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Novos Paradigmas da Fisioterapia

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

A fisioterapia, por ser uma profissão de saúde recente, observa ao longo do tempo uma constante mudança de paradigmas em suas condutas. Sua característica mister da proximidade com o paciente permite ver o doente como um todo e não apenas a doença, visando sua completa reabilitação seja em nível de assistência primário ou terciário como unidades de terapia intensiva.

Não é fácil a quebra dos paradigmas dominantes tão bem descrito pelo austríaco Karl Poper. Isso só é possível quando um novo paradigma é capaz de responder as dúvidas e explicar os fatos com mais clareza e serenidade.

Atualmente o mundo científico converge para três grandes áreas do conhecimento, a serem: nanotecnologia, engenharia genética e biologia molecular. Neste sentido, as profissões da área de saúde que não estiverem inseridas em uma destas linhas estão fadadas ao desaparecimento. A fisioterapia, para minha alegria, e graças a estudos e pesquisa sobre os efeitos do treinamento físico no estresse oxidativo (inflamação mediada por radicais livres), mostra que treinar pacientes com insuficiência cardíaca congestiva aumenta as enzimas oxidativas e aumenta o número de mitocôndrias, levando a uma mudança na biologia molecular das células musculares, possibilitando a diminuição do estresse oxidativo (linke a. et al. circulation 2005;1763-70).

Mais recentemente o fisioterapeuta belga Rik Gosselink demonstrou que o exercício físico realizado em pacientes que estão em unidades de terapia intensiva diminui os dias de permanência nestas unidades, um menor tempo de ventilação mecânica invasiva, menor tempo de internação hospitalar, diminuindo os custos com serviços de saúde e, principalmente, diminui a mortalidade (Gosselink r. crit care med 2009 vol. 37, no. 9).

Neste cenário, a fisioterapia se consagra como imprescindível em todos os níveis de atenção à saúde, sendo indiscutível sua importância na diminuição de gastos hospitalares e diminuição na mortalidade dos pacientes críticos, além do seu efeito na ultra estrutura celular, melhorando o sistema de defesa anti-oxidante das células.

O melhor de tudo é saber que a fisioterapia não utiliza fármacos e nem procedimentos invasivos e cirúrgicos, que, a despeito de seus efeitos benéficos, possuem contra-indicações e inúmeros efeitos colaterais.

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