Vinte filmes com temática espírita de graça
Para os leitores do blog Entre o Aqui e o Além. Sugestão de 20 filmes com temática espiritual sem precisar fazer download.
1 – O Pássaro Azul – Filme Completo – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/172
2 – Em Nome de Deus – Filme Completo – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/171
3- O Último Espírito – Filme Completo – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/170
4 – Chico Xavier – Brilha Uma Luz no Horizonte – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/169
5- Ressurreição – RARIDADE! – INÉDITO! – (Filme)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/168
6 – Perda de Pessoas Amadas – Palestra de Nazareno Feitosa – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/167
7 – Bezerra de Menezes: O Apóstolo da Caridade – Palestra Nazareno Feitosa -
(Vídeo) http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/166
8 – Jacob Melo – Passe: O Magnetismo Espírita – Teoria e Prática – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/165
9 – Frederico Menezes – A Transição do Planeta Após 150 Anos – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/164
10 – Reencarnação – A Lógica Reencarnacionista – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/162
11- Os Espíritos e os Efeitos Físicos – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/161
12 – A Influência Espiritual – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/160
13 – A Atitude Mental – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/159
14 – Perturbação Espiritual – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/158
15 – Sobre a Morte e o Morrer – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/156
16 – Quando os Anjos Falam – (Filme Completo) – IMPERDÍVEL!!!
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/153
17 – A Corrente do Bem – (Filme Completo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/151
18 – Dr. Bezerra de Menezes – O Diário de Um Espírito – (Filme Completo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/150
19 – Chico Xavier – 1977 – 50 Anos de Mediunidade – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/149
20 – Divaldo P. Franco – Evangelho e Vida – O Poder da Oração – (Vídeo)
http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/148
6º Congresso Espírita Mundial será em outubro
Novas notícias chegam sobre os preparativos para o 6º Congresso Espírita Mundial, programado para ocorrer de 10 a 12 de outubro de 2010 em Valencia (Espanha), com o tema central “Somos espíritos imortais”. E entre as iniciativas já voltadas a esse grande acontecimento está a reunião, nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, da Comissão Executiva do Conselho Espírita Internacional (CEI) em Calpe, cidade da Espanha na província de Alicante. O encontro ocorreu simultaneamente e no mesmo local onde se desenvolvia o 16o Congresso Espírita Nacional, promovido pela Federação Espírita Espanhola. Durante o evento, a Comissão Executiva do CEI se reuniu com a Comissão Executiva local do 6o Congresso Espírita Mundial e também definiu projetos de organização administrativa e de apoio a atividades federativas do CEI; proposta de inclusão de novos membros observadores; e a realização de cursos para preparação de trabalhadores.
A reunião da Comissão Executiva foi presidida pelo secretário geral do CEI, Nestor João Masotti, contando com a participação de Antonio Cesar Perri de Carvalho (Brasil), Charles Kempf (França), Edwin Bravo (Guatemala), Elsa Rossi (Reino Unido), Jean Paul Evrard (Bélgica), Ricardo Lequerica (Colômbia), Salvador Martín (Espanha) e Vitor Mora Feria (Portugal). Também compareceram o assessor o CEI José Eurípedes Garcia (Brasil), Michel Buffet (França) e, em alguns momentos, os médiuns Divaldo Pereira Franco e José Raul Teixeira.
Na agenda dos preparativos para o próximo congresso mundial constou ainda a visita às dependências onde se realizarão suas atividades, o Centro de Eventos da Feira de Valência. O 6o Congresso Espírita Mundial será promovido e organizado pelo CEI, com realização pela Federação Espírita Espanhola. Suas inscrições já estão abertas, no valor de 100 euros, podendo ser feitas nas páginas www.2010.kardec.es e www.viajeshispania.com. Informações também pelos correios eletrônicos spiritist@spiritist.com, jhuete@viajeshispania.es e info@espiritismo.cc
Hades – o Deus do Mundo Subterrâneo
Hades – o Deus do Mundo Subterrâneo
Por Wagner Veneziani Costa
No princípio tudo era o Caos. Tudo existia, porém não havia ordem. A fonte de todas as coisas pairava latente em sua natureza. Em um determinado instante, uma ordem se manifestou e surgiu então a primeira divindade concreta: Gaia, a Terra, a Grande Mãe.
O verbo grego correspondente a “mito” significa calar. O silêncio sempre foi a marca da Iniciação. O iniciado não desvela o sigilo que lhe foi transferido a não ser por meio de parábolas ou alegorias (alegoria significa, literalmente, falar de outro modo).
Em uma definição bem simples, mito é uma história de ficção ou parcialmente verdadeira. É obvio que um mito é muito mais que isso… Um mito é uma história religiosa. Uma força ou entidade superior sempre está envolvida na trama. Os deuses e deusas ou outros seres sobrenaturais são sempre reverenciados pela humanidade. Considerando como verdade, o mito é tido como sagrado para aqueles que fazem parte de sua cultura.
Ele oferece uma explicação sobre algo desconhecido, como a criação do Universo e da Terra. Também tenta responder àquelas questões amplas e fundamentais que fazemos, como o significado e o objetivo da nossa existência.
Um mito é parte de uma mitologia maior, que incorpora muitos mitos. Todos eles interligados por uma semelhança ou um tema comum. Ao se constituir desse modo, a Mitologia torna-se uma verdade socialmente aceita.
Os mitos freqüentemente enfocam histórias sobre a interação direta entre os homens, os deuses e as deusas. Muitas vezes esses deuses e deusas são guiados pela emoção e não pela razão. Em virtude disso, a interação entre o homem e a divindade nem sempre é harmoniosa, e sim quase sempre dramática.
Uma das principais funções do mito é explicar o desconhecido. Os mitos sempre contêm símbolos que coordenam os anseios e temores humanos com os grandes fenômenos naturais.
Mitologia Grega
A Mitologia Grega é uma das mais geniais concepções que a humanidade produziu. Os gregos, com sua fantasia, povoaram o céu e a terra, os mares e o mundo subterrâneo de Divindades Principais e Secundárias. Amantes da ordem, eles instauraram uma precisa categoria intermediária para os semideuses e heróis. A Mitologia Grega apresenta-se como uma transposição da vida em zonas ideais. Superando o tempo, ela ainda se conserva com toda a sua serenidade, equilíbrio e alegria.
