A consciência não tem cor
Quando será o dia em que brancos e negros no Brasil estarão unidos em uma identidade comum, sem precisar da criação de rótulos, datas e leis que garantam a igualdade, em todos os sentidos da cidadania?
O que significa, de fato, na história do Brasil, o dia 20 de novembro? O que ele quer dizer para os brasileiros e para outras Nações? Por que precisamos ter uma data para cobrar ou festejar a consciência negra em nosso PaÃs? Não bastaria, tão somente, que cada um de nós tivesse na consciência o compromisso de lutarmos, brancos e negros, por uma identidade comum? Pela igualdade das raças e dos direitos? Por um Brasil capaz de referenciar e resgatar a história de liberdade construÃda nos quilombos de milhares e milhares de escravos ,espalhados por cada canto desta Nação?
De 1978 para cá, 32 anos depois que os movimentos negros no Brasil conseguiram criar o 20 de novembro ,como referência para a Consciência Negra, pouco se conquistou na redenção dos quilombolas, espalhados em cerca de duas mil comunidades em 24 estados do PaÃs.
Em Alagoas, apenas agora, há pouco menos de dois anos, é que se começou a fazer um diagnóstico social e econômico de mais de 50 comunidades em vários municÃpios, através do Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado (Iteral); nem mesmo um mapeamento étnico dessa população existe em nosso Estado.
Só agora, neste ano de 2009, é que o governo federal, por meio da Fundação Palmares, reconheceu legalmente 25 dessas comunidades em Alagoas, inserindo a sua população nos planos públicos de ordenação e fomento do desenvolvimento regional. As outras, restantes, ainda caminham no escuro, buscando sua história na sobrevivência diária da pobreza que acomete a todos, negros, brancos e Ãndios, na sua grande maioria, pelo Brasil inteiro.
E em cada 20 de novembro; data que também lembra a morte do herói Zumbi dos Palmares, escolhida como bandeira do movimento negro por representar a luta e o martÃrio do guerreiro, ao contrário do 13 de maio, visto pelos negros como uma “liberdade sem asasâ€, um ato de “generosidade†da Princesa Isabel e não uma conquista da raça e da bravura de tantos, negros e brancos, pobres e ricos, pela liberdade geral de todos os brasileiros, a celebração parece acolher apenas e tão somente a elite negra na maior parte do Brasil.
O grito dos movimentos é contra o racismo; o preconceito da cor; cobram mais punição dos brancos que se mostram racistas, do que a inclusão à cidadania dos quilombolas ,que vivem alojados nos bolsões de miséria que se multiplicam no PaÃs; negros remanescentes de uma luta que, a exemplo do Quilombo dos Palmares, lá na Serra da Barriga, unificou todos, independente da cor da pele, na crença e na fé da esperança de liberdade.
É bem possÃvel que demoremos mais alguns anos, algumas décadas, para enxergarmos que podemos ter uma única consciência; a consciência da cidadania para todos. A consciência,de que em sã consciência, a consciência não tem cor.
Ricardo Leal
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Hermeto Pascoal:a atração das atrações
Na cerimônia de entrega da Medalha do Mérito da República Marechal Deodoro da Fonseca, Hermeto Pascoal rouba à cena e vira a atração das atrações.
Quando eu soube que Hermeto Pascoal seria um dos agraciados,esse ano,com a Medalha do Mérito da República Marechal Deodoro da Fonseca, fiquei ansioso para comparecer ao evento.Minha ansiedade era consequência de uma curiosidade particular.Já tinha presenciado algumas de suas maravilhosas performances em espetáculos no Rio de Janeiro, mas como seria o mago do som fora dos palcos?
Como pensaria hoje esse jovem senhor, que saiu em 1958 da desconhecida Lagoa da Canoa para conquistar o Brasil e o mundo?O mundo sim, sem nenhum exagero.Airto Moreira,ao apresentá-lo, nos Estados Unidos, a outro gênio da música no século XX, testemunhou a imediata consonância mental entre Hermeto e ninguém menos que Miles Davis.O encontro de ambos, em 1970, virou disco do maestro e gênio do trompete, com direito a participação e inclusão de duas músicas de Hermeto: “Igrejinha†e “Nem um talvezâ€.
No ano seguinte, Airto Moreira grava uma música composta pelo pai de Hermeto: “Gaio de Roseiraâ€.A crÃtica inglesa rasgou-se de elogios à composição e ao arranjo.Estava consolidada a carreira do Albino Crazy( carinhoso apelido dado à Hermeto por Miles Davis) no exterior.
A história é muito mais extensa, mas não quero me alongar nela.A minha admiração por Hermeto começou justamente ao ouvir o disco Live Evil de Miles Davis e a reverência explÃcita, nesta obra , a Hermeto, me estimulou a acompanhar os voos e tendências sonoras do mesmo.Isso já era o suficiente para despertar a minha vontade de ver, estar perto, enfim captar alguma energia positiva que certamente emana dessas “almas diferenciadasâ€.
