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Button vence na Austrália e Massa fica em terceiro


28/03/2010 - 5:50 -

Depois da abertura da temporada no Bahrein, não se falou em outra coisa: alguma coisa tinha que ser feita para diminuir a chatice da Fórmula 1. Quem tratou de resolver esse problema foram os próprios pilotos, que no GP da Austrália deste domingo enfrentaram chuva, superaram acidentes e protagonizaram ultrapassagens que fizeram a vitória de Jenson Button mais emocionante até mesmo do que as provas do começo do ano passado, quando o mesmo inglês dominou o circuito.

Button largou em quarto lugar, mas contou com uma boa estratégia de troca de pneus e, principalmente, com a sorte. Porque, se não fosse o problema nos freios de Sebastian Vettel, a vitória deveria ficar mesmo com o alemão, que saiu na pole position e outra vez lamentou a falta de confiabilidade de sua Red Bull. Confirmando a imprevisibilidade da corrida, o polonês Robert Kubica levou a Renault a uma heroica segunda posição, após sair em nono.

Felipe Massa chegou em terceiro lugar e obteve seu segundo pódio seguido, beneficiado após uma boa largada. O brasileiro somou 33 pontos e encostou no companheiro Fernando Alonso. Ao contrário do brasileiro, o espanhol da Ferrari foi o maior prejudicado na saída, mas conseguiu chegar bem após uma corrida de recuperação e manteve a liderança do Mundial com 37 pontos.

Rubens Barrichello fez uma corrida discreta e provou que, de fato, o bom desempenho da Williams no treino de classificação era o limite do carro. Ele largou em oitavo e chegou nesta mesma posição. Já o brasileiro Lucas di Grassi resistiu bastante com sua Virgin, e ficou na corrida durante 41 voltas. Bruno Senna durou bem menos: abandonou logo no sexto giro.

*UOL

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RBR domina treino na Austrália


27/03/2010 - 12:58 -

O alemão Sebastian Vettel conquistou na madrugada deste sábado a sua segunda pole position seguida na temporada, ao ser o mais rápido no treino classificatório para o GP da Austrália, que terá largada às 3 horas (de Brasília) de domingo. Confirmando o domínio da Red Bull, o australiano Mark Webber ficou em segundo lugar – não foi desta vez que ele conseguiu comemorar diante da torcida.

“Vamos mostrar a eles”, exclamou Vettel no rádio de comunicação com a equipe. Foi um desabafo após sair na frente no Bahrein e chegar apenas em quarto lugar na primeira corrida do ano. “O Mark está correndo em casa, então é um pouco engraçado, porque ele fez a pole na Alemanha no ano passado e agora estou me vingando”, brincou o alemão.

Felipe Massa continuou mais lento do que Fernando Alonso na Ferrari, assim como já vinha acontecendo nos treinos livres. O brasileiro vai largar em quinto lugar, enquanto o espanhol sai na terceira posição.

CONFIRA O GRID DE LARGADA

1. Vettel (ALE) – Red Bull – 1min23s919
2. Webber (AUS) – Red Bull – 1min24s035
3. Alonso (ESP) – Ferrari – 1min24s111
4. Button (GBR) – McLaren – 1min24s675
5. Massa (BRA) – Ferrari – 1min24s837
6. Rosberg (ALE) – Mercedes – 1min24s884
7. Schumacher (ALE) – Mercedes – 1min24s927
8. Barrichello (BRA) – Williams – 1min25s217
9. Kubica (POL) – Renault – 1min25s372
10. Sutil (ALE) – Force India – 1min26s036
22. Di Grassi (BRA) – Virgin – 1min30s185
23. Senna (BRA) – Hispania – 1min30s526

*UOL

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Hamilton lidera treino livre na Austrália


26/03/2010 - 16:45 -

O inglês Lewis Hamilton aproveitou o curto período de tempo antes da chuva forte que caiu em Melbourne e cravou o melhor tempo do primeiro dia de treinos para o Grande Prêmio da Austrália, que terá largada na madrugada de domingo, às 3 horas (de Brasília). Seu companheiro de equipe Jenson Button fez a segunda volta mais rápida e assegurou a dobradinha da McLaren. Rubens Barrichello foi o melhor brasileiro, em nono lugar.

