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Aprenda com seus erros e fracassos

sábado, outubro 8th, 2011

Os contratempos são oportunidades maravilhosas de aprendizado. Não se esqueça disso, pois a tendência imediata é nos lastimar-mos, culparmos os outros ou nos sentirmos injustiçados. Ante algo que saiu errado, pare e pense “o que aconteceu?”, “qual foi a decisão ou o passo que levou a esse resultado?”, “o que eu poderia ter feito de outra maneira?”. Não para acusar-se, mas para aprender.
Você está perseguindo a meta que realmente deseja? É uma meta atingígel ou fantasiosa ? Progrida e cresça cada vez que as coisas não acontecerem como você queria.

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Encontro de ex-alunos com professor

quinta-feira, outubro 6th, 2011

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras – de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícaras em punho, o professor disse: se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras… e então ficaram todos de olho nas xícaras uns dos outros.

Agora pensem nisso: a Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida… e o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de Vida que vivemos… a nossa felicidade! Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu. Deus côa o café, não as xícaras…

Saboreie o seu café!!!!!

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Uma outra primavera

quarta-feira, setembro 28th, 2011

A cada ano vem a época da primavera e isto nos faz perceber que a novidade da vida que chega e que a vitalidade que esta no ar significa que se trata de um período em que deveríamos cooperar com o processo de reconstrução e de recriação da natureza e nos tornar novos homens e novas mulheres.

 

Gosto de pensar na imagem que um místico antigo apresentava quando dizia que, quando chegava a primavera, ele tentava plantar no jardim de sua alma uma semente de vida, uma semente de bondade e de tolerância, que ele observava atentamente no transcorrer das pancadas de chuva e dos grandes ventos da primavera; que a deixava crescer até o verão e depois a protegia contra o calor do Sol e dos grandes aguaceiros.

 

No outono, quando ela havia se tornado uma grande planta, ele a abençoava e se deliciava com sua beleza e com sua magnificência; durante todos os meses do inverno ele a colocava no seu peito, guardava-a no calor e a deixava vitalizá-lo durante o fim do ano.

 

Cada um de nós pode plantar tal semente nessa época do ano, sabendo que a vinda da primavera vem muitas oportunidades de nos ajustarmos às mudanças que ocorrem. Podemos mudar nossa natureza, nossas disposições, nossa maneira de pensar e de fazer as coisas e podemos nos tornar novos de muitas maneiras.

 

Podemos realmente limpar nossa casa nessa primavera e nos desembaraçar de muitas superstições e crenças falsas, de muitos hábitos e de traços de caráter que vicejam como ervas más num jardim, e manter novos planos, novos pensamentos e novas idéias que crescerão e se tornarão plenos de força e de beleza.

 

O ser humano evolui constantemente e é por isto que os sistemas, as doutrinas, os dogmas e as crenças que serviram tão bem no passado, agora parecem ultrapassados.

 

Não é porque estamos menos atentos às coisas mais elevadas da vida, não é porque estamos menos religiosos, menos ligados aos ideais e aos princípios elevados, ou menos morais; mas é porque evoluímos e alcançamos uma compreensão diferente. Sentimo-nos seguros de que é essa compreensão mais elevada das coisas necessárias da vida que constrói o caráter e eleva a uma vida reta e a uma divina consonância.

 

O ser humano é diferente do que ele era há uma centena de anos; ele não é menos religioso e, sim mais religioso; não está menos apegado aos princípios e ideais e, sim, mais apegados a princípios e ideais mais elevados, mais amplos e mais compreensíveis.

 

A continuação dos ciclos.

 

Nesses conflitos entre pensamentos e os costumes do passado e os de hoje, há mais do que uma simples diferença de opinião; há mais diferença na evolução continua. Todavia, a evolução não é somente uma questão de grandes ciclos ou de éons de tempo, mas de dias, horas, minutos. Num piscar de olhos nos é dito que muitas coisas maravilhosas podem vir. No decorrer de algumas horas da noite pode sobrevir uma mudança na vida de cada um de nós – por um sonho, uma visão, ou apenas por uma boa noite de repouso.

