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Escola integral, um aparelho de proteção aos jovens

quinta-feira, novembro 18th, 2010

 Temos um bom motivo para celebrar: o Ministério da Educação acaba de anunciar que mais 133 escolas públicas de Alagoas passarão a funcionar, em 2011, no regime de tempo integral. Somente na Capital serão mais 36 escolas voltadas o dia inteiro para os estudantes. Somando-se a isso mais 12 escolas que contarão com o programa no município de Rio Largo, e outras 5 em Marechal Deodoro, têm-se, apenas na Grande Maceió, um total de 53 estabelecimentos públicos de ensino integrados a esse novo perfil da educação brasileira.

 É motivo, sim, para comemorar, pois, na outra ponta, no lado negro da frustração, permanece a má notícia de que Alagoas, com destaque negativo para Maceió e Arapiraca, ostenta o desprezível troféu de constituir-se o Estado federativo mais violento, aquele em que crianças e jovens vivem no ambiente mais hostil, sempre mais vulneráveis a toda sorte de violência.

O “Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasilâ€, lançado pelo Ministério da Justiça há 5 meses, revela dois aspectos estarrecedores. O primeiro, é que os jovens latino-americanos são os que mais sofrem com a violência, e Brasil e Colômbia são os grandes focos. Quando comparado com os países da Europa, o nível de violência é 16 vezes maior entre toda a população. Relacionando os dados apenas entre os jovens, esta estatística sobe 31 vezes.

 O segundo elemento a se extrair desse “Mapaâ€, como fonte para reflexão e para um planejamento governamental de urgência, é que a taxa de homicídios em Alagoas, na população de 15 a 24 anos, é de 125,6 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes da população geral. E, tão grave quanto a tragédia em si: essa taxa alagoana era de 30,2 em 1997, elevando-se em 415,9% até 2007, o que fez o Estado passar da 14ª para a 1ª posição desse ranking indesejável.

As causas desse desmonte avassalador contra nosso mundo juvenil são permanentemente discutidas por educadores, sociólogos, psicanalistas, pedagogos. Quase sempre se conclui que um dos fatores dessa violência recai sobre a vulnerabilidade decorrente da pobreza econômica. Vê-se, ao lado disso, como elemento agravante, o mergulho que jovens, e muitas vezes até crianças, no destruidor mundo das drogas, sobretudo do crack, uma forma perversa e barata de eliminação de vidas.

Ninguém, certamente, deixará de enxergar que a ausência da escola como instrumento de informação, de aprendizado e de formação moral, de comportamento ético, de valorização da condição humana, é a causa mais plausível, mais visível e mais determinante dessa condição de vulnerabilidade do nosso universo infantil e juvenil. Se falta a escola, se não comparece o bom ensino, se não há a merenda escolar, se não existem aulas de educação física, se não são aplicadas práticas de esporte, de cultura e arte, aí sim, tem-se o quadro adequado à marginalidade, às drogas e à morte.

A boa nova de que o Governo Federal, em articulação com o Estado e municípios, colocará mais 133 escolas públicas em regime de tempo integral, traz uma esperança muito grande de que outros tempos, e bons tempos, estão por chegar. Não resta dúvida de que esse modelo de educação tem todos os ingredientes para servir de amparo real e salvador para os jovens, retirando-os dos riscos da rua e mantendo-os num ambiente saudável de construção e de esperança.

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Eliminar a miséria, para o Brasil seguir mudando

quarta-feira, novembro 3rd, 2010

A vitória, no último domingo, da economista Dilma Roussef como Presidente do Brasil tem um significado profundo na caminhada de transformações que o país acolheu, a partir da primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002.

Além do simbolismo que essa eleição imprime, por elevar, pela primeira vez na nossa história, uma mulher à Presidência da República, a conquista de Dilma tem todos os ingredientes para aperfeiçoar os avanços sociais até aqui obtidos e, mais do que isso, dar ao Brasil as reformas básicas, estruturais, institucionais, tão evidentemente necessárias e há tanto tempo desejadas por vastas parcelas da sociedade.

Estou convencido de que Dilma Roussef será marcada, ao final do seu mister, como a   presidente que conduziu, através do Congresso Nacional, as reformas que adequarão o Brasil ao mundo, tornando nosso país mais moderno, mais eficiente , mais viável, mais preparado para o desenvolvimento pleno..

