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Flexibilidade

domingo, outubro 2nd, 2011

Flexibilidade me permite progredir a cada dia e aproximar-me cada vez mais de minha meta de perfeição. Esta virtude tem força dentro dela, bem como elasticidade. Flexibilidade permite-me harmonizar com os outros, adaptar-me às ondas mutantes das circunstâncias, contornar obstáculos.
Flexibilidade permite que eu me sinta à vontade na companhia dos outros e prontamente absorva novos padrões de pensamentos positivos. Ela me capacita a permanecer firmemente enraizado assim curvar-me com o vento, como o salgueiro. Aquele que consegue moldar-se pode ser considerado ouro; aquele que sabe como curvar-se não quebra.

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Derrota

segunda-feira, setembro 26th, 2011

Mas isso não é justo! Eu sou muito sensível…

Qualquer maldade que você me faça e que eu tente

retribuir, não consigo, é impossível!

Eu sofro mais do que você.

Você suporta bem os acintes sem fim,

os silêncios ruins e os olhares brutais…

Mas não seja cruel, tenha pena de mim!

Quando eu sofro, eu sofro demais…

… Mas, não! Não ouça! Eu confessei

ingênuo e fraco, uma cousa que eu não devia confessar…

Você sabe agora o meu fraco:

e vai talvez se aproveitar…

Paul Géraldy

 

 

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Não sei quantas almas tenho

quarta-feira, setembro 21st, 2011

Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.

O que sogue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo : “Fui eu ?”

Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

 

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A raposa e o príncipe

sábado, agosto 20th, 2011

E foi então que apareceu a raposa:

__Bom dia,disse a raposa.

__Bom dia,respondeu polidamente o principezinho,que se voltou,mas não viu nada.

Eu estou aqui,disse a voz,debaixo da macieira…

__Quem és tu?perguntou o principezinho.Tu és bem bonita…

__Sou uma raposa,disse a raposa.

__Vem brincar comigo,propôs o principezinho.Estou tão triste…

__Eu não posso brincar contigo,disse a raposa.Não me cativaram ainda.

__Ah!desculpa,disse o principezinho.Após uma reflexão,acrescentou:

__Que quer dizer “cativar”?

__Tu não és daqui,disse a raposa.Que procuras?

__Procuro os homens,disse o principezinho.Que quer dizer “cativar”?

__Os homens,disse a raposa,têm fuzis e caçam.É bemincômodo!Criam galinhas também.

É a única coisa interessante que eles fazem.Tu procuras galinhas?

__Não,disse o principezinho.Eu procuro amigos.Que quer dizer “cativar”?

__É uma coisa muito esquecida,disse a raposa.Significa “criar laços…”.

__Criar laços?

__Exatamente,disse a raposa.Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual

a cem mil outros garotos.E eu não tenho necessidade de ti.E tu não tens necessidade de mim.

Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.

Mas se tu me cativas,nós teremos necessidade um do outro.Serás para mim único no mundo.

E eu serei para ti única no mundo…

__Começo a compreender,disse o principezinho…Existe uma flor…eu creio que ela me cativou…

__É possível,disse a raposa.Vê-se tanta coisa na Terra…

__Oh!não foi na Terra,disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

__Num outro planeta?

__Sim.

__Há caçadores nesse planeta?

__Não.

__Que bom.E galinhas?

__Também não.

__Nada é perfeito,suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia:

__Minha vida é monótona.Eu caço galinhas e os homens me caçam.Todas as galinhas se parecem

e todos os homens se parecem também.E por isso me aborreço um pouco.Mas se tu me cativas,

minha vida será como que cheia de sol.Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.

Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.O teu me chamará para fora da toca,como se fosse música.

E depois,olha!Vês lá longe,os campos de trigo?Eu não como pão.O trigo para mim é inútil.Os campos de

trigo não me lembram coisa alguma.E isso é triste!Mas tu tens cabelos cor de ouro.Então será maravilhoso

quando me tiveres cativado.O trigo,que é dourado,fará lembrar-me de ti.E eu amarei o barulho do vento no trigo…

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

__Por favor…cativa-me!disse ela.

__Bem quisera,disse o principezinho,mas eu não tenho muito tempo.Tenho amigos a descobrir e muitas coisas

a conhecer.

__A gente só conhece bem as coisas que cativou,disse a raposa.Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa

alguma.Compram tudo prontinho nas lojas.Mas como não existem lojas de amigos,os homens não têm mais

amigos.Se tu queres um amigo,cativa-me!