 

E verdadeiramente, durante um ano, com seu ciclo de mudanças materiais e os efeitos do processo de desenvolvimento da natureza, cada um de nós pode conhecer modificações de compreensão e de ponto de vista que ampliem nossa perspectiva, nos esclareçam e nos tornem conscientes dos maiores aspectos da vida e da nossa relação com o universo no seu conjunto, em lugar de somente uma pequena parte.

 

É por isto que eu pleiteio o renascimento do pensamento do caráter na primavera. Pleiteio uma consonância voluntaria e consciente com os processos da natureza e determinada mudança na nossa natureza individual. Elevemo-nos acima do nosso ambiente local e encontremos em nós mesmos uma consonância divina com o universo inteiro, de modo que não percebamos apenas uma parte do lugar ou da condição em que nos ocorra existir.

 

Esta é a minha idéia nesses dias de primavera e é a idéia que eu gostaria que você levasse em consideração para as semanas vindouras, até que ela se enraíze em sua consciência e as manifeste em tudo que você pense e tudo que faça.

 

Com uma mudança de pensamento e um aspecto mais amplo de consciência virá uma ampliação da sua capacidade de viver de modo compreensivo. Você verá que há uma ampliação de toda a sua vida, que você se tornará receptivo aos benefícios do universo, que será mais bem sucedido naquilo que fizer que estará mais esclarecido nas suas aspirações e mais inspirado nas suas concepções. Tal mudança na sua natureza, manifestando-se exteriormente de muitas maneiras, será perceptível e atrairá para você aqueles que sejam como você e repelirá de maneira passiva aqueles que não estiverem de acordo com você.

 

Logo você vai descobrir, na época do verão, o que foi que o renascimento da primavera lhe trouxe de alegria e de paz profunda! Então, durante o outono e o inverno, você vai gozar a vida como jamais a terá gozado antes. Com as ambições, as antecipações, as introspecções alegres conhecidas somente pelo verdadeiro místico, daquele que passou pela crucificação pessoal e que chegou a ressurreição, você vai alcançar a vinda de outra primavera.

 

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Quem não dá assistência, abre concorrência

quarta-feira, setembro 14th, 2011

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o “nível” intelectual, cultural e, principalmente, “liberal” de sua mulher, namorada e etc.

Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído – ou nos termos usuais: “corneado”. Saiba de uma coisa… esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu “chifre” em alto e bom som.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma “mulher moderna”?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante…

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços…

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda…

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer…

Assim, após um processo “investigatório” junto a essas “mulheres modernas” pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) “corno”, a menos que:

- Nunca deixe uma “mulher moderna” insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes “adivinhatórios”. Ela tem de saber – da sua boca – o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol…) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de “chifrudo”. As “mulheres modernas” dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente “cheias de amor pra dar” e precisam da “presença masculina”. Se não for a sua meu amigo… bem…

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As “mulheres modernas” têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em – e querem – fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)…bom, nem precisa dizer que se não for com você…

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar “ciuminhos” vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um “chifre” tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS “comedor” do que você…só que o prato principal, bem…dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem… de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece…Quando você reparar… já foi.

- Tente estar menos “cansado”. A “mulher moderna” também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para – como diziam os homens de antigamente – “dar uma”, para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em “baladas”, “se pegando” em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A “mulher moderna” não pode sentir falta dessas coisas…senão…

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão “quem não dá assistência, abre concorrência”.

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas “mancadas”… proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele “bonitão” que vive enchendo-a de olhares… e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!

Arnaldo Jabor

 

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Para se roubar um coração

terça-feira, setembro 6th, 2011

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,  não se alcança o coração de alguém com pressa.

Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.

Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.

Conquistar um coração de verdade dá trabalho,  requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.

É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.

Para se conquistar um coração definitivamente  tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.

Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,  que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.  …e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,  vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.

Uma metade de alguém que será guiada por nós  e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.

Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.

Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?

Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.

Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.  … e é assim que se rouba um coração, fácil não?

Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,

a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!

E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém… é simples…  é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

Luís Fernando Veríssimo

 

 

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Viver é uma dádiva

quinta-feira, agosto 25th, 2011

Viver é uma dádiva.

