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Robson Amaral Amorim

segunda-feira, novembro 8th, 2010

Robson Amaral Amorim (1948), músico e compositor. Nasceu em Recife no dia 13 de novembro de 1948. Filho de Aderson Evaristo Amorim e Diva Amaral Amorim. Estudou no Colégio Marista de Recife. Aos dez anos, acompanhado dos pais e das irmãs, deixou a cidade e foi morar em São Paulo, cidade onde passou a viver com a família.

O pai, Aderson, trabalhava como vendedor da Guararapes Tecidos em Recife. Chegando em São Paulo, continuou trabalhando como atacadista de tecidos. A mãe, dona Diva, trabalhava como cabeleireira.

Robson continuou os estudos em São Paulo no Colégio Mackenzie. Ao sair da adolescência, procurou um trabalho. Deixou, assim, por falta absoluta de tempo, os estudos. Trabalhou em várias empresas, mas foi na Crusoé Discos – época de vinil – onde trabalhou duro por dezoito anos.

Ter trabalhado como vendedor em uma loja de discos influenciou Robson para a música. No entanto, alguns anos depois, reconheceu que sua formação musical e também o gosto pela composição foram moldados no trabalho na loja Crusoé Discos.

As conversas frequentes com clientes, músicos, colecionadores, professores e gente simples que cultuavam bom gosto musical definitivamente abriram um novo horizonte na sua vida, e até mesmo a perspectiva de um dia viver como músico profissional.    

A música sempre esteve presente em sua casa. A mãe e as duas irmãs tocavam piano. O trio musical da família era composto pela mãe Diva e pelas irmãs Rose Mary e Sonia Maria do Amaral Amorim.

Mesmo com a influência musical na família, o verdadeiro interesse pelo violão surgiu por meio dos festivais de músicas da TV Record e da TV Tupi nos anos de 1960, período de efervescência da música popular brasileira.

São aproximadamente 130 composições musicais, compostas desde o tempo em que trabalhou na loja de discos em São Paulo, onde começou a compor e encontrou o seu primeiro parceiro, o músico Paulo Viana. A maioria das composições com letras foi feita com Paulo Viana. A outra parte são músicas instrumentais. Até o ano de 2010 foram gravadas 10 composições deste tipo.

Robson Amorim tem como influência musical o músico Baden Powell, definido como seu “mestre auditivoâ€. Robson continua, incansavelmente, ouvindo as composições de Baden. Seja dia ou seja noite, na varanda ou no quarto, com ou sem o acompanhamento do inseparável violão.

Em Maceió desde novembro de 2004, encontrou um ambiente musical ricamente favorável, bem como a receptividade dos músicos e compositores locais, o que tem contribuído para enriquecer a sua produção.

Integrado à vida cultural, reaproximou-se do choro, gênero musical pelo qual, desde muito jovem, nutre grande paixão. Durante os últimos seis anos [2004-2010], produziu como nunca havia feito e com vários e diversificados parceiros, como os irmãos Marcos e Marcondes de Farias Costa, Stanley Carvalho, Ubirajara Almeida, Ricardo Cabús e Gustavo Gomes.

A maturidade musical e o crescimento da produção musical o fizeram apresentar seu trabalho em festivais e mostras, tanto em Alagoas como fora do Estado. Participou, em 2006, com a música autoral “Marisolâ€, da 3ª edição do Palco Aberto, projeto da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Outro evento em que também conseguiu classificar músicas autorais foi na Mostra do SESC, nos anos de 2006, 2007 e 2008. Em 2006, a música classificada foi “Pequena Suíte Alagoanaâ€, composta com Marcos de Farias Costa e interpretada pelo cantor alagoano César Rodrigues, com participação de Robson Amorim no violão, Ricardo Lopes na guitarra, Van Silva no baixo, Herbeth Vieira na bateria, Luizito no pandeiro, Ronalso na percussão e Uruba na flauta.

Em 2007, foi a vez da música “Choreiâ€. Composta por Robson em parceria com os irmãos Marcos e Marcondes Costa. Interpretada por Micheline Almeida, acompanhada de Van Silva (baixo), Wilbert Fialho (violões), Everaldo Borges (flauta), Josivaldo Jr. (teclado) e Herberth Vieira (bateria). 

No terceiro ano seguido, 2008, voltou a classificar uma canção no Festival do SESC. “Maliciosoâ€, composta em parceria com Marcos de Farias Costa, interpretada por Micheline Almeida, Robson Amorim (violão), Toni Augusto (guitarra), Van Silva (baixo), Josivaldo Jr. e Juliano Gomes (teclados), Everaldo Borges (flauta), Ronalso (percussão) e Pantaleão (bateria).

Maceió consolidou-se como grande palco para Robson Amorim. Na capital alagoana, vem se apresentando em festivais ou em eventos organizados por órgãos estatais, como ocorreu no 1º Festival de Música do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP).

A música “Chorar Simplesmenteâ€, de sua autoria com Paulo Viana, foi gravada no 1º cd do Choro Alagoano, “Choranoâ€. Participou da trilha sonora do filme “Lá vem Juvenalâ€, curta-metragem produzido e dirigido pelo cineasta Hermano Figueiredo.