Chego bem antes da hora e ,para minha surpresa, Hermeto já se encontra no local com sua companheira: a jovem e simpática(e também instrumentista)Aline Morena.Com toda a minha emoção contida cumprimento o casal e passo a acompanhar a entrevista de Hermeto para a Rádio Gazeta.Eufórico e com excelente humor quase não deixa o repórter perguntar nada; fala, graceja e até ensaia com a companheira uns interessantes “embolados sonoros†.Quando o repórter Warner Oliveira insinua uma despedida Hermeto intervém: “Peraà meu filho,eu ainda não falei quase nadaâ€. Em meio aos risos dos que assistiam a cena, a entrevista continua. Ao terminarem peço para tirar uma foto com o casal, e sou prontamente atendido.
Os demais homenageados e as autoridades organizadoras do evento vão chegando à sala vip, mas permaneço “grudado ao casalâ€. Ele agora conta que num repentino momento daquela tarde ,ao olhar pela janela , começou a cantarolar e acabou escrevendo no “bloquinho do hotel “ uma música que acabara de batizar de suÃte alagoana. Sua companheira abre a bolsa e mostra as folhas do bloquinho cuidadosamente enroladas e amarradas,em forma de canudo, com um laço prateado. “Quero fazer uma surpresa para o governador.Vou presenteá-lo com os originais da minha mais nova criaçãoâ€.
No inÃcio da cerimônia sentamos na mesma mesa.Ao ser chamado para receber a sua honraria Hermeto já se diferencia dos anteriores pois encaminha-se para o palco dançando e gesticulando, tirando e colocando seu chapéu várias vezes sobre sua vasta cabeleira branca.Intensificam-se os aplausos.
Ao se dirigir ao púlpito para fazer uso da palavra Hermeto desmonta a apresentadora Gilka Mafra ao recusar um aperto de mão e exigir da mesma “um cheiroâ€.Exigência atendida e formalidades quebradas, Hermeto pede para que o governador se aproxime pois trouxera alguns presentes.Entrega-lhe, então, um DVD, um CD e, ele mesmo, desenrola os papéis do “bloquinho do hotel†,entregando folha por folha ao governador, fazendo com que o mesmo repetisse os números: “Folha um, folha dois etc…†Ao governador, meio sem entender do que se tratava, Hermeto finalmente explica que naquelas folhas(num total de sete) estavam os rascunhos da sua mais recente composição: “SuÃte Alagoanaâ€. Aplausos!
Em seu longo discurso de encerramento o governador Teotônio Vilela Filho exalta as qualidades e o merecimento de cada um dos agraciados com aquela homenagem.Ao chegar na parte de Hermeto o governador diz não saber exatamente o que a sua genialidade representava, quando é abruptamente interrompido por um sonoro “Nem eu!†do próprio. Risos e muitos aplausos.Mais uma vez Hermeto quebrava a monotonia protocolar da cerimônia.Ao final da fala do governador ,todos os homenageados se reúnem para a foto histórica.
O evento se aproximava do fim, mas muita gente ainda queria tirar uma foto, ter uma rápida conversa com Hermeto e Aline.O casal, sempre atencioso, atendia as solicitações de todos.Procuro o motorista para os levar de volta ao hotel.Antes de sair, Hermeto faz questão de ir até o palco e cumprimentar os músicos que tocavam naquele já fim de noite.Os mesmos param para reverenciá-lo em sinal de agradecimento.Antes de encerrar , uma última surpresa:voltaria no mesmo carro com eles.
No rápido caminho de volta ,Aline conta que estão com a agenda cheia pelos próximos quatro meses.Hermeto lamenta que não “rolou†cerveja no coquetel pois é a bebida que mais gosta e faz uma revelação inusitada. Quando voltar à Alagoas cobrará do governador os presentes que pediu:um jumento e duas galinhas.
Depois desses agradáveis momentos fico me perguntando como são criados os mitos?O que eles têm de diferente da maioria das pessoas?Praticamente nada.No caso de Hermeto sua genialidade se confunde com a sua simplicidade.Penso que sua naturalidade é o segredo de sua gigantesca criatividade.
Simples assim…
Ricardo Leal
etcetal@tudoglobal.com.br
Relembrando Zózimo Barrozo do Amaral
Passados 12 anos de sua morte, Zózimo Barrozo do Amaral ainda é lembrado e reverenciado como exemplo de profissionalismo e credibilidade na arte de “colunarâ€
No dia 18 de novembro de 1997 o jornalismo perdia um de seus mais notáveis expoentes:morria Zózimo Barrozo do Amaral.Griffe do colunismo social desde os anos 60, Zózimo transcendeu a arte de produzir colunas.Foi antes de tudo um inovador.Mudou a maneira de escrever, de diagramar, diversificou seu cardápio de informações , introduzindo esportes, beleza e saúde, entre outros assuntos, até então inéditos naquele formato de coluna.
