Escoteiros florestais participam de atividades durante o fim de semana
Com a finalidade de iniciar a semana em comemoração ao Dia Mundial do Escoteiro (23 de abril), os escoteiros Florestais realizam, neste sábado (17) e domingo (18), um acampamento na área de Proteção Ambiental do Catolé (sede do Batalhão de PolÃcia Ambiental) denominado “Contra as Drogas, o Melhor Remédio é a Prevençãoâ€, enfatizando que o escotismo também é um programa de prevenção à s drogas.
O objetivo da atividade junto à natureza será mostrar aos escoteiros e escoteiras florestais que todos devem viver de forma natural, como fazem os animais, sem recorrer às drogas. Serão ensinadas técnicas de como dizer não às drogas e como identificar colegas que estão usando ou traficando entorpecentes.
As atividades acontecerão com o tradicional espÃrito de aventura do Escotismo Florestal. Caminhadas, vida em barracas, limpeza dos manguezais, preparação de refeições e realização de jogos atrativos junto à natureza fazem parte da programação, que terá a direção do Major Fidelis, e contará com o trabalho dos instrutores-chefes de Escoteiros e Policiais Militares do Batalhão de Policia Ambiental.
O escotismo Florestal foi criado em Alagoas no dia 19 de novembro de 1996, e recebeu seu reconhecimento como nova modalidade de Escotismo Nacional e Internacional pela Associação Escoteira Baden-Powell (AEBP), filiada à World Federation of Independent Scouts (WFIS) da Alemanha.
No dia 23 de abril, comemora-se em todo o mundo o Dia do Escoteiro. Esta data foi escolhida em homenagem a São Jorge, santo escolhido por Baden-Powell, fundador do Escotismo, como padroeiro dos escoteiros, desde o inÃcio do Movimento Escoteiro. São Jorge é também o padroeiro da PolÃcia Militar de Alagoas.
Fone para contato com os escoteiros florestais: (82)88373560
A Imitação
Em um acampamento o Chefe estava reunido com uma Patrulha de Escoteiro, o Chefe aproximou-se do Monitor e com o tom de voz baixa perguntou. – Que horas são?
O Monitor olhou para seu braço e verificou que não estava com o relógio, e rapidamente voltou-se para o Sub-monitor que estava a seu lado e falando bem baixinho perguntou! – Que horas são?
O Sub-monitor também estava sem o seu relógio e imediatamente dirigiu-se ao Noviço que estava presente e falando com o mesmo tom de voz perguntou: – Que horas são?
- São nove horas! Respondeu o Noviço, falando também baixinho e com expressão de dúvida no rosto, perguntou ao seu ao Sub-monitor: – Por que estamos falando tão baixinho?
Sem responder a pergunta do Noviço, o Sub-monitor virou-se para o Monitor e disse: São nove horas. Mas, por que estamos falando tão baixinho?
O Monitor que estava ao lado do Chefe aproximou seu rosto perto do dele e falando bem baixinho, disse: – Chefe são nove horas! O senhor pode me dizer por que estamos falando tão baixinho?
Quando o Chefe escutou a pergunta do Monitor, olhou para todos que estavam presente e respondeu falando com o tom de voz baixo, dizendo: Vocês eu não sei, eu é porque estou rouco!
Moral da História: Existe uma tendência muito forte de acontecer imitação no Movimento Escoteiro, daà a necessidade de criarmos a cultura de Paz, da Tolerância, do amor e respeito entre todas as associações escoteiras, Chefes, escotistas, dirigentes e monitores como bem idealizou o Fundador do Escotismo Baden-Powell, quando criou a maior fraternidade mundial para a juventude.
Carta de um escoteiro
Andava eu pelas ruas como faço habitualmente buscando algum biscate que me permitisse beber um gole a mais… Tu sabes como sou. Deparei-me com a sede de meu velho grupo escoteiro.  A porta estava aberta, entrei tudo abandonado, cheirando a velho e mofo. Senti como um baque, um murro no peito a dor no coração, me vi menino em meio aos bons camaradas da patrulha, a formatura, os gritos de tropa, os jogos… Súbito alguém me chama pelo nome, me viro olho quem me chama. Surpreso, meio envergonhado vejo que é Mauro, meu antigo monitor.