__Que é preciso fazer?perguntou o principezinho.

__É preciso ser paciente,respondeu a raposa.Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim,assim,na relva.Eu te olharei

para o canto do olho e tu não dirás nada.A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.Mas,cada dia,te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

__Teria sido melhor voltares à mesma hora,disse a raposa.Se tu vens,por exemplo,às quatro da tarde,desde às três eu

começarei a ser feliz.Quanto mais a hora for chegando,mais eu me sentirei feliz.Às quatro horas então,estarei inquieta

e agitada:descobrirei o preço da felicidade!

Antoine de Saint-Exupèry

 

 

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O Bordado

segunda-feira, julho 18th, 2011

- Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando.

Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:

- Mãe, o que a senhora está fazendo?

Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.

Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:

- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:

- Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?

- Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?

- Por que estavam cheios de pontas e nós?

- Por que não tinham ainda uma forma definida?

- Por que demorava tanto para fazer aquilo?

Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:

- Filho, venha aqui e sente em meu colo.

Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa! Então minha mãe me disse:

- Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:

- Pai, o que estás fazendo?

Ele parece responder:

- Estou bordando a sua vida, filho.

E eu continuo perguntando:

- Mas está tudo tão confuso… Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.

O Pai parece me dizer: ‘Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e…. Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.’

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.

É que estamos vendo o avesso da vida!

Do outro lado, Deus está bordando…

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O que me importa seu

quinta-feira, junho 30th, 2011

 

Yara Farias Rodrigues

  O que me importa seu amor agora se o meu já se finda.

O que me importa seu carinho agora se antes tinha carinhos de sobra para lhe dar.

O que me importa lhe ver assim sofrendo se eu já sofri o que tinha para sofrer.

O que me importa você agora ter todo o tempo do mundo se não tenho mais tempo para você.

O que me importa a sua saudade se a minha ficou esquecida.

O que me importa ver você assim tão triste se a minha tristeza já se foi.

O que me importa você hoje ver a importância  que tenho em sua vida se durante todo esse tempo foste meu mundo sem que você percebesse.

O que me importa agora seu “Amor” se morreu o que tinha de mais puro dentro do meu coração…

“O Meu Amor  Por Você!!

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Os níveis do ser humano – Parte II

quinta-feira, junho 23rd, 2011

 E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento. .. Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

 Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

 - Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas ‘muletas’ que os outros dois anteriores também usavam.

 Prefere deixar tudo ‘pra lá’, pois ‘não tem tempo’ para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os ‘outros’.

 É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá…

 É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o ‘Dono da Verdade’, que se acha muito ‘entendido’ e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra ‘muleta’) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição.

 Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das ‘muletas’ para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por ‘preguiça vital’ e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las.

 De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4.

 Faça o mesmo com esse que aí vem.

 E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

  Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

 - Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

 - Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

 - É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

 - Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento.

 Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo?

 Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer.

 Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

 - E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?

 - Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos.

 Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas.

 Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra.

 Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês.

 Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

 Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores.

 O Mestre assim comentou:

 - O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio.

 Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos.

 Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas ‘muletas’ há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois.

 Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas.

 Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis.

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Impossível

quinta-feira, maio 19th, 2011

Sandra Mara Herzer

E como fazer para esquecê-la…

somente esquecendo tudo que me lembra você,

ou seja, os sentimentos antigos

sentimento amigo,

e o amor que escorre perdido.

Como fazer para esquecê-la…

somente me tornando rude e frio,

pisando nas coisas boas que ainda me restam,

tapando os ouvidos, calando assim os carinhos que cessam.

Como fazer para esquecê-la…

somente amordaçando os lábios que te desejam,

algemando mãos que te suplicam amor,

acorrentando passos que te perseguem no riso ou na dor.

Como fazer para esquecê-la…

somente esquecendo tua existência,

somente encontrando a amnésia perdida

somente sangrando minha própria vida.

 

 

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O Bordado

segunda-feira, março 28th, 2011

 - Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto ela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando. Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia: – Mãe, o que a senhora está fazendo? Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava: – Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição. Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: – Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros? – Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados? – Por que estavam cheios de pontas e nós? – Por que não tinham ainda uma forma definida? – Por que demorava tanto para fazer aquilo? Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou: – Filho, venha aqui e sente em meu colo. Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa! Então minha mãe me disse: – Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo. Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: – Pai, o que estás fazendo? Ele parece responder: – Estou bordando a sua vida, filho. E eu continuo perguntando: – Mas está tudo tão confuso… Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. O Pai parece me dizer: ‘Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e…. Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.’ Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida! Do outro lado, Deus está bordando…

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Viver como as Flores

sexta-feira, fevereiro 25th, 2011

- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

- Pois viva como as flores! – advertiu o mestre.

- Como é viver como as flores? – perguntou o discípulo.

- Repare nestas flores – continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.

- Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

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