O segundo treino livre começou com um pequeno atraso devido a uma leve chuva, que não chegou a atrapalhar o desempenho dos carros no início da sessão, que seria interrompida três vezes por causa da água. Os primeiros 15 minutos foram bem aproveitados por Hamilton, que marcou 1min25s801, seguido de perto por Button, com 1min26s076, os dois melhores tempos do dia contando as duas sessões livres.

“Não fui para a pista enquanto ela estava molhada”, observou Hamilton. “Ainda temos algumas coisas para ajustar na terceira sessão livre, mas corremos bem, deu para sentir a resposta do carro”, completou. Seu companheiro Button também foi cauteloso: “Foi só prática, e estou certo de que estivemos com menos combustível que a Ferrari e a Red Bull, mas vamos ver amanhã”.

Mesmo com a chuva, os tempos foram melhores no segundo treino, e o australiano Mark Webber terminou na segunda colocação, logo à frente de Michael Schumacher. A Renault, que liderou a primeira sessão com Kubica, voltou a andar bem, mas desta vez com Vitaly Petrov, em quinto lugar. O polonês não melhorou o seu tempo e foi o décimo melhor do dia.

Após finalmente conseguir superar o companheiro Rosberg, Schumacher comemorou a sua quarta colocação: “Como sempre nas sextas-feiras, é difícil julgar por esse desempenho, já que todos pareciam ter prioridades diferentes. Mas estou muito feliz com os treinos, mesmo que não tenhamos corrido tanto”.

Barrichello, que foi o primeiro a entrar na pista após a primeira chuva leve, acabou como o melhor brasileiro, com o nono melhor tempo.

A Ferrari não aproveitou tão bem as condições da pista molhada, focou nos ajustes do carro e seus dois pilotos não melhoraram tempos em relação ao primeiro treino.

Confira os tempos:

1. Hamilton (McLaren) – 1min25s801
2. Button (McLaren) – 1min26s076
3. Webber (Red Bull) – 1min26s248
4. Schumacher (Mercedes) – 1min26s511
5. Petrov (Renault) – 1min26s732
6. Buemi (Toro Rosso) – 1min26s832
7. Sutil (Force India) – 1min26s834
8. Liuzzi(Force India) – 1min26s835
9. Barrichello (Williams) – 1min26s904
10. Kubica (Renault) – 1min26s927
11. Rosberg (Mercedes) – 1min26s956
12. de la Rosa (Sauber) – 1min27s108
13. Kobayashi (Sauber) – 1min27s455
14. Massa (Ferrari) – 1min27s511
15. Hulkenberg (Williams) – 1min27s545
16. Vettel (Red Bull) – 1min27s686
17. Alonso (Ferrari) – 1min27s747
18. Alguersuari (Toro Rosso) – 1min28s572
19. Kovalainen (Lotus) – 1min29s860
20. Trulli (Lotus) – 1min30s695
21. Glock (Virgin) – 1min32s117
22. di Grassi (Virgin) – 1min32s831
23. Senna (Hispania) – 1min33s401
24. Chandhok (Hispania) – 1min34s251

*UOL

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A volta da Petrobras à Fórmula 1


17/03/2010 - 14:32 -

A Petrobras está perto de retornar à Fórmula 1. Apesar de parte da imprensa brasileira já dar como certo o acordo da estatal com a equipe Lotus, a petrolífera diz que o contrato ainda “está em fase de análise”, e a negociação deve ser finalizada até o final do mês de março.

Segundo nota publicada na coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a Petrobras voltaria à categoria a partir do GP da Espanha, no dia 9 de maio, e o valor do acordo de patrocínio para a equipe de Heikki Kovalainen e Jarno Trulli ficaria em torno de U$$ 9 milhões (cerca de R$ 15,8 milhões).