O início da filosofia grega, no século VI a.C., trouxe uma reflexão sobre as crenças e mitos do povo grego. Alguns pensadores, como Heráclito, os Sofistas e Aristófanes, encontraram na Mitologia motivo de ironia e zombaria. Outros, como Platão e Aristóteles, prescindiram dos deuses do Olimpo para desenvolver uma idéia filosoficamente depurada sobre a divindade. Enquanto isso, o culto público, a religião oficial, alcançava seu momento mais glorioso, em que teve como símbolo o Partenon ateniense, mandado construir por Péricles. A religiosidade popular evidenciava-se nos festejos tradicionais, em geral de origem camponesa, ainda que remoçada com novos nomes. Os camponeses cultuavam Pã, deus dos rebanhos, cuja flauta mágica os pastores tentavam imitar; as ninfas, que protegiam suas casas; e as nereidas, divindades marinhas.
As conquistas de Alexandre, o Grande, facilitaram o intercâmbio entre as respectivas mitologias, de vencedores e vencidos, ainda que fossem influências de caráter mais cultural do que autenticamente religioso. Assim é que foram incorporados à religião helênica a deusa frígia, Cibele, e os deuses egípcios Osíris, Ísis e Serápis. Pode-se dizer que o sincretismo, ou fusão pacífica das diversas religiões, foi a característica dominante do período Helenístico.
De acordo com os gregos, os deuses habitavam o topo do monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga, morada dos deuses e deusas, centro de poder, por assim dizer. Desse local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam sentimentos de seres humanos. Ciúme, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Dessa união entre deuses e mortais surgiam os heróis.
Zeus, deus de todos os deuses, senhor do Céu; Afrodite, deusa do amor e da beleza, talvez você a conheça como Vênus que é o nome romano dessa deusa; Poseidon, irmão de Zeus, deus dos mares, dos lagos e das nascentes; Hades, deus dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo; Hera, deusa dos casamentos e da maternidade; Apolo, irmão gêmeo de Ártemis, deus da arquearia, da música, da poesia, das artes em geral; Ártemis, deusa da caça e protetora das crianças; Ares, deus da guerra, tinha prazer na destruição; Atena, deusa da sabedoria, da serenidade, da guerra, das artes e da técnica; Hermes, deus do comércio, da luta e da sorte, informalmente era mais conhecido como o mensageiro dos deuses; Hefestos, divindade do fogo e do trabalho.
Os gregos enxergavam vida em quase tudo que os cercava, e buscavam explicações para tudo. A imaginação criativa e fértil desse povo criou diversos personagens e figuras mitológicas: os Heróis (seres mortais, filhos de deuses com seres humanos, como por exemplo: Heracles ou Hércules e Aquiles); as Ninfas (seres femininos que habitavam os campos, levando alegria e felicidade); os Sátiros (figura com corpo de homem, chifres e patas de bode); os Centauros (corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo); as Encantadoras Sereias (mulheres com metade do corpo de peixe que atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes e os hipnotizavam com sua beleza); as Górgonas (mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes, exemplo: Medusa); as Quimeras, (uma mistura de leão e cabra que soltavam fogo pelas ventas).
Todos esses seres habitavam o mundo material, tendo uma enorme influência em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A Pitonisa era uma espécie de sacerdotisa, importante personagem nesse contexto. Os gregos consultavam-na em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a Pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.
Opa, eu fui convidado para escrever sobre Hades, o que estou fazendo?
Voltando a Hades…
Hades ganhou o reino dos mortos quando os irmãos divinos dividiram os domínios entre si. Você pode pensar que Hades ficou com a parte pior, mas esse reino combinava perfeitamente com ele. Hades era um deus solitário, sombrio e sinistro, que adorava ficar sozinho. Embora fosse sempre descrito pelos antigos como sendo frio, ele nunca foi associado ao demônio. Era simplesmente o Senhor da Morte. Desempenhava suas atividades com um inegável senso de responsabilidade e as completava com eficácia. Por isso, não dava espaço para pena ou qualquer outro sentimento que pudesse atrapalhar seu trabalho.
Hades era um dos seis olímpicos originais. Como ele não fazia nenhuma questão de estar entre os outros, e por isso muito raramente visitava o Monte Olimpo, ficou praticamente banido da companhia de seus irmãos. E isso combinava perfeitamente com Hades, pois não tinha a menor vontade de fazer parte do conselho divino. Mas nem por isso os seus poderes eram menores, porque nenhum outro deus se intrometia no Mundo Subterrâneo. Ele tinha o controle absoluto de seu reino, e mesmo Zeus evitava interferir no seu comando.
Embora Hades fosse um deus completamente solitário e que raramente deixava seu reino para visitar a terra dos vivos, dizem que ele visitou a terra dos vivos pelo menos uma vez. Foi durante essa visita que se deparou com a beleza de Perséfone, filha de Deméter e Zeus.
Como diz a lenda, Perséfone estava colhendo flores em uma planície na Sicília, acompanhada pelas ninfas, quando Hades se deu conta dela, ficou imediatamente impressionado com sua beleza e sequer perdeu tempo em cortejá-la. Em vez disso, simplesmente a raptou e a levou para o Mundo Subterrâneo.
Lá, Perséfone ficou prisioneira. Como você pode imaginar, sua mãe ficou completamente deprimida com o desaparecimento repentino da filha e correu o mundo em busca de Perséfone.
É importante, nesse ponto, falarmos sobre a deusa da fertilidade, da colheita e dos cereais, Deméter. Deusa da terra, ela preferia passar a maior parte de seu tempo bem próxima ao solo. Assim, acabava permanecendo apenas o necessário no Monte Olimpo. Mas isso não significa que Deméter não se fazia notar entre os deuses. Ao contrário de Hades, ela era completamente envolvida com os acontecimentos na morada dos deuses olímpicos e sempre participava de conselhos ou tribunais. Mas sua presença era mais bem sentida na terra. Era por isso que ela, mais do que qualquer outro deus, podia reivindicar para si o controle da terra. Com seu domínio, a terra era seu lar.
Deméter era uma deusa muito popular por toda a Grécia antiga. Alguns mitos atribuem essa popularidade ao fato de ela sempre estar entre os homens, viajando de um campo a outro. Outros dizem que sua popularidade advém da necessidade de sua bênção. Como era a deusa da colheita e dos cereais, os antigos dependiam dela para conseguir a comida necessária para sobreviver. Era, portanto, natural que ela gozasse de imenso prestígio entre eles.
