Dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher
Em nome de Noélia Lessa, homenageio todas as mulheres alagoanas.
Noélia, foi a primeira mulher Delegada alagoana, foi a pioneira em Agências de Turismo em Alagoas, além de grandes ações sociais.
A todas, o meu abraço!
NOÉLIA LESSA = MINHA HOMENAGEM
(texto: Geraldinho Gonçalves )
“GERALDINHO! A Selenita, sua mãe, tem que se conformar em dividir você comigo, você também é meu filho”.
Quantas e quantas vezes escutei isso da querida NOCA. Ela me conheceu criança lá pela Rua Goiás, onde morava, e também os meus avós, Euclides e Jasmelina Gonçalves.
NOÉLIA LESSA foi uma mulher maravilhosa, corajosa, destemida, esposa e mãe exemplar. Quando Dr. Geraldo faleceu, muito jovem por sinal, NOÉLIA assumiu sozinha a educação e criação dos sete filhos homens, pois Deus não lhe concedeu nenhuma filha mulher, que dividisse com ela momentos de solidão e de confidências femininas. NOÈLIA cumpriu com maestria a sua missão, não decepcionou o marido e nem os filhos, lutou bastante e reescreveu sua história de vida.
Ficando viúva, não se limitou apenas à pensão do esposo falecido. Em 1965 voltou a estudar, tive então maiores aproximações com ela, pois foi colega de classe no Colégio Mota Trigueiros de minha primeira esposa Salete. No ano anterior, 1964, Salete foi obrigada a deixar o Colégio Moreira e Silva, porque nós havíamos casado em final de outubro, e ao regressar da Lua de Mel, já em novembro, a Diretora, Profª Miram Marroquim, proibiu-a de freqüentar as aulas porque não era permitido uma senhora casada misturar-se com as jovens virgens. Que tempos!
Ao tempo em que NOÉLIA, estudava, enveredava no mundo dos negócios; foi proprietária de uma Bomba de Gasolina em frente à Rua Goiás, no Farol, onde hoje se localiza o canteiro central dividindo as pistas e era o final da linha do Bonde; foi também proprietária de uma Lanchonete e Restaurante no 11º andar do prédio do Banco do Estado de Alagoas, onde nossa convivência foi ainda maior porque eu, apesar de funcionário do Banco do Brasil, negociava no ramo de Restaurante no Parque Hotel, que pertencia ao meu avô. Bons tempos!
NOÉLIA LESSA, para quem não sabe, foi a pioneira em Agências de Turismo em Alagoas. Criou a ALATUR, primeira Agência Turística, que anos depois foi vendida para os Irmãos Britto, fortes comerciantes em Maceió. Mas o que NOÈLIA queria mesmo era formar-se em Direito, e conseguiu. Fez Concurso para a carreira JURÍDICA, chegou a ser Delegada de Polícia (a 1ª…), foi também uma das pioneiras na luta pelos Direitos da Mulher.
NOÈLIA criou bem criado seus sete filhos, são todos homens de bem, infelizmente DEUS levou o mais velho Ricardo, a quem eu era mais ligado, muito jovem.
Durma em Paz, NOÉLIA LESSA, NOCA, Dª NOÉLIA, você será sempre lembrada por todos, e também por mim, seu meio filho como dizia.
Mais Cultura investe R$ 5 milhões para reconstruir bibliotecas de Alagoas
As oito cidades de Alagoas que tiveram suas bibliotecas públicas municipais destruídas terão seus equipamentos refeitos pelo Ministério da Cultura, em parceria com o governo do estado e os municípios. Em reunião ontem, em Alagoas, coordenada pela Secretaria de Cultura do Estado, o MinC apresentou a proposta de reconstrução das bibliotecas, por meio do Programa Mais Cultura.
Desde as enchentes, em junho, o ministério tem monitorado a situação das bibliotecas públicas municipais das cidades atingidas pelas cheias no Nordeste. Em parceira com a Secretaria de Cultura do Estado, foram levantadas oito cidades que tiveram seus equipamentos danificados: Paulo Jacinto, Branquinha, Murici, Quebrangulo, Rio Largo, Santana do Mundaú, Capela e Viçosa. No último dia 29 de julho, foi publicada Medida Provisória do Presidente da República destinando R$ 5,16 milhões para a construção de novas bibliotecas no lugar daquelas que tiveram seus prédios destruídos e a modernização das que foram afetadas pelas cheias, mas que preservaram seus prédios.
As bibliotecas a serem implantadas contemplam um novo modelo de equipamento cultural, do Programa Mais Cultura, em que o local tem um jardim de leitura integrado, um pequeno auditório, espaço para brincar e computadores conectados à internet. Cada nova biblioteca terá uma área construída de 310 m², com acervo inicial de mil livros.