José és tu mesmo? Mas quantos anos, que fazes aqui?
Um estrondoso silêncio é minha única resposta.
Chega! É demais, viro as costas saio correndo o passado me afoga em meio a doces e dolorosas lembranças.
Papai tu lembras quando eu era um menino, levaste a mim e meu irmão ao grupo escoteiro, pela primeira vez? Lembra que me contavas como sonharas em ser escoteiro e tua pobreza nada te permitia senão estudar e ajudar em casa?  A tua alegria quando teus dois amados filhos te disseram Sempre Alerta?
Eu me lembro papai, isto eu não esqueci. Lembro da fé que tinhas no escoteirismo e dizias sorridente: – O velho BP sabia das coisas, os escoteiros podem guiar a nação.
Lembro do teu orgulho, não cabias em ti de felicidade no dia de nossa Promessa. Meu coração saindo pela boca, a seriedade de meu irmão, eu dizendo “Prometo por minha honra cumprir os deveres para Deus, a Pátria e o próximo… Lembro, pai, naquele dia te vi chorar, quando me pusestes o chapelão. Só tinha te visto chorar uma vez, quando mamãe faleceuâ€.
Corro para minha casa imunda, bato a porta, não consigo parar de chorar.
Pai, a muito não cumpro a promessa feita a Deus, a Pátria e a ti.
Lembro do dia em que te falei: – Vou largar a sênior. Tu me perguntaste, por que meu filho? Até hoje não sei, pai.
Do dia em que te disse: Não vou estudar mais!
Do dia em que saà de casa..
Voltei para te ver quando quase já não estavas aqui e partiste com tua mão entre as minhas, um sorriso no rosto cansado, dizendo, Sempre alerta, querido.
Como pude, como pude ser tão mau filho, tão pouco escoteiro?
Tiro debaixo da cama uma velha mala com as poucas coisas que não vendi. Roupas, fotos amareladas, uma faca, lembrança da segunda classe, e meu uniforme cáqui, meu querido uniforme que eu desonrei,.. os distintivos, o numeral.
Lembras papai, com que felicidade nos entregastes as custosas fardas, que no dia a dia de homem simples economizaste para mandar fazê-las?
Querias ver teus filhos, garbosos escoteiros.
Estendida sobre a cama, encharcada de um pranto incontrolável, tento sentir as pontas de teus dedos no pano que muitas vezes tocaste, muitas vezes abraçaste com tanto carinho ao final de cada reunião.
Pai, como errei tanto? Serei passÃvel de perdão?
Olho para o puÃdo distintivo de promessa e sinto a dor abrasar meu coração.
Devo estar ficando louco. Como uma adaga perfurando um corpo sedento de redenção… ouço-te soprar em meu ouvido:
Filho, sempre é tempo de cumprir nossa promessa!
Alucinado arrependido em doloroso despertar, entre soluços jogo-me de joelhos ao sujo piso, ergo a voz com o fervor de uma oração.
Neste momento abençoado, eu renovo minha promessa, redimir-me hei de minhas faltas, deixarei esta maldita vida, cumprirei os meus deveres!
Por ti, meu amado pai, pelo escotismo, pelo Brasil!
Palavra de escoteiro!
Sempre alerta, querido papai.
Teu sempre, José.
Dedico a meu amado pai, e aos verdadeiros amigos Escoteiros que me acompanham nesta renhida luta de educar, em especial aos Escoteiros Tradicionais.
Sérgio Augusto Grafulha Vanti – Chefe do 329° RS/AEBP Voluntários da Pátria
Fazendo História
A primeira reunião do Escotismo Florestal aconteceu no dia 19 de novembro de 1996 na cidade de Maceió, com a presença de 12 meninos na faixa etária de 9 a 16 anos.
O Escotismo Florestal foi reconhecido como uma nova modalidade de Escotismo nacional e internacional no dia 19 setembro de 2009 com a visita a sua sede em Maceió/AL do Chefe Mario Greggio, Diretor Presidente da Associação Escoteira Baden-Powell (AEBP) e representante no Brasil da World Federation of Independent Scouts (WFIS) e do Chefe Everson Parra.
