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Doutorado em Educação: agora temos um em Alagoas!

terça-feira, abril 6th, 2010

Repasso para tod@s @s amig@s de meu blog a notícia do que reputo como acontecimento do ano para a Educação de Alagoas. A notícia vai tal qual me foi comunicada pela Coordenadora do PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO do CEDU/UFAL:


“Caríssim@s Colegas do PPGE,

Hoje foi um dia especial para ser comemorado duplamente.

Pela posse da nova gestão do CEDU, tão esperada e pela notícia da aprovação do doutorado.

Acho que alguns nomes precisam ser citados explicitamente nesse momento, pela importância que tiveram nessa trajetória de construção do doutorado, que, na verdade, começou na gestão da Auxiliadora em 2006, da qual fui vice, num momento em que nosso programa estava prestes a fechar. Foram momentos bem difíceis, mas que no final tivemos como resultado a nota 4. Essa nota permitiu que o Luis Paulo e a Neiza pudessem encaminhar o pedido de doutorado. Esse mérito devemos à gestão deles. Eles estão de parabéns pela aposta que fizeram. Na verdade foi uma aposta em nós tod@s, por acreditarem no nosso trabalho.

Eu sempre sou mais cética. Só acredito vendo. E hoje tivemos a resposta concreta de que a CAPES também acredita no nosso trabalho. Por isso quero agradecer de coração à Auxiliadora, ao Luis Paulo e à Neiza. E quero agradecer a cada um de vocês. Sem o trabalho coletivo que o PPGE vem realizando, esse doutorado não teria sido aprovado. Teremos mais desafios pela frente, mas a gente já mostrou que isso é ok. Grande abraço e nos vemos amanhã, Laura.â€

Essa mensagem da Professora Laura Pizzi foi seguida por mais duas que faço questão também de divulgar e depois digo por quê…

Vamos à primeira: “Queridos Colegas, gostaria de parabenizar a cada um e uma de nós que fazemos este Programa e, mesmo distante neste momento, sinto-me parte desta conquista. Sempre acreditei em nosso potencial e em nosso coletivo. Parabéns aos nossos ex e atuais coordenadores que, com vontade e determinação conseguiram mostrar para o CTC da CAPES que estamos no caminho certo. Beijos e muito sucesso!!!! Realmente é um dia para comemorar muittttooooo! Graçaâ€. Essa, como se pode ver, foi da Professora Graça Tavares, primeira Coordenadora do PPGE/CEDU/UFAL.

A que vem a seguir foi de uma professora que chegou no CEDU/UFAL quando o PPGE já estava embalado e soa no mesmo tom da anterior. Vejamos: “Queridos colegas, é com muita alegria que recebo esta notícia [da aprovação do Doutorado do PPGE/CEDU/UFAL] na tarde de hoje. Neste duro período de recuperação de saúde, sei o quanto esta família “choisie” (escolhida) tem sido um grande ponto de referência para mim. Assim, saber que a luta de todo o grupo, em especial das coordenações, tanto a anterior quanto a atual, além da produção de cada um de nós, dos alunos, dos funcionários culminou com esta vitória, só tenho a dizer a todos: PARABÉNS!!!!!!!!!!!! Agora é mãos à obra para fazermos desse PPGE uma referência neste Estado, nesta região, neste país. Beijos a todos. Anameleaâ€. Como está claro, a autora desse segundo texto é a Professora Anamélea Campos.


Agora, vão as minhas congratulações, juntamente com a leitura que faço dessa vitória: não sei se é por conta dos referenciais da História com que trabalho – da História Cultural – que fazem a leitura dos acontecimentos na chamada “longa duraçãoâ€, mas, enquanto reconheço o papel importante das últimas coordenações para esta nossa vitória, não posso deixar de ressaltar o quanto custou começar, até esse ponto em que chegamos… E de quanto esse início foi fundamental, inclusive para definir os critérios do que hoje aceitamos e apresentamos à CAPES como expressão de nossos méritos!