Serão investidos R$ 450 mil pelo MinC, em cada biblioteca, incluindo a construção, acervo e mobiliário. Como contrapartida, o município doa o terreno onde será instalada a biblioteca, comprometendo-se a criá-la por lei, além da dotação orçamentária para a mesma. Por sua vez, o governo do estado irá disponibilizar equipe para orientar a instalação, bem como capacitar os profissionais do município que irão trabalhar no equipamento.
No final de agosto, equipes do MinC e do Governo do Estado de Alagoas farão visitas técnicas aos municípios atingidos. As prefeituras se comprometeram a entregar laudos técnicos referentes ao terreno onde será construída a biblioteca.
A técnica construtiva a ser aplicada pelo MinC permite agilidade no prazo de entrega do serviço. A proposta é que sejam utilizados materiais sustentáveis, como o solo-cimento, que utiliza matéria-prima abundante e tem um sistema de encaixe com redução de argamassa. Além disso, haverá o uso de cobertura com proteção termoacústica e sistemas de ventilação cruzada pelas partes altas, que permite iluminação natural intensa.
Além da construção das bibliotecas, o MinC também irá apoiar os demais municípios atingidos pelas enchentes, que não tiveram a biblioteca destruída, mas precisarão de apoio para a recuperação de acervo e mobiliário. Será marcada uma reunião com os prefeitos destas cidades para a elaboração de um plano de ação. Até o momento foram identificados 11 municípios nesta situação.
Mais informações: Neila Baldi (61) 2024-2629 / 2649 / 9104-3514
Bendito seja o Flimar
Dentre outros, há um motivo especial de nós alagoanos termos orgulho de nossa terra. Apesar das agruras passadas no dia a dia do povo, a preocupação do nosso estado e principalmente do secretário Carlito Lima é acreditar que com uma movimentação cultura na cidade de Marechal Deodoro em Alagoas, cidade esta que é do seu comando a cultura, surgiu a brilhante idéia do lançar a FLIMAR, juntamente com a Primeira Festa Literária de Marechal Deodoro aconteceu o movimento do PROLER Alagoano – Programa Nacional Incentivo a Leitura, dando continuidade as ações da Secretaria de Cultura do Estado nas atividades, coordenadas pela Maria Luiza Russo, voltadas para promoção do acesso ao livro e a leitura do nosso Estado, que vem incentivando e divulgando que a leitura é o melhor meio para o crescimento do cidadão.
A cidade de Marechal Deodoro estava em total festividade e para ser o primeiro evento aplicado, foi algo digno de aplausos até para estrangeiros que freqüentaram o local. Palestras por convidados de vários estados do país tiveram apreciação de todos, inclusive, dos filhos da terra que também mostraram através das apresentações do folclore local, que é de uma riqueza invejável á qualquer lugar do mundo. Fanfarras coreografadas matematicamente calculadas num ritmo dançante sem deixa nenhum visitante ficar parado.
As crianças se deliciaram com a identificação dos personagens encantadores dos contadores de histórias “Da Carochinha” espalhados pela cidade.
Maria Luiza Russo a madrinha do evento, PROLER e dos participantes, impecavelmente, promoveu encontros de pessoas do meio virtual, atiçando palestras isoladas em rodas de cirandas com poesias e debates nos temas abordados.
Alunos de colégios municipais e Estaduais tiveram a oportunidade de ter contato com o mundo literário cara a cara. Foi apresentado o livro como um amigo é apresentado a outro amigo. Receberam convites para freqüentar bibliotecas, ouvir palestras dos mais variados temas.
Outra surpresa espetacular foi demonstrações da rica cultura local, como a banda de Pífano, fanfarras e literatura de cordel com escritor Jorge Calheiros; o maestro do Cordel.
A cidade ainda preserva a cultura popular como fonte importante de informação para todos, deixando permanente a originalidade da cidade antiga para uma perfeita exposição atual do seu passado histórico.
Além de som clássico de músicas orquestradas espalhadas pela cidade, em pontos de repartições públicas, presenteando a população com uma qualidade musical aprazível aos ouvidos e ao crescimento intelectual do jovem, habituando-o a ter um contado cultural também através da música.
A cidade já tem um cenário invejável, ás margens da lagoa Manguaba, onde se faz serestas ao som de um sax executado por um solitário homem filho da terra, que brilha com suas canções olhando aquela paisagem encantadora.
A cidade inteira já respira cultura e é aprazível para qualquer escritor e artista nas mais diversas áreas compor e expor suas obras que terão um brilho especial com a ajuda do cenário.
A minha palestra sobre cultura nordestina embasada na literatura de cordel, abriu horizontes nas minhas produções literárias pela receptividade dos convidados presentes e pela importância que a Flimar juntamente com o Proler colocaram em pauta.
O impressionante é que veio de uma platéia infanto-juvenil com uma fome de saber extraordinária.
Percebe-se no olhar da criança que já começa a ter o contato com livro logo cedo e o prazer de ler vem passo a passo, tornando logo, uma necessidade de crescimento em forma de brincadeiras promovidas pelo município.
