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Fazendo justiça…

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Belchior2Voltando ao trabalho de autoria do Douglas Apratto e da Carmem Lúcia, denominado “CARTOFILIA ALAGOANAâ€, que será objeto de atenção na BIENAL, no seu primeiro dia de efetivo funcionamento, sem deixar de ressaltar o brilho do trabalho dos autores, seria injustiça não chamar a atenção dos leitores para o excelente ensaio ali presente, no final do livro, intitulado “A INVENÇÃO DA MEMÓRIA POSTALâ€, de autoria de Elysio de Oliveira Belchior, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (RJ), colecionador e grande especialista no assunto.

O mais admirável nesse trabalho inserido no livro de Douglas e Carmem Lúcia é a revalorização de uma tecnologia de ponta – quando surgiu, ainda na primeira metade do Século XIX – para a comunicação rápida e expressiva, que foi o uso dos cartões postais.

Ainda hoje competindo com a instantaneidade do e-mail e até dos chats e twitters – e não estou exagerando, pois basta dar uma olhada nas bancas de revistas – o cartão postal merece ter sua história contada e analisada, e isso o faz Oliveira Belchior para o nosso deleite. É ler para crer…


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Uma revolução silenciosa pode vir do semiárido alagoano!

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Alagoas é o Estado brasileiro com os menores percentuais de matrícula também no Ensino Superior: pouco mais de UFAL_Arapiraca4% dos jovens entre 18 e 14 anos – que é a idade de se ir à universidade nos países tidos como protótipos, em todos os aspectos, para muitos comentaristas de economia e de política – encontra cursando esse nível de ensino. O nosso Estado, desgraçadamente, também é o último na chamada “matrícula brutaâ€, que inclui estudantes de todas as idades e que, aqui, chega a cerca de 8%, quando as metas do PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO prescrevem o montante de 30% a ser alcançado pelo Brasil até 2011, se quisermos ingressar, de fato, na contemporaneidade.

Por outro lado, sabe-se, pelos repetidos Censos Escolares feitos pelo INEP/MEC, que o Ensino Médio alagoano cresceu, do início dos anos de 1990 para cá, a taxas respeitáveis, tornando-se inclusive, majoritariamente público e gratuito. Com todos os limites, evidentemente, como a falta de docentes com formação adequada, irregularidade no funcionamento de todas as disciplinas e coisas de uma rede escolar que não conta com a prioridade efetiva, traduzida em investimento maciço, pelo Poder Público Estadual… Com esse crescimento, estamos tendo uma multidão de jovens – e também de adultos – que somente podem cursar escola superior pública, pelas razões que todos sabemos: baixa renda, necessidade de ingressar no mercado de trabalho…

Quem vem respondendo a esse desafio? A UFAL, com seus novos CAMPI no AGRESTE e no SERTÃO, com cursos antes impensados, como ENGENHARIAS, Agronomia, Arquitetura, Ciência da Computação e Enfermagem… Sem falar nas LICENCIATURAS para formar professores para uma rede escolar que ainda se encontra, em grande parte, com pessoal improvisado, sobretudo no Ensino Médio.
A presença da UNEAL no interior, com sua marca preponderante na importantíssima FORMAÇÃO DE PROFESSORES vem sendo relegada ao último plano no atual governo, a ponto de ter sua existência questionada e ameaçada por alguns, que chegam a perguntar, por exemplo, “por que um curso de Direito no interior do Estado, quando já há tantos?â€

Claro que a pergunta necessária – que seria “tantos para quem, cara pálida?†– fica sem ser explicitada, como se os pobres não tivessem direito de sonhar… Coisas da nova-velha elite alagoana, que já fazia essa pergunta quando Muniz Falcão resolveu criar o Colégio Humberto Mendes em Palmeira, já havendo dois colégios particulares – um de padres e outro de freiras – para servir aos coronéis do agreste e do sertão alagoanos… A UNEAL hoje padece, não por falta de planos, pois os tem desde 2006 e para um período bastante dilatado – mas por falta de decisão política para investir… Isso porque se fala, a toda hora, em um projeto de desenvolvimento sustentável e harmônico para as diversas regiões do Estado! Sem educação da população no nível necessário, de modo a fixá-la na região?

Por isso, viva a UFAL (leia-se Ana Dayse e sua equipe), que pode estar gestando uma onda de renovação nas mentes da nossa gente do interior, e criando as condições de termos emprego e renda dilatados no Agreste e no Semiárido, apesar do governo e das elites alagoanos, que por séculos, freiam o desenvolvimento do Estado. Como? No mínimo, via agricultura familiar, sobre cujo desenvolvimento conversaremos em outra oportunidade.

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