Estávamos eu e Graça Tavares ainda fazendo doutorado – na verdade, preparando-nos para irmos, eu para a USP e ela para a UFRJ – quando já se lutava pela criação do PPGE e seu credenciamento… A maioria dos que fazem hoje o programa, mal tinha o seu próprio diploma de mestrado!!! E, nesse sentido, vale apresentar os nomes de Cícera Justino e Cristina Lyro, dirigentes do CEDU nos inícios dos anos de 1990, lutando para tornarem viável o nosso curso de Mestrado… Vencidas pelas muitas impossibilidades concretas que lhes foram apresentadas, passaram o bastão para Ana Moura e Maísa Brandão, esta última, sobretudo, que juntamente com os que da casa queriam ver o projeto medrar – refiro-me a Tânia Moura, Lenilda Austrilino, Luís Paulo, Antonieta e Laura – conseguiram o apoio do Reitor Fernando Gama para a realização de uma turma especial de doutores sob os auspícios da PUC/SP.

Enquanto isso, a direção do CEDU priorizava a captação e formação de novos doutores – tendo ingressado, no contexto dessa política, Vilma, Sérgio e Calil, ao tempo em que concluíamos o nosso curso de doutorado Graça Tavares, eu, Ângela, Moisés, Edna, Adriana…ou conquistávamos aliadas, como Sheila Maluf. Desculpe-me se esqueci o nome de alguém que foi operári@ da primeira hora, pois estou citando de memória!

Retornados, Graça Tavares e eu, do Doutorado, em 1996, e frente ao impasse em que se encontravam os que insistiam em ver funcionando o PPGE no CEDU, assim que assumimos a direção do Centro de Educação, ainda nesse ano, convocamos tod@s a prosseguirmos o bom combate. Aqui, quando digo tod@s, estou incluindo até @s que não conseguiram seus diplomas de doutor – alguns, sequer o de mestre -, porque foram @s que ficaram no batente, tocando o CEDU enquanto estudávamos, @s que garantiram nosso afastamento para outros Estados no país e até no exterior!

O reconhecimento, na verdade, cabe até àquel@s que, desacreditando do nosso êxito na luta, buscaram se encaixar nos programas já consolidados da UFAL, um desses que, inclusive, chegou a morrer por inanição… Digo que devemos também a esses, porque mexeram com nossos brios e nos instigaram a mostrarmos quem somos…

Se, na História Cultural, cabem, como fontes, inclusive, fatos particulares somente registrados na memória de quem as viveu ou testemunhou, posso dizer que, nessa descrença de um@ ou outr@ na nossa luta, houve até quem ficasse ressentido comigo, quando eu disse que somente liberaria a criatura para outro programa se a CAPES nos desse um não!


Voltando ao bom combate, sob a liderança de Graça Tavares, sujeitei-me até a ir a Caxambu (leia-se ANPEd) para convencermos nossos representantes de que tínhamos disposição e capacidade para a empreitada de abrir um Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu.

Nessa batalha campal contamos com a indispensável cumplicidade de Lourdinha Fávero (ex-orientadora de Graça) e Silvério Baía (representante da área no CTC da CAPES), além das luzes que eles nos deram para estruturarmos as áreas de concentração que poderiam configurar nossa produção como coletiva… Assim, com a senha de “juntem-se a nós os que acreditam no projetoâ€, tivemos como testemunha de nossos esforços as salas da Usina Ciências, tão gentilmente cedidas por nossa sempre aliada Tânia Piatti.

Credenciado o programa e iniciado o curso de mestrado em Educação Brasileira, temos sido felizes por contarmos com pares – tanto da primeira, da segunda, quanto da última hora, como diria, plagiando o Evangelho – cujo esforço e cuja competência, na medida do que cabe a cada qual, fizeram o CEDU/UFAL representar, sempre mais o que tem sido desde suas origens: a grande e principal referência acadêmica para a Educação Alagoana! Se isso representa motivo de orgulho, traz para nossas costas ainda mais responsabilidade do que a por nós já assumida com a graduação e o mestrado, a considerar a situação em que se encontra nosso ensino! De qualquer forma, em tempo de Páscoa, Benedicamus Domino!

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Reeditando velhos tempos, a PROEST faz

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

Carataz FestivalA Universidade Federal de Alagoas, buscando resgatar os antigos festivais universitários, realizou, de 12 a 14 de novembro passados, mais um Festival de Música Universitária, depois de anos. O festival foi idealizado pela Pró-reitoria Estudantil, por meio da Coordenação de Política Estudantil. A abertura do I Femufal aconteceu em uma tenda cultural montada ao lado da Biblioteca Central, no Campus A.C. Simões, com uma mesa-rredonda sobre o tema “História dos festivais universitários em Alagoasâ€, com as presenças de Paulo Poeta, Edson Bezerra, Sávio de Almeida e Ênio Lins.