De famÃlia rica(filho do banqueiro Boy Zózimo)herdou uma pequena fortuna ainda jovem.Abandona a faculdade de Direito e passa um tempo em Paris.De volta ao Rio de Janeiro,em 1963,arruma emprego no jornal O Globo, primeiro como correspondente esportivo, depois colaborando na coluna de Carlos Swann, tornando-se o titular da mesma em 1965.
Em fevereiro de 1969 resolve aceitar o convite do Jornal do Brasil(naquela época o maior jornal do Rio de Janeiro)para comandar uma coluna com o próprio nome.Diz a lenda que Roberto Marinho ao saber de sua saÃda chamou-o e vaticinou: “Meu filho você vai fazer a maior besteira de sua vida.Todo mundo sabe quem é Carlos Swann, mas ninguém sabe quem é Zózimoâ€. Cheio de certeza e irredutÃvel na decisão que tomara ,Zózimo disparou: “Doutor Roberto o senhor só está reforçando meus argumentos, porque agora está na hora das pessoas saberem quem é Zózimo Barrozo do Amaralâ€
E logo todos ficariam sabendo.Já na sua estréia o JB estampava, em primeira página, o orgulho de ter em seu cast o jovem, porém já experiente,jornalista(naquela época com 27 anos de idade).Zózimo por sua vez previa novidades.Despia-se do rótulo de colunista social e prometia dinamismo e diversificação em seus textos.
A diversificação as vezes era tanta que gerava situações inesperadas.Ao noticiar um empurrão sofrido pelo então ministro do exército Lyra Tavares numa cerimônia militar,foi convidado a passar uns dias na prisão.Diz a lenda que ao chegar na cela começou a ser encarado sob olhos incrédulos de outros detentos que perguntaram: “Você não é o Zózimo, colunista do JB?†“Sou eu mesmo†respondeu.Depois de um rápido silêncio, uma gargalhada geral e a conclusão dos colegas: “Os militares endoidaram de vez.Estão prendendo até eles mesmosâ€.
Ninguém jamais ousou definir as “ideologias barrozianasâ€,mas a favor do regime ele nunca pareceu estar.Um de seus raros engajamentos polÃticos explÃcitos , lá pelos idos de 1984, foi manter sob fogo cruzado a candidatura ,armada no tapetão, de Paulo Maluf para presidente.
Seu estilo era inconfundÃvel, mas o furo jornalÃstico foi uma de suas marcas principais naqueles tempos de JB.Noticiou em primeira mão,por exemplo,uma plástica que a Duquesa de Windsor faria com Ivo Pitanguy antes mesmo do próprio saber.
Criou jargões que marcaram época na memória de seus leitores.Foi autor do termo “esticadaâ€que era uma espécie de segundo tempo das noitadas.Depois de um jantar regado a uÃsque ou champagne, encerrava-se à noite nos bares com chopp ou cerveja, muitas vezes à espera do nascer do sol.Algumas de suas frases ficaram famosas:â€Brega é perguntar o que é chique.Chique é não responderâ€. “O problema de BrasÃlia é o tráfego de influência, já no Rio de Janeiro o problema é a influência do tráficoâ€. “Quem não deve não tremeâ€.
Pouca gente sabe, mas Zózimo também brilhou na telinha. Produziu para sua empresa,Press VÃdeo(onde nos conhecemos e trabalhamos juntos) e veiculou pela Rede Bandeirantes, interessantÃssimas entrevistas, entre elas, uma feita em Paris sobre a Maison Moet& Chandon, mostrando todo o processo de produção dos melhores vinhos e champagnes franceses.
Em 1993 aceitou levar sua coluna para O Globo, segundo ele mesmo, por estar quebrado financeiramente e não poder resistir a excepcional proposta oferecida.
Sua seriedade profissional,e descontração social, o transformou numa griffe do jornalismo com credibilidade entre socialites,empresários, polÃticos e jornalistas.Dizia aos amigos mais Ãntimos que vivia como podia e, principalmente, como queria.Entre as muitas noitadas e as quase 200.000 colunas que escreveu, em 34 anos de carreira, começou a ter problemas com o fumo e o álcool ,mas seu bom humor de sempre deixava transparecer que tirava tudo “de letra.â€
Depois de várias internações, já livre da bebida e do cigarro,entre idas e vindas de Miami, uma forte dor de cabeça prenunciou uma metástase .Sem perder o humor, Zózimo se preocupou apenas em não preocupar os que o amavam.Num de seus últimos momentos de lucidez reservou todo seu talento à Dorita, sua segunda esposa e companheira inseparável naqueles sofridos dias.Registrou com competência e elegância seu último ato de amor: “Não sofra. Está ruim viver.Não me segure aqui.Boa viagemâ€.
