Em época de eleições, candidatos usam veículos de comunicação e programa eleitoral para “desinformar” e confundir o eleitor
A guerra pelo poder através do voto popular não tem respeitado a lei e, muito menos, a democracia. Ao contrário, quando não se tenta burlar a legislação que tenta tornar igual a disputa entre os candidatos, se fere dolorosamente a ética na política com o intuito mais de prejudicar o adversário do que de conquistar o eleitor.
Ou seja, no guia eleitoral, há programas que preferem mostrar ou criar defeitos de outros, na tentativa de que o eleitor decida pelo “contra” e não pelo “a favor”.
Em alguns veículos de comunicação, candidatos usam jornalistas e radialistas para deturparem a informação, manipularem números e indicarem uma situação que não retrata a realidade, muito menos a expectativa de mudança e reversão do atraso nas políticas públicas de cidadania.
Lamentável que em um tempo de modernidade tecnológica, de democracia política plena, ainda se trabalhe para enganar o eleitor, ainda se cometa crime eleitoral e ainda se pense na política como projeto pessoal de poder, onde a corrupção seja instrumento presente no enriquecimento ilícito de alguns tantos e no empobrecimento de muitos outros.
Pior, ainda, é a complacência de instituições de fiscalização da ética e da lei nessa criminosa prática política, ora descarada, ora sutil, contra a sociedade, a ordem e a democracia eleitoral.