Por outro lado, sua popularidade pode ser creditada ao simples fato de ela ser uma deusa boa e generosa (representa o signo de Virgem – uma virgem regando a terra com ramos de trigo em sua mão). Ao contrário de Poseidon, que era mais temido do que amado, Deméter era mais amada e respeitada do que temida. Mas, de qualquer modo, ela continuava sendo uma deusa e por isso precisava ser reverenciada, pois detinha tanto o poder da destruição quanto o da criação.
Apesar de Deméter ser uma deusa bondosa, não podemos esquecer de que as divindades sentiam as mesmas emoções que os humanos. Em um instante, sua generosidade poderia transformar-se em crueldade, o que poderia deixá-la simplesmente assustadora. Quando Deméter perdeu sua filha, deixou que a emoção tomasse controle, o que resultou em tempos terríveis para a humanidade.
Um outro exemplo da crueldade nada habitual de Deméter foi vivenciada por um ímpio jovem, Erísicton.
Erísicton era filho do rei de Dotion. Ele teve a idéia de construir um grande salão para banquetes, mas precisava de madeira para conseguir erguê-lo. Como não tinha respeito pelos deuses, entrou em um bosque de carvalho sagrado, que pertencia a Deméter, e foi cortando as árvores de que precisava para construir seu salão.
Quando começou a cortá-las, as árvores começaram a verter sangue dos ferimentos. Um homem que por ali passava chegou a alertá-lo para não cometer tal sacrilégio, mas Erísicton desafiou e degolou o pobre homem. E não parou, continuou sua tarefa; três espíritos gritaram em desespero e chamaram por Deméter.
Ela se aproximou de Erísicton disfarçada de sacerdotisa. Em um primeiro momento, implorou para que ele parasse de cortar as árvores, mas quando ele se negou a fazê-lo, ela ordenou que ele saísse do bosque. Rindo da audácia da sacerdotisa, Erísicton ameaçou-a com um machado. Deméter recuou e disse a ele para continuar porque ele iria mesmo precisar de uma sala de jantar. Ela estava estarrecida com esse ultrajante ato de sacrilégio. Era algo que ela não poderia deixar por isso mesmo. Então, chamou Peina (a Fome) para atormentar Erísicton pelo resto de sua vida. Peina ficou grata por ajudar Deméter e imediatamente saiu em busca do garoto inescrupuloso.
E foi feito, fazendo-o ter um incontrolável desejo de comer e nunca se sentir saciado. Ele comia tudo o que via, mas sem conseguir alívio. Em poucos dias, ele gastou toda a sua fortuna em comida, embora ainda não se sentisse saciado.
Finalmente, tornou-se um pedinte, sem ter nada mais que uma filha. Sua filha vendeu-se como escrava para ajudá-lo a conseguir alimento. Como não dispunha de mais nada, Erísicton começou a comer as próprias pernas. Mas isso não deu nenhum resultado e ele continuou faminto. Erísicton enlouqueceu, devorou o resto de sua própria carne e, assim, morreu.
Dá para perceber que Deméter era uma deusa que não devia ser contrariada. Doce como uma flor, na maior parte do tempo, ela tinha um lado cruel que brilhava de tempos em tempos, quando a situação pedia por isso.
Mas o mito mais popular estrelado por Deméter é aquele em que divide o papel principal com sua filha Perséfone. Lembra-se que Perséfone havia sido raptada por Hades e do desespero de Deméter quando soube disso? Deméter não queria saber de mais nada, e sim procurar a sua filha. Todas as suas tarefas e responsabilidades como deusa da colheita e da fertilidade foram postas de lado por causa da tragédia. Em sua busca frenética, Deméter chegou a percorrer o mundo, vagou por toda a Terra, por nove dias e nove noites, com uma grande tocha na mão. Durante esse tempo ela não comeu, não dormiu, nem bebeu.
No décimo dia, encontrou Hécate, uma divindade menor, que sabia do rapto, mas não sabia informar quem o tinha o praticado. Contudo, Hécate levou Deméter até Hélio, o deus Sol, que, em virtude de sua visão onisciente do mundo, tinha testemunhado o rapto. Hélio contou a história que havia presenciado para Deméter e tentou convencer-lhe de que sua filha estava bem com Hades.
Deméter ficou tomada pela fúria, pela dor e pela tristeza. Abandonou o Monte Olimpo e todas as suas responsabilidades como deusa. Sua saída deixou o mundo em um verdadeiro caos, completamente castigado pela seca e pela fome. A terra agora era estéril, e tanto a vegetação nativa quanto as plantações morreram, enquanto as novas se recusavam a crescer.
Nas viagens narradas por Homero, Deméter estava determinada a se esconder na Terra até que sua filha retornasse e, por isso, começou a vagar pelos campos. Algumas vezes ela era recebida com acolhimento, outras vezes era ridicularizada. Quando foi recebida na casa de Misme, ofereceram-lhe umas bebidas, como um ato de bem receber. Mas como ela sorveu o líquido muito rapidamente, porque obviamente estava morrendo de sede, o filho de Misme zombou dela. Furiosa com o desrespeito às regras de hospitalidade, Deméter atirou sua bebida no garoto, transformando-o num lagarto.
Cheia de dor, transformou-se em uma velha senhora enquanto estava em Elêusis. Lá, parou ao lado de um poço para descansar. A filha do rei Céleo aproximou-se da velha senhora e a convidou para se refrescar em sua casa. Deméter, tocada com o gesto de bondade da moça, concordou, e foi com a garota até o palácio. Lá, foi tratada com imensa cordialidade não só pela filha do rei como também pela rainha. Deméter ficou impressionada com aquela casa e com uma mulher em particular, Iambe, que era a filha de Pan e uma criada na casa de Céleo. Iambe era jovem e era a única pessoa que fazia com que Deméter sorrisse.
Deméter tornou-se criada da casa dos Céleo, juntamente com Iambe. Como logo ganhou a confiança da rainha, tornou-se a babá do príncipe Demofonte, em quem encontrou o consolo que só uma criança poderia lhe oferecer. Ela decidiu conceder a imortalidade ao menino. Para fazer isso, Deméter alimentou-o com ambrosia e o colocou na lareira para que o fogo queimasse a sua mortalidade. Mas ela foi descoberta pela rainha, que interrompeu a ação com um berro. Deméter, furiosa com a interrupção, deixou a criança cair.
