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Flexibilidade


02/10/2011 - 9:14 -

Flexibilidade me permite progredir a cada dia e aproximar-me cada vez mais de minha meta de perfeição. Esta virtude tem força dentro dela, bem como elasticidade. Flexibilidade permite-me harmonizar com os outros, adaptar-me às ondas mutantes das circunstâncias, contornar obstáculos.
Flexibilidade permite que eu me sinta à vontade na companhia dos outros e prontamente absorva novos padrões de pensamentos positivos. Ela me capacita a permanecer firmemente enraizado assim curvar-me com o vento, como o salgueiro. Aquele que consegue moldar-se pode ser considerado ouro; aquele que sabe como curvar-se não quebra.

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A Importância da Concentração


01/10/2011 - 8:23 -

Os seguinte exercícios serão úteis para os primeiros passos de concentração :
a) Concentrai a atenção sobre algum objeto muito conhecido; por exemplo, um lápis. Retende nele a mente e observai-o, com exclusão de qualquer outro objeto. Observai-lhe o tamanho, a forma, a cor, a qualidade da madeira. Pensai sobre seu uso, destino, material, processos de fabricação, etc., etc. Com poucas palavras, pensai sobre o lápis tanto quanto é possível, até que o objeto fique exausto. Deixai vossa mente seguir algum caminho vicinal associado, como seja: a consideração acerca do grafite de que é feito o lápis, o mato de que foi tirada a madeira que cobre o grafite, a história do lápis e outros utensílios para escrever, etc.

O seguinte plano de sinopse será útil para as considerações que devem ser feitas em concentração :

1 – Pensai sobre o objeto mesmo.
2 – Sobre o lugar donde veio.
3 – Sobre o seu destino ou uso.
4 – Suas associações.
5 – Seu provável fim.

Não desanimeis por causa da natureza aparentemente trivial da inquirição, porque a mais simples forma de treinamento mental é útil e vos auxiliará a desenvolver a vossa vontade e concentração. É coisa semelhante ao processo de desenvolvimento de um músculo físico por meio de um simples exercício e, em ambos os casos, não nos ocupamos com a questão se é ou não importante o exercício em si mesmo, mas olhamos para o fim a que ele serve.

d) Concentrai a atenção em um objeto abstrato, isto é, sobre um objeto interessante que possa oferecer um campo para exploração mental. Pensai sobre ele em todas as suas fases e variedades, seguindo ora um caminho vicinal, ora outro, até que sintais que sabeis tudo o que a vossa mente pode explorar. Surpreender-vos-á o fato de verdes que sabeis muito mais de uma coisa ou objeto, do que pensastes ser possível. Em recantos ocultos da vossa mente encontrareis alguma útil ou interessante informação sobre o objeto em questão e, quando tiverdes terminado, achareis que possuís um sólido saber do assunto. Este exercício, além de auxiliar a desenvolver as forças mentais, fortalecerá vossa memória, alargará vossa mente e vos dará mais confiança em vós mesmos. E, em adição, tereis feito um importante exercício de concentração ou Dharana.

A Importância da Concentração

A concentração é a focalização da mente. E esta focalização requer uma focalização da vontade, isto é, a direção da vontade a um centro. A mente está concentrada quando a vontade está focalizada sobre o objeto. A mente flui no molde feito pela vontade. Os exercícios acima apresentados tem por fim, não só acostumar a mente a obedecer à direção da vontade, como também a acostumar a vontade a mandar.

Falamos de fortalecer a vontade, mas o que com isto pensamos, em realidade, é treinar a mente a obedecer e acostumar a vontade a mandar. A nossa vontade é suficientemente forte, mas nós o ignoramos. A vontade tem a raiz no verdadeiro centro de nosso ser – no “Eu”, mas nossa mente, sendo só imperfeitamente desenvolvida, não reconhece este fato. Nós somos como elefantes novos que não conhecem a sua própria força e se deixam governar por pequenos condutores que poderiam atirar ao longe com um único movimento. A vontade está atrás de toda ação, tanto mental com física.