Que bom seria se todos os políticos pensassem iguais ao Carlito Lima; com uma visão de que é através do livro se gera uma fonte de crescimento para seu povo criando assim um berço cultural em prol de um futuro cidadão de bem.
O penhor da liberdade saído dos braços da mãe gentil, está nos livros na mais simples bibliotecas de sua cidade. É notório que um povo sem cultura é como um oceano de águas bravias com um barco sem deriva. O contrário de um povo que carrega em seu habitat um crescimento cultural. Com este tipo de evento, pois o resultado é notório e límpido, tendo vários exemplos de reconhecimento no país e no mundo.
Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da república foi um dos filhos dessa cidade que se chamava vila Madalena e posteriormente ganhou o seu ilustre nome. Nelson da Rabeca, o ilustre, conhecido pela fabricação única desse instrumento musical tão preciso no executar de canções aprazíveis aos nossos ouvidos.
A Flimar é um projeto digno de um povo que transborda cultura através de seus folclores espalhados na cidade. A chegança, O Bumba meu boi, o pastoril, a cavalhada, a vaquejada, a banda de pífano, a orquestra filarmônica do local, presenteiam a população em vários eventos.
Estou maravilhado e honrado de ter participado de um evento tão importante e orgulhoso de fazer parte da família desta terra idolatrada cheia de beleza e encantos mil.
A TODOS ENVOLVIDOS COM AMOR NESSE EVENTO, EXPONHO AQUI TODA A MINHA ALEGRIA DE SER UM ALAGOANO
SALVE, SALVE MARECHAL DEODORO – AL
Autor: Flávio Cavalcante
Proler alagoano 2010
Ao convite de Maria Luiza Russo, diretora da Biblioteca Estadual de Maceió, eu viajei a Alagoas para proferir palestra neste magnífico evento.
Esperava chegar lá e ver muitas coisas que se divulga aqui no sul sobre o nosso nordeste pitoresco. Eu vi, mas não podia esperar tanta união e trabalho em uníssono para chegar a um resultado tão importante que é o sucesso estrondoso de um evento cultural literário.
Os organizadores levaram manifestações culturais, das mais diversas, em todos os cantos da cidade de Marechal Deodoro, para que todo pais e o mundo pudessem aprender que não se devem poupar esforços diante da defasagem cultural que vive o povo brasileiro.
Interessante notar a coragem do prefeito Cristiano Matheus e de seu secretário Carlito Lima, em hora tão difícil, pois o momento histórico dificulta qualquer atitude para implantar projetos, ainda mais de cunho cultural, prestarem-se de bom grado a essa tarefa, para favorecer seu povo.
Maria Luiza Russo era a pessoa chave disso tudo, pois coordenou com talento e simplicidade todo o exigente pessoal. Não a vi em nenhum momento perder energia, ou se estressar por ter tanto serviço e responsabilidade sob sua eficaz batuta.
Tomou decisões, mudou procedimento, tudo com muita maestria, rigor e humor.
Lá estava eu, da tão longínqua São Paulo para falar de livros raros. Levei comigo exemplares de obras literárias ilustradas por artistas de primeiro naip. Estive com muita honra sob a orientação desta talentosa senhora, sem em nenhum momento, sentir por parte da assoberbada coordenadora, qualquer sobreposição a minha desencontrada figura. Muito pelo contrário, obtive dela todo respeito e admiração, apoio e reconhecimento pelo que eu levava comigo, inclusive no caráter.
Apresentei a palestra BIBLIÓFILO APRENDIZ, lembrando a figura do maior bibliófilo brasileiro e pioneiro nesta área, por aqui terra tupiniquim, o conceituado RUBENS BORBA DE MORAIS, autor de obras básicas sobre o assunto e que ocupou o cargo de diretor da Biblioteca da ONU. Eu o conheci ainda menino, quando por muitas vezes esteve em conferência com meu pai
Mais tarde seu acervo contribuiria para compor o de José Mindlin.
Palestra:
BIBLIÓFILO APRENDIZ
Meu nome é Líbano Calil (foto), estou aqui para falar de um assunto sui generis, tanto é raro encontrar interessados como conhecedores ou colecionadores.
Bibliofilia vem do grego, biblon é livro e philia, amor ao livro. Não é estudo da Bíblia. Este é também um livro. Para meu entendimento, quer dizer estudo do livro, ou como funciona este intrincado instrumento do saber. Estudar, colecionar e preservar o livro raro ou não. Já é raro quem o faça, por isso precisamos aprender a reconhecê-lo. É muito material precioso que relegamos e que acabam em alguma lata de lixo ou em depósito de sucata para desmanche. Claro! A humanidade se vê livre então de um documentário, ou de preciosas obras de arte, literária ou gráfica. Seus autores, com toda certeza, não nos proporcionaram seu talento impresso esperando de nós o descaso. Sem contar o que valem contados em dinheiro. Óbvio! Precisamos aprender a ver e depois a apreciá-lo.
