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O mar da Barra de São Miguel é do Gildo Marçal Brandão

terça-feira, agosto 9th, 2011

Ontem (domingo, 7/8), no final da tarde, o mar azul da Barra de São Miguel recebeu as cinzas do jornalista e professor alagoano Gildo Marçal Brandão [19  -2010], falecido no dia 15 de fevereiro de 2010, em São Paulo.

Atendendo a um dos seus desejos, foi cremado, e na tarde de ontem as cinzas foram lançadas ao mar. Mas antes pediu a sua companheira Simone Coelho que as jogasse num local especifico, onde sempre tomava banho, quando vinha durante as férias anuais ou em passagem por Alagoas. Estiveram presentes os seus familiares: pais, tia, irmãos, filhos, sobrinhos, neto, a mulher e amigos, que fizeram a entrega das cinzas ao mar, numa tarde ensolarada.

Saí da Barra de São Miguel com a certeza a de que todas as vezes que voltar àquele ponto da praia vou me banhar na mais bela e ampla sepultura que um ser humano desejou e conquistou. E logo ele, Gildo, nascido no alto sertão em Mata Grande, que havia andado por muitos lugares no Brasil e em outros países, optou pelo mar azul da Barra de São Miguel. De uma coisa não posso discordar: da sua escolha, pois o litoral da Barra de São Miguel é excepcionalmente belo. E o Gildo, cá pra nós, tinha muito bom gosto.

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Robson Amaral Amorim

segunda-feira, novembro 8th, 2010

Robson Amaral Amorim (1948), músico e compositor. Nasceu em Recife no dia 13 de novembro de 1948. Filho de Aderson Evaristo Amorim e Diva Amaral Amorim. Estudou no Colégio Marista de Recife. Aos dez anos, acompanhado dos pais e das irmãs, deixou a cidade e foi morar em São Paulo, cidade onde passou a viver com a família.

O pai, Aderson, trabalhava como vendedor da Guararapes Tecidos em Recife. Chegando em São Paulo, continuou trabalhando como atacadista de tecidos. A mãe, dona Diva, trabalhava como cabeleireira.

Robson continuou os estudos em São Paulo no Colégio Mackenzie. Ao sair da adolescência, procurou um trabalho. Deixou, assim, por falta absoluta de tempo, os estudos. Trabalhou em várias empresas, mas foi na Crusoé Discos – época de vinil – onde trabalhou duro por dezoito anos.

Ter trabalhado como vendedor em uma loja de discos influenciou Robson para a música. No entanto, alguns anos depois, reconheceu que sua formação musical e também o gosto pela composição foram moldados no trabalho na loja Crusoé Discos.

As conversas frequentes com clientes, músicos, colecionadores, professores e gente simples que cultuavam bom gosto musical definitivamente abriram um novo horizonte na sua vida, e até mesmo a perspectiva de um dia viver como músico profissional.    

A música sempre esteve presente em sua casa. A mãe e as duas irmãs tocavam piano. O trio musical da família era composto pela mãe Diva e pelas irmãs Rose Mary e Sonia Maria do Amaral Amorim.

Mesmo com a influência musical na família, o verdadeiro interesse pelo violão surgiu por meio dos festivais de músicas da TV Record e da TV Tupi nos anos de 1960, período de efervescência da música popular brasileira.

São aproximadamente 130 composições musicais, compostas desde o tempo em que trabalhou na loja de discos em São Paulo, onde começou a compor e encontrou o seu primeiro parceiro, o músico Paulo Viana. A maioria das composições com letras foi feita com Paulo Viana. A outra parte são músicas instrumentais. Até o ano de 2010 foram gravadas 10 composições deste tipo.

Robson Amorim tem como influência musical o músico Baden Powell, definido como seu “mestre auditivoâ€. Robson continua, incansavelmente, ouvindo as composições de Baden. Seja dia ou seja noite, na varanda ou no quarto, com ou sem o acompanhamento do inseparável violão.

Em Maceió desde novembro de 2004, encontrou um ambiente musical ricamente favorável, bem como a receptividade dos músicos e compositores locais, o que tem contribuído para enriquecer a sua produção.

Integrado à vida cultural, reaproximou-se do choro, gênero musical pelo qual, desde muito jovem, nutre grande paixão. Durante os últimos seis anos [2004-2010], produziu como nunca havia feito e com vários e diversificados parceiros, como os irmãos Marcos e Marcondes de Farias Costa, Stanley Carvalho, Ubirajara Almeida, Ricardo Cabús e Gustavo Gomes.

A maturidade musical e o crescimento da produção musical o fizeram apresentar seu trabalho em festivais e mostras, tanto em Alagoas como fora do Estado. Participou, em 2006, com a música autoral “Marisolâ€, da 3ª edição do Palco Aberto, projeto da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Outro evento em que também conseguiu classificar músicas autorais foi na Mostra do SESC, nos anos de 2006, 2007 e 2008. Em 2006, a música classificada foi “Pequena Suíte Alagoanaâ€, composta com Marcos de Farias Costa e interpretada pelo cantor alagoano César Rodrigues, com participação de Robson Amorim no violão, Ricardo Lopes na guitarra, Van Silva no baixo, Herbeth Vieira na bateria, Luizito no pandeiro, Ronalso na percussão e Uruba na flauta.

Em 2007, foi a vez da música “Choreiâ€. Composta por Robson em parceria com os irmãos Marcos e Marcondes Costa. Interpretada por Micheline Almeida, acompanhada de Van Silva (baixo), Wilbert Fialho (violões), Everaldo Borges (flauta), Josivaldo Jr. (teclado) e Herberth Vieira (bateria). 

No terceiro ano seguido, 2008, voltou a classificar uma canção no Festival do SESC. “Maliciosoâ€, composta em parceria com Marcos de Farias Costa, interpretada por Micheline Almeida, Robson Amorim (violão), Toni Augusto (guitarra), Van Silva (baixo), Josivaldo Jr. e Juliano Gomes (teclados), Everaldo Borges (flauta), Ronalso (percussão) e Pantaleão (bateria).

Maceió consolidou-se como grande palco para Robson Amorim. Na capital alagoana, vem se apresentando em festivais ou em eventos organizados por órgãos estatais, como ocorreu no 1º Festival de Música do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP).

A música “Chorar Simplesmenteâ€, de sua autoria com Paulo Viana, foi gravada no 1º cd do Choro Alagoano, “Choranoâ€. Participou da trilha sonora do filme “Lá vem Juvenalâ€, curta-metragem produzido e dirigido pelo cineasta Hermano Figueiredo.

Robson Amaral é autor da vinheta da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) veiculada em rádios e televisões, campanha de combate a hanseníase.

Tem se apresentado semanalmente em casas noturnas e também em encontros vesperais dos sábados e domingos. O repertório é composto de músicas instrumentais e das suas composições e de autores alagoanos.

Em 2010, Robson classificou-se para o projeto “Quinta instrumentalâ€. A apresentação aconteceu em 7 de outubro, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso. Na oportunidade, foram mostradas músicas de sua autoria e choros de consagrados músicos brasileiros. Nessa apresentação, esteve acompanhado de Zailton Sarmento, Mikla, Wagner e Wilbert Fialho.

 Fontes:

Marise Leão Ciríaco e Robson Amaral Amorim

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