É preciso ter uma cabeça levantada, é preciso amar, se arriscar, fazer absurdos… Correr em círculos, ficar magoado…

No final, a vida é maravilhosa.

Todos sabemos para onde vamos… Mas podemos decidir como vamos

viver nossas próprias vidas.

É necessário chorar, chorar muito.

Fazer bico, ficar de mal…

Tem que sentir ciúme, tem que gritar, gargalhar…

A vida é uma dádiva.

Se as pessoas começassem a dar a valor a pequenas coisas tudo seria mais fácil…

Quantas vezes você olhou para céu e agradeceu por existir?

Quantas vezes você olhou para sua família e agradeceu por ser tão amado?

Quantas vezes olhou para seu amor e por mais idiota que fosse declarou tudo que tava escondido há séculos?

Não tenha vergonha de amar, de ser idiota, de ser criança…

Curtir a vida é perceber a chuva… Correr por ela no seu melhor vestido.

Curtir a vida é abraçar bem forte quem se ama, transmitir carinho, transbordar felicidade.

Andar em uma corda bamba. Correr em uma ponte prestes a cair. Ver seus sonhos serem conquistados, serem evaporados e

sendo derrotados…

Viver é sentir que você é a melhor pessoa do mundo e que junto de vocês as segundas melhores estão ao seu lado.

Amar é viver…

Sem medo de chorar…

Sem medo de dizer tudo que pensa.

Sem medo de fazer coisas que jamais faria… Se não fosse feliz.

Felicidade é uma dádiva.

Não importa o tempo que você está por ai circulando… Não importa se você vive bêbado, sóbrio ou um pouco dos dois…

Não importa sua religião, suas escolhas… O que você precisa ser é ser feliz.

Te garanto que seria mais fácil se quando a gente fosse nascer um pacote funerário viesse pago junto…

Assim não haveria surpresa.

Não haveria tristeza.

Não haveria luto.

A morte é inevitável.

A morte também é uma dádiva. Para aqueles que sabem como ser feliz. De verdade.

Carolina Vianna

 

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A felicidade desconheço

terça-feira, agosto 23rd, 2011

A felicidade desconheço; há tempos que a perdi e nem se quer sei onde encontrá-la.Mas, mesmo assim vivo a pensar em você, a achar que tudo seria maravilhoso se juntos caminhássemos, se juntos compartilhássemos de um mesmo mundo. As vezes penso que eu estou louca, mas não é loucura amar alguém.

Também sei, não é possível viver de lembranças mas elas vivem e existem em mim. Nem mesmo sei se tenho o direito de tê-las, mas tenho-as para poder sobreviver para poder ter a certeza de que um dia, por força do destino você surgiu em minha

Tudo era lindo, pois eu o amava e implorava para que o tempo passasse depressa , pois necessitava estar com você, abraçá-lo…..

Foi um sonho não era amor o que você sentia por mim. Eu me enganei… me enganei demais!!! Você era um egoísta, vivia para se mesmo por não fazer parte de seus planos, eu era seu passa tempo sua “brincadeirinha de vez em quando”.

Mas mesmo assim convivi e fiz dos nossos momentos os mais felizes de uma vida, uma vida que não tinha nada em comum; mas que com o tempo tornou-se monótona e sem fundamento.

Foi assim que nossos caminhos descruzaram-se, eu sei, e jamais caminharemos na mesma direção…

Mas apesar de tudo, vivo ! Vivo da saudade deixada e dos, bons momentos que juntos passamos.

Débora

 

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A raposa e o príncipe

sábado, agosto 20th, 2011

E foi então que apareceu a raposa:

__Bom dia,disse a raposa.

__Bom dia,respondeu polidamente o principezinho,que se voltou,mas não viu nada.

Eu estou aqui,disse a voz,debaixo da macieira…

__Quem és tu?perguntou o principezinho.Tu és bem bonita…

__Sou uma raposa,disse a raposa.

__Vem brincar comigo,propôs o principezinho.Estou tão triste…

__Eu não posso brincar contigo,disse a raposa.Não me cativaram ainda.

__Ah!desculpa,disse o principezinho.Após uma reflexão,acrescentou:

__Que quer dizer “cativar”?

__Tu não és daqui,disse a raposa.Que procuras?

__Procuro os homens,disse o principezinho.Que quer dizer “cativar”?

__Os homens,disse a raposa,têm fuzis e caçam.É bemincômodo!Criam galinhas também.

É a única coisa interessante que eles fazem.Tu procuras galinhas?

