Posts para a tag ‘PT’

Bom cabrito não berra

sexta-feira, agosto 13th, 2010

Seria legítimo desafiar adversários políticos a provarem não ter envolvimento em corrupção ,se o próprio desafiante tivesse legitimidade e ética pública

Diz o ditado popular que  “bom cabrito não berraâ€. O candidato a vice-governador pela Frente Popular, petista Joaquim Brito,  “ abre o berro†e vira a “bucha de canhão†de sua coligação partidária.

Com candidatura rejeitada pela Justiça Eleitoral de Alagoas, como “ficha sujaâ€, Joaquim Brito desafia o adversário de campanha governador Teotonio Vilela a “provar†que não tem envolvimento com corrupção.

Seria legítimo o desafio, se a vida pública de Joaquim de Brito e de alguns  companheiros de legenda e de palanque, assim como o exercício político de seu partido, o PT, no Brasil e em Alagoas, tivessem a legitimidade da ética pública.

Não têm.

O candidato a governador de Joaquim Brito, o pedetista Ronaldo Lessa também foi declarado “ficha suja†pelo TRE de Alagoas .

O PT de Brito, em Brasília, é acusado de comandar o mensalão na Câmara dos Deputados e no Senado da República; por isso,  dirigentes do PT nacional recebiam propinas de empreiteiras, maquiadas de “presentesâ€, como carros importados, por exemplo.E não devemos esquecer que foram  em meias e cuecas petistas que a polícia federal “flagrou†dólares ilegais.

Pergunta-se  então:   Brito do PT  seria mesmo a pessoa ideal para “abrir o berro† com discurso da ética e da “ficha limpa†na Frente Popular de Ronaldo Lessa e do PT?

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

A hipocrisia política do PT em Alagoas

domingo, fevereiro 28th, 2010

Para PT alagoano, “cacife†de  Fernando Collor é só para votar em Dilma Rousseff

Para fazer campanha em favor de Dilma Rousseff em Alagoas, PT no Estado não se faz de rogado. Constrói palanque amplo e irrestrito, onde devem subir João Lyra, Renan Calheiros, Ronaldo Lessa, Fernando Collor, Benedito de Lira, Augusto Farias, João Beltrão, Antônio Albuquerque e, evidentemente, eles próprios, Joaquim Brito, Paulão e Judson Cabral.

Nada demais. Ao contrário, a junção do grupo faz parte do jogo político de poder. Adversários e inimigos no passado, aliados e amigos no presente; questionável mesmo é a incoerência de alguns posicionamentos, mesmo levando-se em conta a matemática do momento eleitoral, como é o caso do PT local.

Vejamos como se comporta o partido de Lula em Alagoas.Para petistas alagoanos, o ex-presidente Collor, hoje no PTB, perdoado e abençoado pelo presidente Lula, tem cacife para ser “eleitor†de Dilma em Alagoas, mas não para ser o candidato desse grupo ao governo do Estado. Paulão diz que Collor é “pesado†e que uma possível candidatura dele por esta frente partidária, “dificultaria†até mesmo a vinda de Dilma ao Estado.

No máximo, se for feito com discrição e sem alvoroço, o PT admite que Collor indique um nome para suplente da chapa ao Senado da República ou mesmo a vice-governador do nome dos sonhos petistas: o do ex-governador Ronaldo Lessa, do PDT, com história na militância de esquerda em Alagoas.

Mas em silêncio, por baixo dos panos, muito discretamente, como convém ao discurso petista criado desde a fundação do partido, na construção de valores como honestidade, compromisso público, ética e transparência e uma ideologia respaldada numa política socialista de governo, não mais em voga agora, quando PT vira poder e muda seus ideais na prática da incoerência política.

Pergunta-se, no entanto, se será mesmo o PT a ditar tempo e espaço para Collor no palanque de Dilma e do Chapão. Ou seja, Fernando Collor, que meses atrás intimidou Pedro Simon a engolir e digerir certas palavras,  vai “digerir†esse “arroto†petista?

Ricardo Leal

etcetal@tudoglobal.com.br

Create PDF    Enviar artigo em PDF