Repasso para tod@s @s amig@s de meu blog a notÃcia do que reputo como acontecimento do ano para a Educação de Alagoas. A notÃcia vai tal qual me foi comunicada pela Coordenadora do PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO do CEDU/UFAL:
“CarÃssim@s Colegas do PPGE,
Hoje foi um dia especial para ser comemorado duplamente.
Pela posse da nova gestão do CEDU, tão esperada e pela notÃcia da aprovação do doutorado.
Acho que alguns nomes precisam ser citados explicitamente nesse momento, pela importância que tiveram nessa trajetória de construção do doutorado, que, na verdade, começou na gestão da Auxiliadora em 2006, da qual fui vice, num momento em que nosso programa estava prestes a fechar. Foram momentos bem difÃceis, mas que no final tivemos como resultado a nota 4. Essa nota permitiu que o Luis Paulo e a Neiza pudessem encaminhar o pedido de doutorado. Esse mérito devemos à gestão deles. Eles estão de parabéns pela aposta que fizeram. Na verdade foi uma aposta em nós tod@s, por acreditarem no nosso trabalho.
Eu sempre sou mais cética. Só acredito vendo. E hoje tivemos a resposta concreta de que a CAPES também acredita no nosso trabalho. Por isso quero agradecer de coração à Auxiliadora, ao Luis Paulo e à Neiza. E quero agradecer a cada um de vocês. Sem o trabalho coletivo que o PPGE vem realizando, esse doutorado não teria sido aprovado. Teremos mais desafios pela frente, mas a gente já mostrou que isso é ok. Grande abraço e nos vemos amanhã, Laura.â€
Essa mensagem da Professora Laura Pizzi foi seguida por mais duas que faço questão também de divulgar e depois digo por quê…
Vamos à primeira: “Queridos Colegas, gostaria de parabenizar a cada um e uma de nós que fazemos este Programa e, mesmo distante neste momento, sinto-me parte desta conquista. Sempre acreditei em nosso potencial e em nosso coletivo. Parabéns aos nossos ex e atuais coordenadores que, com vontade e determinação conseguiram mostrar para o CTC da CAPES que estamos no caminho certo. Beijos e muito sucesso!!!! Realmente é um dia para comemorar muittttooooo! Graçaâ€. Essa, como se pode ver, foi da Professora Graça Tavares, primeira Coordenadora do PPGE/CEDU/UFAL.
A que vem a seguir foi de uma professora que chegou no CEDU/UFAL quando o PPGE já estava embalado e soa no mesmo tom da anterior. Vejamos: “Queridos colegas, é com muita alegria que recebo esta notÃcia [da aprovação do Doutorado do PPGE/CEDU/UFAL] na tarde de hoje. Neste duro perÃodo de recuperação de saúde, sei o quanto esta famÃlia “choisie” (escolhida) tem sido um grande ponto de referência para mim. Assim, saber que a luta de todo o grupo, em especial das coordenações, tanto a anterior quanto a atual, além da produção de cada um de nós, dos alunos, dos funcionários culminou com esta vitória, só tenho a dizer a todos: PARABÉNS!!!!!!!!!!!! Agora é mãos à obra para fazermos desse PPGE uma referência neste Estado, nesta região, neste paÃs. Beijos a todos. Anameleaâ€. Como está claro, a autora desse segundo texto é a Professora Anamélea Campos.
Agora, vão as minhas congratulações, juntamente com a leitura que faço dessa vitória: não sei se é por conta dos referenciais da História com que trabalho – da História Cultural – que fazem a leitura dos acontecimentos na chamada “longa duraçãoâ€, mas, enquanto reconheço o papel importante das últimas coordenações para esta nossa vitória, não posso deixar de ressaltar o quanto custou começar, até esse ponto em que chegamos… E de quanto esse inÃcio foi fundamental, inclusive para definir os critérios do que hoje aceitamos e apresentamos à CAPES como expressão de nossos méritos!
Estávamos eu e Graça Tavares ainda fazendo doutorado – na verdade, preparando-nos para irmos, eu para a USP e ela para a UFRJ – quando já se lutava pela criação do PPGE e seu credenciamento… A maioria dos que fazem hoje o programa, mal tinha o seu próprio diploma de mestrado!!! E, nesse sentido, vale apresentar os nomes de CÃcera Justino e Cristina Lyro, dirigentes do CEDU nos inÃcios dos anos de 1990, lutando para tornarem viável o nosso curso de Mestrado… Vencidas pelas muitas impossibilidades concretas que lhes foram apresentadas, passaram o bastão para Ana Moura e MaÃsa Brandão, esta última, sobretudo, que juntamente com os que da casa queriam ver o projeto medrar – refiro-me a Tânia Moura, Lenilda Austrilino, LuÃs Paulo, Antonieta e Laura – conseguiram o apoio do Reitor Fernando Gama para a realização de uma turma especial de doutores sob os auspÃcios da PUC/SP.
Enquanto isso, a direção do CEDU priorizava a captação e formação de novos doutores – tendo ingressado, no contexto dessa polÃtica, Vilma, Sérgio e Calil, ao tempo em que concluÃamos o nosso curso de doutorado Graça Tavares, eu, Ângela, Moisés, Edna, Adriana…ou conquistávamos aliadas, como Sheila Maluf. Desculpe-me se esqueci o nome de alguém que foi operári@ da primeira hora, pois estou citando de memória!
