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A arte de ser feliz

segunda-feira, agosto 8th, 2011

Houve um tempo em que minha janela se abria

sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.

Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,

e o jardim parecia morto.

Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,

e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.

Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.

Outras vezes encontro nuvens espessas.

Avisto crianças que vão para a escola.

Pardais que pulam pelo muro.

Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.

Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.

Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.

Ás vezes, um galo canta.

Às vezes, um avião passa.

Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.

E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,

que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,

outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,

finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles

 

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Por muito tempo

sexta-feira, agosto 5th, 2011

Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.

Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. aí sim, a vida de verdade começaria.

 

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem.

E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo…

Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.

Henfil

 

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A história do pato

terça-feira, julho 5th, 2011

Havia um pequeno menino que visitava seus avós em sua fazenda e foi dado a ele um estilingue para brincar no mato.

Ele praticou na floresta, mas nunca conseguia acertar o alvo.

Desanimado, ele voltava para jantar, quando viu o pato de estimação da avó e, em um impulso, acertou a cabeça do pato e matou-o.

Chocado, triste e em pânico, ele escondeu o pato morto na pilha de madeira!

Sally (sua irmã) tinha visto tudo, mas ela não disse nada.

Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: “Sally, vamos lavar a louça”

Mas Sally disse: ” Vovó, Johnny me disse que queria ajudar na cozinha “

Em seguida, ela sussurrou ao ouvido do irmão: “Lembra-se do pato? ‘

Assim, Johnny lavou os pratos.

Mais tarde naquele dia, quando vovô perguntou se as crianças queriam ir pescar, a vovó disse “me desculpe, mas eu preciso de Sally para ajudar a fazer o jantar”.

Sally apenas sorriu e disse, “eu vou porque Johnny me disse que queria ajudar no jantar”. Novamente sussurrou no ouvido do irmão: “lembra-te do pato?”

Então Sally foi pescar e Johnny ficou para ajudar.

 

Após vários dias de Johnny fazendo o trabalho de Sally, ele finalmente não aguentava mais.

Ele veio com a avó e confessou que tinha matado o pato.

A avó ajoelhou, deu-lhe um abraço e disse:

“Querido, eu sei… eu estava na janela e vi a coisa toda, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar Sally fazer de você um escravo.”

Pensamento do dia e todos os dias depois:

Qualquer que seja o seu passado, o que você tem feito… O diabo fica jogando-o no seu rosto (mentir, enganar, a dívida, medo, maus hábitos, ódio, raiva, amargura, etc )…. seja o que for… Você precisa saber que:

 

Deus estava de pé na janela e viu a coisa toda.

 

Ele viu toda a sua vida … Ele quer que você saiba que Ele te ama e que você está perdoado. Ele está apenas querendo saber quanto tempo você vai deixar o diabo fazer de você um escravo.

A grande coisa acerca de Deus é que quando você pedir perdão, Ele não só perdoa, mas Ele se esquece.

É pela graça e misericórdia de Deus que somos salvos.

Vá em frente e faça a diferença na vida de alguém hoje.

Compartilhe esta mensagem com um amigo e lembre-se sempre:

Deus está à janela!

 

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A Caneca Furada

quinta-feira, abril 21st, 2011

Imagine que você queira transportar leite numa caneca. Você a levou até a sua casa mas ao chegar notou que não havia mais leite. O que aconteceu? Você descobriu que a caneca estava furada. Se você quiser usá-la novamente, terá que consertar o furo. Sua vida pode ser comparada à caneca com vazamentos. Seus defeitos, erros e qualidades negativas são os vazamentos no cântaro da sua vida. Mesmo que a graça de Deus esteja sendo derramada constantemente no universo, você não é capaz de mantê-la e guardá-la, por causa dos seus erros e defeitos. Se você quiser tornar sua vida repleta de qualidades divinas, com a graça de Deus e dos Gurus, descubra seus próprios erros. Tente corrigir seus próprios defeitos. Por meio de observação cuidadosa e minuciosa, através de uma meditação profunda, você pode se corrigir.

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Atitude é Tudo

sábado, abril 16th, 2011

 Jerry é o tipo de cara que você adora odiar. Ele estava sempre de bom humor e tinha sempre algo de positivo para dizer. Quando alguém lhe perguntava como ele estava, ouvia a resposta:” Melhor, impossível !”.