Laconicamente, com todo o poder de sÃntese que sempre exerceu com maestria em suas colunas, Zózimo, aos 56 anos, partia naquele 18 de novembro de 1997.Temos saudades…
Ricardo Leal
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HeloÃsa e os elefantes da minha eterna infância
Ao acatar denúncia contra HeloÃsa Helena o Conselho de Ética subverte valores e coloca Alagoas na contramão da ética na polÃtica
Já estava finalizando um texto para postar no blog, quando me deparei com uma matéria,publicada aqui no portal Tudo Global, sobre uma possÃvel cassação do mandato da vereadora HeloÃsa Helena.
Minha primeira reação ao finalizar a leitura da mesma foi a de postar um comentário.Suscinto, em poucas palavras, tentei expressar meu pensamento .Comentário publicado, tentei voltar ao texto no qual trabalhava antes , mas não consegui me desligar do post que havia acabado de enviar.
Percebi, então, que ele necessitava de continuidade.Não era possÃvel traduzir meus pensamentos naquelas rápidas e mal traçadas linhas, senti necessidade de ir além, de deixar fluir os pensamentos e os rabiscos ao sabor do vento que soprava em meu destino naquele repentino momento.
A primeira lembrança que me veio a cabeça, antes de escrever qualquer coisa, foi de uma famosa cantiga dos meus tempos de infância:aquela que diz que um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam, incomodam muito mais, três elefantes incomodam,incomodam,incomodam muito mais, e por aà vai…
O peso de HeloÃsa Helena no cenário polÃtico alagoano e nacional conquistado, principalmente, nas duas últimas eleições que disputou, e os elefantes presentes nas minhas lembranças da infância, incomodam muita gente.
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Sua votação em 2006 para presidência da República incomodou ,diretamente, ao presidente, pois adiou a festa do PT, partido do qual HeloÃsa foi expulsa com aval do próprio,provocando um inesperado segundo turno.
Nas eleições de 2008, ao se lançar candidata a vereadora por um PSOL descoligado a qualquer outra sigla partidária ,HeloÃsa foi motivo de piada e chacota entre seus adversários.Como poderia se eleger sem coligação numa eleição em que o quociente eleitoral girava em torno de 20.000 votos?Se não atingisse tal marca estaria acabada e desmoralizada politicamente profetizavam os “especializados†marqueteiros de plantão.
Ao ser eleita com quase 30.000 votos(a mais votada,proporcionalmente, do Brasil), a futura vereadora,antes mesmo de assumir o mandato, incomodou as coligações adversárias daquela eleição, pois trouxe, na aba de sua fantástica votação, um companheiro de partido para compor a sua própria bancada.
Diplomada e empossada HeloÃsa, após consultar Receita Federal e Ministério Público , desiste, até que se mude a legislação sobre a matéria,de receber R$ 27.000 mensais que os vereadores de Maceió fazem juz como verba de gabinete.Tal atitude, logo no inÃcio da legislatura, incomodou a mesa diretora da casa, que se viu na obrigação de repensar a legalidade daquele tipo de recebimento.
A vereadora segue exercendo seu mandato ,discursando e expondo suas opiniões com o mesmo Ãmpeto e emoção que a tornou conhecida nacionalmente, desde a época em que era senadora. A resposta, em plenário, à uma acusação de pirataria legislativa, proferindo as palavras porca e trapaceira, não deveria, num primeiro momento, chamar a atenção dos seus pares , já habituados com suas acaloradas intervenções.
Entretanto, os rumos decorrentes daquela elevação momentânea de temperatura verbal ,são imprevisÃveis e inesperados.Sua acusadora, que não estava em plenário no momento da resposta, resolve denunciar HeloÃsa. Ao acatar tal denúncia(fato inédito na história daquele legislativo municipal)o Conselho de Ética põe em cheque toda a trajetória polÃtica da ex senadora, além de gerar silenciosas turbulências,motivadas pela movimentação dos bastidores de supostos “incomodados†.
A pergunta que se faz hoje é a seguinte:A quem interessaria a cassação do mandato da vereadora HeloÃsa Helena?
LÃder em todas as recentes pesquisas de opinião para uma vaga no Senado em 2010, não parece ser a cassação do mandato de vereadora o que está em jogo nesse cenário, e sim a possibilidade de impedÃ-la de concorrer nas próximas eleições visto que, se condenada, ficará oito anos impedida de exercer qualquer tipo de mandato.
E aà surge uma nova questão:existe algum motivo real para condenar HeloÃsa Helena por excesso de Ãmpeto verbal, ao exercer seu direito de defesa?
Fico imaginando se toda discussão acalorada em plenário merecesse ir para o conselho de ética.Provavelmente todos os poderes diminuiriam sensivelmente o seu, já lento, ritmo de trabalho e, muito provavelmente, ninguém seria condenado.