A estatal, que foi parceira da Williams por 11 temporadas entre 1998 e 2008, passaria a estampar sua marca nos carros verde e amarelos da novata Lotus, que comprou o nome da famosa escuderia fundada por Colin Chapman com investimento malaio.

Apesar de confirmar a negociação, a Petrobras diz que nenhuma dessas informações estão confirmadas, já que “o contrato ainda está em fase de análise e os detalhes devem ser negociados”. A empresa também admite que chegou a conversar com outras equipes da Fórmula 1 para 2010.

Em entrevista ao UOL Esporte na semana passada, o coordenador técnico do programa de F-1 da Petrobras, Rogério Gonçalves, disse que, mesmo que um acordo fosse fechado ainda este ano, a petrolífera não teria condições de fornecer gasolina para uma equipe de Fórmula 1 este ano.

Segundo o especialista, o tempo necessário para desenvolvimento, teste, produção e logística de distribuição da gasolina é longo, e as fornecedoras têm de iniciar esse processo com quase um ano de antecedência. Como a Petrobras está fora da categoria desde o fim de 2008 só conseguiria produzir um combustível para uma equipe de F-1 a partir da próxima temporada, em 2011. Portanto, este ano, a petrolífera seria a responsável pelo gasto com gasolina e lubrificantes, mas não deve fornecer os produtos.

*UOL

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Mídia italiana faz piada com retorno de Schumi


16/03/2010 - 10:31 -

O amor dos italianos por Michael Schumacher parece ter terminado com a ida do heptacampeão para a Mercedes.

O piloto de 41 anos, sexto colocado no Bahrein, foi “apelidado” pelo jornal “Il Secolo XIX”, de Genova, de “campeão mundial da arrogância”.

Já o “Corriere della Sera” disse que a “performance anônima fez parte de uma tarde de domingo estranha para ‘Herr’ Michael”, enquanto o “La Gazzetta dello Sport” fez brincadeiras com relação à sua atuação.

Contudo, o retorno de Schumacher às pistas atraiu o dobro da atenção dos alemães. Segundo uma apuração de audiência, cerca de 10 milhões de alemães viram a corrida pela televisão, contra cinco milhões no ano anterior.

*UOL

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Classificação do Mundial de F1 após o GP do Bahrein


15/03/2010 - 8:37 -

Classificação do Mundial de Pilotos

1          Fernando Alonso ESP  Ferrari -25

2          Felipe Massa   BRA   Ferrari -18

3          Lewis Hamilton  ING  McLaren-Mercedes -15

4          Sebastian Vettel   ALE    RBR-Renault -12

5          Nico Rosberg ALE  Mercedes -10

6          Michael Schumacher ALE  Mercedes -8

7          Jenson Button  ING  McLaren-Mercedes -6

8          Mark Webber AUS    RBR-Renault -4

9          Vitantonio Liuzzi       ITA     Force India-Mercedes -2

10        Rubens Barrichello     BRA   Williams-Cosworth -1

Classificação do Mundial de Construtores

1          Ferrari -43

2          McLaren-Mercedes -21

3          Mercedes -18

4          RBR-Renault -16

5          Force India-Mercedes-2

6          Williams-Cosworth -1

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Ferrari faz dobradinha no Bahrein


14/03/2010 - 12:09 -

Apesar de tudo sugerir que Sebastian Vettel conseguiria uma vitória de ponta a ponta na abertura do Mundial de Fórmula 1, no Bahrein, o pódio teve cor vermelha neste domingo. Após um problema da Red Bull, Fernando Alonso, estreante na Ferrari, ficou com a vitória, comandando ao lado de Felipe Massa a dobradinha da escuderia na primeira corrida do ano.

Depois de dominar por 34 voltas a prova e parecer se encaminhar para uma vitória tranquila, Vettel (4º) teve uma perda repentina de potência e foi ultrapassado facilmente pelas duas Ferraris, que não tiveram trabalho para manter o “1-2” até o final, numa prova com novidades, como a estreia dos pit stops sem reabastecimento, apenas com trocas de pneus.

