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Escoteiros Florestais participaram do desfile de emancipação de Tramandaí

terça-feira, setembro 27th, 2011
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Quando Deus Criou o Chefe de Escoteiro

domingo, setembro 25th, 2011

Deus estava no sexto dia de horas extraordinárias, quando aparece um Anjo e lhe diz:

- Estás levando muito tempo nessa criação Senhor! O que tem de tão especial esse homem?

Deus respondeu:

- Um Chefe de Escoteiro, ele terá que providenciar local para acampamento, transporte, preparar os as crianças e jovens para as atividades, realizar caminhadas nas matas, pular cercas, entrar em rios e lagoas para ver se tem algum perigo. Tem que estar sempre em boa forma física, para poder acompanhar o ritmo dos escoteiros. Tem que fazer tudo isso seguindo as normas de segurança. E no acampamento a noite terá que contas história mesmo estando cansado. Também tem que possuir quatro braços, para poder ajudar a armar as barracas, fazer o fogo, levantar a tampa da panela para verificar se a comida está pronta e ainda passar a mão na cabeça do escoteiro que estiver desanimado como forma de incentivo.

O anjo olha par Deus e diz:

- Quatro braços? Impossível!

Deus responde:

- Não são os quatro braços que me dão problemas e sim três pares de olhos que necessita.

- Isto também lhe pedem neste modelo? – pergunta o Anjo.

- Sim, necessita de um par com raios-X, para saber se o local tem algum perigo; Necessita de um par ao lado da cabeça para que possa cuidar dos escoteiros e outro para conseguir olhar se alguém está pode se ferir durante uma atividade.

Neste momento, o Anjo diz:

- Descansa e poderás trabalhar amanhã.

- Não posso – responde Deus – Eu fiz um Chefe de Escoteiro que é capaz de ensinar um jovem o caminho do sucesso e depois do jovem alcançar o sucesso pessoal quando for adulto nunca mais irá aparecer no grupo, ele esquecerá do chefe,  mas mesmo assim o chefe ficará feliz em saber que o jovem está no caminho certo e hoje e um pai ou mãe de família para nação, ao mesmo tempo, manter uma família de cinco pessoas com seu pequeno salário do seu trabalho fora do escotismo. Ele estará sempre pronto para colocar dinheiro do seu salário para realizar atividades com os jovens por ser um voluntário.

Espantado, o Anjo pergunta a Deus:

- Mas Senhor, não é muita coisa para colocar em um só modelo?

Deus rapidamente responde:

- Não. Não irei só acrescentar coisas, mas também irei tirar. Irei tirar seu orgulho, pois infelizmente para ser reconhecido e homenageado ele terá que estar morto. Ele também não irá precisar de compaixão: pois ao sair do velório de outro chefe, ele terá que voltar para sua missão e preparar a próxima reunião normalmente.

- Então ele será uma pessoa fria e cruel? – pergunta o Anjo.

- Claro que não – responde Deus. Mesmo sendo um Chefe ele é para os jovens um irmão mais velho, ele não comanda mas guiará pelo seu exemplo pessoal. Brincará através dos jogos ao ar livre. Simplesmente esquecerá os problemas quando estiver em atividades com os jovens será como um profissional do riso tem que esquecer os problemas e focar na sua missão que é ensinar a promessa e lei escoteira visando alcançar a cidadania, o companheirismo e o gosto pela natureza.

O anjo olha para o modelo e pergunta:

- Além de tudo isso, ele poderá pensar?

- Claro que sim! – Responde Deus. Poderá no mesmo dia da instrução para crianças, adolescentes, adultos e explicar sobre a importância do escotismo para formação dos jovens e adultos.

Por fim, o Anjo olha o modelo, lhe passa os dedos pelas pálpebras, e fala para Deus:

- Tem uma cicatriz, e sai água. Eu disse que estavas pondo muito nesse modelo!

- Não é água, são lágrimas… Responde Deus.