Mas como estamos num Estado que , em termos de polÃtica, os valores pessoais de quem exerce mandato muitas vezes se invertem, pode-se esperar de tudo, desde a absolvição de quem compra votos,de quem rouba e deixa roubar,de quem frauda licitações e enriquece irregularmente até, ironicamente, a condenação de quem usa, como arma de defesa, a força das palavras.
Volto a pensar naquela cantiga da minha infância e percebo que aqui, em Alagoas,ela seria entoada de maneira diferente:aqui os elefantes não incomodam,aqui os elefantes são os incomodados…
etcetal@tudoglobal.com.br
Cancer de mama masculino não tem cura na República das mamonas assasssinas
Ingerindo mamonas na presença do presidente Lula o governador do Paraná prenunciava futuros e polêmicos sintomas
Manchete nos principais órgãos de imprensa do PaÃs, durante toda a semana, o governador do Paraná, mostrou,uma vez mais,o quanto tem de despreparo psicológico,de arrogância e preconceito.
Ao “insinuarâ€, num evento de comunidade médica, em Curitiba, que o câncer de mama masculino tem aumentado em função do aumento das passeatas gays Roberto Requião não só ofendeu as comunidades “gls†.Ofendeu também a comunidade médica que se fazia presente no momento em que pronunciou tal infâmia, ofendeu as comunidades que lutam contra esse tipo de preconceito no PaÃs, ofendeu seus pares polÃticos que apoiam tais movimentos, ofendeu a ética, ofendeu o bom senso , ofendeu as consciências,ofendeu ,enfim, a essência do “ser humanoâ€.
Mas quem é mesmo esse governador que arrotou tal pérola?Não é aquele que chamou os estudantes de agronomia de seu Estado de um bando de jardineiros cabeças ocas?Não seria aquele que desqualificou publicamente João Saad, diretor presidente do Grupo Bandeirantes,chamando seu canal de tV de emissora merreca, em função de uma matéria exibida no programa CQC?Não é aquele que , numa manisfestação de agricultores, no interior do seu Estado, mandou parte dos manifestantes enfiarem as faixas…Não é aquele mesmo que já xingou publicamente os agentes penitenciários do seu Estado, a jornalista Miriam Leitão e um ex prefeito de São Paulo?
E, para finalizar,não seria esse o governador que mais pratica o nepotismo no PaÃs, empregando boa parte da famÃlia no próprio Estado que governa?Que colocou,só para dar um exemplo,seu irmão, psicólogo, para administrar o Porto de Paranaguá?
Por falar em pscicólogo, qualquer um(inclusive o irmão)poderia aos olhos da própria psicologia constatar que tais atitudes do governador traduzem estados de obsessão compulsiva, transtornos bipolares e de personalidades, esquizofrenias,sÃndrome de down e até, em casos extremos, tentativa de suicÃdio.
“Pô, mas peraÃ!!!!â€Tentativa de suicÃdio desse governador eu já vi.Não foi ele,que na frente do presidente Lula, tentou o suicÃdio, ingerindo uma dúzia de sementes de “mamonas assassinas?â€
Ah bom, pelo menos agora alguma coisa se encaixa…
Eleições 1982-A falta de tecnologia derrota o "tecnológico" Sistema Globo
Numa época em que o Brasil se torna referência no mundo com seu modernÃssimo método de votação eletrônica, que tem como consequência imediata a rapidÃssima apuração e totalização dos votos, fico me perguntando até que ponto toda essa tecnologia seria útil nas eleições de 1982 no Rio de Janeiro.
Naquele ano o TRE resolveu informatizar a totalização. Os votos(em cédulas de papel)eram contados manualmente e enviados as zonas eleitorais .A empresa Proconsult ,contratada pelo TRE,ficaria responsável pela totalização “eletrônica†da apuração.
Antes de continuar a falar da apuração vale a pena introduzir um panorama sobre a importância dessa eleição.Seria a primeira após a reforma polÃtica que pôs fim ao bi-partidarismo e que , além dos novos partidos(naquele ano apenas cinco:PDS,PMDB,PDT,PTB e PT)contaria com alguns candidatos anistiados à partir de 1979.A figura central dessas eleições no Rio de Janeiro era Leonel Brizola. Com uma biografia polÃtica riquÃssima até o golpe de 1964, o ex governador gaúcho era a grande novidade naquela eleição sendo, ao mesmo tempo, uma pedra no sapato dos militares ainda no poder,e um esteio de esperança de mudanças para a “intelectualidade†.