A grande atração do FEMUFAL foi a presença do Rapper GOG, no Posto 7, na Jatiúca.GOG

GOG iniciou em Maceió sua primeira turnê pelo Nordeste lançando o DVD ao vivo “Cartão Postal Bombaâ€.

Sobre esse poeta da cultura hip-hop, que fez questão de ir para a periferia de Maceió, confraternizar com os irmãos excluídos, temos o testemunho de uma das coordenadoras do Festival, Professora Fátima Albuquerque, de cujo computador saiu a pérola a seguir, escrita especialmente para este blog.

GOG e a Hora do Angelus

Fátima Albuquerque

Gog2Era final de tarde quando chegamos à lagoa, hora do Angelus para os cristãos, hora da agonia naquele pedaço de cidade, que passou mais um dia na extrema miséria. Em meio ao lixo, GOG entrou rapidamente por entre os barracos da comunidade Sururu de Capote. Andou de um lado para o outro, olhando tudo com seus olhos de Zumbi guerreiro. Na porta de um dos barracos ele molhou com seu olhar, as figuras das franzinas crianças que o rodeavam. Por uns breves momentos pensei vê-lo abatido diante de tanta crueldade. Mas, foi só por uns poucos segundos.

Depois, com a força de um bólido, ele pediu: tragam meu DVD. Foi tudo muito rápido, e logo em seguida, suas mãos carregavam o ouro de suas palavras: o rap. “Onde está o hip hop dessa comunidade?â€, perguntou.

No barraco de Vânia, uns dez meninos estavam sentados enfileirados sobre um estreito banco, assistindo a um musicalGog1 americano. Aos poucos GOG sobrevoou os altos cumes daquelas mentes adolescentes: E aí, parceiros? Quem faz hip hop aqui? Envergonhados, eles se encolheram entre murchas risadas. O rapper entregou o seu DVD e pediu: Bota aí, minha irmã. Vamos ver a nossa música. O novo som tomou conta do barraco – Brasil com P- “Pesquisa publicada prova, Preferencialmente preto, Pobre, prostituta, pra polícia prender. Pare, pense, por quê? Prossigo. Pelas periferias praticam perversidades, Pm’s. Pelos palanques, políticos prometem, prometem. Pura palhaçada! Proveito próprio. Praias, programas, piscinas, palmas. Pra periferia? Pânico, pólvora, pa pa pa!… †Com o pequeno microfone de um Karaoquê, o artista, ao vivo, cantava sua própria música – a história daquelas vidas. Tela e realidade se apresentavam no improvisado palco de terra batida.Vi os olhos das crianças reacenderem diante do inusitado. Anunciação. Ali, mais uma vez eu compreendi o significado da hora do Angelus. É verdade, GOG – os aeroportos do Brasil não refletem a nossa diversidade.

Gog3

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Do direito ao voto e da Gestão Democrática

domingo, novembro 29th, 2009

A Constituição Federal de 1988 definiu, como um dos princípios que deveriam reger a educação pública, o da Gestão Democrática. O processo constituinte que resultou nessa última Carta Magna foi um verdadeiro campo de luta pela consagração de princípios a reger a sociedade brasileira, sendo um deles justamente o da gestão democrática da educação.

Infelizmente, a correlação de forças na última Constituinte, desfavorável, em muitos aspectos, aos grupos democráticos, se por um lado consagrou esse direito, por outro o viu limitado por um clássico artifício das forças políticas conservadoras, que foi restringi-lo à Educação Pública e, de quebra, acrescentar ao princípio que representava um avanço democrático, o dispositivo “na forma da leiâ€! O efeito disso foi o expediente protelatório que consistiu, em muitos casos, em não fazer a lei ou não regulamentar o princípio. No caso da educação pública alagoana – e, sobretudo na municipal da maior parte do Brasil – o exercício da gestão democrática da educação pública conta, nas redes federal e estadual de nível básico e superior, com as condições objetivas para o exercício da gestão democrática de seu ensino. O mesmo, infelizmente, não se pode dizer das redes municipais, dentre as quais, constitui-se exceção aquela que pratica a gestão democrática.