__Não,disse o principezinho.Eu procuro amigos.Que quer dizer “cativar”?

__É uma coisa muito esquecida,disse a raposa.Significa “criar laços…”.

__Criar laços?

__Exatamente,disse a raposa.Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual

a cem mil outros garotos.E eu não tenho necessidade de ti.E tu não tens necessidade de mim.

Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.

Mas se tu me cativas,nós teremos necessidade um do outro.Serás para mim único no mundo.

E eu serei para ti única no mundo…

__Começo a compreender,disse o principezinho…Existe uma flor…eu creio que ela me cativou…

__É possível,disse a raposa.Vê-se tanta coisa na Terra…

__Oh!não foi na Terra,disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

__Num outro planeta?

__Sim.

__Há caçadores nesse planeta?

__Não.

__Que bom.E galinhas?

__Também não.

__Nada é perfeito,suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia:

__Minha vida é monótona.Eu caço galinhas e os homens me caçam.Todas as galinhas se parecem

e todos os homens se parecem também.E por isso me aborreço um pouco.Mas se tu me cativas,

minha vida será como que cheia de sol.Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.

Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.O teu me chamará para fora da toca,como se fosse música.

E depois,olha!Vês lá longe,os campos de trigo?Eu não como pão.O trigo para mim é inútil.Os campos de

trigo não me lembram coisa alguma.E isso é triste!Mas tu tens cabelos cor de ouro.Então será maravilhoso

quando me tiveres cativado.O trigo,que é dourado,fará lembrar-me de ti.E eu amarei o barulho do vento no trigo…

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

__Por favor…cativa-me!disse ela.

__Bem quisera,disse o principezinho,mas eu não tenho muito tempo.Tenho amigos a descobrir e muitas coisas

a conhecer.

__A gente só conhece bem as coisas que cativou,disse a raposa.Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa

alguma.Compram tudo prontinho nas lojas.Mas como não existem lojas de amigos,os homens não têm mais

amigos.Se tu queres um amigo,cativa-me!

__Que é preciso fazer?perguntou o principezinho.

__É preciso ser paciente,respondeu a raposa.Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim,assim,na relva.Eu te olharei

para o canto do olho e tu não dirás nada.A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.Mas,cada dia,te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

__Teria sido melhor voltares à mesma hora,disse a raposa.Se tu vens,por exemplo,às quatro da tarde,desde às três eu

começarei a ser feliz.Quanto mais a hora for chegando,mais eu me sentirei feliz.Às quatro horas então,estarei inquieta

e agitada:descobrirei o preço da felicidade!

Antoine de Saint-Exupèry

 

 

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Você é um Criativo Cultural?

quarta-feira, agosto 17th, 2011

Por Arline Davis

 No mundo todo, há um grupo de pessoas que está se erguendo e se encontrando, começando a participar da moldagem de um novo mundo. Este grupo se sente atraído a movimentos sociais e ecológicos e dá uma grande importância ao auto-desenvolvimento e à espiritualidade. São consumidores diferentes, buscam experiências mais do que objetos materiais. Querem saber das histórias por trás das histórias, a visão global e não “clippings” das manchetes. Anseiam por comunidade e relacionamento num mundo que ainda precisa ser criado. Não são a maioria, mas são um número significativo, 25% da sociedade americana e européia, segundo o sociólogo Paul Ray e a psicóloga Sherry Anderson no seu livro, “The Cultural Creatives”. E por um compromisso com a autenticidade, que mobiliza ações coerentes com suas convicções profundas, terão força o suficiente para direcionar rumos da evolução da sociedade.