Brizola logo perceberia que sua tarefa em recuperar seu espaço no cenário polÃtico não seria fácil. Em 1980,com um empenho discreto porém decisivo do ministro-general Golbery do Couto e Silva, o PTB, partido que Brizola militou antes do golpe militar ,foi dado a Ivete Vargas, sobrinha de Getúlio , frustrando o sonho de Brizola de recuperar a legenda.No mesmo ano ele funda o PDT e resolve ir a luta , tentando estruturar o partido,pelo menos,no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Na verdade em termos de estrutura, só os dois partidos resultantes dos antigos MDB(PMDB) e ARENA(PDS) tinham condições de disputar eleições majoritárias, pois herdaram os antigos diretórios já organizados .A campanha começa e as primeiras pesquisas colocam Brizola na quarta posição na disputa para governador do Rio de Janeiro, com 6% das intenções de voto.
Com uma incansável campanha nas ruas, uma militância forte junto aos grandes centros industrias periféricos e municÃpios com grande população, principalmente os da Baixada Fluminense, o candidato do PDT cresce junto ao eleitorado sob olhos incrédulos dos militares, da Rede Globo e parcelas da direita reacionária.
Nos debates, Brizola era avassalador: tinha†timing televisivoâ€, emoção nas palavras e experiência para atropelar os outros candidatos e deixá-los sem discurso.Foi o que fez,nos debates ,com Sandra Cavalcanti(PTB)e Miro Teixeira(PMDB) lÃderes nas pesquisas divulgadas no inÃcio da campanha.Nas pesquisas seguintes,divulgadas após os debates, Moreira Franco(PDS) subia para primeiro,Miro Teixeira(PMDB)caÃa para segundo e Leonel Brizola(PDT) alcançava um perigoso terceiro lugar pois especialistas em pesquisas já prenunciavam um inevitável crescimento do candidato pedetista até o dia das eleições.Estava na hora do “regime†bolar uma maneira de conter o Ãmpeto brizolista , nem que fosse “por debaixo dos panosâ€.Estava armado o “Circo Proconsultâ€.
A Proconsult(que tinha em seus quadros pessoas ligadas ao SNI)foi criada exclusivamente para servir ao TRE do Rio de Janeiro naquela eleição. Era subsidiária da Racimec(empresa que ganhou o monopólio das máquinas de loterias da Caixa Econômica Federal nos anos 70)que posteriormente viraria GTEC(empresa envolvida no escândalo Waldomiro Diniz).O Sistema Globo se baseou nos números da Proconsult para divulgar os resultados parciais apurados .Já o grupo JB utilizou os números da apuração manual registrados nos mapas das juntas de apuração.
O que se viu, já no primeiro dia de apuração, foi um intrigante desencontro de informações nos dois mais importantes jornais do Estado.Enquanto O Globo divulgava Moreira Franco na liderança projetando uma vitória do mesmo com uma diferença de 60.000 votos sobre Brizola, o Jornal do Brasil divulgava Brizola na frente com possibilidades de vencer o pleito com uma diferença de quase 200.000 votos.
Enfurecido,com as primeiras suspeitas de fraude , o candidato do PDT aciona seu staff de campanha para tentar evitar a consumação da farsa.Uma parte da maracutaia logo descoberta por Cesar Maia era a seguinte:em zonas onde o PDT era forte ,cédulas em branco eram preenchidas manualmente em favor do candidato do “regime†a fim de alterar os boletins de informação que alimentariam a totalização eletrônica.Mas o pior ainda estava para ser descoberto:os computadores da Proconsult estavam programados para que a cada quantidade efetiva de votos atingidos por Brizola, se abatesse automaticamente um percentual dos mesmos.Essa “programaçãoâ€ficou conhecida como Fator Delta.
Matérias publicadas no Jornal do Brasil sobre o Fator Delta e da diferença dos números apresentados pela Rádio JB dos próprios boletins das juntas apuradoras e os apurados pela Proconsult ganham destaque na mÃdia nacional(apesar da Rede Globo nada anunciar no primeiro momento)e aumentam a suspeita de fraude nas apurações do Estado.O responsável técnico da Proconsult,Arcádio Vieira, em diversas entrevistas tenta,em vão, explicar porque Leonel Brizola perdia tanto voto.Segundo Vieira o fato da eleição não ser só para governador, mas também para senador e deputado e por ser vinculada(todos os candidatos votados deveriam ser do mesmo partido)dificultava a validade do voto dos eleitores “descamisados†que em sua maioria seriam eleitores do PDT.
Curiosamente depois das fracassadas tentativas de explicação de Arcádio ,os números da apuração publicados em O Globo começaram a ficar parecidos com os do Jornal do Brasil e Brizola seria entrevistado no Jornal da Globo onde teria oportunidade de, finalmente, desabafar toda a sua angústia no veÃculo de seus algozes,mas surpreendentemente respondendo a Armando Nogueira, que(estranhamente humilde)dirigindo-se a ele como governador sugeriu que o mesmo fizesse uma menção de desagravo a Proconsult, Brizola relaxou:â€Em determinados momentos na vida é preciso esfriar a cabeça antes de tomar qualquer atitude.Confio na Justiça Eleitoral e tenho certeza que serei o próximo governador do Rio de Janeiroâ€.