- E por que lágrimas? – Perguntou o Anjo.

Deus responde:

- Por todas as emoções que carrega dentro de si… Por um jovem que não conseguiu seguir o caminho certo da cidadania e entrou no caminho das drogas e da violência… Pelo apoio que muitas das vezes não conseguiu das autoridades para realizar atividades para os jovens!

- És um gênio! – responde-lhe o Anjo.

- Deus o olha, todo sério, e diz:

- Não fui eu quem lhe pus lágrimas… Ele chora porque é simplesmente um humano!

PS: O conto foi adaptado do conto quando Deus criou o Policial, autor desconhecido.

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União dos Escoteiros do Brasil foi condenada

terça-feira, julho 12th, 2011

A União dos Escoteiros do Brasil foi condenada a pagar R$ 24.750 por danos morais a uma integrante por tê-la repreendido na frente de outros colegas durante evento pan-americano de escoteiros na Argentina

O juiz da 6ª Vara Cível de Belo Horizonte, Wauner Batista Ferreira Machado, condenou a União dos Escoteiros do Brasil ao pagamento de R$ 24.750 de indenização por danos morais a uma integrante por tê-la repreendido na frente de outros colegas durante evento pan-americano de escoteiros na Argentina. Foi determinado ainda o expresso e formal pedido de desculpas através de publicação oficial da organização.

A jovem, através de seus representantes, afirmou que perdeu o prazo para a inscrição no XII Jambore Pan-Americano, realizado em janeiro de 2005, quando tinha apenas 14 anos. Disse que se juntou mesmo assim à delegação mineira sob a direção de um “chefe†e que, ao chegar ao local indicado para as últimas providências e recebimento de objetos, foi repreendida publicamente de forma dura por dois escoteiros. Disse que sentiu depressão e vergonha, pedindo, ao final, indenização de R$ 100 mil e publicação de pedido de desculpas com destaque no veículo de comunicação oficial da União dos Escoteiros do Brasil.

A ré contestou, alegando que foram os argentinos que organizaram e realizaram de forma independente o evento e que os escoteiros do Brasil interessados em participar deveriam se submeter às regras, sendo a participação permitida apenas por meio de inscrição individual. Disse que a jovem não cumpriu as regras, não podendo, portanto, participar do evento. Ela teria procurado uma pessoa que também não estava inscrita, mas que assumiu a responsabilidade de levá-la. Afirmou que, ao chegar ao local do evento, a adolescente se inscreveu de forma autônoma, sem qualquer participação da União dos Escoteiros do Brasil. Contou que sua ficha de inscrição não foi encontrada e negou qualquer atitude repreensiva capaz de causar abalo moral ou constrangimentos à autora. Sustentou, ao final, que eventual condenação deve ser fixada com prudência.

O juiz levou em consideração prova documental e, principalmente, depoimento de uma testemunha que a autora conheceu durante o evento. A testemunha afirmou que representantes da União dos Escoteiros do Brasil repreenderam a adolescente de maneira forte e que ela foi humilhada. Para o magistrado, ficou “evidente que a autora sofreu forte constrangimento†ao ser abordada pelos representantes legais da organização, que a repreenderam de forma abusiva. Wauner Machado entendeu que o dano moral se deu em razão dessa repreensão.

Ao determinar o valor da indenização, o julgador levou em conta, entre outros fatores, a necessidade de punir a União dos Escoteiros do Brasil, desencorajando-a de repetir tal conduta, possibilitando compensação do sofrimento da vítima sem, no entanto, enriquecê-la. Ele destacou o procedimento errôneo da ré ao levar a autora para a Argentina sem que tenha sido inscrita no evento e a forte agressão pela qual passou perante demais colegas.

Essa decisão, por ser de primeira instância, está sujeita a recurso.