O bibliófilo é um expert, pode: avaliar, restaurar, encadernar, arquivar e preservar o livro. É um herói a serviço da cultura: resgata, edita ou guarda um material que não ostenta, mas consulta e lê. Documenta seu saber. Observa-se que isso no futuro será essencial, ou se prova onde aprendeu, ou não tem solidez à afirmação. Lendo adquirimos o espírito do autor.
Vejamos por exemplo, esse exemplar da obra de Enock Sacramento intitulado René Lefèvre, publicado pelo empresário e colecionador Mauro Zolko.
Esse senhor, que adquiriu um grande acervo das obras de René, ainda em época que ela vivia, resolveu por bem catalogar a obra da artista, para em futuro breve evitar fraudes envolvendo o nome dela, pois seus quadros; como já estava previsto, passariam valer altas somas.
Observemos, então que estamos diante de uma edição bibliográfica. Logo de inicio esse livro vem bem protegido dentro de um estojo que envolve o exemplar, inclusive as margens que ficam voltadas para dentro do mesmo estojo, deixando a mostra apenas a lombada, onde podemos apenas identificar a obra, caso ela esteja em uma estante lotada.
Ao retirarmos a obra de dentro do estojo, notamos que sua excelente cartonagem (capa cartonada), não é encadernação, é capa dura e vem protegida com riquíssima sobre capa, em pesado papel Couchê Fosco. Notamos que ao soltarmos essa segunda proteção e em seguida abrindo-a, teremos a impressão, nesta peça, de uma bela paisagem reproduzida de um quadro de autoria da artista, rigorosamente selecionada, para não deixar nenhuma dúvida de que a caprichosa edição é realmente bibliográfica.
Ao vermos em seguida a cartonagem verificamos o mesmo esmero.
Em seguida podemos examinar que os cadernos impressos com o texto e as ilustrações, também cuidadosamente diagramados, se vêm envolvidos em guardas de papel bem fosco azul marinho, que contrasta com a cor branca e com o leve brilho do papel da impressão. A guarda tem esse nome porque guarda os cadernos costurados que formam o bloco do livro. Ela também dá o acabamento das costas de ambas às capas, dianteira e posterior.
Passemos a folhear o livro: a primeira página de dentro da obra é a que chamamos de Pré- Rosto, normalmente fora da numeração, esta traz impresso apenas o título do livro, e também nos ínsita a adentrarmos a obra. Já na página seguinte temos o Rosto, Frontispício ou Portada da obra. Aqui está impresso o nome do autor, no centro superior, já no centro da mesma página estão o título e o subtítulo. No centro inferior vem impresso o nome do logradouro onde foi confeccionada a edição, abaixo o da editora não raras vezes com seu endereço e finalmente a data da edição. Isso é elementar, mas não se generaliza.
Nesta obra a diagramação não nos permite visualizar seu Frontispício como é na maioria dos livros. Este se apresenta com um frontispício bastante estilizado.
Temos no livro, muitas vezes após a Portada, ou até no final da obra, depois do texto, o que chamamos de Kolophon, que funciona como a identidade do livro ali está documentado tudo sobre o mesmo livro, como: Tipo de papel, quem imprimiu; quem editou; quem patrocinou; o nome dos ilustradores, a quantidade de exemplares que compõem a edição, número do exemplar e muitas vezes o nome do proprietário, isso quando a obra é Ad-personam, etc.
Quero que vejam a Portada Monumental desta obra ilustrada por Gustavo Doré, é um clássico e traz estampada uma gravura, impressa a partir de chapa de madeira. O autor do trabalho de gravação não é do ilustrador, mas sim de um dos maiores do mundo. Toda a equipe de Doré era reconhecida por serem primorosos artistas.
Observemos essa obra de Samuel Coleridge, intitulada Vieux Marin editada em Paris em MDCCCXXVII.
O estado deplorável em que a apresento aos presentes. Por pouco seu ex-proprietário não a joga no lixo. Toda manchada, acidificada. Com a encadernação luxuosa gravada com ouro e ferro frio, desmontada, ralada, as guardas soltas. O caderno da obra só existe depois do Frontispício. Isso é para vermos como não se despreza uma obra tão rica. É álbum composto com, perto de, uma centena de xilografias e pouco texto. São; cada uma dessas peças, obra cobiçada. Quando em mãos de inescrupulosos, viram uma porção de quadros. São, contudo muito valiosos. A partir daí podemos concluir que se trata de obra extremamente rara, por estar ainda completa. Apesar de seu estado. É passiva de restauração, mas até o momento acredito ser mais útil assim, enquanto posso mostrá-la, em palestras como esta e que o desleixo é coisa escabrosa e produto de ignorância.
Depois do Kolophon, quando este vem no inicio da obra temos o índice ou sumário; que é a relação dos temas, que o autor desenvolve e a ordem em estão classificadas nos cadernos. Esse instrumento é para ajudar o leitor, a localizar o que procura dentro da obra e ao mesmo tempo, avaliar seu interesse antes de adquiri-la.