Fernando Alonso tinha como última vitória o GP do Japão de outubro de 2008, quando ainda corria pela Renault. Na equipe francesa, ele teve um ano de 2009 irregular e achou na transferência para a Ferrari a chance de lutar pelo tricampeonato na Fórmula 1. Já Felipe Massa voltou ao pódio depois de seu grave acidente no meio de 2009, na primeira prova desde que foi obrigado a deixar as pistas para a recuperação.

Quem completou o pódio foi Lewis Hamilton, mostrando a McLaren próxima à Ferrari e à Red Bull como três potências deste campeonato. Um pouco atrás, a Mercedes GP teve Nico Rosberg na quinta colocação e Michael Schumacher, no seu retorno à categoria em que é heptacampeão, em sexto.

A Ferrari teve uma alteração fundamental para a prova em relação aos treinos, já que preferiu trocar os motores de seus dois pilotos para este domingo. Alguns parâmetros anormais motivaram a decisão, que se provou correta. Não houve sanções, já que este ano cada piloto dispõe de oito motores para toda a temporada, podendo gerenciá-los como melhor convir.

Alonso estreia o novo sistema de pontuação da Fórmula 1 para esta temporada, que privilegia as vitórias. Ele ficou com 25 pontos pelo triunfo contra 18 de Massa, sendo que agora os dez primeiros entram na classificação, o que beneficiou Rubens Barrichello, exatamente o décimo.

Os dois brasileiros estreantes, ambos de equipes novatas, tiveram problemas e não completaram a prova. Lucas Di Grassi foi o primeiro a abandonar, com a Virgin, e com 15 voltas completas Bruno Senna também deixou a corrida.

A PROVA

A abertura do Mundial foi com uma largada limpa e sem incidentes. Felipe Massa adotou uma linha defensiva para tentar proteger sua segunda posição contra o companheiro Fernando Alonso, mas foi ultrapassado após a primeira curva, quase perdendo o terceiro posto para Lewis Hamilton.

Enquanto isso, Vettel disparou e, no meio do pelotão, Rubens Barrichello ganhou uma posição, ficando em décimo, devido à queda acentuada de Robert Kubica. Já Schumacher ganhou posição de Mark Webber, da Red Bull, ficando em sexto.

O primeiro abandono da prova foi do indiano Karun Chandhok, da Hispinia. Companheiro de Bruno Senna, ele só correu no treino classificatório e não chegou a completar duas voltas na corrida.

No terceiro giro, outro estreante ficou fora das 49 voltas de prova, justamente o brasileiro Lucas Di Grassi, mostrando que seu carro da Virgin Racing ainda não conseguiu bom acerto devido ao pouco tempo de testes antes do começo do Mundial.

“Tivemos um problema hidráulico, o carro já não estava se comportando bem. Mas foi um bom começo, fui de 22º para 18º na primeira curva, estava na frente da Lotus. Vamos trabalhar para ver o que podemos melhorar”, disse Di Grassi, à TV Globo.

Com distâncias estáveis em cerca de dois segundos entre Vettel e Alonso e entre o espanhol e Massa, o brasileiro passou a tentar voltas mais velozes antes de realizar sua parada nos boxes. Chegou a registrar o tempo mais veloz das dez primeiras voltas, alterando a posição com o alemão da Red Bull.

Na 13ª volta, Bruno Senna fez sua primeira parada nos boxes, mas a equipe demorou a trocar os pneus. O piloto seguiu em último, longe até do pelotão dos mais lentos. No seu 15º giro, teve problemas e deixou a prova, não atingindo o objetivo de completar a corrida.

As equipes grandes começaram suas paradas para troca de pneus na volta 16, com a novidade de não haver mais reabastecimento. Com tempos de cerca de quatro segundos para a troca, não se viu alterações nas posições de corrida.