A Organização Escoteiros Florestais do Brasil é uma ONG defensora do meio ambiente, que tem por principal objetivo difundir o Escotismo Florestal e ajudar na criação de novos Grupos de Escoteiros Florestais e associações de escoteiros florestais no Brasil de forma independente e incentivar sua filiação a AEBP para que aconteça uma fraternidade nacional do Escotismo Independente no Brasil.
Na modalidade Escotismo Florestal, tratamos os praticantes das demais modalidades de escotismo (Básica, do Mar, do Ar) e outras formas de escotismo (movimentos de jovens) como irmãos, seguindo o que bem disse o fundador do movimento escoteiro Baden-Powell, através do artigo IV da Lei Escoteira “O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros, não importando, que paÃs classe ou credo, que o outro possa pertencerâ€.
O principal requisito para um jovem ou a criança ser um escoteiro florestal é expressar o desejo de ser um bom cidadão e fazer o melhor possÃvel para cumprir a Missão Florestal, a Lei Escoteira e a Promessa.
Ramos do Escotismo Florestal:
Faixa etária de 7 aos 10 anos – Florestinha;
Faixa etária de 11 aos 14 anos – Escoteiro Florestal Juvenil;
Faixa etária de 15 aos 17 anos – Seniores;
Faixa etária de 18 aos 21 anos – Pioneiros.
SER ESCOTEIRO FLORESTAL É
Para falar dos Escoteiros Florestais é importante saber o que é um Escoteiro. Porque o Escoteiro Florestal pertence ao grande movimento mundial para jovens que é denominado de Escotismo. Acredito que para a maioria das pessoas um Escoteiro é um jovem que anda com um uniforme bonito, vive realizando atividades junto natureza, através de excursões e acampamentos. Com certeza ser Escoteiro é muito mais que isso.
Desde a sua criação em 1907, pelo militar inglês Baden-Powell, o Escotismo se caracterizou como uma educação complementar para os jovens, ou seja, fazê-los aprender conceitos importantes para sua vida em um lugar diferente da famÃlia ou escola.
Para entender melhor o que é Escotismo sugiro que leia a ultima carta que Baden-Powell escreveu aos Escoteiros do mundo todo e que foi encontrada depois da sua morte em 1941. Através dela podemos perceber a importância do Escotismo na formação de bons cidadãos.
.ÚLTIMA CARTA DE BADEN-POWELL
“Prezados Escoteiros,
Se porventura vocês tiverem visto a peça “Peter Pan”, deverão estar lembrados de que o chefe-pirata estava sempre fazendo o seu “discurso de moribundo”, porque receava que, possivelmente, quando chegasse a hora de ele morrer, não tivesse mais tempo para dizer tais coisas.
Acontece quase a mesma coisa comigo e, assim, e embora neste momento eu não esteja morrendo – qualquer dia destes eu morrerei – , quero enviar a vocês uma palavra de despedida.
Lembrem-se de que será a última vez que vocês ouvirão minhas palavras. Portanto, pensem bem nelas. Eu tenho tido uma vida muito feliz e quero que cada um de vocês também tenha uma vida feliz.
Acredito que Deus nos colocou neste mundo alegre para que sejamos felizes e para gozarmos a vida. A felicidade não provém do fato de ser rico, nem meramente de ter sido bem sucedido na carreira; e, tampouco, de sermos indulgentes para com nós mesmos. Um passo na direção da felicidade é o de tornar-se saudável e forte enquanto se é ainda um jovem de sorte que possa vir a ser útil e, dest’arte, gozar a vida quando for homem.
O estudo da natureza mostrará a vocês quão repleto de coisas belas e maravilhosas Deus fez o mundo para vocês gozarem. Alegrem-se com o que receberam e façam bom proveito disso. Olhem para o lado brilhante das coisas, ao invés do lado sombrio delas.
Contudo, a melhor maneira de obter felicidade é proporcionar felicidade à outras pessoas. Tentem deixar este mundo um pouco melhor do que o encontraram e, quando chegar a vez de morrerem, possam morrer felizes com o sentimento de que, pelo menos, não desperdiçaram o tempo, mas sim fizeram o melhor que puderam.
Estejam preparados, desta maneira, para viverem e morrerem felizes, sempre fiéis à Promessa Escoteira de vocês, até mesmo depois que deixarem de ser jovens – e que Deus os ajude a cumpri-la.
Seu amigo,
Baden-Powellâ€






