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Uma outra primavera

quarta-feira, setembro 28th, 2011

A cada ano vem a época da primavera e isto nos faz perceber que a novidade da vida que chega e que a vitalidade que esta no ar significa que se trata de um período em que deveríamos cooperar com o processo de reconstrução e de recriação da natureza e nos tornar novos homens e novas mulheres.

 

Gosto de pensar na imagem que um místico antigo apresentava quando dizia que, quando chegava a primavera, ele tentava plantar no jardim de sua alma uma semente de vida, uma semente de bondade e de tolerância, que ele observava atentamente no transcorrer das pancadas de chuva e dos grandes ventos da primavera; que a deixava crescer até o verão e depois a protegia contra o calor do Sol e dos grandes aguaceiros.

 

No outono, quando ela havia se tornado uma grande planta, ele a abençoava e se deliciava com sua beleza e com sua magnificência; durante todos os meses do inverno ele a colocava no seu peito, guardava-a no calor e a deixava vitalizá-lo durante o fim do ano.

 

Cada um de nós pode plantar tal semente nessa época do ano, sabendo que a vinda da primavera vem muitas oportunidades de nos ajustarmos às mudanças que ocorrem. Podemos mudar nossa natureza, nossas disposições, nossa maneira de pensar e de fazer as coisas e podemos nos tornar novos de muitas maneiras.

 

Podemos realmente limpar nossa casa nessa primavera e nos desembaraçar de muitas superstições e crenças falsas, de muitos hábitos e de traços de caráter que vicejam como ervas más num jardim, e manter novos planos, novos pensamentos e novas idéias que crescerão e se tornarão plenos de força e de beleza.

 

O ser humano evolui constantemente e é por isto que os sistemas, as doutrinas, os dogmas e as crenças que serviram tão bem no passado, agora parecem ultrapassados.

 

Não é porque estamos menos atentos às coisas mais elevadas da vida, não é porque estamos menos religiosos, menos ligados aos ideais e aos princípios elevados, ou menos morais; mas é porque evoluímos e alcançamos uma compreensão diferente. Sentimo-nos seguros de que é essa compreensão mais elevada das coisas necessárias da vida que constrói o caráter e eleva a uma vida reta e a uma divina consonância.

 

O ser humano é diferente do que ele era há uma centena de anos; ele não é menos religioso e, sim mais religioso; não está menos apegado aos princípios e ideais e, sim, mais apegados a princípios e ideais mais elevados, mais amplos e mais compreensíveis.

 

A continuação dos ciclos.

 

Nesses conflitos entre pensamentos e os costumes do passado e os de hoje, há mais do que uma simples diferença de opinião; há mais diferença na evolução continua. Todavia, a evolução não é somente uma questão de grandes ciclos ou de éons de tempo, mas de dias, horas, minutos. Num piscar de olhos nos é dito que muitas coisas maravilhosas podem vir. No decorrer de algumas horas da noite pode sobrevir uma mudança na vida de cada um de nós – por um sonho, uma visão, ou apenas por uma boa noite de repouso.

 

E verdadeiramente, durante um ano, com seu ciclo de mudanças materiais e os efeitos do processo de desenvolvimento da natureza, cada um de nós pode conhecer modificações de compreensão e de ponto de vista que ampliem nossa perspectiva, nos esclareçam e nos tornem conscientes dos maiores aspectos da vida e da nossa relação com o universo no seu conjunto, em lugar de somente uma pequena parte.

 

É por isto que eu pleiteio o renascimento do pensamento do caráter na primavera. Pleiteio uma consonância voluntaria e consciente com os processos da natureza e determinada mudança na nossa natureza individual. Elevemo-nos acima do nosso ambiente local e encontremos em nós mesmos uma consonância divina com o universo inteiro, de modo que não percebamos apenas uma parte do lugar ou da condição em que nos ocorra existir.

 

Esta é a minha idéia nesses dias de primavera e é a idéia que eu gostaria que você levasse em consideração para as semanas vindouras, até que ela se enraíze em sua consciência e as manifeste em tudo que você pense e tudo que faça.