Nº 0024.06.247775-7

Fonte:  www.jornal.jurid.com.br

 

 

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Você sabe que está viciado em escotismo quando…

sexta-feira, julho 8th, 2011
… O papel de parede de seu computador é uma Flor de Lis, ou uma foto de um acampamento, etc.

… Você amarra seus cadarços com nó direito alceado;

… Você leva um copo e um prato (de plástico ou alumínio) para uma viagem em família, mesmo sabendo que vai almoçar em restaurantes;

… Você começa a enrolar as roupas ao invés de dobrá-las.

… Você acende o fogão suspenso com mais facilidade do que acende uma churrasqueira;

… Você vai para a aula/trabalho com a camiseta do grupo;

… Você começa a colocar salsicha picada no miojo;

… Você começa a achar que 2 panelas e uma colher de pau são tudo o que precisa pra fazer qualquer jantar;

… Você usa a volta do enfardador para esticar o varal de casa;

… Você começa a reclamar dos filmes que falam sobre escotismo de forma infantil;

… Você fica eufórico ao ver o desenho de uma flor de lis fora do contexto escoteiro;

… Você acha que com um facão, um rolo de sisal e estoque ilimitado de bambu, pode construir qualquer coisa;

… Você deixa de ir à baladas/shows para guardar dinheiro para as atividades escoteiras;

… Você começa a achar que coador de café é para os fracos;

…Você evita comprar roupas brancas. Sujam demais;

…Seu corpo se torna uma ferramenta de medidas. Especialmente seu palmo.

… Fica todo felizão quando descobre que aquele artista que você tanto admira, foi escoteiro (mesmo que por poucas semanas);

… Estende a mão esquerda sem querer, quando vai cumprimentar alguém que não é escoteiro;

… No café da manhã, passa a faca de pão com o cabo para fora e o corte da lâmina virado para cima;

… Adiciona qualquer escoteiro em suas redes sociais, mesmo não fazendo idéia de quem seja;

… Suas redes sociais (msn, orkut, facebook…) tem sempre um grupo de contatos classificado como “escoteiros”;

… Você começa a falar de escotismo para seus amigos e não para enquanto eles não perdem a paciência e te mandam fechar a boca;

… Você fica indignado quando chamam uma colônia de férias de acampamento;

… Você pesquisa a data da próxima atividade regional/nacional para saber quando gastar suas férias no serviço;

… Você acha que manuais de instruções para montar barracas são totalmente inúteis;

… Você lota seu computador com episódios de MacGyver;

… A primeira coisa que faz quando vai visitar outra cidade é saber se lá tem grupo escoteiro;

… Faz pioneiria de madrugada para ganhar pontos extras na inspeção matinal;

… Participar de campanhas beneficentes se torna um hobby;

… Metade dos convidados de sua festa de aniversário são do seu grupo escoteiro;

… Você já leu o “Escotismo Para Rapazes” mais de 4 vezes. Neste ano.

… Você começa a acordar às 6 da manhã no domingo (esse é o sintoma mais grave de todos).

Há muitos outros sintomas, se você acha isso pouco… bem, então você é REALMENTE viciado em escotismo!!!

Postado por Marcos Rogério.

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Morre o Escoteiro José de Alencar