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O milagre da rosa


29/09/2011 - 8:59 -

Eu não encontrava resposta. Estava vazio. Não compreendia porque ninguém me permitia prestar um serviço. Dirigia-me a todos, procurando dar um pouco de mim mesmo. Uma vez disseram-me: “Primeiro você terá que descobrir e conhecer o teu próprio Eu; só depois poderá servir.â€
Busquei o meu próprio Eu, e quando comecei a descobrir, tentei de novo servir e com mais interesse do que antes. Porém, da mesma forma, quanto mais tentava, menos era capaz de dar algo de mim àqueles com quem entrava em contato. Eles não aceitavam. E eu pensava: “Por quê?â€

Um dia, sentado em meu jardim, contemplava o espetáculo maravilhoso do nascer do sol, do romper da aurora, quando meus olhos pousaram numa rosa. Como era bela! Iluminada apenas pelos primeiros raios de sol, ela brilhava com uma luminosidade própria. E pela simples circunstância de existir SERVIA para me prodigalizar beleza. SERVIA!

Esta rosa, pelo simples fato de existir, SERVIA! Bastava apenas existir, anônima e serenamente. Ela não procurava nem tentava servir-me. Simplesmente acumulava a beleza da sua própria forma. Ela nada mais necessitava, porém, devido à minha ansiedade, tornou algo mais.

A rosa não me pediu que a olhasse, mas, quando o fiz, serviu-me por estar à minha disposição. Pronta para servir a qualquer pessoa que necessitasse daquilo que ela realmente era: uma Rosa.

Agora já obtive a reposta e não estou mais vazio.

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Uma outra primavera


28/09/2011 - 12:33 -

A cada ano vem a época da primavera e isto nos faz perceber que a novidade da vida que chega e que a vitalidade que esta no ar significa que se trata de um período em que deveríamos cooperar com o processo de reconstrução e de recriação da natureza e nos tornar novos homens e novas mulheres.

 

Gosto de pensar na imagem que um místico antigo apresentava quando dizia que, quando chegava a primavera, ele tentava plantar no jardim de sua alma uma semente de vida, uma semente de bondade e de tolerância, que ele observava atentamente no transcorrer das pancadas de chuva e dos grandes ventos da primavera; que a deixava crescer até o verão e depois a protegia contra o calor do Sol e dos grandes aguaceiros.

 

No outono, quando ela havia se tornado uma grande planta, ele a abençoava e se deliciava com sua beleza e com sua magnificência; durante todos os meses do inverno ele a colocava no seu peito, guardava-a no calor e a deixava vitalizá-lo durante o fim do ano.

 

Cada um de nós pode plantar tal semente nessa época do ano, sabendo que a vinda da primavera vem muitas oportunidades de nos ajustarmos às mudanças que ocorrem. Podemos mudar nossa natureza, nossas disposições, nossa maneira de pensar e de fazer as coisas e podemos nos tornar novos de muitas maneiras.

 

Podemos realmente limpar nossa casa nessa primavera e nos desembaraçar de muitas superstições e crenças falsas, de muitos hábitos e de traços de caráter que vicejam como ervas más num jardim, e manter novos planos, novos pensamentos e novas idéias que crescerão e se tornarão plenos de força e de beleza.

 

O ser humano evolui constantemente e é por isto que os sistemas, as doutrinas, os dogmas e as crenças que serviram tão bem no passado, agora parecem ultrapassados.

 

Não é porque estamos menos atentos às coisas mais elevadas da vida, não é porque estamos menos religiosos, menos ligados aos ideais e aos princípios elevados, ou menos morais; mas é porque evoluímos e alcançamos uma compreensão diferente. Sentimo-nos seguros de que é essa compreensão mais elevada das coisas necessárias da vida que constrói o caráter e eleva a uma vida reta e a uma divina consonância.