Mesmo com as paradas e mudanças como a de Massa, com pneus duros, as posições e as distâncias entre os carros permaneceram inalteradas, com Vettel mantendo 2s5 em média à frente de Alonso, em segurança na primeira colocação. O espanhol, no entanto, passou a ver seu companheiro se aproximar lentamente na briga pela segunda posição, mas ainda não o suficiente para uma disputa mais acirrada.

O momento de maior emoção chegou na volta de número 34, quando Alonso chegou em Vettel e partiu para o ataque devido à perda de potência da Red Bull, de forma surpreendente. O espanhol não teve dificuldades para fazer a ultrapassagem, seguido por Massa, que assumiu a segunda colocação e fechou a dobradinha.

Outro que se beneficiou dos problemas de Vettel foi Hamilton, que também passou pelo alemão sem maiores preocupações. O alemão conseguiu ficar à frente de Nico Rosberg e acabou em quarto.

*UOL

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Felipe Massa larga em segundo no Bahrein


13/03/2010 - 11:47 -

Apesar de tantas mudanças dentro e fora das pistas, a Fórmula 1 2010 começou como a temporada anterior acabou. Neste sábado, a Red Bull, potência das corridas finais de 2009, mostrou ser uma das forças para este Mundial e fez com o alemão Sebastian Vettel a pole position para a prova de abertura do ano, realizada no Bahrein.

Vettel cravou o melhor tempo com 1min54s101. Completa a primeira fila o brasileiro Felipe Massa, de volta após o forte acidente de 2009, que bateu Fernando Alonso por quatro décimos na briga interna da Ferrari. O espanhol sai na terceira colocação. Já Michael Schumacher segue mais lento que o companheiro de Mercedes GP Nico Rosberg (5º), e larga em 7º.

Com quatro campeões mundiais e todas as suas estrelas no Q3, a sessão de classificação que reúne os dez mais velozes e define as primeiras posições do grid de largada, Vettel mostrou o bom acerto da Red Bull, superando outras favoritas. Além de Ferrari e Mercedes, a McLaren também ficou para trás: Lewis Hamilton foi quarto e Jenson Button, atual campeão, sai em oitavo, apenas.

“Foi uma grande surpresa, porque nos testes de inverno ninguém sabia as condições das outras equipes. Será uma longa prova. Não um ‘sprint’, mas uma prova de resistência”, definiu Vettel, que parabenizou Massa pelo retorno. “Tenho muito respeito pelo que ele fez. É muito bom tê-lo de volta.”

Nas duas primeiras partes do treino, Lucas Di Grassi e Bruno Senna apresentaram evolução com seus carros, mas saem em 22º e 23º, respectivamente. Já Rubens Barrichello, em sua primeira prova pela Williams, larga em 11º, tendo ficado muito próximo da classificação ao Q3.

O TREINO

O brasileiro Lucas Di Grassi foi o primeiro a entrar na pista no Q1 e registrar tempo, após um problema hidráulico pela manhã. Com seu carro da Virgin Racing, o objetivo foi também usar o treino para seguir ajustando o modelo, pouco testado na pré-temporada. Ele fez de início 2min02s131, superando o que atingira na sexta-feira.

No entanto, foi Alonso o primeiro piloto de ponta no asfalto, já levando os tempos para a casa de 1min55s no Q1, que elimina sete carros. Logo em seguida, Massa já passou à frente do novo companheiro de Ferrari.

Ao fim dos 15 minutos, o mais veloz foi Alonso, recuperando a primeira colocação nos segundos finais. Como era esperado, Virgin e Hispania não conseguiram passar do Q1, deixando Lucas Di Grassi, em 22º, seguido por Bruno Senna. O indiano Karun Chandhok fez sua estreia, mas não deixou a última colocação.

“Nós tivemos a primeira oportunidade de fazer mudanças de acerto, mas passamos do ponto, então o carro estava muito difícil de pilotar. Tentamos fazer o máximo de voltas e com certeza o carro estará melhor amanhã”, disse Senna, à TV Globo.

Na segunda parte do treino, já apenas com equipes principais, Vettel saiu na frente. Mais uma vez, os pilotos foram em massa para a pista nos três minutos finais e novamente o alemão liderou.