Se tenho essa confiança de que Dilma, por seu perfil rigorosamente técnico e por sua vontade de ferro, aliado à robusta base parlamentar que a sustentará , será a Presidente das reformas, mais convencido estou de que ela fará um Governo voltado para a eliminação da miséria , extirpando uma vergonha que ainda agride mais de 23 milhões de brasileiros, mesmo a  despeito dos outros 20 milhões que saíram desse subterrâneo sob a égide de Lula.

Questões cruciais, como educação, emprego, segurança e proteção à família, avanços no setor da reforma agrária e da agricultura familiar, dentre outras, todas elas partes integrantes do combate maior à eliminação da miséria, custarão a Dilma e a seu Governo esforço concentrado, atenção redobrada e a aplicação de muita energia. Mas, certamente, carecerão de políticas estratégicas centrais, nas quais serão relevantes a participação e a colaboração de toda a sociedade.

Retirar da penúria, da indigência, 23 milhões de seres humanos que não dispõem de renda suficiente para cobrir os custos mínimos da sua principal necessidade básica, que é a alimentação, requer uma determinação governamental hercúlea e um esforço nacional sem precedentes, mesmo considerando que o Presidente Lula, na sua arte exemplar de governar para todos, mas privilegiar os mais pobres, conseguiu, de 2003 para cá, dar um baque espetacular na miséria, reduzindo-a em mais de 60%, nos seus 8 anos de gerenciamento do Brasil.

Não posso duvidar de que Dilma será capaz de unir o Brasil e entregá-lo ao seu sucessor ( ou sucessora, porque agora pode) uma Nação com N maiúsculo, mais igual, mais sadia, mais próspera e mais feliz.

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A música como elo de elevação e inclusão

segunda-feira, maio 31st, 2010

O Ministério da Educação está destinando a escolas públicas do Brasil, milhares e milhares de instrumentos musicais, que formarão bandas e fanfarras e grupos de hip hop, beneficiando, nesse primeiro momento, mais de 120 mil estudantes. Em Alagoas, estão contempladas unidades escolares do Estado e do Município, em Maceió, Arapiraca e Palmeira dos Ãndios, favorecendo cerca de 2.700 alunos.
Pouca atenção esse programa do MEC certamente despertará na maioria das pessoas, sobretudo da classe política, pois aqui não se fala de pontes, de estradas, de rodovias, de canais de irrigação, de barragens, de viadutos, de estádios, enfim, de um monte de obras suntuosas, algumas até sem importância qualquer, muitas delas destinadas a sangrar os recursos públicos e a fazer a festa de políticos desonestos.
Mas o certo é que essa iniciação musical, mesmo se dando na forma de fanfarras, tem uma importância significativa na formação dos jovens brasileiros. Primeiro, porque a música – e isso está cientificamente provado -, desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporciona um estado agradável de bem-estar, facilita a concentração e o desenvolvimento do raciocínio. A música é uma formidável força geradora de vida, atuando de modo poderoso sobre nosso corpo, nossa mente e nosso coração.
Noutro aspecto, quanto mais a criança e o jovem forem envolvidos em atividades complementares do aprendizado, mais chances terão esses seres de êxito na vida pessoal, afastando-se, de modo saudável, dos riscos gerados por uma sociedade degradada pelas drogas e pela violência.
Quando se sabe que Alagoas detém altíssimos indicadores de violência e de criminalidade, que fazem de nossas cidades, especialmente Maceió, aglomerados urbanos de enorme vulnerabilidade contra os jovens, é sempre animador verificar avanços na complementação do processo educacional. Quanto mais tempo nossos estudantes passarem na escola, favorecendo-se de uma boa formação e de atividades extraclasse que os animem na cultura, na música, no esporte, mais sólidas serão as barreiras contra a marginalidade.
Os indicadores revelados no Ãndice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência –IJV, resultantes de pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Ministério da Justiça, divulgados em novembro de 2009, que colocam Maceió como a 1ª Capital brasileira, e 13ª cidade do país mais vulnerável à violência contra sua juventude – no rol dos 266 municípios acima de 100 mil habitantes levantados -, tendem a sofrer duro baque toda vez que se criem para os jovens, dentro e fora da escola, condições favoráveis a sua manifestação cultural, esportiva e artística.
Será com uma educação de qualidade, capaz de oferecer bons conteúdos e de integrar a família ao processo de aprendizagem, e com a construção de um ambiente que propicie a crianças e jovens ocupação sadia da mente, do corpo e do espírito, que construiremos um caminho seguro de cidadania. Somente quando Estado se fizer presente, de maneira clara e concreta, na cidade, no bairro, na vila, no campo, adotando a educação como meio insubstituível de elevação humana, é que haveremos de ter esperança de um futuro melhor. É nisso que devemos confiar.

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