Se buscarmos as raízes dessa tão comentada “gestão democrática†no campo educacional institucionalizado como escola, vamos encontrá-las no nascedouro da Universidade. Costumo dizer que a busca por “autonomia†na ação educativa escolar remonta, no mundo ocidental de matriz européia – que é a matriz de nossa forma de vida social – aos séculos XII e XIII da era cristã. A instituição universitária que, no ocidente, é a mais antiga depois da Igreja Católica, teve suas origens na busca, por intelectuais, de se desprender do poder absoluto das autoridades locais e, submetendo-se à hierarquia católica sediada em Roma, manter distante o poder discricionário sobre o “jus discendi†– termo latino que significa “direito de ensinarâ€. Dessa luta aparecem como referências paradigmáticas duas corporações: uma em Paris e outra em Bolonha, que vão representar o início da profissão docente e até a institucionalização da organização estudantil, já que Bolonha nasceu como uma corporação estudantil que, para existir, fez nascer uma corporação de professores.

Dessas origens que remontam à Idade Média, até os dias atuais, a luta pela afirmação da autonomia universitária, como elemento indispensável a uma produção intelectual livre, tem sido uma constante. Se, por séculos, da baixa Idade Média ao século XIX, as Universidades capitularam à cooptação dos poderes políticos estabelecidos, do Século XX para cá a universidade, inclusive no mundo oriental, tem enfrentado verdadeiras batalhas para afirmar sua liberdade de existir e de produzir conhecimento. É comum se tomar como exemplo dessas lutas, relativamente recentes, o movimento de 1968 que, de Paris alastrou-se pelo mundo. Mas não podemos esquecer alguns exemplos mais próximos e mais antigos dessa luta pelo direito de a Universidade se autodeterminar: refiro-me, antes de mais nada, às lutas empreendidas pelos estudantes argentinos, cuja expressão foi uma greve monumental por direito a participar do governo universitário. No Brasil, sob a liderança da UNE, tivemos um movimento semelhante, nas décadas de 1950 e 1960, que culminou com a greve pelo direito de os estudantes participarem dos conselhos das universidades com um terço de representação. Em Alagoas, a radicalização dessa luta levou uma turma inteira da Escola de Serviço Social Padre Anchieta a ser reprovada por se recusar a fazer provas em troca da traição à greve.

Na UFAL, se não se chegou a tamanho heroísmo em defesa da participação dos segmentos universitários – docentes, servidores e discentes – na definição dos que iriam governar a academia, juntamente com a participação de seu governo efetivo, conseguiu-se, da década de 1980 para cá, conquistas bem mais avançadas no campo da chamada “gestão democráticaâ€: a partir de um Congresso Universitário realizado no início da segunda metade dos anos de 1980, não somente eleições diretas para todos os níveis de gestão acadêmica, como reduzimos, na prática, as listas sêxtuplas e depois tríplices – até para chefe de departamento – , das quais apenas um seria ungido pelo gestor máximo. Avançando por meio de embates frontais e escaramuças muito bem urdidas, conquistamos, na prática, a eleição direta, no que pesem estarem ainda em vigor leis que determinam a lista tríplice.

Como a “gestão democrática†não se esgota pelo voto, temos participado na UFAL – com avanços e recuos, segundo vigilância e disposição de participação da comunidade universitária – do governo liderado por quem temos elegido. É dessa prática que se avança do voto à gestão participativa, indo da democracia representativa à democracia direta. Diferentemente do que prega certo pensamento esquerdista – e não saudavelmente de esquerda -, não estou aqui pregando o assembleísmo, que paralisa e faz do gestor um fantoche parvo e sem autoridade. Rousseau que me perdoe, mas, para mim, que venho participando dessa luta desde a greve por um terço, as assembleias são fundamentais para os grandes pactos e para a cobrança de seu cumprimento: no dia-a-dia devemos ser ágeis e proativos, cabendo aqui a co-gestão com a atuação de representantes legitimamente eleitos.