quinta-feira, março 31st, 2011

Nota de pesar pelo falecimento do ex-vice-presidente José Alencar

Morre o Escoteiro José de Alencar
Nos últimos anos tivemos o privilégio de termos como Vice Presidente de nosso país mais um escoteiro, ele não foi o único e não será o ultimo escoteiro nos altos escalões, mas José de Alencar marcou a população brasileira com a aplicação da Lei escoteira, principalmente o 8º Artigo .
Em entrevista sempre era indagado porque continuava feliz mesmo com tanta luta e dores, diante disto ele sempre respondia “Nos meus dois anos de escoteiro aprendi que o escoteiro é alegre e sorrir na desventuraâ€.
Durante toda a sua luta contra o câncer nosso Grande Escoteiro José Alencar se mostrou um escoteiro de verdade, demonstrando que aprendeu muito com o escotismo tradicional que viveu em Caratinga-MG onde seu pai tinha uma loja de tecido., O Zé 55, como era conhecido, trabalhava na loja da família e se aventurava pelos morros e matas próximas, nas atividade do Grupo Escoteiro Caratinga, só saindo do escotismo para trabalhar em uma loja de tecidos como vendedor. Aplicando o que já havia aprendido na família e no escotismo com 18 anos abriu sua primeira loja “A Queimadeira”e tempos depois se tornou um dos maiores empresários texteis do Brasil.
A Federação dos Escoteiros Tradicionais sente a morte de um grande homem e grande escoteiro e a pessoa do Ex- Presidente José Alencar nos deixa mais certos que o escotismo da forma que foi idealizado pelo fundador é o melhor para o Brasil

Aos 12 anos ingressou no Escotismo, cujas atividades sempre lembrou com carinho, reconhecendo repetidas vezes a contribuição do Escotismo em sua formação, afirmando, inclusive, que somente suportou enfrentar dolorosos momentos da doença, porque “O Escoteiro tem fibra, é alegre e sorri nas desventuras”, fazendo constantemente menção aos valores propostos pela Lei Escoteira.

Contribuição:  Chefes Boás/RN

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UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR EM MEU CLÃ

segunda-feira, março 14th, 2011

Compartilho essa belissima história postada pelo Chefe Osvaldo:

UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR EM MEU CLÃ

Em uma montanha bem perto do céu,

 Existe uma lagoa azul.

Que só a conhecem aqueles que têm
  
A dita de estar em meu Clã!
  
Jovi me procurou uma tarde de domingo, cinzenta, sem garoa e com temperatura agradável para um verão escaldante. Eu não costumava sair aos domingos e ficava em casa lendo alguma coisa ou mesmo conversado com Nininha, minha esposa. Meus dois filhos, na pré-adolescência estavam em atividade da Tropa Escoteira. Minha esposa estava em visita a um vizinho adoentado.
Não tenho certeza, mas acho que a última vez que vi Jovi, foi no ano anterior. Assim mesmo de passagem. Ele estava em um ponto de ônibus e parei oferecendo uma carona. Levei-o até sua casa, pois não era tão distante da minha. Conversamos pouco. Jovi era reservado para falar e eu estava em um dia não muito agradável.
Lembro quando Jovi entrou para a Tropa. Eu era o Chefe e vi que ali estava um jovem sério, amigo, sincero e podíamos sem sombra de dúvida contar com ele. Claro, ele também podia contar com todos nós. Recordo que ficou na tropa até ser transferido para os seniores. Daí em diante não saberia precisar quando saiu do Grupo Escoteiro.
Seus pais eram pessoas simples que procuravam dar uma educação esmerada a Jovi. Diversas vezes nos encontramos, em Conselhos de Grupos ou Reunião de Pais. Lembro que duas vezes os visitei. Era comum para nós escotistas, conhecermos melhor a formação dos jovens em casa, pois, assim teríamos melhores condições de colaborar.
Fiquei surpreso com a visita de Jovi. Não era usual. Podia dizer que tínhamos uma amizade relativa. No escotismo aprendemos que os jovens muitas vezes confiam mais em nós os chefes que em seus próprios educadores. Pais e mestres escolares. Acredito que estava agora com 18 a 19 anos. Confirmou-me depois 18 anos.
 