Robson Amaral é autor da vinheta da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) veiculada em rádios e televisões, campanha de combate a hanseníase.

Tem se apresentado semanalmente em casas noturnas e também em encontros vesperais dos sábados e domingos. O repertório é composto de músicas instrumentais e das suas composições e de autores alagoanos.

Em 2010, Robson classificou-se para o projeto “Quinta instrumentalâ€. A apresentação aconteceu em 7 de outubro, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso. Na oportunidade, foram mostradas músicas de sua autoria e choros de consagrados músicos brasileiros. Nessa apresentação, esteve acompanhado de Zailton Sarmento, Mikla, Wagner e Wilbert Fialho.

 Fontes:

Marise Leão Ciríaco e Robson Amaral Amorim

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Em La Boca, Maradona é o cara

segunda-feira, junho 7th, 2010

A Boca é um dos bairros da cidade de Buenos Aires onde quem reina é Diego Armando Maradona. Em toda a Argentina ele é ídolo inconteste, mas no bairro em que nasceu e se projetou para o mundo, é sem favor algum o dono do pedaço.

O bairro portuário recebeu os imigrantes espanhóis e italianos desde o final do século XIX, quando desembarcaram para trabalhar na Argentina e construir uma nova vida em solo portenho.

Os italianos, genoveses a maioria deles, trabalhadores pobres, construíram um bairro com o que podiam e encontravam pela frente: resto de madeiras das embarcações, placas de metal, enfim, tudo que podia ser aproveitado. As pinturas das casinhas em cores fortes era o resultado da sobra das pinturas realizadas nos navios.

As casinhas coloridas foram denominadas Caminito, pequeno logradouro encravado no bairro da Boca, que depois veio a dar nome ao tango que ajudou a consagrar Carlos Gardel.

Essa ambientação inusitada na cidade é há muito tempo uma das atrações de Buenos Aires. Mas os imigrantes não vieram apenas para trabalhar no porto, criaram os dois maiores clubes do país: o Boca Juniors  e o River Plate.

O River Plate depois se mudou do bairro e foi para a região de Belgrano, área nobre e em expansão da capital. Na Boca foi criado o mais emblemático estádio de futebol da Argentina,  o La Bombonera.

Foi no alçapão de La Bombonera que Maradona apareceu para o mundo. De lá avisou que iria comandar com talento e garra a seleção argentina de futebol. De fato isso aconteceu. Durante mais de uma década foi o maestro argentino nos campos. Conquistou um título mundial e protagonizou inúmeras polêmicas, um dos seus hobbies.

Passando alguns dias em férias por Buenos Aires em companhia do poeta Sidney Wanderley, resolvemos ir ao território de Diego Maradona, La Boca. In loco, constatamos o que já era sabido: os moradores desse bairro são antes de tudo fanáticos admiradores do maior jogador de futebol da Argentina de todos os tempos.

O futebol sempre foi um ponto de discórdia entre brasileiros e argentinos. Ao se aproximar a Copa do Mundo, nós dois, homens de pouca fé, resolvemos apelar: deixamos um despacho na encruzilhada mais famosa de Buenos Aires, a da linha ferréa que passa ao lado do estádio do Boca Juniors.

Maradona treinador da seleção argentina continua o polemista que todos conhecemos.  Os efeitos não são os mais promissores, mas como tivemos a colaboração de pais de santos amigos, ficou mais fácil e admitimos essa possibilidade mesmo em férias por Buenos Aires.

Macumba não ganha jogo, mas pode ajudar. Ah, isso pode! Pai Reinaldo garantiu. O despacho foi caprichado: uma galinha de penas brancas, pois não conseguimos uma preta, duas garrafas de vinho tinto Malbec, dois charutos cubanos, duas carteiras de cigarros, dois quilos de sal grosso, dois litros de azeite de oliva (na falta do azeite de dendê) e duas caixas de fósforo.

O vermelho e o preto são as cores de Exu, e as oferendas que encontramos na cidade natal de Borges foram essas.

Ainda pedimos em voz baixa aos Exus que façam com que os argentinos, caso consigam chegar a jogar contra o Brasil, venham de pernas amarradas, sem grandes iniciativas em campo. Apenas isso; nada de mal lhes desejamos, nem os Exus se prestam para isso.     

Esse nosso pedido deve-se única e exclusivamente à burrice e teimosia do treinador Dunga, que convocou uma seleção de amigos sinceros e leais. Dunga deveria ser governador do Lions Clube e não treinador da Seleção Brasileira de Futebol. O exemplo maior e supremo foi a convocação do Kleberson. Vade retro, satanás!

Os meninos do Santos e do Brasil, bons de bola e de ginga, não foram convocados. Pode?

Restou-nos, em Buenos Aires, apelar para os Exus: Tranca-Rua, Pomba-Gira, Zé Pilintra e assemelhados. Quem sabe eles neutralizam los hermanos argentinos. Mas há outras seleções também para quem estendemos os nossos pedidos: Alemanha e Itália, nossas tradiconais rivais em Copas do Mundo.

Figa para eles e para Dunga.

Apesar deles, vamos ganhar mais um caneco.

Axé!

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