 

O ser humano é diferente do que ele era há uma centena de anos; ele não é menos religioso e, sim mais religioso; não está menos apegado aos princípios e ideais e, sim, mais apegados a princípios e ideais mais elevados, mais amplos e mais compreensíveis.

 

A continuação dos ciclos.

 

Nesses conflitos entre pensamentos e os costumes do passado e os de hoje, há mais do que uma simples diferença de opinião; há mais diferença na evolução continua. Todavia, a evolução não é somente uma questão de grandes ciclos ou de éons de tempo, mas de dias, horas, minutos. Num piscar de olhos nos é dito que muitas coisas maravilhosas podem vir. No decorrer de algumas horas da noite pode sobrevir uma mudança na vida de cada um de nós – por um sonho, uma visão, ou apenas por uma boa noite de repouso.

 

E verdadeiramente, durante um ano, com seu ciclo de mudanças materiais e os efeitos do processo de desenvolvimento da natureza, cada um de nós pode conhecer modificações de compreensão e de ponto de vista que ampliem nossa perspectiva, nos esclareçam e nos tornem conscientes dos maiores aspectos da vida e da nossa relação com o universo no seu conjunto, em lugar de somente uma pequena parte.

 

É por isto que eu pleiteio o renascimento do pensamento do caráter na primavera. Pleiteio uma consonância voluntaria e consciente com os processos da natureza e determinada mudança na nossa natureza individual. Elevemo-nos acima do nosso ambiente local e encontremos em nós mesmos uma consonância divina com o universo inteiro, de modo que não percebamos apenas uma parte do lugar ou da condição em que nos ocorra existir.

 

Esta é a minha idéia nesses dias de primavera e é a idéia que eu gostaria que você levasse em consideração para as semanas vindouras, até que ela se enraíze em sua consciência e as manifeste em tudo que você pense e tudo que faça.

 

Com uma mudança de pensamento e um aspecto mais amplo de consciência virá uma ampliação da sua capacidade de viver de modo compreensivo. Você verá que há uma ampliação de toda a sua vida, que você se tornará receptivo aos benefícios do universo, que será mais bem sucedido naquilo que fizer que estará mais esclarecido nas suas aspirações e mais inspirado nas suas concepções. Tal mudança na sua natureza, manifestando-se exteriormente de muitas maneiras, será perceptível e atrairá para você aqueles que sejam como você e repelirá de maneira passiva aqueles que não estiverem de acordo com você.

 

Logo você vai descobrir, na época do verão, o que foi que o renascimento da primavera lhe trouxe de alegria e de paz profunda! Então, durante o outono e o inverno, você vai gozar a vida como jamais a terá gozado antes. Com as ambições, as antecipações, as introspecções alegres conhecidas somente pelo verdadeiro místico, daquele que passou pela crucificação pessoal e que chegou a ressurreição, você vai alcançar a vinda de outra primavera.

 

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Para conservar o calor


27/09/2011 - 11:01 -

“Mantenho o rosto entre as mãos.

Não, não estou chorando.

Mantenho o rosto entre as mãos,

para aquecer minha solidão:

duas mãos me protegendo,

duas mãos me alimentando,

duas mãos impedindo que minha alma afunde na ira”.

Thich Nhat Hanh, monge zen e poeta

 

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Derrota


26/09/2011 - 10:08 -

Mas isso não é justo! Eu sou muito sensível…

Qualquer maldade que você me faça e que eu tente

retribuir, não consigo, é impossível!

Eu sofro mais do que você.

Você suporta bem os acintes sem fim,

os silêncios ruins e os olhares brutais…

Mas não seja cruel, tenha pena de mim!

Quando eu sofro, eu sofro demais…

… Mas, não! Não ouça! Eu confessei

ingênuo e fraco, uma cousa que eu não devia confessar…

Você sabe agora o meu fraco:

e vai talvez se aproveitar…

Paul Géraldy

 

 

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Confissão


25/09/2011 - 10:06 -

Eu bem sei que, ciumento, exigente, impulsivo, irritado,

infeliz por cousas tão banais,

eu vivo a provocar discussões sem motivo…

Mas eu amo tão mal porque eu amo demais.