Inicialmente conversamos banalidades. Contou-me que trabalhava de caixa em um Banco, estudava a noite e já estava fazendo o segundo ano de Economia. Morava ainda com seus pais e com sua irmã mais velha que ainda não tinha casado. Seu salário era pequeno, ajudava em casa e pagava a faculdade, não sobrando para comprar o carrinho de seu sonho.
O assunto que o tinha levado a minha casa, soube bem mais tarde. Jovi era parcimonioso nas suas ações e modesto na sua vida particular. Claro ainda não havíamos feito uma grande amizade para uma abertura maior. Depois de algumas horas ele entrou no assunto. O que o levou a conversar comigo e não com sua mãe ou outro rapaz seu amigo, acredito deveu-se ao passado, onde juntos, confiávamos plenamente um no outro.
Pediu desculpas por ter ido se aconselhar comigo. Deixei-o a vontade. Conversa vai, conversa vem e ele com dificuldade, entrou no assunto que o tinha levado até ali. Contou que estava voltando do trabalho, quando no ponto de ônibus viu uma jovem de seus 17 anos, morena, cabelos negros compridos e achou-a extremamente formosa. Sentiu um calafrio como nunca sentiu antes e viu que ali estava a jovem dos seus sonhos.
Ainda não havia notado o seu traje. Verificou, entretanto que usava o uniforme de escoteira, calça cinza, camisa azul clara, lenço e na cabeça uma pequena boina preta que devia estar presa com um prendedor. Pela idade observou que só poderia ser pioneira.
- Olha chefe, ouça toda a minha história antes comentar, pois sei que estou sendo infantil e contando histórias que deveria contar para meus amigos da minha idade. Disse. – Retruquei que ficasse a vontade. Eu tinha todo o tempo e ele é quem decidiria quando parar.
– Bem, continuou Jovi – Como sabe não estou participando do movimento atualmente. Faz um ano que deixei o Grupo e não sei se sabe, o trabalho e a faculdade me tomam todo o tempo. Sinto saudades, mas quando puder claro que irei retornar. O Escotismo durante muito tempo foi o amor da minha vida e a ele agradeço por muito que me deu. Assim acho um tema espinhoso e acredito que depois desta conversa é bem possível meu retorno de imediato.
– continuou Jovi – Naquele dia fiquei embasbacado com aquela jovem. Não me aproximei. Sou meio tímido com as moças, isto é sou tímido demais completou. Fui para casa sonhando com ela. Meu coração sempre batia em disparada quando pensava na jovem que eu vira e não conseguia apagar do meu pensamento. No dia seguinte fui correndo ao ponto de ônibus e não a vi. Isto aconteceu nos dias seguintes. Tinha que encontrá-la e fui pela manhã até a Direção do Distrito saber onde havia clãs próximos ao meu bairro.
Não havia nenhum. Em atividade sabiam que em um bairro distante estava um Clã em funcionamento, sem registro na Direção Nacional. Claro que fui até lá em um sábado. Apresentei-me e nada da moça dos meus sonhos. Saí de lá desanimado. Não podia perdê-la. Não poderia deixar de encontrá-la novamente. Sabia que não encontraria ninguém como ela. Éramos alma gêmea, disso tinha certeza.
Durante dois meses percorri todas as ruas próximas ao ponto e nada. Estava ficando apatetado, sonhando acordado e pensando que a perdi para sempre. Voltava da faculdade já tarde, em uma sexta feira, calado, taciturno pensando nela e ouvi vários jovens rindo, conversando alto e quando passaram por mim lá estava ela! Meu coração disparou.
Ela nem olhou para mim. Alegre de braços dados com um jovem. Não estava de uniforme. Deviam estar vindo de alguma festa ou quem sabe de uma faculdade ou escola nas imediações. Dei um tempo e fui atrás. Agora não podia perdê-la. Deveria saber onde morava.