Quase um mes depois do inÃcio das apurações, votos recontados(manualmente)o TRE divulgava o resultado oficial das eleições para o governo do Rio de Janeiro:Leonel Brizola 34,2% dos votos,Moreira Franco 30,6%,Miro Teixeira 21,5%,Sandra Cavalcanti 10,7% e Lysâneas Maciel 3,1%. A diferença entre os dois primeiros foi de aproximadamente 180.000 votos.
As projeções manuais do grupo JB haviam derrotado,com folga, as projeções tecnológicas do Sistema Globo.
Ricardo Leal
etcetal@tudoglobal.com.br
Sem maiores burocracias Alagoas sai da zona de silêncio do Brasil*
Stand do IZP na IV Bienal de Maceió mostra exposição com vasto material pertencente ao acervo da Rádio Difusora.
Em meados de 1948 Silvestre Péricles, governador de Alagoas, em visita ao Rio de Janeiro, é aconselhado pelo seu irmão, Senador Pedro Aurélio de Góes Monteiro, a tirar o Estado do que se chamava à época “zona de silêncio do Brasilâ€. Alagoas era o único Estado do PaÃs a não possuir uma emissora de rádio.
De volta a Maceió, o governador convoca seus aliados polÃticos e ordena que os mesmos viabilizem o projeto o mais rápido possÃvel.Em meio à ansiedade daqueles dias de 1948, o governador logo percebeu que não teria paciência para aguardar certas burocracias necessárias ao andamento do pleito e, muito menos, certas concessões que teria que fazer a desafetos polÃticos para o andamento do processo na Assembleia Legislativa do Estado.
Diante de tal situação, o governador resolve transformar seu desejo num caso de polÃcia: convoca seu secretário de Segurança Pública e o Comandante da PM e ordena que ambos intermediem uma reunião com os banqueiros de bicho a fim de resolver a questão sem maiores burocracias. Poucas semanas depois, foram comprados, à vista, o transmissor e outros equipamentos necessários para instalar a primeira emissora de rádio no Estado.
A Rádio Difusora de Alagoas foi inaugurada em 16 de setembro de 1948. A data, já de importância histórica para o povo alagoano, (data comemorativa da emancipação polÃtica do Estado)foi previamente escolhida.Com muita badalação e diversas atrações musicais, a solenidade de lançamento da “Caçula das Américas†teve inÃcio à s 7 horas da manhã e só terminou na madrugada do dia seguinte. Por volta das 8 horas da noite o governador, em discurso emocionado, declarou oficialmente inaugurada a ZYO-4, Rádio Difusora de Alagoas. Discursaram ainda o locutor José Junior e Mário Marroquim, primeiro diretor geral da emissora.
Parte dessa história e sua continuação até os dias de hoje podem ser vistos na IV Bienal do Livro em Maceió, em cartaz no Centro de Convenções Ruth Cardoso em Jaraguá, até o próximo dia 8.Quem visitar o stand do IZP na Bienal poderá ver uma vasta exposição fotográfica sobre a história da Rádio Difusora, como também equipamentos utilizados durante suas seis décadas de existência.
*Esse texto foi elaborado com informações contidas no Livro “Contando Histórias†do advogado e radialista Claudio Alencar e depoimentos contidos no documentário Histórias da Difusora, produzido por Pedro da Rocha.
Telenovelas:os primeiros passos da massificação
Adaptada de um folhetim argentino por Dulce Santucci e dirigida por Tito de Miglio, estreava em julho de 1963 ,na TV Excelsior Canal 9(SP),”2-5499 Ocupado”
“2-5499,bom dia.â€
“Perdoe-me, foi engano!â€
Larry desliga o telefone mas apaixona-se pela voz que acabara de ouvir do outro lado da linha.Sem saber que a ligação caiu,por engano,num presÃdio feminino e que a voz que tanto o atraiu era de uma telefonista presidiária, Larry(TarcÃsio Meira)toma coragem e volta a ligar para o mesmo número a fim de ouvir novamente a voz de Gloria(Gloria Menezes)que,também envolvida, faz de tudo para esconder a sua condição.
Adaptada de um folhetim argentino por Dulce Santucci e dirigida por Tito de Miglio estreava em julho de 1963, na TV Excelsior Canal 9(SP) ,no horário das 19 horas ,2-5499 Ocupado,a primeira telenovela diária da televisão brasileira.Criava-se nesse instante o que viria a ser o maior fenômeno de massa (depois do futebol) no Brasil.