De volta à sua forma natural, Deméter ordenou que a casa real construísse um templo para ela. Ensinou-os também a praticar de modo adequado os ritos religiosos em sua homenagem. Essa prática mais tarde se tornou conhecida como os Mistérios de Elêusis.
Esses Mistérios eram os ritos religiosos praticados em homenagem a Deméter e Perséfone, os mais importantes em toda a Grécia antiga. Lembre-se que foi na cidade de Elêusis que Deméter permaneceu a maior parte do tempo de luto por sua filha. Ali, o templo foi construído em sua honra e era onde os Mistérios de Elêusis eram praticados. Dizem que foi a própria Deméter quem instituiu o culto e ensinou o povo como lhe prestar homenagens corretamente.
Como era um culto secreto, era considerado uma religião de mistério. Apenas aqueles formalmente iniciados podiam participar, e nenhuma palavra sobre o que acontecia durante os rituais podia ser dita. Quem quisesse ser iniciado deveria antes preencher alguns requisitos. Por exemplo, um devoto não poderia ter derramado sangue em nenhum momento de sua vida. As mulheres e os escravos eram proibidos de participar.
Os mistérios religiosos incluíam os cultos Dionísicos, Órficos e Cabiri, e, naturalmente, os Mistérios de Elêusis.
Vamos conhecer o cativeiro de Perséfone, o Mundo Subterrâneo. Zeus envia Hermes para conversar com Hades para convencê-lo a libertar Perséfone. Hades não poderia admitir desistir de Perséfone, mas a mensagem enviada por Hermes era para ser interpretada como uma ordem direta de Zeus. Hades não tinha outra escolha a não ser deixar a menina partir. Contudo, ele utilizou um truque.
Via de regra, todo mundo que comesse algum alimento nas dependências do Mundo Subterrâneo não poderia retornar à terra dos vivos. Enquanto fingia acatar as ordens de Zeus e libertar Perséfone, Hades também enganou a menina, dando-lhe algumas sementes de romã. Perséfone comeu-as enquanto ainda estava no Mundo Subterrâneo, portanto, ela passara a pertencer àquele Mundo.
Zeus não podia negar essa Lei. Contudo, como Deméter estava tão desolada e como Hades, em um certo sentido, havia desobedecido Zeus, este chegou a um meio termo. Perséfone viveria com Hades no Mundo Subterrâneo durante três meses do ano e moraria com sua mãe na terra nos outros oito meses.
Perséfone tornou-se, assim, a mulher de Hades e, depois, rainha do Mundo Subterrâneo. Ela desempenhou muito bem suas tarefas como mulher (esposa) e rainha. Dizem que ela correspondeu ao amor de Hades.
O Mundo Subterrâneo, a Terra dos Mortos, Região de Baixo, a Morada de Hades, Inferno, esses eram alguns dos nomes que as pessoas usavam para se referir ao Mundo Subterrâneo, que também tinha suas leis e possuía várias divisões. Imaginem uma prisão com diferentes blocos com celas. Um bloco de celas era para as pessoas comuns, outro para os realmente excepcionais, normalmente heróis, e um terceiro bloco, para os muito maus, aqueles que precisavam de punição. Mas é óbvio que existia muito mais do que “esses blocos de celas”.
Dizem que quando uma pessoa morre, Hermes vem apanhar sua alma para guiá-la até o Mundo Subterrâneo. Deve também atravessar pelo menos um rio, pois são muitos os rios que cercam a Terra dos Mortos: Aqueronte, o Rio da Dor; Cocito, o Rio da Lamentação; Lete, o Rio do Esquecimento; Pyriphlegethon, o Rio do Fogo; e Styx, o Rio do Ódio. Para fazer essa travessia, era preciso utilizar os serviços de Caronte (filho de Erebo e da Noite), o barqueiro dos mortos. Ele exigia uma moeda como pagamento. Contudo, apenas conduzia o barco, e era a alma que teria todo o trabalho de remar. Se, por acaso, a alma não tivesse dinheiro para pagar os serviços, era obrigada a vagar depois da linha do oceano por cem anos, para depois ganhar direito de embarcar novamente.
Depois de sofrer a recepção de Caronte, o morto tinha que passar por Cérbero, o cão de Hades (cão com três cabeças e três gargantas, que guardava as portas dos Infernos e do palácio de Plutão, (o deus romano do Inferno ou do Submundo). Cérbero nasceu do gigante Tífon e de Equidna. Ele agradava as almas infelizes que desciam aos infernos e devorava as que dali queriam sair. Quando Orfeu foi buscar Eurídice, ele fez Cérbero adormecer ao som de sua lira; Héracles (Hércules) teve que descer ao reino dos mortos como um dos 12 trabalhos exigidos por Euristeu; Enéias foi visitado pelo fantasma de seu pai na terra dos vivos e foi visitá-lo na terra dos mortos, antes de entrar pelos Portões do Mundo Subterrâneo. Cérbero adorava comer carne fresca e certamente não era o melhor amigo dos homens. Mas parecia se dar bem com as almas que ali entravam. Ele só atacava as que tentassem fugir.
Viajando pela rua Divisória, a alma encontrava uma bifurcação, onde era recebida pelos Juízes. Estes decidiam para que parte do Mundo Subterrâneo a alma seria levada para morar para sempre.
Tornou-se um hábito entre os antigos colocar uma moeda embaixo da língua dos entes queridos que morriam. Isso permitia que eles pudessem pagar os serviços de Caronte e cruzar o reino dos mortos. Aqueles que não eram enterrados adequadamente, ou sequer fossem enterrados, não conseguiam obter permissão para entrar no Mundo Subterrâneo e ficavam vagando por cem anos.
Mas vamos saber mais a respeito daqueles “blocos de cela”. Elíseos, algumas vezes conhecido como Campos Elíseos, era uma ilha para os abençoados. Era para onde os muito bons, geralmente heróis, eram enviados depois da morte. Elíseos era um paraíso em todos os sentidos, onde homens e mulheres curtiam a vida na morte. Jogava-se, tocava-se música e todo mundo se divertia. Os campos eram sempre verdes e o sol sempre brilhava.