Continuando a paginação ou folheando o livro temos em seguida o Prólogo, Apresentação ou Prefácio, que funciona como se fosse um apresentador provocando o interesse do expectador, para que esse consuma no bojo do programa, o que lhe é oferecido.
A obra de Enock Sacramento é um exemplo típico de uma edição bem cuidada, de bom gosto e que foi feita para abrilhantar qualquer acervo, mais principalmente, daqueles que se utilizam deste tipo de obra, para informar-se antes de adquirir um quadro, neste caso de René Lefèvre.
Na palestra tive que intercalar tema para fazer o público, poder bem avaliar o que é Página de Rosto.
Mostrei in-loco um livro do autor Honoré de Balzac, intitulado La Fille Aux Yeux D’Or. Essa obra magnífica impressa sobre papel japonês Velin Imperial, ilustrada com Pointes Sèches de Jean Serrière, coloridas a pouchoirs, foi dedicada não mais que a Eugène Delacroix Le peintre francese. Nota-se, contudo que sua aparência inicial é extremamente simples, apenas quando passamos a folheá-la é que nos deparamos com seu conteúdo, feito para gostos exclusivos e requintados.
Não perdi a oportunidade de mostrar e com detalhes, a obra de Claudius Ptolemaeus, datada de MDLXVI, completa, no original e ainda com capa em couro não nato, de cabra, o pergaminho. Mostrei o mapa do Brasil e afirmei que era o primeiro mapa impresso sobre o Brasil, em papel de linho. Não é bem a verdade, o primeiro vem acoplado dentro da obra de G. B. Ramusio de MDLIV, mas os dois mapas são idênticos, então deixei passar, principalmente para aguçar a curiosidade do publico. Depois muitos quiseram manusear o pergaminho.
Afirmei que em mãos de antiquários também inescrupulosos esse exemplar teria sido desfeito, por causa dos altos preços, que as cartas (mapas) que o compõem alcançam nos grandes leilões europeus de artes. O que torna esse exemplar extremamente raro. Saliento que essa obra compõe parte de nosso acervo de quinze mil livros raros. Legado de meu pai, conceituado bibliófilo, que me ensinou a nobre arte.
Por ultimo apresentei o livro de Ferdinand Diniz, Le Brèsil, publicado em Paris no ano de MDCCCXXXVII, ilustrado com as afamadas gravuras que retratam o Brasil em época que ainda era colônia. Lembram-se daqueles viajantes que para cá vinham a fim de documentar nossa terra e depois mostrar as imagens aqui colhidas aos estupefatos europeus, que acreditavam estar diante do mais exótico de todos os lugares do mundo? As mesmas gravurinhas que aprendemos a valorizar, pois a maioria dos livros didáticos as traz como ilustrações, que todos nós apreciamos. Já é nosso costume reconhecê-las. Só que desta vez as vemos em suíte completa e no próprio estado original.
Líbano Montesanti Calil Atallah
Palestrante
Os meninos verdes de Cora Coralina
A poeta goiana Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985), diz que, aos 50 anos, viveu uma profunda transformação interior, que mais tarde chamou de “a perda do medo”. E foi só ao passar por essa experiência que ela se descobriu escritora e assumiu o pseudônimo Cora Coralina, publicando seu primeiro livro aos 76 anos.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
A escritora, cuja casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária, é a homenageada no espetáculo Os Meninos Verdes de Cora Coralina, que a Cia Voar Teatro de Bonecos, de Brasília, apresenta na terceira etapa do Palco Giratório, que será realizado dentro da programação da mostra Aldeia Sesc, nos dias 29 de agosto (Arapiraca) e 03 de setembro (Maceió).
O espetáculo mostra as pequenas criaturas verdes encontradas no jardim de Dona Cora. Eles conquistam o afeto da poetisa através de suas brincadeiras, estripulias, do exercício da imaginação e da pureza. Tudo com simplicidade, assim como no livro, onde a autora usou ternura para narrar meninices, brincadeiras e sonhos, trazendo a identificação não somente nas crianças, mas também nos adultos.
A história original é preservada em sua essência, rica em metáforas e simbolismo, revelando o lado da autora que poucas pessoas conhecem: a literatura para crianças de Cora Coralina. As situações do livro são transportadas para o palco através do teatro de bonecos, permitindo criar cenas repletas de poesia.
Sobre a companhia
A Cia Voar de Teatro de Bonecos foi fundada em 2003 por Marco Augusto, diretor e bonequeiro oriundo do Grupo Bagagem Cia. de Bonecos, onde atuou por 15 anos. A Cia tem como proposta o estudo e a prática do teatro de bonecos, levando em conta a sua tradição e inovações. Também visa compartilhar suas experiências através de oficinas e ações sócio-culturais no Ponto de Cultura Ação Cultural do Gama (DF).