Praguinha

A história do CEDU dá conta da presença de lideranças claramente definidas que, ainda em tempos em que não se prescrevia a necessidade de planos e de avaliação, a construção de projetos pactuados coletivamente e avaliados em instâncias abertas e democráticas, nas quais somente se omitiam aqueles e aquelas que se nutriam pelo discurso carente de ação coerente. Se houve retrocessos recentes, cabe a pergunta de quem foi a responsabilidade pelas omissões, já que os mecanismos da prática democrática permaneceram intactos…

Abordo esse tema porque acabei de presenciar uma série de embates na UFAL para a definição dos dirigentes das suas unidades acadêmicas – Faculdades, Centros e Institutos – para o quadriênio 2010-2014. No Centro de Educação saiu vitoriosa a chapa “CEDU é história & açãoâ€, encabeçada pelos Professores Elton Fireman & Graça Marinho (ver foto dos vitoriosos a seguir).

Vitoriosos2

Foi a chapa que apoiei, porque entendi que eles representam a retomada de um movimento que se confunde com a própria origem do Centro e que expressa a afirmação das lutas por autonomia universitária e por gestão democrática a serviço da sociedade alagoana. É para isso que precisamos de autonomia. Penso ter autoridade para fazer esse discurso, que é congratulatório e que se expressa na mensagem de dois líderes engajados na luta eleitoral do CEDU. Pensando estar autorizado para divulgar a posição tornada pública, via lista de discussão do Centro, transcrevo, a seguir, mensagem do Professor Elton e da Profa. Graça Marinho, líderes da chapa vencedora, e do Professor Tiago Leandro, grande defensor da chapa que não logrou êxito.

Primeiro as palavras do Prof. Elton e da Profa. Graça Marinho:

“Caros Docentes, Técnico-Administrativos e Discentes do CEDU,

Nesta sexta, 27 de novembro, participamos de uma grande festa de democracia no Centro de Educação (CEDU). Este processo garantiu a vitória de nossas propostas para o CEDU – CEDU é História & Ação – período de 2010-2014.

Queremos agradecer a cada companheiro(a) que levantou nossa bandeira durante toda a campanha. Agradecer a você que depositou seu voto e confia no nosso trabalho.

Agradecemos, também, a todos e todas que participaram desse pleito. Acreditamos no coletivo, na união em torno de princípios, na construção de processos participativos, colaborativos e comunicativos.

À Comissão Eleitoral pelo excelente desempenho durante o processo;

Aos nossos companheiros adversários, nas pessoas de Auxiliadora e Nanci, e todos os demais que participaram deste período de demonstração de um processo democrático.

Agradecemos a Deus por este momento e pela vitória conquistada.

Passado este momento, estaremos nos preparando e, desde já, ajudando a construir um CEDU que tem alicerces históricos, e avança com um olhar voltado para a qualidade social na educação pública de Alagoas.

Contamos com cada uma e com cada um de vocês!

Um grande abraço,

Elton Fireman & Graça Marinho

Agora, o que disse o Prof. Tiago:

“Quero agradecer, também, enquanto docente e participante deste processo, a todos que participaram das eleições no CEDU e, votaram na chapa Inovação. Espero que os números das urnas (275 H&A- 50,76%/ 445 INOV 49,24%) sirvam para um momento de avaliação, especificamente de como as coisas são encaminhadas no CEDU e de nossas posturas no processo de participação coletiva; também, principalmente quanto aos alunos da pedagogia e Ed Física. Não podemos ignorar tais votos, ainda que queiram dar interpretações aos mesmos e, ainda que existam, sim, variantes a ser consideradas. Desconsiderar tais números, seria no mínimo subestimar a capacidade intelectual de todos os nossos alunos.

Espero que todos os PROFESSORES – 44 (HISTORIA E AÇÃO) e 37 (INOVAÇÂO) – passem de fato a participar de modo ativo das plenárias de centro e das discussões que envolvem o CEDU. Fico feliz que um grande número de professores, que infelizmente durante o ano de 2009 não apareceram para discutir e deliberar sobre os problemas do CEDU, ainda que tenham sido convocados, tenham aparecido para esse momento democrático, mesmo que algumas pessoas tenham achado que ele não seria necessário.

É importante enfatizar que o sentido de coletivo, também, precisa ser incorporado, não como coletivo de um grupo, mas de todos que fazem o CEDU.

Incentivar estratégias e mecanismos de participação dos alunos, dos professores e dos técnicos deve ser, acredito, a principal prioridade dessa gestão. Transparência, comunicação, descentralização das ações, também, são características que precisarão ser incorporadas na gestão do CEDU. É importante saber que os recursos, salas, regimento, PDI, composição do conselho de centro… tudo que estiver relacionado a vida do CEDU será discutido, dividido, decidido por todos e, que nossos gestores serão cumpridores de nossas demandas.