Alguns mitos, porém, não fazem distinção entre o esplendor de Elíseos e os Campos de Asfodel. Aqueles que eram mandados para os Elíseos não podiam saber a diferença. Como todas as almas eram meramente almas, nenhuma delas poderia adivinhar o que estava acontecendo ao seu redor, e determinar o lugar onde estavam. Mesmo assim, esse é considerado o melhor “bloco” dos três.
Os Campos Asfodel era um lugar de limbo. Não era nem bom nem ruim; era um local para o descanso final dos seres mais comuns. Esse lugar era o que abrigava mais almas do que os Elíseos e o Tártaro juntos.
As almas, geralmente nos Campos de Asfodel, desempenhavam as mesmas atividades realizadas em vida. A memória não era cultivada. Por isso, uma alma existia e agia, na maior parte do tempo, como uma máquina, sem nenhuma individualidade. Um lugar neutro, sem nenhuma qualidade positiva nem negativa. Um lugar monótono, sem novidades.
O Tártaro, ficava abaixo do Mundo Subterrâneo. Acreditava-se que a distância entre o Mundo Subterrâneo e Tártaro era a mesma entre a Terra e o céu. Um lugar escuro e triste e era onde os maus eram mandados para punição eterna.
Como o leitor percebeu, a menos que você fosse protegido pelos deuses e fosse enviado aos Elíseos, a vida depois da morte não prometia muita coisa. Os simples mortais, realmente, não tinham o que esperar da morte. Por causa desse desalento é que muitos ritos e cultos religiosos surgiram, como, por exemplo, muitas das crenças novas centradas em uma divindade individual (como Deméter e Dionísio). Supostamente, essas divindades ofereciam àqueles que tivessem fé os segredos do Mundo Subterrâneo, incluindo o mapa do lugar, com todos os seus rios e nascentes, para se evitar beber delas e, portanto, assegurar a morada nos Elíseos. Começa uma nova esperança de uma pós-morte mais digna, muitos se tornaram bastantes crentes e devotos à sua religião e divindade.
Depois que a Grécia foi anexada ao Império Romano, a Mitologia Grega passou a fazer parte de Roma, e os deuses e deusas apenas mudam de nome.
Baseando-se no panteão das divindades gregas, uma nova psicologia foi apresentada por Jean Shinoda Bolen (psiquiatra e analista junguiana) em seu livro Os Deuses e o Homem, que usou os conceitos de Carl Jung para estudar os oitos deuses gregos que corres-pondem a oito tipos de personalidade masculina. Nas próximas linhas, transcreveremos apenas os arquétipos de Hades:
“Todo aquele que gosta de ficar sozinho, curte a privacidade e não se importa muito com o que se passa no mundo, leva a existência de Hades. O Hades ‘puro’ é solitário e vive em seu reino interior. O homem-Hades é introvertido e geralmente alheio às regras de etiqueta e frivolidades. Não está ‘nem aí’ com o que as outras pessoas pensam dele. No trabalho se afina com tarefas repetitivas que lhe permitam certa exclusão. No amor, quando se apaixona, vive experiências profundas com sua parceira e é somente ela que consegue arrancá-lo da toca.Todo homem-Hades tem predisposição para ser solitário e sentir-se inadequado em um mundo muito competitivo, ele se recolherá para dentro de sua concha interior e para uma vida de esterilidade emocional. No mundo de Zeus, ele enfrenta muitas dificuldades, pois se sente inferior, um estranho no ninho. Fora de seu reino, verifica que só é recompensado todo aquele que atinge o topo, que adquire status, que se expõe e que corre riscos. Essa cultura extrovertida dominante é estranha ao homem de Hades, porque lhe faltam a ambição e a comunicação. A menos que desenvolva outros arquétipos, ficará à margem da estrada e só se encaixará em trabalhos que não ofereçam desafios, pois sua vida real é ‘interior’.
Um Hades comete todas as ‘gafes’ possíveis em reuniões sociais e diante de uma mulher. É natural, portanto, que muitas vezes seja rejeitado. A única experiência sexual do deus Hades foi com Perséfone que a raptou e a estuprou. A vida pode seguir o mito, mas o homem-Hades que se cuide, porque diferentemente de Zeus e Poseidon, ele tem menos credibilidade e poder e pode vir a ser denunciado e rotulado.
O casamento para este homem é crucial, pois sem ele será solitário e excluído. É por meio da esposa e dos filhos que irá relacionar-se com a sociedade. Como pai é sombrio, mal-humorado, sem emoção e só espera de seus filhos organização e dever cumprido. Entretanto, pode compartilhar com as crianças o tesouro de sua vida interior.
O maior problema que um homem-Hades cria para os outros sendo como ele é, é que vive em um mundo ‘a parte’, sem se dar chance de envolver-se emocionalmente com outras pessoas. O que se espera é que ele se comunique e nos conte o que acontece lá embaixo. Amar alguém como Hades é bem difícil, pois a qualquer momento pode tornar-se invisível e inabordável. O melhor modo de um Hades crescer é combiná-lo com um Hermes, pois era por intermédio deste último deus que as imagens e as sombras do mundo inferior eram entendidas e comunicadas aos outros.”
O assunto é vasto e fascinante, mergulhe nesse mundo fantástico que é a Mitologia e veja o quanto ainda temos para aprender. Não tema, conheça mais a respeito do mundo de Hades, em suas leituras. Na próxima edição, pretendo discorrer a respeito de outro deus bastante interessante: Pan.
Bibliografia:
BOLEN, Jean Shinoda. Os Deuses e o Homem. São Paulo: Paulus, 2002.
BOLTON, Lesley. O Livro Completo da Mitologia Clássica – Deuses, Deusas, Heróis e Monstros Gregos e Romanos – de Ares a Zeus. São Paulo: Madras Editora, 2004;
COSTA, Wagner Veneziani et al. O Livro Completo dos Heróis, Mitos e Lendas. São Paulo: Madras Editora 2004
Carta atribuída a senador romano descreve Jesus
Segundo consta, uma equipe de pesquisadores descobriram um documento em um arquivo do Duque de Cesadini, em Roma. Trata-se de uma carta enviada de Jerusalém ao imperador Tibério César com a descrição das características morais e físicas de Jesus.
A autenticidade não foi confirmada, mas de qualquer forma, de uma coisa todos têm certeza: no caso de ser autêntica ela é cheia de interpolações e enxertos, pois existem termos grafados nela que fazem parte do ideário cristão e não da forma romana de escrever seus documentos oficiais.