Apesar de sua curta permanência no ar(pouco mais de dois meses)o folhetim agradou tanto o patrocinador(Colgate-Palmolive)que a direção da Excelsior resolveu importar novos textos da Argentina.A trama(comparada as atuais)era simples:elenco pequeno, curta duração(media de 50 a 60 capÃtulos),sempre focada em crises amorosas de um casal central e sem enredos paralelos.Entretanto isso era uma novidade em termos de veiculação.Até então os dramalhões importados eram exibidos apenas de duas a três vezes por semana.O recém criado vÃdeo tape também contribuiria, de forma fundamental, para uma melhor qualidade e acabamento nas produções, intensificando inclusive a captação de imagens externas o que antes quase não acontecia.
Com significativos avanços tecnológicos e sensibilidade dos diretores de TV a telenovela diária mudaria radicalmente os hábitos dos nossos telespectadores que passaram a ficar presos na frente da telinha todas as noites em determinado horário.
Em pouco tempo a telenovela diária modificaria definitivamente a grade das principais emissoras da época.A TV Tupi(SP)já lançaria no inÃcio de 1964 Alma Cigana, no horário das 20 horas e, curiosamente,emissoras com menos recursos técnicos também se lançaram na produção de folhetins diários ao vivo, pois ainda não tinham equipamento de vÃdeo tape suficiente para tal empreitada,como a TV Paulista Canal 5(adquirida posteriormente pela Rede Globo) e a TV Cultura Canal 2(nessa época um segundo canal paulista dos Diários Associados).
Isso foi só o inicio da metamorfose nos hábitos da população.Anos depois a produção de nossas novelas deixaria de sofrer influência dos dramalhões importados(principalmente os argentinos e cubanos) e se transformaria num produto “made in Brazil†sendo exportado para os quatro cantos do Planeta,mas isso é uma outra história e fica para ser contada numa próxima oportunidade.
O pioneirismo das músicas de elevador
A história das transmissões em frequência modulada no Brasil pode ser dividida em antes e depois de Anna Khoury
Quem tem menos de 30 anos e gosta de ouvir rádio pelas ondas em frequência modulada, as populares FMs, dificilmente acreditariam que até 1977,quando foi inaugurada a Rádio Cidade FM do Rio de Janeiro, a maioria das emissoras fms existentes tinham programação restrita a música instrumental.
Esse tipo de som “ambiental†passou a ser rotulado popularmente como “música de elevador†(expressão talvez mais familiar aos ouvintes com idade um pouco mais avançada).Mas o que pouca gente sabe é que a música de elevador existiu sim e sua existência ,a partir de meados dos anos 50,mudaria completamente o hábito de se ouvir rádio no Brasil, pois foi o marco inicial da utilização da frequência modulada como forma de transmissão musical.
Após ser praticamente obrigada, por pressões polÃticas ,a entregar o controle da Rádio Eldorado, fundada em 1949, ao sócio minoritário(Roberto Marinho) a empresária Anna Khoury não se deu por vencida e resolveu continuar investindo em radiodifusão e, sem querer, ou querendo,criou a primeira rádio FM do Brasil.
Até essa época a onda de FM tinha uso restrito para conectar o estúdio das rádios aos seus transmissores, como se fosse uma linha telefônica particular.Anna Khoury resolveu aproveitar as ondas de frequência modulada para transmitir a programação de sua nova emissora.
A Rádio Imprensa do Rio de Janeiro, inaugurada em janeiro de 1955,foi a primeira rádio a transmitir em frequência modulada no PaÃs. O pioneirismo da idéia da empresária carioca não terminava aÃ.Devido aos altÃssimos custos na época para se adquirir transmissores importados Anna Khoury encomendou a criação e construção do primeiro transmissor fabricado no Brasil e iniciou a primeira indústria brasileira de rádios receptores de frequência modulada.
A idéia,pioneirÃssima,era locar os receptores a clientes que teriam à disposição 24 horas de música ambiental, principalmente nos locais de trabalho, inclusive nos elevadores de prédios comerciais.
Sem intervalos nem intervenções de locutor a programação musical instrumental da Rádio Imprensa começou a fazer sucesso nos principais centros empresarias do Rio de Janeiro e permaneceu nesse formato até 1976.
A partir daà a Rádio Imprensa inovou mais uma vez passando a transmitir na mesma onda dois canais , um na já então consagrada frequência de 102.1 Mghz para livre recepção do público e outro codificado exclusivo para os assinantes de sua programação de música de elevador.
No ano seguinte com a chegada da Rádio Cidade novos pioneirismos surgiriam na arte de se fazer rádio, mas isso fica para ser contado numa outra ocasião.
ETC & TAL
Saudações aos internautas que sintonizam esse site e, especialmente, o blog ETC&Tal que passa, a partir de hoje, a integrar a rede Tudo Global.Tentarei aqui resgatar idéias e curiosidades que fazem parte do mundo da mÃdia, da arte e da cultura de um modo geral.Vou começar,atendendo a pedidos, reeditando uma matéria que produzi para uma revista de radiodifusão nos anos 90.Trata-se de um rápido relato sobre o inÃcio das transmissões em frequência modulada no Brasil.Sejam todos bem vindos…