Atualmente, podemos dizer que há três grandes correntes em nossa sociedade: os modernistas, os tradicionalistas e os “criativos culturais”. O modernista está vivendo no mundo, aceitando a direção que estamos indo, olhando para o futuro. Dão muito valor ao sucesso pessoal, consumismo e racionalidade tecnológica. O tradicionalista lamenta que o mundo moderno esteja nos levando longe de valores tradicionais; está com uma nostalgia de outros tempos e está saudoso de um passado que não poderá voltar. O criativo cultural não quer perpetuar este mundo moderno e olha para um futuro que ainda precisa ser criado. O sucesso individualista dá lugar à realização para a humanidade. Estas pessoas dão muito valor ao Dom que cada ser humano possui e são mais altruístas do que a média. São holísticas por natureza e por hábitos pessoais.

 Qual é o significado do nome? Essas pessoas são chamadas de Criativos Culturais porque estão, literalmente, criando uma nova cultura, inovação por inovação, moldando-a para o século 21. Sua atuação vai a favor de avanços em tecnologias sustentáveis, formas de negócios, práticas sociais, abordagens de transformação pessoal e mais. Tipicamente, não perseguem um ideal só, mas cultivam uma visão de mundo que abrange uma grande extensão de valores novos, em várias áreas, simultaneamente. O ‘criativo’ do nome sugere o caminho que essas pessoas estão usando para realizar seus projetos de vida. Enquanto, nesta era, nossos desafios maiores são de preservar e sustentar a vida no planeta e superar as carências psicológicas e espirituais freqüentemente associadas à vida moderna, os Criativos Culturais estão respondendo à altura desses desafios com soluções que vêm ao encontro de cura e integração.

 Não é tão fácil trilhar o caminho do criativo cultural – ele pode se sentir sozinho, diferente, desconectado do contexto ao seu redor. Muitas vezes, não conversa com seu próximo sobre os seus valores, pois nem imagina que existam tantos outros tão parecidos com ele. Talvez seja o único da sua família, o estranho no ninho. Ele tipicamente experimenta um senso de necessidade de desprender-se de algo e até se lança sem conhecimento exato para onde vai na sua jornada.

 Se chegar a iniciar essa jornada, passa por fases: 1) A partida, em que se despede do mundo que não lhe faz sentido; 2) Encontrando o caminho, uma vez tendo partido, o criativo cultural dá passos para se encontrar; 3) Confrontando os críticos, inclusive os críticos internos (de si mesmo) e 4) A transformação dos valores novos em uma maneira de ser.

 O Criativo Cultural é uma pessoa que merece encontrar “sua tribo”, ter um lugar onde pode ser ouvido, acalentar projetos importantes de vida, fazer aflorar suas intuições sobre como solucionar problemas atuais para si mesmo e para o mundo. Certamente, já viveu experiências fortes de vida que a lançaram nesta busca e provavelmente tem algumas perguntas ardentes que incomodam, que inspiram uma investigação das possibilidades, sem se deixar derrotar por desesperança. Com uma visão da importância de sua contribuição, pode acreditar que vale à pena investir em si mesmo, pois se é um agente de mudança, assim é entre vários que aguardam companheiros para chegar a ter a força total desta nova cultura.

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Gratidão

segunda-feira, agosto 15th, 2011

O homem por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída.

 Uma garotinha se aproximava da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquezas azuis.

 - É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?

 O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:

 - Quanto dinheiro você tem?

 Sem exitar ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão, e feliz disse:

 - Isto dá, não dá?

 Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.

 - Sabe, continuou. Eu quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.

 O homem, foi para o interior da loja. Colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com um fita verde.

 - Tome! Disse para a garota. Leve com cuidado.

 Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou à loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:

- Este colar foi comprado aqui?

 - Sim senhora.

 - E quanto custou?

 - Ah! Falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.

 A moça continuou:

 - Mas minha irmã somente tinha algumas moedas. O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo.

 O homem, tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.

 - Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar.

 Ela deu tudo que tinha! O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens. Enquanto suas mão tomava o embrulho ela retornava ao lar emocionada.

 Verdadeira doação, é dar-se por inteiro sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.

 E a gratidão, é sempre a manifestação de Deus para com pessoas que tem riqueza de emoções e altruísmo.

 Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém. Gratidão como Amor é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.

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