Não fomos muito longe. A menos de três quadras ela se despediu e entrou onde devia ser sua casa. Simples mas com um belo jardim na frente. Só por isto vi que se tratava de uma família fraterna e trabalhadora. Fui em frente, e voltei para minha residência. Foi uma noite maravilhosa. Sonhei e como sonhei! Ela lá estava nos meus sonhos, em meus braços dizendo que eu também era sua alma gêmea.
Sei que o senhor Está me achando excessivamente infantil. Desculpe-me chefe. Mas nunca gostei assim de verdade de nenhuma outra moça. Tive amigas, poucas, mas namoro mesmo nenhum.  Para dizer a verdade, no final do dia o meu caixa não bateu. A minha chefia estranhou, não era usual.  Quem batia sem parar era o meu coração, forte, animado com uma vontade louca de revê-la novamente.
No dia seguinte, sábado, fui até a casa dela. Comprei um pequeno ramalhete de flores tomei coragem e bati. Ela mesma abriu a porta. Fiquei ali em pé, engasgado sem saber o que dizer. Meu coração disparou. Ali estava ela, linda, radiante sem saber quem eu era e de onde tinha vindo. Uma pequena tremedeira se apossou de minhas pernas. A única palavra que saiu foi o “Sempre Alerta!â€. Ela sorriu e disse “Servir!â€. Fiquei petrificado! Dei meia volta e saí correndo pela rua com o ramalhete na mão sem saber o que fazer.
Não dormi nada à noite. Ralhava comigo por ter sido tão idiota. Estava parecendo um jovenzinho apaixonado pela primeira garota e na hora de se apresentar, banca o perfeito boboca, um tolo. Porque não me apresentei? Por quê? Repetia sempre. Tudo bem poderia dizer que era a primeira vez, mas receio de se apresentar? Só mesmo comigo tal fato poderia ter acontecido.
Agora voltar lá estava fora de questão. O que fazer não sabia. Meus pensamentos não concatenavam e achei melhor dar tempo ao tempo. No dia seguinte, domingo, fui dar umas voltas para pensar como deveria agir e não como um pateta como fui. Teria que montar um plano. Raciocinava que quando a visse a tremedeira e a gagueira poderiam voltar.
Próxima a minha casa, existia uma pequena praça bem arborizada, local aprazível e que freqüentemente ia até lá para estudar. Sentei em um banco, serrei os olhos e pensava, pensava. Nada, nenhuma idéia, nenhum projeto simples. Nada. Nada e nada. Serrei os dentes com raiva de mim mesmo. Ainda com os olhos fechados ouvi uma voz dizendo “Sempre Alerta!â€.
Abri os olhos e ali estava ela. Bem na minha frente. Uniformizada. Linda, formosa, bela. Fiquei em pé embasbacado. Ela parada me olhava e repetia, “Sempre Alerta!â€. Com voz fanhosa repeti “Sempre Alertaâ€. Não sei como, gaguejando perguntei a ela se não era “Servir†o lema pioneiro.
- Claro disse, mas como você foi a minha casa, me deu Sempre Alerta, correu e sumiu, fiquei matutando quem era você, se era do movimento, um maluco ou estava querendo fazer uma piada comigo. – Desculpe! Mil perdões repeti. Não quer sentar? Perguntei. Ela sentou e fiquei ali, olhando para frente, sem coragem de olhar para ela.
Começamos a conversar e eu me deslanchei. Falei de mim, ela me contou sua história, falei de minha família e ela também. Quando olhei no relógio era mais de 15 horas. Vi que como eu ela também não tinha almoçado. Convidei-a até uma lanchonete próxima. Sabia que daí para frente não a deixaria fugir nunca mais. Era a primeira conversa, o primeiro encontro, mas o amor que sentia era mais forte que tudo.
Bem chefe, não vou entrar em todos os detalhes, pois o principal é que já estamos namorando há dois meses, eu não consigo ficar longe dela e agora insiste para que eu entre no Clã Pioneiro. Ele se reúne aos sábados e em alguns dias da semana fazem algumas reuniões para discutirem assuntos relacionados ao Clã.