 

Com uma mudança de pensamento e um aspecto mais amplo de consciência virá uma ampliação da sua capacidade de viver de modo compreensivo. Você verá que há uma ampliação de toda a sua vida, que você se tornará receptivo aos benefícios do universo, que será mais bem sucedido naquilo que fizer que estará mais esclarecido nas suas aspirações e mais inspirado nas suas concepções. Tal mudança na sua natureza, manifestando-se exteriormente de muitas maneiras, será perceptível e atrairá para você aqueles que sejam como você e repelirá de maneira passiva aqueles que não estiverem de acordo com você.

 

Logo você vai descobrir, na época do verão, o que foi que o renascimento da primavera lhe trouxe de alegria e de paz profunda! Então, durante o outono e o inverno, você vai gozar a vida como jamais a terá gozado antes. Com as ambições, as antecipações, as introspecções alegres conhecidas somente pelo verdadeiro místico, daquele que passou pela crucificação pessoal e que chegou a ressurreição, você vai alcançar a vinda de outra primavera.

 

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Dúvida

sábado, setembro 24th, 2011

Você diz: “Eu penso apenas em você

todo o dia.â€

Mas pensa em mim muito menos

que no amor.

E diz: “Meus olhos magoados

que vivem só de desejo

passam horas acordados

quando me deito.â€

Mas sua alma é mais satisfeita

do que louca.

Você pensa mais no beijo

que na boca.

Você não se inquieta

Tem certeza de que este bem

é somente seu e meu.

Mas o amor é uma necessidade.

Você gostaria mesmo menos de mim, muito menos

se eu não fosse eu?

Paul Géraldy

 

 

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Coisa Amar

sexta-feira, setembro 2nd, 2011

Contar-te longamente as perigosas

coisas do mar. Contar-te o amor ardente

e as ilhas que só há no verbo amar.

Contar-te longamente longamente.

 

Amor ardente. Amor ardente. E mar.

Contar-te longamente as misteriosas

maravilhas do verbo navegar.

E mar. Amar: as coisas perigosas.

 

Contar-te longamente que já foi

num tempo doce coisa amar. E mar.

Contar-te longamente como doi

 

desembarcar nas ilhas misteriosas.

Contar-te o mar ardente e o verbo amar.

E longamente as coisas perigosas.

Manuel Alegre

 

 

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A raposa e o príncipe

sábado, agosto 20th, 2011

E foi então que apareceu a raposa:

__Bom dia,disse a raposa.

__Bom dia,respondeu polidamente o principezinho,que se voltou,mas não viu nada.

Eu estou aqui,disse a voz,debaixo da macieira…

__Quem és tu?perguntou o principezinho.Tu és bem bonita…

__Sou uma raposa,disse a raposa.

__Vem brincar comigo,propôs o principezinho.Estou tão triste…

__Eu não posso brincar contigo,disse a raposa.Não me cativaram ainda.

__Ah!desculpa,disse o principezinho.Após uma reflexão,acrescentou:

__Que quer dizer “cativar”?

__Tu não és daqui,disse a raposa.Que procuras?

__Procuro os homens,disse o principezinho.Que quer dizer “cativar”?

__Os homens,disse a raposa,têm fuzis e caçam.É bemincômodo!Criam galinhas também.

É a única coisa interessante que eles fazem.Tu procuras galinhas?

__Não,disse o principezinho.Eu procuro amigos.Que quer dizer “cativar”?

__É uma coisa muito esquecida,disse a raposa.Significa “criar laços…”.

__Criar laços?

__Exatamente,disse a raposa.Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual

a cem mil outros garotos.E eu não tenho necessidade de ti.E tu não tens necessidade de mim.

Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.

Mas se tu me cativas,nós teremos necessidade um do outro.Serás para mim único no mundo.