Apesar das dificuldades, Schumacher e Button passaram com os dois piores tempos, respectivamente, enquanto Rubens Barrichello foi o 11º e ficou fora da sessão definitiva.

Já no Q3, a definição do grid começou com uma boa briga interna da Ferrari, com Fernando Alonso iniciando melhor a sessão em relação a Massa e liderando a cinco minutos do final, ficando provisoriamente com a pole position.

No entanto, Vettel voltou a mostrar que a Red Bull dará trabalho nesta temporada e não teve dificuldades para bater as Ferraris de Massa e Alonso. Já com cronômetro zerado, ele fez o tempo de 1min54s101 contra 1min54s242 de Massa. Schumacher, que só foi à pista nos minutos finais, cravou então o sétimo tempo e conseguiu ficar à frente de Button.

A abertura do Mundial de Fórmula 1 de 2010, no Bahrein, acontece às 9h deste domingo.

CONFIRA O GRID DE LARGADA

PILOTO – EQUIPE TEMPO
1. S. Vettel (ALE) – Red Bull 1min54s101
2. F. Massa (BRA) – Ferrari 1min54s242
3. F. Alonso (ESP) – Ferrari 1min54s608
4. L. Hamilton (GBR) – McLaren 1min55s217
5. N. Rosberg (ALE) – Mercedes 1min55s241
6. M. Webber (AUS) – Red Bull 1min55s284
7. Schumacher (ALE) – Mercedes 1min55s524
8. J. Button (GBR) – McLaren 1min55s672
9. R. Kubica (POL) – Renault 1min55s885
10. A. Sutil (ALE) – Force India 1min56s309
11. Barrichello (BRA) – Williams 1min55s330
22. Di Grassi (BRA) – Virgin 2min00s587
23. B. Senna (BRA) – Hispania 2min03s240

*Uol

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Rosberg lidera primeiro treino no Bahrein


12/03/2010 - 11:56 -

O alemão Nico Rosberg fez o que pouco se esperava dele e superou o heptacampeão Michael Schumacher no primeiro dia de treinos para o GP do Bahrein de Fórmula 1. A segunda sessão foi marcada por muitas voltas de cada piloto, em busca dos melhores acertos para a primeira corrida do ano, neste domingo.

Com isso, Rosberg teve tranquilidade para marcar sua volta (1min55s409) ainda no começo da sessão e não foi incomodado por outros rivais, sendo o mais veloz no consolidado de tempos dos dois treinos. O campeão de 2008 Lewis Hamilton colocou a McLaren na segunda colocação, com 1min55s854, e Michael Schumacher subiu de décimo, pela manhã, para terceiro, com 1min55s903.

Além da volta de Schumacher, quem também voltou às pistas da Fórmula 1 foi Felipe Massa, com a Ferrari. Ele estava fora desde meados de 2009 devido ao grave acidente sofrido na Hungria. Ele foi um dos pilotos com mais voltas na segunda sessão e encerrou sua participação em 7º, com 30 giros feitos.

Também na Ferrari, Alonso havia sido segundo colocado pela manhã, mas não manteve a posição na sessão vespertina. Ele foi o 10º melhor, superado pelo companheiro Massa por cerca de dois décimos – seu melhor tempo foi na manhã. Em outra briga interna, o atual campeão Jenson Button foi quarto colocado, batido pelo companheiro Hamilton.

O SEGUNDO TREINO

Já no início da segunda sessão de treinos, os pilotos foram em grande número para a pista, incluindo os favoritos, fazendo muitas voltas cronometradas para tentarem acertar os novos carros. Massa, por exemplo, fez 17 giros nos primeiros 45 minutos, mas não figurou entre os primeiros até os minutos finais.

Oitavo de manhã, Rosberg foi quem teve o melhor começo, baixando em um segundo o tempo que Adrian Sutil, da Force India, havia cravado na primeira sessão de testes, quando foi líder, à frente de Fernando Alonso e Robert Kubica, respectivamente. No treino matutino, Massa foi quarto e Schumacher apenas o décimo.

