupação de difundir a cultura local.
Como diz Coelho (1999, p.33), “a ação cultural de criação, ou ação cultural propriamente dita, propõe-se, diversamente, a fazer a ponte entre as pessoas e a obra de cultura ou arte para que, dessa obra, possam as pessoas retirar aquilo que lhes permitirá participar do universo cultural como um todoâ€.
No contexto atual da sociedade, os serviços das bibliotecas, não devem estar restritos ao seu acervo. Para atender à necessidade de informação da comunidade, a biblioteca deve utilizar os mais variados recursos.
A Biblioteca deve fomentar o diálogo intercultural por meio de ações, resgatando e divulgando a literatura oral e a cultura local, por meio de participações diretas em atividades desenvolvidas fora ou no ambiente da Biblioteca, tais como: feiras, seminários, bienal, visitas as escolas e universidades, hora do conto, entre outras. Assim, favorecer a diversidade cultural, despertando e promovendo o gosto pela literatura, pelo livro e pela leitura.
Posts para a tag ‘livro’
A Biblioteca com instrumento de ação cultural
segunda-feira, agosto 23rd, 2010Escritores alagoanos
segunda-feira, maio 3rd, 2010
Ontem estive presente em mais um lançamento, desta vez da escritora alagoana, Benilda Melo Guimarães (Blog: http://escritorabmg.blogspot.com),  em sua terceira publicação. Benilda, como diz Paulo Ramos, é uma escritora versátil. A escritora já publicou: “Sinais de Mikka†– Contos; “As rugas do papel†– romance e agora, “A última gota d’água do kabuletꆖ Literatura infantil. Em suas duas primeiras obras, tivemos o prazer de tê-las no estande da Secretaria de Cultura através da Biblioteca Pública durante a Bienal em 2005 e 2007.
Falar de escritores alagoanos é falar de: acesso ao livro, de incentivo a leitura, de despertar o gosto pelo livro e a leitura, é falar das prateleiras do setor alagoano da Biblioteca Pública do Estado, é falar das livrarias.
Aà surge um grande problema. ONDE ESTÃO AS OBRAS DOS ESCRITORES ALAGOANOS NAS PRATELEIRAS EM NOSSAS LIVRARIAS?
E AS ESCOLAS? APRESENTAM OS ESCRITORES ALAGOANOS A SEUS ALUNOS?
 Vamos à fala de Emanuelle Oliveira (2009), quando em seu artigo cita que:  Escritores tem que recorrer a editoras de outros Estados.
 “A produção literária em Alagoas não se limita a grandes escritores conhecidos nacional e internacionalmente, como Graciliano Ramos, Jorge de Lima, Lêdo Ivo e Aurélio Buarque de Holanda. Uma nova geração de poetas, contistas, romancistas e cronistas, inclusive dedicados ao público infantil vêm ganhando espaço em livrarias e bibliotecas do Estado, alavancados por bienais, a exemplo da que será realizada no mês de outubro em Maceió. Mas, entre as dificuldades sentidas por esses novos talentos da literatura está a falta de divulgação e ainda, de incentivo para a publicação das obras, visto que existem poucas editoras locais, como a Catavento e a Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), voltada principalmente para tÃtulos cientÃficos [...]â€