E eu serei para ti única no mundo…

__Começo a compreender,disse o principezinho…Existe uma flor…eu creio que ela me cativou…

__É possível,disse a raposa.Vê-se tanta coisa na Terra…

__Oh!não foi na Terra,disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

__Num outro planeta?

__Sim.

__Há caçadores nesse planeta?

__Não.

__Que bom.E galinhas?

__Também não.

__Nada é perfeito,suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia:

__Minha vida é monótona.Eu caço galinhas e os homens me caçam.Todas as galinhas se parecem

e todos os homens se parecem também.E por isso me aborreço um pouco.Mas se tu me cativas,

minha vida será como que cheia de sol.Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.

Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.O teu me chamará para fora da toca,como se fosse música.

E depois,olha!Vês lá longe,os campos de trigo?Eu não como pão.O trigo para mim é inútil.Os campos de

trigo não me lembram coisa alguma.E isso é triste!Mas tu tens cabelos cor de ouro.Então será maravilhoso

quando me tiveres cativado.O trigo,que é dourado,fará lembrar-me de ti.E eu amarei o barulho do vento no trigo…

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

__Por favor…cativa-me!disse ela.

__Bem quisera,disse o principezinho,mas eu não tenho muito tempo.Tenho amigos a descobrir e muitas coisas

a conhecer.

__A gente só conhece bem as coisas que cativou,disse a raposa.Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa

alguma.Compram tudo prontinho nas lojas.Mas como não existem lojas de amigos,os homens não têm mais

amigos.Se tu queres um amigo,cativa-me!

__Que é preciso fazer?perguntou o principezinho.

__É preciso ser paciente,respondeu a raposa.Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim,assim,na relva.Eu te olharei

para o canto do olho e tu não dirás nada.A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.Mas,cada dia,te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

__Teria sido melhor voltares à mesma hora,disse a raposa.Se tu vens,por exemplo,às quatro da tarde,desde às três eu

começarei a ser feliz.Quanto mais a hora for chegando,mais eu me sentirei feliz.Às quatro horas então,estarei inquieta

e agitada:descobrirei o preço da felicidade!

Antoine de Saint-Exupèry

 

 

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Não pense duas vezes…

sexta-feira, agosto 19th, 2011

A felicidade é um susto. Chega na calada da noite, na fala do dia, no improviso das horas. Chega sem chegar, insinua mais que propõe… Felicidade é animal arisco. Tem que ser admirada à distância porque não aceita a jaula que preparamos para ela. Vê-la solta e livre no campo, correndo com sua velocidade tão elegante é uma sublime forma de possuí-la.

Felicidade é chuva que cai na madrugada, quando dormimos. O que vemos é a terra agradecida, pronta para fecundar o que nela está sepultado, aguardando a hora da ressurreição.

Felicidade é coisa que não tem nome. É silêncio que perpassa os dias tornando-os mais belos e falantes. Felicidade é carinho de mãe em situação de desespero. É olhar de amigo em horas de abandono. É fala calmante em instantes de desconsolo.

Felicidade é palavra pouca que diz muito. É frase dita na hora certa e que vale por livros inteiros.

Eu busco a frase de cada dia, o poema que me espera na esquina, o recado de Deus escrito na minha geladeira… Eu vivo assim… Sem doma, sem dona, sem porteiras, porque a felicidade é meu destino de honra, meu brasão e minha bandeira. Eu quero a felicidade de toda hora. Não quero o rancor, não quero o alarde dos artifícios das palavras comuns, nem tampouco o amor que deseja aprisionar meu sonho em suas gaiolas tão mesquinhas.

O que quero é o olhar de Jesus refletido no olhar de quem amo. Isso sim é felicidade sem medidas. O café quente na tarde fria, a conversa tão cheia de humor, o choro vez em quando.

Felicidades pequenas… O olhar da criança que me acompanha do colo da mãe, e que depois, à distância ,sorri segura, porque sabe que eu não a levarei de seu lugar preferido.

A felicidade é coisa sem jeito, mas com ela eu me ajeito. Não forço para que seja como quero, apenas acolho sua chegada, quando menos espero.