É bom saber, também, que todos estão com o desejo de, na nova gestão, trabalharem coletivamente, definir e decidir junto com os gestores do CEDU. Esse é o espírito que deveria ter permeado junto à gestão atual.

Estarei presente para ajudar, sugerir, decidir, trabalhar junto com todos os demais membros do CEDU, bem como cobrar TODAS as propostas da chapa História e Ação.

Parabéns a chapa História e Ação, penso que a maior responsabilidade de vocês é resgatar toda a História do CEDU tão evocada durante o processo eleitoral e, torná-la efetiva na gestão de 2010-2014. Contem comigo e todos os demais professores da Inovação para construir o projeto democrático do CEDU.â€

Os dois discursos acima honram a história do CEDU, na qual me reconheço e que espero, com o tempo, seja reconhecida por companheiros e companheiras recém-chegados no CEDU – docentes e estudantes -, que comungam do teor dos dois discursos transcritos.

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Centro de Educação da UFAL vai às urnas

terça-feira, novembro 24th, 2009

CEDUfoto1

O CEDU – como é mais conhecido o Centro de Educação da UFAL vai às urnas na próxima sexta-feira – dia 27 de novembro – para escolher seus dirigentes para o quadriênio 2010-2014. A campanha eleitoral de uma das chapas, infelizmente, não tem conseguido fazer jus à história de verdade e à democracia que sempre pautou as ações desta unidade acadêmica da UFAL… Falo isso especialmente quando escuto essa chapa dizer oficialmente que sua bandeira de luta é a conquista de “uma plenária deliberativaâ€, como se isso fosse uma novidade na vida dos educadores históricos que construíram o CEDU. Não cai bem um discurso que apresenta “salvadores da pátriaâ€, numa postura messiânica e populista que faz da história tábula rasa e busca tirar proveito do desconhecimento de quem, sendo recente na instituição, escuta professores doutores – para quem o fato deveria valer mais do que a versão – dizerem, por exemplo, que “nestes últimos 16 anos nada se fez no Centro de Educação da UFAL†ou que, “se não fosse a candidata a diretora o nosso programa de Pós-Graduação – leia-se Mestrado – já teria fechadoâ€!

Francamente, ainda que se considere, da parte de quem fala coisas desse tipo, as ausências prolongadas do dia-a-dia da instituição ou dos espaços deliberativos que povoaram a história do CEDU, parece o cúmulo da má vontade não reconhecer o trabalho de quem deu anos de sua vida profissional em prol da melhoria da educação em Alagoas… Quem trabalhou para implantar e desenvolver o Mestrado em Educação? As políticas de Educação a Distância foram resultado do esforço de quem mesmo? E o enlace com as organizações da Sociedade Civil? Se o CEDU é hoje respeitado na sociedade alagoana, isso resultou do esforço de quem? E quem lutou para implantar uma prática de gestão democrática no seu cotidiano e, ainda mais, contaminar o restante da Universidade com as práticas de democracia direta? Essas são perguntas que não podem calar e cujas respostas até quem é do reino mineral sabe…

Quando não se falava ainda em Plenária na UFAL – com as decisões sendo todas tomadas por colegiados restritos – que coletivo já estava decidindo com a participação de toda a comunidade universitária? É só perguntar aos mais antigos, mesmo àqueles e àquelas que nunca foram do CEDU. Quem tiver boa vontade e uma conduta compatível com a verdade que se exige de um/a professor/a, perguntando a qualquer integrante da UFAL, terá de repetir o que sempre ouvimos, de docentes, servidores e estudantes: que no CEDU as relações de trabalho e de hierarquia sempre foram diferentes do resto da UFAL! Ao menos pelo tempo em que fui diretor, eu garanto e desafio quem diga o contrário. Claro que não estou falando da rádio corredor, pois toda ausência é atrevida e, frequentemente maledicente!

O que faz a diferença no CEDU resulta de nossa história, que eu solicito não rasgarem em nome de uma disputa cujo resultado precisa ser uma missão de servir e não um pleito para se engrandecer!