Eis a carta:
“Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.
Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.
A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.
Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó César, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.
De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.
Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.
Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.
Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo, Públio Lentulus, presidente da Judéia Lindizione sétima, luna seconda.”
Acidente na Globo torna ator espírita
O ator Carlos Vereza, 69, recebeu apenas cachê simbólico para interpretar o protagonista do filme “Bezerra de Menezes – O Diário de Um Espírito”. Espírita desde 1990, ele também está feliz com o papel do espírito de luz Athael na novela das seis da Globo, “Escrito nas Estrelas”. Em entrevista à Folha, o ator contou ter se convertido ao espiritismo após sofrer um acidente de trabalho na Globo.
“Eu não tinha nenhuma religião. Sempre acreditei em Deus, mas esse mundo era distante. Você chega ao espiritismo pelo amor, pela dor ou razão. Eu sofri um acidente de trabalho na Globo, um tiro, um efeito especial mal feito. Colocam pólvora no local e acionam por um controle remoto. Era um seriado medíocre chamado ‘Delegacia de Mulheres’”, lembrou.
Vereza conta que seu ouvido interno foi atingido. “Fiquei com labirintite e tive que parar de trabalhar, o que me levou à depressão. Os médicos diziam que não tinha como resolver. Fui internado em várias clínicas. Procurei o centro Frei Luiz, indicado por uma tia católica que me disse que um primo havia sido curado lá de leucemia. Em sete meses, eles me curaram”, disse.
Depois disso, Vereza se tornou médium e é voluntário no centro até hoje. Ele acredita que o sucesso do filme “Bezerra de Menezes”, visto por mais de meio milhão de pessoas, abriu uma “corrente de obras espiritualistas”. “Se está tendo sucesso, e isso é lei de mercado, é porque as pessoas estão precisando. Os produtores fazem pesquisas e começam a perceber que o público precisa de um pouco de paz, de uma respiração”.
Sobre a novela, cujo protagonista morre no primeiro capítulo e segue como espírito na trama, Vereza disse que, até onde leu o roteiro, “está absolutamente fiel à doutrina espírita”. 
Povos de outros planetas migram para a terra
Exilados de Capela
Dentre os vários contingentes de exilados de putras orbes trazidos para o planeta Terra, o caso mais vivo em nossa memória espiritual, talvez por ter sido o mais recente, é o dos exilados provenientes do sistema de Capela.
No Universo infinito, com infinitas galáxias que por sua vez tem múltiplos sistemas solares e cada um destes com inúmeros planetas, seria rematada tolice supor que a Terra fosse o único a conter vida.
E, há vários milênios em um desses inúmeros orbes, mais precisamente, em um dos mundos da Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Capela, atingiu o ápice de um de seus ciclos evolutivos.
Sistema de Capela
Havia neste mundo de Capela milhões de espíritos rebeldes, que pelas suas condutas mostravam-se obstáculos para a evolução geral, dificultavam a consolidação das conquistas daqueles povos cheios de virtudes e piedade, tão penosamente alcançadas. Os espíritos recalcitrantes aos quais nos referimos, haviam crescido em intelecto, mas não em moralidade e desse modo não acompanharam a evolução dos outros de seus mundos e nem a dos próprios mundos, que ascenderam no grau dos orbes, tal como acontece com o planeta Terra agora, que está em transição de Mundo de Provas e Expiações para Mundo de Regeneração.
Emmanuel nos diz, em “A Caminho da Luz” que, “rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos do nosso Sistema, existe uma comunidade de espíritos puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias”. E creio que a chamada Grande Fraternidade Branca é essa comunidade de espíritos puros, a qual se reuniu duas vezes próximo a Terra: uma para promover a criação da Terra, com Jesus e outra para a descida do Mestre Jesus a Terra há 2000 anos. E agora, em nosso século, essa comunidade se reúne uma terceira vez próximo a Terra: sinal de que transformações virão.
Comunidade dos Espíritos Puros
Pois bem, as grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.
Aqueles espíritos seriam exilados na Terra, não por castigo, mas como necessário reajustamento a condição evolutiva deles, ou por outra, como uma exortação daquelas almas infelizes à edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no esforço regenerador de si mesmas, no novo campo de trabalho: a Terra. Reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na Terra, auxiliando os espíritos nativos da Terra, com os seus conhecimentos mais amplos e entendimentos mais dilatados, em relação aos habitantes da Terra, e foram o elemento novo que arrastou a humanidade animalizada daqueles tempos para novos campos de atividade construtiva, para a prática da vida social e, sobretudo, deu-lhe as primeiras noções de espiritualidade e do conhecimento de uma divindade criadora.
Há, também, notícias de que, além dos exilados de Capela, em outras épocas, desceram à Terra instrutores vindos de Vênus.
Raças-Mãe da Humanidade
Assim, pois, quando essa operação transformadora (a promoção do princípio espiritual do animal à racionalidade humana se processa fora da Terra) se consumou fora da Terra, no astral planetário ou em algum mundo vizinho, estava “ipso facto” criada a raça humana, com todas as suas características e atributos iniciais, a Primeira Raça-Mãe, que a tradição espiritual oriental definiu da seguinte maneira: “espíritos ainda inconscientes, habitando corpos fluídicos, pouco consistentes”.
Quando cessou o trabalho de integração de espíritos animalizados nesses corpos fluídicos e terminaram sua evolução, aliás muito rápida, nessa raça-padrão, o planeta se encontrava nos fins de seu terceiro período geológico e já oferecia condições de vida favoráveis para seres humanos encarnados; já de há muito seus elementos materiais estavam estabilizados e o cenário foi julgado apto a receber o “rei da criação”.
Iniciou-se, então, essa encarnação nos homens primitivos formadores da Segunda Raça-Mãe, que a tradição esotérica também registrou com as seguintes características:- “espíritos habitando formas mais consistentes, já possuidores de mais lucidez e personalidade”, porém ainda não fisicamente humanos.
Iniciou-se com estes espíritos um estágio de adaptação na crosta planetária tendo como teatro o grande continente da Lemúria. Esta segunda raça deve ser considerada como PRÉ-ADÂMICA.