Ficha técnica:
História Original: Cora Coralina
Direção e Adaptação: Marco Augusto
Elenco de bonecos:
Cora Coralina: Marco Augusto
Menino 01 e Jardineiro: Laércio Nicolau
Menino 02: Lúcia Corrêa
Menino 03 e vizinha: Alessandra Barros
Iluminação e Sonoplastia: Wesley Barbosa
Confecção de bonecos e cenário: o grupo
Desenhos e computação gráfica: Paulo Pietro
SERVIÇO
Data: 30/08
Horário: 09h às 13h – 14h às 18h
Local: SESC Arapiraca – Rua Manoel Cazuza, s/n, Bairro Santa Edwiges Inscrições: gratuitas (20 vagas)
Destinada a adolescentes e adultos, com ênfase na iniciação ao teatro de bonecos. Irá explorar possibilidades de composição e animação de personagens a partir de materiais recicláveis como garrafas pet, meias, barbante, tecido, isopor, fios de nylon, etc. Objetos que, juntos, se transformam em formas animadas e expressivas, podendo desenvolver várias possibilidades de manipulação, de criação de personagens e histórias. A partir daí, serão abordadas algumas considerações sobre a linguagem do teatro de bonecos, como a relação público-plateia, interpretação de personagens, criação de sonoridades expressivas e impostação de voz. O objetivo é iniciar na linguagem do teatro de bonecos, estimulando a criatividade e fugindo de modelos padrão, reaproveitando materiais que provavelmente iriam para o lixo.
A Biblioteca com instrumento de ação cultural
São as bibliotecas que consideram cultura e educação como temas prioritários, apresentam ações que em si são iguais – acervos, computadores, horários de funcionamento, atuação na comunidade. As diferenças são basicamente gerenciais. Bem ditos por Silvana Meirelles. A Biblioteca é além muros.
Precisamos valorizar essa instituição, que tem como uma de suas missões promover serviços de apoio à aprendizagem e livros aos membros da comunidade seja ele escolar, especializado ou universitário, oferecendo-lhes a possibilidade de se tornarem pensadores críticos.
Tornar a Biblioteca como uma instituição multicultural, uma Biblioteca Viva, aberta à visitação espontânea, acessível e moderna, em conformidade com as perspectivas da inovação tecnológica, em condições de contribuir com a aceleração do processo de transformação cultural da sociedade, promovendo uma comunidade Sustentável.
Uma Biblioteca, enquanto espaço democrático, visa estabelecer vínculos por meio de ações integradoras no âmbito da sociedade, buscando nexos entre educação, informação, leitura, cultura e lazer. Neste contexto, deve desenvolver projetos de forma a propiciar a comunidade elementos significativos e estruturantes que possibilitem a construção do conhecimento nos mais diversos segmentos sociais.
Neste sentido, vários projetos são desenvolvidos garantindo a comunidade o acesso a todo tipo de conhecimento. Assim, ações são desenvolvidas pela Biblioteca garantindo a inclusão dos sujeitos em um mundo em constante evolução, com projetos que sejam essenciais no exercício da formação da cidadania.
A Biblioteca é uma instituição que agrupa e proporciona o acesso aos registros do conhecimento e das idéias do ser humano através de suas impressões criadoras.
Existe uma necessidade de mudança do modelo tradicional das bibliotecas. Hoje as bibliotecas já estão mais envolvidas com projetos culturais tendo a preocupação de difundir a cultura local.
Como diz Coelho (1999, p.33), “a ação cultural de criação, ou ação cultural propriamente dita, propõe-se, diversamente, a fazer a ponte entre as pessoas e a obra de cultura ou arte para que, dessa obra, possam as pessoas retirar aquilo que lhes permitirá participar do universo cultural como um todo”.
No contexto atual da sociedade, os serviços das bibliotecas, não devem estar restritos ao seu acervo. Para atender à necessidade de informação da comunidade, a biblioteca deve utilizar os mais variados recursos.
A Biblioteca deve fomentar o diálogo intercultural por meio de ações, resgatando e divulgando a literatura oral e a cultura local, por meio de participações diretas em atividades desenvolvidas fora ou no ambiente da Biblioteca, tais como: feiras, seminários, bienal, visitas as escolas e universidades, hora do conto, entre outras. Assim, favorecer a diversidade cultural, despertando e promovendo o gosto pela literatura, pelo livro e pela leitura.
Quem de nós não é contador de histórias?
Contar histórias é uma tradição que a sociedade humana, desde os mais antigos tempos, realiza. É um ritual mágico entre o contador e seus ouvintes.
Esse ato socializa cura, possibilita novas descobertas, torna as vivencias mais transformadoras. A cada “contador”, está um jeito especial de contar histórias, seja: nos gestos, nos sons, nos objetos utilizados, no vestuário, o modo de contar histórias varia muito.
Existem aqueles que contam histórias que aprenderam, geralmente são histórias de que gostam, e contam pelo prazer de falar e serem ouvidos. Na relação entre narrador e o contador de histórias, segundo Beneti (2000).