O alemão Rosberg manteve o domínio durante a primeira metade do treino e viu a aproximação de Schumacher, que fora apenas o décimo colocado anteriormente, e passou a andar entre os três primeiros. Já Rubens Barrichello, que estreia pela Williams, foi apenas 16º no consolidado.

Depois de darem poucas voltas e não registrarem tempos na sessão de abertura, os estreantes brasileiros Bruno Senna e Lucas di Grassi conseguiram andar mais constantemente a partir da segunda sessão, ainda trabalhando na melhora de seus carros, já que Senna não participou da pré-temporada com a Hispania e Di Grassi deu poucas voltas nos testes com a Virgin.

Ao fim dos 90 minutos, Bruno Senna teve um problema com seu carro e chegou a parar fora da pista. Ele encerrou com a 23ª posição. Ficou à frente apenas do seu companheiro Karun Chandhok, que não marcou tempo, mas a impressionantes 11 segundos de Rosberg. Di Grassi foi 22º, também não escondendo a diferença entre as equipes grandes e novatas, que superou a casa de cinco segundos.

Neste sábado acontece mais um treino livre e a disputa oficial da classificação, às 8h (de Brasília). A primeira corrida do Mundial de F-1 é às 9h de domingo.

TEMPOS CONSOLIDADO APÓS 2 SESSÕES

PILOTO TEMPO
1. Nico Rosberg (Mercedes GP) 1min55s409
2. Lewis Hamilton (McLaren) 1min55s854
3. M. Schumacher (Mercedes GP) 1min55s903
4. Jenson Button (McLaren) 1min56s079
5. Sebastian Vettel (Red Bull) 1min56s409
6. Nico Hulkenberg (Williams) 1min56s501
7. Felipe Massa (Ferrari) 1min56s555
8. Adrian Sutil (Force India) 1min56s583
9. Vitaly Petrov (Renault) 1min56s750
10. Fernando Alonso (Ferrari) 1min56s766

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Fim do reabastecimento acirra disputa de fornecedores e aumenta risco de pane seca


10/03/2010 - 13:04 -

De todas as mudanças no regulamento da Fórmula 1 para a temporada 2010, o fim do reabastecimento foi a que gerou maiores transformações. Além de projetar carros totalmente diferentes dos usados nas últimas temporadas, já que o tanque de combustível agora é bem maior que seus antecessores, as equipes terão de se preocupar com o consumo e o risco de pane seca no final das corridas.

Para Gilberto Pose, engenheiro de combustíveis da Shell (fornecedora de gasolina da Ferrari), a maior atenção dada aos combustíveis nesta temporada acirra a competição entre as fornecedoras, que irão travar uma batalha particular em busca da gasolina que gere o melhor desempenho possível para o carro de suas equipes.

“A competição gera uma comparação. Existe uma especificação da FIA a ser seguida no desenvolvimento dos combustíveis. Mas dentro disso temos uma faixa de manobra, e isso gera uma competição entre as distribuidoras. E para o público, pode gerar a percepção de que aquela marca pode ter ajudado mais que a outra ao analisar o desempenho de uma determinada equipe”, explicou Pose em entrevista ao UOL Esporte.

No entanto, a influência do combustível será mais importante em provas específicas. Para Rogério Gonçalves, coordenador técnico do programa de F-1 da Petrobras, a gasolina terá maior importância nas provas disputas em pistas onde o consumo de combustível é mais significativo.

“Alguns projetos [de carros] podem estar com a gasolina muito no limite, principalmente em algumas pistas onde o consumo é mais crítico. É possível que os fornecedores desenvolvam uma gasolina específica para essas pistas. Sem dúvida, nessas pistas mais críticas, [a gasolina] será mais determinante. Mas nos circuitos onde você só busca potência, será como antes”, disse Gonçalves, que trabalhou por 11 temporadas na parceria entre a Petrobras e a equipe Williams.