Ele era um gerente único, porque tinha vários garçons que o seguiam de restaurante para restaurante. A razão porque eles o seguiam era devido a sua atitude. Ele era um motivador natural. Se algum funcionário estava num mau dia, lá estava Jerry dizendo para ele o lado positivo da situação.

 Ver este estilo realmente me deixou curioso, então, um dia fui até ele e perguntei: “Eu não entendo, você não pode ser otimista o tempo todo. Como você consegue?”. Ele respondeu: “A cada manhã eu acordo e digo para mim mesmo: Jerry, você tem duas escolhas hoje: você pode escolher estar de bom humor ou pode escolher estar de mau humor. Eu escolho estar de bom humor”.

 E cada vez que algo de ruim acontece, eu posso escolher ser uma vítima ou eu posso escolher aprender com a situação. Eu escolho aprender. Todas as vezes que alguém me vem com reclamações, eu posso escolher aceitar as reclamações ou eu posso apontar o lado positivo da vida. Eu escolho o lado positivo da vida.

 ”É, tudo bem, mas não é tão fácil”, eu protestei.

 ”Sim, é”, disse Jerry. A vida se refere a escolhas. Quando você descarta o superficial, toda situação é uma escolha. Você escolhe como reagir à situação. Você escolhe como as pessoas vão afetar o seu humor. Você escolhe estar de bom ou mau humor. Em conclusão: é uma escolha sua, como você vive a vida”.

 Eu refleti sobre o que Jerry me disse. Pouco tempo depois, eu deixei o ramo de restaurante para começar o meu próprio negócio.

 Nós perdemos contato, mas freqüentemente pensava nele, quando eu fazia uma escolha sobre a vida, ao invés de simplesmente reagir impulsivamente.

 Muitos anos depois, eu soube que Jerry havia feito algo que você nunca poderia fazer no ramo de restaurantes: ele deixou a porta dos fundos aberta. Pela manhã, ele estava cercado por três assaltantes armados e enquanto ele tentava abrir o cofre, suas mãos, tremendo pelo nervosismo, erraram a combinação. Os assaltantes ficaram em pânico e atiraram nele.

 Por sorte, Jerry foi encontrado logo e levado para o hospital. Após 18 horas de cirurgia e semanas na UTI, Jerry teve alta do hospital, mas com alguns fragmentos de bala em seu corpo.

 Eu encontrei Jerry após seis meses do acidente. Quando eu lhe perguntei como ele estava, ouvi a resposta: “Melhor impossível, quer ver as cicatrizes?”

 Não quis ver seus ferimentos, mas perguntei o que havia lhe passado pela cabeça quando os assaltantes apareceram.

 ”A primeira coisa que me veio à cabeça foi que eu deveria ter trancado a porta dos fundos”, ele respondeu, “então, quando estava no chão, eu me lembrei que eu tinha duas escolhas: eu poderia viver, ou poderia morrer. Eu escolhi viver”

 ”Você não ficou com medo? Você perdeu a consciência?”, perguntei.

 Jerry continuou: “Os paramédicos foram ótimos. Eles me diziam que eu ia ficar bem. Mas quando eles me levaram para a sala de emergência e eu via a expressão dos médicos e enfermeiras, eu fiquei com muito medo. Nos olhos deles eu podia ler – esse é um homem morto. – Assim, eu soube que eu precisava reagir”.

 ”O que você fez ?”, perguntei.

 ”Bem, havia uma enfermeira grandona, robusta, me fazendo perguntas. Ela me perguntou se eu era alérgico a alguma coisa. Eu disse que sim. Os médicos e enfermeiras pararam tudo e esperaram a minha resposta. Eu respirei fundo e gritei: Balas ! Em meio às gargalhadas, eu gritei que estava escolhendo viver e que devia ser tratado como se eu estivesse vivo, não morto”.

 Jerry viveu graças as habilidades dos médicos, mas também por causa da sua surpreendente atitude. Eu aprendi com ele que todos os dias, nós temos a escolha de viver plenamente.

 Enfim, atitude é tudo!

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As duas vizinhas

terça-feira, fevereiro 8th, 2011

Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa.

