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Moradores dizem que Téo ficará na história

terça-feira, janeiro 12th, 2010

Agência Alagoas

Um marco na história do Clima Bom. Foi a frase que deu o tom de praticamente todos os pronunciamentos feitos durante a visita do governador Teotonio Vilela Filho ao bairro, na manhã desta terça-feira, 12. Uma, porém, arrancou aplausos das dezenas de pessoas que lotaram o espaço de eventos Samyra Festas, localizado no conjunto Rosane Collor, onde o chefe do Executivo foi recebido por líderes comunitários, representantes de associações, de organizações não-governamentais, da igreja, e demais entidades representativas.
O povo presente levou sugestões ao governador, além de realizarem críticas para contribuir com o trabalho do governo do Estado.

“Se alguém escrevesse um livro da história de Alagoas hoje, com certeza o dia 12 de janeiro de 2010 entraria no livro como um momento histórico para nós do Rosane Collorâ€, disse André Luiz dos Santos, funcionário público, que à noite trabalha como garçom, ao falar da presença do governador no bairro.

“Tenho orgulho, governador, de morar na periferia. Só peço ao senhor que a gente da periferia tenha o mesmo tratamento, por parte da polícia, que é dado às pessoas que moram na Ponta Verdeâ€, afirmou, referindo-se às abordagens policiais, e completou: “Não que eu acho ruim. Acho que é necessário para a nossa segurança, mas é preciso tratamento igualâ€.

André Luiz disse que “para que tudo aconteça é preciso investimento em educação, investir em nossos jovens, porque se isso for feito, não adianta colocar 10 mil policiais aqui no Clima Bom. Eles só vão ter o trabalho de prender. É preciso investir em educação,culturaâ€.

Segurança pública, educação, saúde e geração de emprego e renda foram os principais apelos dos moradores da região para melhorar os serviços públicos prestados no bairros.

“Como pai e presidente do Conselho Tutelar, que todos os dias recebe mães desesperadas por causa dos filhos que estão nas drogas, peço ao senhor que olhe para nossas crianças, para nossos jovens, que entram nesse mundo, querem sair mas não conseguem. Falta emprego para os pais e muitas acabam se prostituindo para sobreviverâ€, relatou Ariudo Alves de Souza, que também faz parte da ONG Viva Clima Bom.

Ele mandou seu recado para os poderes constituídos: “É preciso que todos vejam essa questão com muito carinho. A gente só vê abriga por causa de aumento do duodécimo. Por que esses poderes não tiram um centavo para ajudar as crianças que estão na marginalidade?â€,questionou o líder comunitário.

O diretor da Escola Benedita de Castro, Naildo Silva Melo, agradeceu a presença do governador Teotonio Vilela e disse que “a atitude de estar aqui no meio do povo só poderia ser tomada pelos grandes líderes. Só os grandes líderes vão aos seus liderados para ouvir suas queixas e delas fazer sua plataforma de Governoâ€.

A respeito dos problemas da educação, o diretor lembrou que Alagoas está virando uma nova página, pois de acordo com o secretário Rogério Teófilo, um ginásio poliesportivo será construído na escola, além da qualificação profissional para os jovens que concluem o ensino médio será garantida.

O representante da Pastoral da Criança, Valdomiro Pontes, disse que aquele era um marco na história do Clima Bom. “Há 17 anos moro aqui e nunca tinha visto um governador ouvir nossa comunidadeâ€, afirmou. Porém, Pontes pediu ao chefe do Executivo mais segurança para o bairro.

Eliane Lima, diretora da unidade de saúde do bairro, ex-prefeita comunitária, integrante da ONG Bem com a Vida e da Pastoral do Idoso, entregou ao governador uma lista de prioridades para o bairro, que é composto pelos conjuntos Rosane Collor, Colibri, Sombra dos Eucaliptos, Osman Loureiro, Colina dos Eucaliptos II e Luiz Pedo I.

Ela também ressaltou que é a primeira vez, nos 30 anos que mora no bairro, que um governador vai àcomunidade ouvir os moradores. “Eles só aparecem em época de comício, por isso hoje é um momento muito importanteâ€, destacou a diretora.

Cada representante social presente, recebeu uma lista de reivindicações para encaminhar aos órgãos competentes. Na lista, Eliane Lima, assim como muitos, requisitaram serviços como a reforma e ampliação do minepronto socorro Assis Chateaubriand, no Tabuleiro do Martins; construção de um hospital no bairro; entre outros pleitos para melhor abrigar os moradores da região.

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Clima Bom recebe governador nesta 3ª feira

segunda-feira, janeiro 11th, 2010

O bairro do Clima Bom receberá, nesta terça-feira (12), a visita do governador Teotonio Vilela. O chefe do Executivo participa de um café da manhã com lideranças do bairro. O encontro, marcado para as 8h, no espaço de entretenimento Samira Festão, situado no principal corredor de transportes do Conjunto Rosane Collor.

A iniciativa faz parte do projeto Ouvidoria nas Comunidades e tem como objetivo aproximar o Governo da população e saber de suas necessidades. “Queremos ouvir sugestões para encaminhá-las a cada um dos órgãos responsáveisâ€, diz Claudionor Araújo, ouvidor-geral do Estado.

Araújo ressalta também que durante o encontro, os representantes de associações, igreja, escolas, vão apresentar sugestões para que o Estado possa melhorar cada vez mais os serviços públicos oferecidos à população dos bairros da capital.

A primeira localidade beneficiada foi o Village Campestre, onde o governador Teotonio Vilela esteve em novembro de 2009 e anunciou a construção de uma escola, principal reivindicação da comunidade.

Com uma população estimada de 150 mil habitantes, o Clima Bom é considerado um dos bairros mais carentes de Maceió. Integram o bairro os conjuntos Rosane Collor, Colibri, Colina dos Eucaliptos II, Luiz Pedro I, Osman Loureiro e Sombra dos Eucaliptos. Todos deverão estar representados no encontro com o governador.

“Esse é um momento ímpar, quando estaremos sentandos com o governador do Estado para discutir os problemas do bairro e buscar soluçõesâ€, diz Arildo Alves de Souza, conselheiro tutelar e presidente da organização não governamental Viva Clima Bom.

Morador do bairro há 15 anos, ele diz que três problemas serão colocados como prioridade: educação, geração de emprego e renda e segurança pública. “Os jovens concluem o ensino médio e como não têm uma ocupação, não encontram mercado de trabalho. Ociosos, acabam indo parar no mundo das drogas, do crack, o que leva à violência. Eles não têm perspectiva e isso se deve à ausência do poder público em várias áreas, como na cultura, na qualificação para o mercado de trabalhoâ€, afirma o líder comunitário.

Segundo ele, a renda per capita dos trabalhadores do bairro não passa do salário mínimo. “Além disso, a maioria, com idades entre os 19 aos 45 anos, não sabe o que é carteira assinadaâ€, diz Arildo Souza.

O líder comunitário também revela que a evasão escolar é preocupante e diz que existe um projeto para ser implantado ainda esse ano da escola em tempo integral, mas ressalta que só dará certo se houver atrativo para manter o aluno na instituição de ensino.

“É preciso investir na construção de ginásios esportivos, cultura, teatro. Só assim o estudante permanecerá na escolaâ€, diz. Os moradores também cobram a instalação de um posto de saúde, embora reconheçam que essa é atribuição do município.

Fonte: Agência Alagoas

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