Para o especialista da Petrobras, o risco de pane seca vai aumentar bastante em 2010. “Acho que o risco é grande. Só que as equipes tem artifícios para minimizar isso. Limitando a potência do motor, por exemplo. Provavelmente algumas vão solicitar isso

aos pilotos”, falou Gonçalves em entrevista para a reportagem do UOL Esporte.

A opinião é compartilhada pelo brasileiro Rubens Barrichello. “Os testes mostraram que em alguns circuitos os pilotos não poderão exigir tudo do carro a fim de reduzir o consumo da gasolina para receber a bandeirada”, disse o piloto da Williams em entrevista ao Estado de S. Paulo publicada no dia 3 de março.

Panes secas históricas na Fórmula 1

O fim do reabastecimento na Fórmula 1 aumentou a possibilidade de os pilotos abandonarem uma corrida por ficarem sem combustível em seus carros. A preocupação com as chamadas panes secas é grande entre as equipes. Por isso, todos os times chegaram a rodar até ficar sem combustível pelo menos uma vez durante os testes da pré-temporada, com o objetivo de conhecer a quantidade exata de gasolina que mantém o motor de seus carros funcionando.

As equipes não enfrentavam esse problema desde 1993, última temporada disputada sem reabastecimento. Ao longo da história da Fórmula 1, vários casos de pane seca marcaram a carreira de muitos pilotos, inclusive alguns dos grandes nomes do esporte. Em algumas delas, os pilotos chegaram a empurrar seus carros nos metros finais da prova, o que atualmente é proibido.

Rubens Barrichello (2003)

Além do título, uma das únicas conquistas que Rubinho ainda não tem é uma vitória em Interlagos. E o piloto viveu uma das maiores decepções de sua carreira no GP do Brasil de 2003. Após largar da pole position, perdeu a ponta durante a prova, mas levantou a torcida ao recuperar a 1ª posição com uma ultrapassagem sobre David Coulthard na 45ª volta. Duas voltas depois, porém, teve de abandonar a corrida com uma pane seca em sua Ferrari.

Rubens Barrichello (1993)

Dez anos antes do drama vivido em Interlagos, Rubinho já tinha enfrentado a decepção de uma pena seca em sua terceira corrida na Fórmula 1, no GP da Europa de 1993, em Donington Park. Com uma Jordan, o brasileiro largou em 12º e, com pista molhada, já era o quarto ao final da primeira volta. Faltando apenas seis voltas, ele ocupava a terceira posição quando precisou encostar sem gasolina e perder seu provável primeiro pódio na categoria.

Alain Prost (1986)

O francês Alain Prost protagonizou uma cena marcante para os fãs da Fórmula 1 no GP da Alemanha de 1986, em Hockenheim. O piloto largou da segunda posição e era líder da corrida quando ficou sem combustível na última volta, alguns metros antes da linha de chegada. Prost saiu do carro e empurrou sua McLaren até receber a bandeirada, conseguindo fechar a prova na sexta posição. Ele conquistou seu segundo título mundial naquela temporada.

Ayrton Senna (1985)

Ayrton Senna perdeu duas prováveis vitórias em 1985 por causa de panes secas em sua Lotus. Primeiro em San Marino, quando largou da pole position e liderou de ponta a ponta até ficar sem gasolina faltando apenas quatro voltas. Cinco corridas depois, em Silversone, na Inglaterra, Senna também largou em primeiro, liderou 58 das 60 voltas em que esteve na pista, e ocupava a 2ª colocação, lutando com Alain Prost pela liderança, quando ficou sem combustível a cinco voltas da bandeirada.

Nigel Mansell (1984)

O inglês Nigel Mansell protagonizou uma das cenas mais emocionantes da história da F-1 no GP dos Estados Unidos de 1984, em Dallas. Após conquistar sua primeira pole position na categoria, o inglês liderou metade da corrida, mas caiu para sexto até a última volta. Ficou sem gasolina nos metros finais e tentou empurrar o carro até a linha de chegada. Exausto, Mansell empurrou sua Lotus por alguns metros até desmaiar em plena pista.

*Tudo Global com informações de UOL Esporte

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