Depois de um tempo, dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com dona Clotilde. Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria:

- Minha querida Clotilde, já estamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas. Dona Clotilde, na hora, estranhou a atitude da velha rival e disse que iria pensar no caso.

Pelo caminho foi matutando:

- Essa dona Maria não me engana: está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação.

Chegando em casa, preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca. “Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse ‘maravilhoso’ presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa”. Mandou a empregada levar o presente à casa da rival, com um bilhete: “Aceito sua proposta de paz e, para selarmos nosso compromisso, envio-te esse lindo presente”.

Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou.

“Que ela está propondo com isso? Não estamos fazendo as pazes? Bem, deixa pra lá.”.

Alguns dias depois, dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes coberta com um belo papel.

É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou!

Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, além de um cartão com a seguinte mensagem:

“Estas flores são o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. AFINAL, CADA UM DÁ O QUE TEM EM ABUNDÂNCIA EM SUA VIDA”.

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Cada um na sua

sábado, janeiro 22nd, 2011

Em um largo rio, de difícil travessia,havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro.Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.

Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:

- Meu caro barqueiro, você entende de leis?

- Não, senhor – responde o barqueiro.

E o advogado, compadecido:

- É uma pena… Você perdeu metade da vida!

O barqueiro nada responde.

A professora, muito social, entra na conversa:

- Seu barqueiro, o senhor sabe ler e escrever?

- Também não sei, senhora responde o remador.

- Que pena… – condói-se a mestra. Você perdeu metade da vida!

Nisso, chega uma onda bastante forte e vira o barco.

O canoeiro, preocupado, pergunta:

- Vocês sabem nadar?

- Não! – responderam eles rapidamente.

- Então, é pena… – conclui o barqueiro. Vocês perderam toda uma vida!

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Um imperador

quinta-feira, janeiro 13th, 2011

Um imperador muito poderoso, criou um palácio, um palácios de espelhos. Por todos os lados, em todo o palácio, havia espelhos. O imperador era uma pessoa muito bonita e estava tão fascinado por sua própria beleza que jamais se sentiu atraído por outra pessoa. Era um Narciso. Amava somente a si mesmo e achava que todos os demais eram feios. Finalmente, ele proibiu a qualquer pessoa de entrar em seu palácio. Vivia ali sozinho, a olhar para seu próprio rosto, em todo o palácio. Havia espelhos por toda parte, milhares e milhares de reflexos de seu próprio rosto.

Contudo, aos poucos, ele começou a se entediar, a ficar farto daquilo. Começou a não gostar de si mesmo. O dia todo encontrava-se consigo mesmo. Ficou doente; tornou-se triste e deprimido. Ficou tão melancólico que estava quase à beira da morte. Simplesmente, cansou-se de si mesmo.

Então, de súbito, ele se lembrou: “Este palácio foi criado por mim mesmo. Não preciso permanecer aqui. Não há ninguém que me obrigue a permanecer aqui.” Então, ele quebrou uma das paredes de espelhos – atirou uma cadeira contra ela. E, pela primeira vez em muitos anos, o céu penetrou naquele recinto. Era uma noite de Lua cheia, e a Lua irrompeu ali dentro. Um mundo novo, fresco, vivo surgiu. O imperador entrou em contato com esse mundo.

Ele saltou para fora daquele buraco infernal, para fora daquela prisão. E então não estava morto, nem melancólico, nem às portas da morte. Pôs-se a dançar, a celebrar. Esqueceu-se completamente de seu rosto. E conta-se que nunca mais ele se olhou novamente no espelho.

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Cada um na sua

sábado, novembro 27th, 2010

Em um largo rio, de difícil travessia,havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro.Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.

Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:

- Meu caro barqueiro, você entende de leis?

- Não, senhor – responde o barqueiro.

E o advogado, compadecido:

- É uma pena… Você perdeu metade da vida!

O barqueiro nada responde.

A professora, muito social, entra na conversa:

- Seu barqueiro, o senhor sabe ler e escrever?

- Também não sei, senhora responde o remador.

- Que pena… – condói-se a mestra. Você perdeu metade da vida!

Nisso, chega uma onda bastante forte e vira o barco.

O canoeiro, preocupado, pergunta:

- Vocês sabem nadar?

- Não! – responderam eles rapidamente.

- Então, é pena… – conclui o barqueiro. Vocês perderam toda uma vida!

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