CEDUfoto2

Para avivar a memória de alguns e algumas que se pensam guardiões inventores da roda, remeto-os/as ao sítio eletrônico do CEDU (www.cedu.ufal.br), do qual retiro e transcrevo um fragmento de sua história, rica de lutas e de conquistas democráticas:

“Depois de conseguir se reorganizar de fato, nos meados dos anos de 1980, após árdua batalha política, em três departamentos, será no fim dessa década que o TFE, o MTE e o APE, desprendendo-se do CCSA, criarão o CEDU, resultante de um projeto nascido do empenho e do ideal dos que queriam que a educação, no seio da UFAL, continuasse sendo um espaço de formação cada vez mais comprometido com a nova realidade educacional alagoana, através de uma atuação crítica, investigativa, politicamente competente, capaz de manter interlocução com a sociedade e seus dirigentes, e cada vez mais ávida por transpor os muros que frequentemente encastelam a Universidade e tendem a fazê-la alienada do seu tempo e de sua realidade. Por isso, assumimos, desde a primeira hora em que fomos instituídos, como prioridade absoluta, a Educação Pública, e perseguimos, como meta central, a qualificação de nossos quadros. Mercê desse esforço, o CEDU conta hoje (o texto é do início desta década), dentre seus 52 integrantes, com 15 doutores, 6 doutorandos, 16 mestres e 7 mestrandos, perfilando-se entre os Centros da UFAL com maior titulação.

Nesses mais de 12 anos de presença como Centro de Educação, é possível dizer que temos perseguido e, paulatinamente, concretizado nossos projetos: na Graduação, estamos com cerca de 700 alunos fazendo Pedagogia, sem falar dos alunos de todas as licenciaturas por nós atendidas; na Pós-Graduação, com um programa institucionalizado e cerca de 12 cursos ofertados anualmente, além de um projeto de Mestrado em tramitação na CAPES, conquistamos credibilidade na comunidade; na Pesquisa, com quatro linhas de investigação instituídas, uma revista com tiragem regular e 20 alunos de iniciação científica em atividade e cerca de 30 bolsistas; desenvolvemos assessoria técnico-científica junto aos mais diversos setores educacionais que nos têm procurado, assim como formação continuada presencial e a distância, educação ambiental, educação de jovens e adultos para os excluídos, sejam eles moradores da zona urbana, da zona rural ou os sem-terra, além de uma presença forte e atuante no campus de Xingó.
Com muito ainda por fazer nesse 40º aniversário da Ufal, nosso lema continuará sendo ” Ousar para Avançar”, enquanto consolidamos espaços e reafirmamos nossos compromissos, de mente aberta e sempre apostando naqueles que formamos.â€

Esse texto eu escrevi, com o aval dos/as colegas em 2001 e, ainda hoje, integra, como resultado de uma história vivida, a memória do Centro. Dessa data para cá, muitos dos que estão negando nossa história fizeram parte dela. Por acaso se omitiram frente àquilo com que não concordavam? Por que negar o vivido honesta e prazerosamente, desmerecendo o trabalho árduo de colegas apenas para ganhar uma eleição? Não vale a pena! Apostemos na honestidade, essa sim, companheira confiável do/a verdadeiro/a educador/a e da/o pesquisadora sincera/o, cujo estudo se volta para os interesses públicos, mais do que para o engrandecimento do próprio curriculum vitae, trazendo apenas proveito ao brilho da personalidade… Afinal, o CEDU é história & ação…

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A discussão sobre segurança alimentar nas escolas foi um sucesso.

domingo, novembro 8th, 2009

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A Mesa sobre Direito à Alimentação como condição primordial à fruiçãoMesa3 do direito à educação escolar, realizada ontem às 14 horas, foi um perfeito sucesso; com sala lotada (ver fotos de ambos os lados), e um rico debate que rolou até 17 horas: a problemática da educação escolar como um direito público subjetivo, consagrado na Constituição e na LDB, tomou um rumo novo – afinal, como universalizar o ensino, quando o estudo feito em escolas de Maceió e apresentado pela pesquisadora Laudirege, mostra que cerca de 90% dos estudantes da Escola Pública Estadual da capital vivem em situação de insegurança alimentar?

A seguir, mais flagrantes do evento, com as participações deste blogueiro e das Professoras Fátima Machado (UFAL) e Laudirege Fernandes Lima UNEAL), esta última apresentando a pesquisa que resultou em sua tese de mestrado e no livro que se encontra à venda na EDUFAL.

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