Retornados, Graça Tavares e eu, do Doutorado, em 1996, e frente ao impasse em que se encontravam os que insistiam em ver funcionando o PPGE no CEDU, assim que assumimos a direção do Centro de Educação, ainda nesse ano, convocamos tod@s a prosseguirmos o bom combate. Aqui, quando digo tod@s, estou incluindo até @s que não conseguiram seus diplomas de doutor – alguns, sequer o de mestre -, porque foram @s que ficaram no batente, tocando o CEDU enquanto estudávamos, @s que garantiram nosso afastamento para outros Estados no paÃs e até no exterior!
O reconhecimento, na verdade, cabe até à quel@s que, desacreditando do nosso êxito na luta, buscaram se encaixar nos programas já consolidados da UFAL, um desses que, inclusive, chegou a morrer por inanição… Digo que devemos também a esses, porque mexeram com nossos brios e nos instigaram a mostrarmos quem somos…
Se, na História Cultural, cabem, como fontes, inclusive, fatos particulares somente registrados na memória de quem as viveu ou testemunhou, posso dizer que, nessa descrença de um@ ou outr@ na nossa luta, houve até quem ficasse ressentido comigo, quando eu disse que somente liberaria a criatura para outro programa se a CAPES nos desse um não!
Voltando ao bom combate, sob a liderança de Graça Tavares, sujeitei-me até a ir a Caxambu (leia-se ANPEd) para convencermos nossos representantes de que tÃnhamos disposição e capacidade para a empreitada de abrir um Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu.
Nessa batalha campal contamos com a indispensável cumplicidade de Lourdinha Fávero (ex-orientadora de Graça) e Silvério BaÃa (representante da área no CTC da CAPES), além das luzes que eles nos deram para estruturarmos as áreas de concentração que poderiam configurar nossa produção como coletiva… Assim, com a senha de “juntem-se a nós os que acreditam no projetoâ€, tivemos como testemunha de nossos esforços as salas da Usina Ciências, tão gentilmente cedidas por nossa sempre aliada Tânia Piatti.
Credenciado o programa e iniciado o curso de mestrado em Educação Brasileira, temos sido felizes por contarmos com pares – tanto da primeira, da segunda, quanto da última hora, como diria, plagiando o Evangelho – cujo esforço e cuja competência, na medida do que cabe a cada qual, fizeram o CEDU/UFAL representar, sempre mais o que tem sido desde suas origens: a grande e principal referência acadêmica para a Educação Alagoana! Se isso representa motivo de orgulho, traz para nossas costas ainda mais responsabilidade do que a por nós já assumida com a graduação e o mestrado, a considerar a situação em que se encontra nosso ensino! De qualquer forma, em tempo de Páscoa, Benedicamus Domino!





A Universidade Federal de Alagoas, buscando resgatar os antigos festivais universitários, realizou, de 12 a 14 de novembro passados, mais um Festival de Música Universitária, depois de anos. O festival foi idealizado pela Pró-reitoria Estudantil, por meio da Coordenação de PolÃtica Estudantil. A abertura do I Femufal aconteceu em uma tenda cultural montada ao lado da Biblioteca Central, no Campus A.C. Simões, com uma mesa-rredonda sobre o tema “História dos festivais universitários em Alagoasâ€, com as presenças de Paulo Poeta, Edson Bezerra, Sávio de Almeida e Ênio Lins.
Era final de tarde quando chegamos à lagoa, hora do Angelus para os cristãos, hora da agonia naquele pedaço de cidade, que passou mais um dia na extrema miséria. Em meio ao lixo, GOG entrou rapidamente por entre os barracos da comunidade Sururu de Capote. Andou de um lado para o outro, olhando tudo com seus olhos de Zumbi guerreiro. Na porta de um dos barracos ele molhou com seu olhar, as figuras das franzinas crianças que o rodeavam. Por uns breves momentos pensei vê-lo abatido diante de tanta crueldade. Mas, foi só por uns poucos segundos.
americano. Aos poucos GOG sobrevoou os altos cumes daquelas mentes adolescentes: E aÃ, parceiros? Quem faz hip hop aqui? Envergonhados, eles se encolheram entre murchas risadas. O rapper entregou o seu DVD e pediu: Bota aÃ, minha irmã. Vamos ver a nossa música. O novo som tomou conta do barraco – Brasil com P- “Pesquisa publicada prova, Preferencialmente preto, Pobre, prostituta, pra polÃcia prender. Pare, pense, por quê? Prossigo. Pelas periferias praticam perversidades, Pm’s. Pelos palanques, polÃticos prometem, prometem. Pura palhaçada! Proveito próprio. Praias, programas, piscinas, palmas. Pra periferia? Pânico, pólvora, pa pa pa!… †Com o pequeno microfone de um Karaoquê, o artista, ao vivo, cantava sua própria música – a história daquelas vidas. Tela e realidade se apresentavam no improvisado palco de terra batida.Vi os olhos das crianças reacenderem diante do inusitado. Anunciação. Ali, mais uma vez eu compreendi o significado da hora do Angelus. É verdade, GOG – os aeroportos do Brasil não refletem a nossa diversidade.





do direito à educação escolar, realizada ontem à s 14 horas, foi um perfeito sucesso; com sala lotada (ver fotos de ambos os lados), e um rico debate que rolou até 17 horas: a problemática da educação escolar como um direito público subjetivo, consagrado na Constituição e na LDB, tomou um rumo novo – afinal, como universalizar o ensino, quando o estudo feito em escolas de Maceió e apresentado pela pesquisadora Laudirege, mostra que cerca de 90% dos estudantes da Escola Pública Estadual da capital vivem em situação de insegurança alimentar?