Estava-se nos albores do período quaternário. Os homens dessa Segunda Raça em quase nada se distinguiam dos seus antecessores símios; eram grotescos, animalizados, inteiramente peludos, enormes cabeças pendentes para a frente, braços longos que quase tocavam os joelhos; ferozes, de andar trôpego e vacilante e em cujo olhar, inexpressivo e esquivo, predominavam a desconfiança e o medo.
Alimentavam-se de frutos e raízes; viviam isolados, escondidos nas matas e nas rochas, fugindo uns dos outros, vendo nas feras que os rodeavam por toda parte seres semelhantes a eles mesmos, e procriando-se instintivamente, sem preocupação de estabelecerem entre si laços de afeto ou de intimidade permanente. Quem olhasse então o mundo não diria que ele já era habitado por seres humanos.
Neanderthais
Essa Segunda Raça evoluiu por muitos milênios, dando tempo a que se procedesse a necessária adaptação ao meio ambiente até que, por fim, como desabrochar lento e custosoda inteligência, surgiu entre seus componentes o desejo de vida comum que, nessa primeira etapa evolutiva, era visceralmente brutal e violento.
Estava-se, então, no período em que a ciência oficial denomina – Era da Pedra Lascada – em que o engenho humano, para seu uso e defesa, se utilizava do sílex, como arma primitiva e tosca.
Nessa época, em pleno quaternário, por efeito de causas pouco conhecidas, ocorreu um resfriamento súbito da atmosfera, formando-se geleiras, que cobriam toda a Terra. O homem, que mal ainda se adaptava ao ambiente planetário, temeroso e hostil, teve então seus sofrimentos agravados com a necessidade vital de defender-se do frio intenso que então sobreveio, cobrindo-se de peles de animais subjugados em lutas temerárias e desiguais, em que lançava mão de armas rudimentares e insuficientes contra feras e monstros terríveis que o rodeavam por toda parte.
Foi então que o seu instinto e as inspirações dos Assistentes Invisíveis o levaram à descoberta providencial do fogo, o novo e precioso elemento de vida e defesa, que abriu à humanidade torturada de então novos recursos de sobrevivência e de conforto.
Entretanto, tempos mais tarde, as alternativas da evolução física do globo determinaram acentuado aquecimento geral, que provocou súbito degelo e terríveis inundações, fenômeno esse que, na tradição pré-histórica, ficou conhecido como – o dilúvio universal, – atribuído a um desvio do eixo do globo que se obliquou e provocado pela aproximação de um astro, que determinou também alterações na sua órbita, que se tornou, então, mais fechada.
O que acontece enquanto você dorme?
DESDOBRAMENTO
Fenômeno anímico que permite ao espírito libertar-se do corpo parcialmente e estar em outros lugares
Dezessete de maio de 1953, entre 13 h e 14h, em frente ao Cassino Interlaken, Suíça. Joaquim da Silva Gomes, juntamente com sua esposa, Maria Estela Barbosa Gomes, deixavam-se fotografar pela filha Terezinha. Dias depois, chegando em Portugal, revelaram o filme e esta foto os surpreendeu profundamente: ao lado do casal, com toda nitidez, aparecia o Dr. Otávio Bandeira de Lima Coutinho, grande amigo da família, que deveria estar em sua residência, no Recife!
Na suposição de que o amigo tivesse desencarnado, Joaquim enviou a foto a uma das filhas do Dr. Otávio. Este de pronto remeteu uma carta bem humorada ao amigo, identificando-se na foto e reconhecendo inclusive o terno, a gravata e o alfinete como seus, pois estavam bem visíveis.
Esclareceu que, na data e no horário em que foi batida a foto, adormecera numa cadeira de balanço na varanda de sua residência. Disse não se recordar de nada que se relacionasse com a foto, a não ser que pensara muito nos amigos distantes antes de adormecer.
Este é um caso típico de desdobramento ou bilocação (projeção astral), narrado pelo Anuário Espírita – 1983. É o fenômeno pelo qual o espírito de pessoa mediunizada, ou em estado de sonolência ou mesmo de sono, transporta-se de um lugar para outro com aparência de realidade ou com tangibilidade real.
DESDOBRADO DO CORPO, O ESPÍRITO SENTE-SE LIBERTO
Segundo Kardec, o espírito aproveita-se com satisfação da oportunidade de escapar da prisão corporal sempre que pode. É um dos mais curiosos e ricos fenômenos anímicos, em que o ser se move livremente, pensa melhor, decide com maior conhecimento, mantém intenso intercâmbio com encarnados e desencarnados, segundo seus interesses e afinidades.
É freqüente ocorrer com todas as pessoas, porém nem todas conseguem se lembrar, após o regresso ao corpo físico, do que fizeram durante o tempo em que estiveram parcialmente libertadas deste. Geralmente atribuem tudo a um sonho comum, ou seja, aquele resultante de suas disposições físicas ou psicológicas.
Diz Hermínio Miranda que “é nesse estado que o espírito consegue entrar na posse de algumas de suas faculdades superiores, pelo acesso aos arquivos da sua memória integral. Daí lembrar-se de encarnações passadas e até mesmo, em situações especiais, afastar a densa cortina que encobre o futuro”.
Por sua vez, Martins Peralva, ao analisar as situações em que pode ocorrer essa libertação espiritual, chama a atenção para a existência, nos trabalhos mediúnicos, do chamado médium de desdobramento, ou seja, “aquele cujo espírito tem a propriedade ou faculdade de desprender-se do corpo, geralmente em reuniões”. Desprende-se e excursiona por vários lugares na Terra ou no Espaço, a fim de colaborar nos serviços, consolando ou curando.
No caso de um médium de desdobramento desejar aprimorar a sua faculdade e aumentar os seus recursos, diz o autor que há condições de ordem moral das quais não pode prescindir: vida pura, aspirações elevadas, potência mental, cultivo da prece e exercício constante.
A respeito desse tipo de médium, diz André Luiz: “considerável número de pessoas, principalmente as que se adestram para esse fim (desdobramento), efetuam incursões nos planos do espírito, transformando-se, muitas vezes, em preciosos instrumentos dos benfeitores da espiritual idade, como oficiais de ligação entre a esfera física e a esfera extrafísica”.