Minhas dúvidas são muitas. Mas as principais são fortes motivos para não voltar à ativa. Voltar porque a amo, Voltar para ficar ao seu lado? Voltar para ser um pioneiro? E o ciúme? Será que terei ciúme dela? E quando ela for a um acampamento e eu não estiver presente? Por outro lado não acho interessante o que os pioneiros fazem. São atividades para mim estranhas. Também tenho que estudar e muito.  
Eu gosto muito do Escotismo. Pretendia voltar algum dia. Não gostaria de ser um a menos e estar lá por ser namorado de Debye (seu nome). Não seria bem visto. Acredito mesmo que iria ser um crítico do que fazem. Sei que ela gosta de mim e não podemos ficar longe um do outro. Ela falou em sair. Não concordei. Afinal tinha sido dois anos escoteira e três como guia.
Bem não sei qual atitude tomar. Não quero que o senhor se sinta pressionado para um aconselhamento agora. Poderei voltar outro dia. Quem sabe uns dias pensando não só o senhor, e eu também poderíamos ter outro caminho não tão difícil como este.
Concordei com Jovi. Antes de sua saída, pedi o endereço do Grupo Escoteiro onde o Clã se reunia. Achei que fazendo uma visita poderia ter uma idéia melhor.
Não era um expert em pioneirismo. Conhecia bem o livro Caminho para o Sucesso de Baden Powell. Era só. Fora pioneiro em outras épocas. Agora o que faziam era para mim um tema desconhecido. Acreditava que ainda sonhavam com grandes aventuras, escaladas, explorar florestas nativas, ou mostrar suas qualidades técnicas em grandes acampamentos, construindo enormes pioneiras. Era o que pensava.
Recordava bem o que estava escrito no livro, quando BP formalizou o pioneirismo – “Serviço ao próximo ou a comunidade é o resultado prático do Escotismo para Pioneiros. Todos os Pioneiros devem ser incentivados a ajudar de todos os modos possíveis no funcionamento das Tropas e Alcatéias do seu Grupo Escoteiro ou de outros Grupos.
Ganhado assim experiência no adestramento dos Escoteiros ficam preparados para no futuro se tornarem Chefes Escoteiros e pais. Para isso deve-lhes ser dadas responsabilidades em setores definidos, quando auxiliando os Escotistas do grupo.
“Atividades de cooperação e atividades de competição inter Clãs, por meio de conferencias, jogos e trabalhos práticos são necessários para que os Clãs se conheçam entre si, estimulando as amizades e emulações.â€
Seria isto mesmo que os pioneiros estão fazendo? Não sei. Só acreditava que nada justificava a Jovi não participar. Entretanto precisava dizer a ele o que vi e senti, pois se me procurou queria uma resposta e eu teria que satisfazê-lo.
Naquele Sábado coloquei meu uniforme social (usava sempre o de campo quando atuando na tropa), passei pelo Grupo Escoteiro que atuava e deixando algumas instruções aos dois assistentes me dirigi ao Grupo Escoteiro onde Debye era pioneira. Não era muito longe. Em menos de 15 minutos no meu carro lá cheguei.
Havia uma boa movimentação em todas as sessões e fui muito bem recebido pelo Chefe do Grupo, que a principio se manifestou surpreso com minha visita. Fui franco com ele. Expliquei do porque, a finalidade e de que um assunto tão pueril merecesse tal tratamento. Ele entendeu bem. Achou interessante e até me colocou a par do desenvolvimento do Clã.
O Mestre Pioneiro era novo. Um pai que foi convidado e assumiu. No início sem muito entusiasmo. Sua esposa não participava. Fez um CAB pioneiro, e junto com os 9 participantes, desenvolvem suas atividades, com uma prisma mais voltada para a amizade, passeios, e vejo muito poucas atividades aventureiras. Acredito que por ser a maioria não oriunda das fileiras escoteiras, ainda não tiveram motivação para tal.