E então sorrio, como quem sabe,que quando ela chega, o melhor é não dispersar as forças… E aí sou feliz por inteiro na pequena parte que me cabe.

O que hoje você tem diante dos olhos? Merece um sorriso? Não pense duas vezes…

Padre fabio de Melo

 

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Só por hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da felicidade.

 

Só por hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o sorriso e o bom-humor.

 

Só por hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas de bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e a divertirei com conversas agradáveis e positivas.

 

Só por hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade.

 

Só por hoje hastearei a bandeira do bom-humor sobre meu próprio território.

 

Só por hoje decidirei que sou definitivamente FELIZ.

desconhecido

 

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Você é um Criativo Cultural?

quarta-feira, agosto 17th, 2011

Por Arline Davis

 No mundo todo, há um grupo de pessoas que está se erguendo e se encontrando, começando a participar da moldagem de um novo mundo. Este grupo se sente atraído a movimentos sociais e ecológicos e dá uma grande importância ao auto-desenvolvimento e à espiritualidade. São consumidores diferentes, buscam experiências mais do que objetos materiais. Querem saber das histórias por trás das histórias, a visão global e não “clippings†das manchetes. Anseiam por comunidade e relacionamento num mundo que ainda precisa ser criado. Não são a maioria, mas são um número significativo, 25% da sociedade americana e européia, segundo o sociólogo Paul Ray e a psicóloga Sherry Anderson no seu livro, “The Cultural Creativesâ€. E por um compromisso com a autenticidade, que mobiliza ações coerentes com suas convicções profundas, terão força o suficiente para direcionar rumos da evolução da sociedade.

Atualmente, podemos dizer que há três grandes correntes em nossa sociedade: os modernistas, os tradicionalistas e os “criativos culturaisâ€. O modernista está vivendo no mundo, aceitando a direção que estamos indo, olhando para o futuro. Dão muito valor ao sucesso pessoal, consumismo e racionalidade tecnológica. O tradicionalista lamenta que o mundo moderno esteja nos levando longe de valores tradicionais; está com uma nostalgia de outros tempos e está saudoso de um passado que não poderá voltar. O criativo cultural não quer perpetuar este mundo moderno e olha para um futuro que ainda precisa ser criado. O sucesso individualista dá lugar à realização para a humanidade. Estas pessoas dão muito valor ao Dom que cada ser humano possui e são mais altruístas do que a média. São holísticas por natureza e por hábitos pessoais.

 Qual é o significado do nome? Essas pessoas são chamadas de Criativos Culturais porque estão, literalmente, criando uma nova cultura, inovação por inovação, moldando-a para o século 21. Sua atuação vai a favor de avanços em tecnologias sustentáveis, formas de negócios, práticas sociais, abordagens de transformação pessoal e mais. Tipicamente, não perseguem um ideal só, mas cultivam uma visão de mundo que abrange uma grande extensão de valores novos, em várias áreas, simultaneamente. O ‘criativo’ do nome sugere o caminho que essas pessoas estão usando para realizar seus projetos de vida. Enquanto, nesta era, nossos desafios maiores são de preservar e sustentar a vida no planeta e superar as carências psicológicas e espirituais freqüentemente associadas à vida moderna, os Criativos Culturais estão respondendo à altura desses desafios com soluções que vêm ao encontro de cura e integração.

 Não é tão fácil trilhar o caminho do criativo cultural – ele pode se sentir sozinho, diferente, desconectado do contexto ao seu redor. Muitas vezes, não conversa com seu próximo sobre os seus valores, pois nem imagina que existam tantos outros tão parecidos com ele. Talvez seja o único da sua família, o estranho no ninho. Ele tipicamente experimenta um senso de necessidade de desprender-se de algo e até se lança sem conhecimento exato para onde vai na sua jornada.

 Se chegar a iniciar essa jornada, passa por fases: 1) A partida, em que se despede do mundo que não lhe faz sentido; 2) Encontrando o caminho, uma vez tendo partido, o criativo cultural dá passos para se encontrar; 3) Confrontando os críticos, inclusive os críticos internos (de si mesmo) e 4) A transformação dos valores novos em uma maneira de ser.