Um depoimento de Hermínio Miranda confirma exatamente essa atividade mediúnica. Diz o autor, referindo-se a uma personagem do seu livro Diversidade dos Carismas: “É comum observar-se em Regina o trabalho mediúnico específico e bem caracterizado em desdobramento. Em várias oportunidades, em vez do espírito manifestante ser trazido ao grupo, ela é que vai ao encontro dele, o que dá conhecimento antecipado ao dirigente dos trabalhos. Desprende-se e é levada pelos amigos espirituais”.
SEGUNDO DESDOBRAMENTO
Mas as pesquisas revelam que não se trata de um fenômeno restrito aos seres que ainda estão na carne. Experiências realizadas por Albert de Rochas informam que poderá ocorrer um segundo desdobramento, a partir do perispírito já desdobrado do corpo físico, quando se separa daquele a essência espiritual.
Este fenômeno é ratificado por André Luiz em Nosso Lar, quando o autor desencarnado visitou, conscientemente, o espírito de sua mãe, habitante de plano superior ao seu, após desdobrar-se de seu corpo perispiritual que ficara em repouso numa das unidades da instituição à qual fora escolhido.
Toda obra de caridade da espiritualidade, inclusive as que podem se realizar durante um desdobramento, lembram-nos os versículos da Surata do Socorro, no Alcorão:
Confira mensagem atribuída ao espírito de Chico Xavier
Mensagem do espírito de Chico Xavier recebido pela mediunidade de Ariston Teles, em reunião pública no dia 27 de março de 2010, no Monte Alverne, em Brasília.
Graças a Deus e graças a Nosso Senhor Jesus!
É reconhecendo o significado simbólico desta data – 2 de abril – queremos em nome de todos aqueles que participaram dos nossos trabalhos, agradecer.
Eu faço parte de uma família grande, imensa. Todos vocês igualmente são membros desta família, diríamos da família de Deus.
Estaria completando 100 anos se continuasse respirando no corpo físico.
Eu sei que poucas pessoas, talvez estejam esperando este contato. Existe nos países democráticos, uma lei chamada “direito de ir e vim”. Posso dizer que esse direito é inerente a todas as criaturas de Deus, em especial aquelas que já despertarem a consciência para a pratica do bem. Portanto, eu me sinto nessa hora, usando desse direito.
Deixei o plano material e retornando ao mundo invisível e agora retorno. Esta não é a única comunicação que me foi permitida apresentar. Durante os anos que sinalizam minha presença humilde na espiritualidade, já pude, em diversas ocasiões, visitar companheiros reunidos em muitas casas de oração e, a propósito de alguns médiuns, pude me manifestar anonimamente. Aqui através deste médium amigo encontro as portas do seu coração abertas. Aqui graças a Deus, encontro ambiente acolhedor que me envolve em vibrações de paz e de amor. Desta forma, dirijo minhas singelas palavras a todos os corações sensíveis para dizer que meu verdadeiro código é o amor e minha escola é o Evangelho de Nosso Senhor Jesus.
Agradeço, de todo o meu coração, a todas as pessoas, de todas as procedências sociais e religiosas, que durante estes dias relembram nossa recente passagem pela terra. As homenagens, faço absoluta questão de distribuir com todos aqueles que estiveram lado a lado comigo, desde os primeiros labores em Pedro Leopoldo até os meus últimos instantes de experiência física em Uberaba. Que todos recebam fatias deste pão de luz que recebo dos corações generosos. Agradeço um vez mais, de todo o meu coração, dizendo que o trabalho prossegue.
Ninguém absolutamente na terra detém poderes para impedir o intercâmbio mediúnico, por isso aqui estou presente, livre e feliz.
Recebam todos o meu abraço, sob as claridades do coração amantíssimo de Jesus. Que haja paz em todos os lares. Que o Brasil e o mundo continuem sob a bênção resplandecente de Jesus e de Deus.
Assim seja!
Chico Xavier
Mais de 3 milhões já assistiram Chico Xavier
filme “Chico Xavier”, de Daniel Filho, levou 3 milhões de pessoas aos cinemas desde sua estreia, no dia 2 de abril. A cinebiografia do médium arrecadou mais de R$ 27 milhões e se mantém em terceiro lugar no ranking das maiores bilheterias deste ano no país. A produção segue no circuito nacional em 340 salas, com estreia em cidades do interior do Brasil. “Chico Xavier” bateu o recorde de maior abertura de uma produção brasileira nos últimos 20 anos, ultrapassando “Se Eu Fosse Você 2″, também dirigido por Daniel Filho. Foram 586 mil pessoas em seu fim de semana de estreia.

Clássico “Nosso Lar” vai para a telona
É ano de Chico Xavier no cinema brasileiro. Além da cinebiografia do médium dirigida por Daniel Filho (em cartaz atualmente no país), os brasileiros assistirão em setembro a “Nosso lar” – adaptação do livro de mesmo nome psicografado por Xavier em 1944.
Maior clássico da literatura espírita nacional, o romance (que acabou virando série) é contado sob o ponto de vista do espírito André Luiz, que, como um repórter, transmite suas impressões sobre o mundo espiritual pós-vida para Xavier.
Dirigido por Wagner de Assis (“A cartomante”), o filme “Nosso lar” é rico em efeitos especiais e conta com Renato Prieto, Othon Bastos, Ana Rosa, Werner Schunemann, Lu Grimaldi, Nicola Siri, Chica Xavier e Paulo Goulart – que também participa do longa de Daniel Filho. A trama se passa em uma cidade espiritual, construída para as filmagens do longa.
Equipe experiente
Segundo a produtora do filme, Iafa Britz, o maior desafio foi a construção da cidade espiritual. “Durante meses, nossa diretora de arte e um grupo de arquitetos se debruçaram sobre esse projeto, que é verdadeiramente arquitetônico. Depois, tudo foi recriado pelo pessoal dos efeitos especiais.”
Para a fotografia e os efeitos especiais foram convocados profissionais internacionais, incluindo o diretor de fotografia Ueli Steiger (de “10.000 A.C”, e “O dia depois de amanhã”) e o supervisor de efeitos especiais Lev Kolobov, da empresa canadense Intelligent Creatures (“A caçada”, “Babel” e “Watchmen”).
Sobre o médium
Nascido em 1910 no município de Pedro Leopoldo (MG) e morto em 2002 em Uberaba (MG), Xavier publicou mais de 400 livros em vida, todos eles, afirmava, psicografados através de conversas com espíritos. Estima-se que mais de 20 milhões de exemplares de sua obra já foram vendidos.