Claro que dentro dos princípios do Pioneirismo, seguem o conceito de BP, meio informal e fazem questão das normas básicas, deste o estagio de transição (Ponte Pioneira), estágio Probatório, Introdutório, e esquecem um pouco as regras básicas de atividades ao ar livre, mas são firmes na Pré-vigilia Pioneira, na Investidura, mas sua continuidade no adestramento pioneiro deixa muito a desejar. Até hoje nenhum deles atingiu as condições necessárias para pelo menos ter um com a Insígnia de BP.
Eles gostam muito de participar de encontro de clãs, mutirões e sempre tem alguns mais afoitos para mudanças sem sequer ter uma experiência anterior no ramo ou em outras sessões do Grupo Escoteiro. Mas uma coisa afirmo – São excelentes rapazes e moças (5 moças e 4 rapazes). 2 rapazes e duas moças são oriundos do grupo os demais vieram a convite.
O Mestre Pioneiro havia chegado e me foi apresentado. Excelente pessoa. Muito interessado. No entanto os pioneiros com exceção de 3 não eram muito pontuais. Só depois de 40 minutos do inicio chegaram mais 3. Os demais tinham faltado. Ele me explicou que sempre foi assim. Mas não desapareciam por muito tempo. Debye foi uma das primeiras a chegar. Seu entusiasmo estava à flor da pele. Jovem bonita, simpática, muito educada, mostrava toda sua força aprendida como escoteira e guia.
Vi que ela era uma autêntica líder. Os outros a olhavam com admiração. Fiquei ali por algum tempo. Não vi nada novo. Não vi também motivo para que Jovi não participasse. Eram moças e rapazes com formação moral excelente e isto seria benéfico a ele. Acredito que seu retorno as lides escoteiras traria muitos benefícios.
Acho que os demais do Clã precisavam de outro com novas idéias e possivelmente Jovi seria esta pessoa. Claro, levando em consideração seus afazeres profissionais e escolares.
Conversei com Jovi posteriormente. Ele não disse nem sim e nem não. Um domingo ele apareceu em minha casa junto com Debye. Estavam de uniforme. Jovi tinha se tornado um pioneiro. Foram me fazer um convite para um acampamento, cujo Clã tinha aprovado por unaminidade (idéia de Jovi). Aceitei. Foram três dias excelentes. Senti a força do Clã Pioneiro. Eram rapazes e moças fazendo um escotismo de magnífica qualidade.
Jovi soube respeitar a unidade do grupo, sem demonstrar que ali estava sua noiva e futura esposa. Todos tinham grande respeito por ele e por ela. Notava seus olhares apaixonados e seus sorrisos de amor eterno.
Três anos mais tarde, participei de uma linda festa de casamento. Jovi e Debye se casaram. Convidaram-me para Padrinho. Fizeram questão de estar de uniforme. Os pioneiros de vários clãs amigos estavam presentes. Com bastões os receberam na porta da igreja e em todo seu trajeto. Conseguiram um violinista e um violoncelista pioneiros que tocavam divinamente. Olhe, foi maravilhoso quando o Padre encerrou a cerimônia. Num coro digno de uma apresentação faustosa, cantaram a Canção do Clã, que arrancou lágrimas de muitos.
Jovi e Debye formam um casal surpreendente. Ainda não tem filhos. É iniciante de uma Empresa de Cosméticos e pretende tão logo se afirme perseguir a idéia de ter seus “rebentosâ€.  Esperam que com o tempo tenham pelo menos um casal. Serão ambos escoteiros no futuro me disseram. Claro, se gostarem. Eu torço por isto.
Deixo claro que esta historia não serve de exemplo para outros pioneiros de outros Clãs. Um Clã não existe para que casais se aproximem e formem uma família como eles. A amizade o companheirismo e os princípios de BP ali estão presentes. Estes são os fatores mais importantes. Sei que todos os pioneiros e pioneiras amam o escotismo. É este o motivo porque estão ali. Todos conscientes que estão no Caminho para o sucesso!
A sede de riscos que nunca se acaba
As rochas que há a escalar,
Um rio tranqüilo que canta e que chora
Jamais poderei olvidar!
 
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