E atormento você, e persigo…

Você havia de ser melhor amada e mais feliz também,

se não fosse você a minha única alegria,

e se este amor não fosse o meu único bem.

Paul Géraldy

 

 

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Dúvida


24/09/2011 - 10:04 -

Você diz: “Eu penso apenas em você

todo o dia.â€

Mas pensa em mim muito menos

que no amor.

E diz: “Meus olhos magoados

que vivem só de desejo

passam horas acordados

quando me deito.â€

Mas sua alma é mais satisfeita

do que louca.

Você pensa mais no beijo

que na boca.

Você não se inquieta

Tem certeza de que este bem

é somente seu e meu.

Mas o amor é uma necessidade.

Você gostaria mesmo menos de mim, muito menos

se eu não fosse eu?

Paul Géraldy

 

 

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Sorte


23/09/2011 - 10:02 -

Podíamos jamais nos conhecer talvez!

Meu amor, imagine, pois,

Tudo isso que a sorte nos fez

Para estarmos aqui, para sermos nós dois!

Nós fomos feitos um para o outro – diz você.

Mas pense no que foi preciso se interpor

de coincidências, para que

pudesse haver apenas isto: o nosso amor!

Que antes de unir nosso destino vagabundo,

vivemos longe um do outro, e sós, separados,

e que é tão longo o tempo, e que é tão grande o mundo,

e a gente era capaz de não se ter encontrado.

Você nunca pensou, meu romance bonito,

e que este amor correu de risco e indecisões

quando, ao encontro um do outro, em torno do infinito,

gravitaram à toa os nossos corações?

Você não sabe então que era incerta essa estrada

que conduziu nossos ideais,

e que um capricho, um quase nada

podia não ter nos juntado nunca mais?

Nunca lhe confessei esta coisa esquisita:

quando visitei você pela primeira vez,

a princípio nem vi que você era bonita…

não reparei quase em você.

 

Sua amiga me atraiu muito mais, com seu sorriso.

Foi só muito depois que cruzamos o olhar…

Nós podíamos não ter lido nada disso:

e você, não compreender, e eu, nem sequer ousar.

Que seria de nós se, aquela noite, alguém

viesse buscar você antes?

Ou se, entre luzes, você não corasse também

quando eu quis ajudar a pôr o seu manteau?…

Pois foram essas razões, lembra-se ainda?

Um atraso, um impedimento,

e nada existiria deste encantamento,

desta metamorfose linda!

Nunca aconteceria o amor que aconteceu!

Você não estaria agora em minha vida!…

Meu coração, meu coração, minha querida,

penso naquela doença

que você quase morreu…

Paul Géraldy

 

 

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Expansões


22/09/2011 - 10:02 -

Eu gosto, gosto de você

Compreende?

Eu tenho por você uma doidice…

Falo, falo, nem sei o que

Mas gosto, gosto de você

Você ouviu bem isso que eu disse? …

Você ri? Eu pareço um louco?

Mas, que fazer para explicar isso direito,

Para que você sinta? …

O que eu digo é tão oco!

Eu procuro, procuro um jeito…

Não é exato que o beijo só pode bastar.

Qualquer cousa que me afoga, entre soluço e ais.

É preciso exprimir, traduzir, explicar…

Ninguém sente senão o que soube falar.

Vive-se de palavras, nada mais.

Mas é preciso que eu consiga

Essas palavras e que eu diga,

E você saiba… Mas, o que?

Se eu soubesse falar

Como um poeta que sente,

Diria eu mais do que

Quando tomo entre as mãos

Essa cabeça linda

E cem mil vezes, loucamente,

Digo e repito

E torno a repetir ainda:

Você! Você! Você! Você!

Paul Géraldy

 

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