“… Contar histórias é revelar segredos, é seduzir o ouvinte e convidá-lo a se apaixonar… pelo livro… pela história… pela leitura. E há gente que ainda duvida disso. O contador é aquele que diz, por isso precisa saber bem o que irá dizer. Precisa ter dúvidas, certezas, conhecimento, estudo e talento. Talento de sedução. Fazer-se ouvir não é tão fácil assim, ainda mais quando atendemos a um público sem idade…”
Segundo a Wikipédia, a enciclopédia livre, “O narrador é a entidade que conta uma história. É uma das três pessoas em uma história, sendo os outros o autor e o leitor/espectador. O leitor e o autor habitam o mundo real. É função do autor criar um mundo alternativo, com personagens e cenários e eventos que formem a história. É função do leitor entender e interpretar a história. Já o narrador existe no mundo da história (e apenas nele) e aparece de uma forma que o leitor possa compreendê-lo.”
Temos muitos exemplos do poder da “contação”, pra mim um dos maiores exemplos de contador de história esta com o autor da aventura: “Em busca da Terra do Nunca”, Londres, 1903.
Filme baseado em fatos reais onde um autor de peças teatrais J.M.Barrie (Johnny Depp), num passeio rotineiro pelos jardins Kensington, em Londres, conhece a família Davies, onde a mãe Sylvia (Kate Winslet), viúva recente, e seus quatros filhos também usufruíam do belo jardim. Barrie se torna amigo da família. Não foi difícil essa empatia, pois logo que conheceu a família sua inspiração aflorou, o convívio com as crianças incitava sua imaginação,. brincadeiras e histórias que envolvia castelos, piratas, reis,naufrágios e outros.
Barrie transformava seu dia-a-dia num cenário de contos. Basta ver quando ele abria a porta de seu quarto, aonde ele entrava?
A convivência com as pessoas lhe despertava a imaginação e descobria um belo personagem. Assim Barrie, como verdadeiro “contador de histórias”, em seus dias vividos com a família Davies, num verão, deu vida a seu personagem de maior sucesso, Peter Pan.
Para Fitzpatrick da Editora Objetiva, “Histórias nos arrancam do tempo e do espaço comuns e nos transportam para um reino onde os sentimentos humanos têm o poder de transformar a realidade. No mundo das histórias, os sentimentos podem fazer com que pessoas comuns tenham força suficiente para matar bruxas, enganar gigantes, abater dragões e conquistar um príncipe ou uma princesa. As histórias conservam a esperança de que, mesmo que o mundo possa ser complicado e assustador, os monstros mereçam ser mortos, e o amor verdadeiro possa triunfar no final”.
Assim, o ato de contar histórias sendo na sala de aula, entre amigos, na biblioteca, no orfanato ou asilo, no hospital, na praça pública em qualquer ambiente, pretende-se ajudar o indivíduo, a entenderem melhor o seu dia a dia, cercado de limitações, frustrações, conflitos, auxiliando sua adaptação à vida ou problemas rotineiros, facilitando assim a comunicação entre a criança o adulto, o jovem,seja ele: aluno, idoso, crianças enfermas, qualquer classe de indivíduo.
Enfim, um trabalho de tece, onde unidos estão: o livro, a história, o contador, o prazer, a imaginação e nossas fantasias.
Segundo Farias (2000), Para contar histórias é necessário DOM! Este DOM de desejo, de observação e de melhoria. Este DOM de dedicação, de oportunidade e de mobilização. Este DOM de disposição, de obstinação e de motivação.
Este DOM que construímos com o tempo. Este DOM que é “privilégio”, mas que só podemos desfrutar quando compartilhamos. (O que vem a ser um privilégio). Este DOM que é “dádiva”, mas que só faz sentido quando repartimos com os outros.
Vamos tecer nossos prazeres?
Acervos culturais destruídos pelas chuvas
Trabalho de recuperação é minucioso A pró-reitora de Desenvolvimento Humano da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e presidente da Associação Alagoana de Profissionais de Biblioteconomia (AAPB), c, visitou municípios do interior de Alagoas para verificar os danos aos acervos das Bibliotecas Públicas atingidas pelas enchentes.
Motivados pela comoção nacional diante da notícia da perda dos acervos da Biblioteca Pública Graciliano Ramos, na cidade de Quebrangulo, profissionais e estudantes de Biblioteconomia colocaram-se à disposição para auxiliar nos procedimentos básicos de conservação preventiva. “Todos ficamos muito sensibilizados e recebemos o apoio de colegas da região Sul que também sofreram catástrofes semelhantes”, explica Nóbrega.
Sob a coordenação das bibliotecárias Wilma Nóbrega e Maria Luiza Russo (coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas) o grupo colocou o pé na estrada e contou com o apoio de entidades significativas na área.
“A Federação Brasileira de Associação dos Profissionais Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab) mobilizou instituições e órgãos nacionais e internacionais para subsidiarem informações acerca dos procedimentos emergenciais. Além de iniciar uma campanha de doação de obras de Graciliano Ramos para as Bibliotecas Públicas Municipais dos municípios atingidos”, explica Wilma Nóbrega.