 O Criativo Cultural é uma pessoa que merece encontrar “sua triboâ€, ter um lugar onde pode ser ouvido, acalentar projetos importantes de vida, fazer aflorar suas intuições sobre como solucionar problemas atuais para si mesmo e para o mundo. Certamente, já viveu experiências fortes de vida que a lançaram nesta busca e provavelmente tem algumas perguntas ardentes que incomodam, que inspiram uma investigação das possibilidades, sem se deixar derrotar por desesperança. Com uma visão da importância de sua contribuição, pode acreditar que vale à pena investir em si mesmo, pois se é um agente de mudança, assim é entre vários que aguardam companheiros para chegar a ter a força total desta nova cultura.

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O Bordado

segunda-feira, julho 18th, 2011

- Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando.

Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:

- Mãe, o que a senhora está fazendo?

Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.

Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:

- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:

- Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?

- Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?

- Por que estavam cheios de pontas e nós?

- Por que não tinham ainda uma forma definida?

- Por que demorava tanto para fazer aquilo?

Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:

- Filho, venha aqui e sente em meu colo.

Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa! Então minha mãe me disse:

- Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:

- Pai, o que estás fazendo?

Ele parece responder:

- Estou bordando a sua vida, filho.

E eu continuo perguntando:

- Mas está tudo tão confuso… Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.

O Pai parece me dizer: ‘Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e…. Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.’

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.

É que estamos vendo o avesso da vida!

Do outro lado, Deus está bordando…

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Floresça

sexta-feira, julho 15th, 2011

No principio da vida todos são iniciados como sementes…

Quando o primeiro broto surge, o Mundo é apresentado a ele…

e muitas vezes os brotos se perguntam: “Como brotei?”

Outros nem sequer se dão conta.

Vivencie o broto do momento…

Flua nesse brotar…

Cultive com amor o seu território,

não deixe as ervas daninhas, construídas de sua própria ilusão,

interferirem no seu crescimento…

Vivencie este crescimento…

Assim você será uma bonita árvore

cheia de sabedoria e amor a oferecer…

Sinta a necessidade do coração

e vá em frente escalando a divindade do seu Ser…

Acredite, o supremo mora em vc…

Brote! Cresça! Sinta se vc está crescendo no caminho certo,

identifique, faça o movimento verdadeiro para que sua árvore não mingue.

Florescer na vida é florescer no hoje, no agora e no amanhã!

Floresça a sua vida, simplesmente floresça!

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Felicidade

segunda-feira, junho 20th, 2011

“Há vários tipos de felicidade: a de ter um carro zero; a de passar no vestibular; a de se tornar avô; a de receber um elogio. Mas há um tipo de felicidade que independe das outras pessoas e dos eventos externos. É uma felicidade serena e silenciosa, fruto de um cuidadoso trabalho interior. É a felicidade de conhecer-se, de valorizar-se e de festejar cada pequena vitória pessoal. Essa felicidade tem o poder de curar. Ela é verdadeira, simples e constante. A decisão de ser sempre feliz, haja o que houver, depende apenas de nossa força interior.â€

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Paciência

quinta-feira, junho 9th, 2011

No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.

Ela disse:

Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.

 

- Um bonito garoto – respondeu o homem – e completou: – Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.

 

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.

 

- Melissa, o que você acha de irmos?

 

Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!

 

O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração

 

Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:

- Hora de irmos, agora?

 

Mas, outra vez Melissa pediu:

- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!

 

O homem sorriu e disse:

- Está certo!

 

- O senhor é certamente um pai muito paciente – comentou a mulher ao seu lado.

 

O homem sorriu e disse:

 

- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado,

 

quando montava sua bicicleta perto daqui.   Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.

 

Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.

Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.

Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá brincar…

 

Em tudo na vida estabelecemos prioridades.

Quais são as suas?

 

Lembre-se: nem tudo o que é importante é prioritário, e nem tudo o que é necessário é indispensável!

 

 

 

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