As chuvas também trouxeram prejuízos culturais para os municípios atingidos. Ao desembarcarem nos locais, as equipes ficaram impressionadas com a destruição. “Em Quebrangulo, deparamos-nos com um quadro lamentável. Restaram apenas cerca de 100 livros de um total de 5.000 volumes. Das obras do Mestre Graça, apenas um título, das mais recentes edições”, relata a bibliotecária.
Mesmo diante das perdas, as coordenadoras orientaram os profissionais que atuam nas bibliotecas para a adoção de medidas emergenciais para recuperação dos livros. Segundo Wilma Nóbrega, muitas obras estavam encharcadas e já apresentavam sinais de fungos. Para secá-los, seria necessário o uso de um desumidificador. No entanto, falta energia elétrica no prédio. “Constatamos, portanto, a perda total de equipamentos, mobiliários e verificamos profundas e longas rachaduras nas paredes”, disse.
A equipe lamentou os danos encontrados nas bibliotecas, no entanto afirmam que manterão o compromisso com a reconstrução dos espaços. “Continuaremos apoiando e mobilizando a sociedade para a renovação dos acervos nos municípios atingidos”, afirmou a presidente da AAPB.
Perdas são irreparáveis
Diante da calamidade, o secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas, já está negociando com o Ministério da Cultura para garantir o apoio federal na recuperação das bibliotecas do interior de Alagoas. A previsão é que, em breve, sejam disponibilizados recursos para reconstruir os acervos.
“A Uneal e a AAPB reafirmam seu compromisso social, apoiando iniciativas e mobilizando profissionais qualificados para salvaguardar os acervos arquivísticos, bibliográficos e audiovisuais dos equipamentos culturais do Estado, visando especialmente à preservação e o resgate da memória alagoana”, ressalta Wilma Nóbrega.
Fonte: Ascom Uneal
Mães…
Mães
Hoje dias das mães, pelo calendário.
Dizem que nossos dias são todos os dias. Não importa.
Hoje quero abraçar todas as mães.
Mães,
Brancas, negras, mulatas, amarelas
Índias, estrangeiras, BRASILEIRAS!
Mães que: geraram filhos e não tiveram a felicidade de ter e as que geraram e, felizes os têm.
Mães criadoras, avós, tias, irmãs…
Mães que acalentam e as que repudiam os filhos
Mães adotivas
OS PÃES! Pais que são mães e as Mães que são pais.
Mães trabalhadoras, zeladoras
Mães donas do Lar
AS GUERREIRAS!
MINHA MÃE!
Bom… A todas as mães e as que dizem que são, hoje especialmente vivam, curtam todas as mordomias que a data proporciona.
Muita PAZ, SAÚDE E AMOR.
QUE OS ANJOS DIGAM AMÉM!
PARABÉNS!
Escritores alagoanos
Ontem estive presente em mais um lançamento, desta vez da escritora alagoana, Benilda Melo Guimarães (Blog: http://escritorabmg.blogspot.com), em sua terceira publicação. Benilda, como diz Paulo Ramos, é uma escritora versátil. A escritora já publicou: “Sinais de Mikka” – Contos; “As rugas do papel” – romance e agora, “A última gota d’água do kabuletê” – Literatura infantil. Em suas duas primeiras obras, tivemos o prazer de tê-las no estande da Secretaria de Cultura através da Biblioteca Pública durante a Bienal em 2005 e 2007.
Falar de escritores alagoanos é falar de: acesso ao livro, de incentivo a leitura, de despertar o gosto pelo livro e a leitura, é falar das prateleiras do setor alagoano da Biblioteca Pública do Estado, é falar das livrarias.
Aí surge um grande problema. ONDE ESTÃO AS OBRAS DOS ESCRITORES ALAGOANOS NAS PRATELEIRAS EM NOSSAS LIVRARIAS?
E AS ESCOLAS? APRESENTAM OS ESCRITORES ALAGOANOS A SEUS ALUNOS?
Vamos à fala de Emanuelle Oliveira (2009), quando em seu artigo cita que: Escritores tem que recorrer a editoras de outros Estados.
“A produção literária em Alagoas não se limita a grandes escritores conhecidos nacional e internacionalmente, como Graciliano Ramos, Jorge de Lima, Lêdo Ivo e Aurélio Buarque de Holanda. Uma nova geração de poetas, contistas, romancistas e cronistas, inclusive dedicados ao público infantil vêm ganhando espaço em livrarias e bibliotecas do Estado, alavancados por bienais, a exemplo da que será realizada no mês de outubro em Maceió. Mas, entre as dificuldades sentidas por esses novos talentos da literatura está a falta de divulgação e ainda, de incentivo para a publicação das obras, visto que existem poucas editoras locais, como a Catavento e a Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), voltada principalmente para títulos científicos [...]”





