Foto: Adailson Calheiros
Alagoas começa a implementar oficialmente a nova filosofia de policiamento comunitário com a instalação das primeiras quatro bases na capital, que vão funcionar até o final do ano no Benedito Bentes, Clima bom, Jacintinho e no Vergel.
A Secretaria de Estado da Defesa Social já autorizou a ordem de serviço para a construção das bases, que no total contarão com o trabalho de 50 militares e apoio de quatro veÃculos e oito motocicletas.
Atualmente, o policiamento comunitário vem funcionando em caráter experimental no Conjunto Selma Bandeira e no bairro do Clima. A experiência será levada também no inÃcio de agosto ao Conjunto Cidade Sorriso II, no Benedito Bentes, a partir de uma parceria da PM com a Guarda Municipal.
Cada base comunitária contará com um veÃculo, duas motocicletas e um efetivo de 17 militares. Segundo o coordenador estadual de PolÃcia Comunitária, major Fernando Pacheco, as obras de construção das bases deverão ser concluÃdas no prazo de 120 dias, após a assinatura da ordem de serviço.
Até novembro, os militares recrutados para atuar no projeto serão treinados por meio dos cursos de Operadores (soldados) e Gestores de PolÃcia Comunitária (cabos e sargentos). “Essa capacitação será promovida pela Defesa Social com o apoio do Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública)â€, disse.
Para o coordenador, a nova filosofia está baseada na integração com a comunidade, visando a prevenção da violência e da criminalidade. “O policiamento comunitário compreende ações preventivas e sociais, a partir de um trabalho em que as pessoas passem a se conhecer e manter uma relação de amizade, confiança e respeito, buscando juntos soluções criativas para os problemas que afligem a comunidadeâ€, ressalta.
Segundo Pacheco, a própria polÃcia passa a ser intermediária no encaminhamento das demandas sociais de cada comunidade, cobrando dos órgãos competentes ações mais diretas de polÃticas públicas, como forma de prevenção à criminalidade.
Investimentos
Para garantir a implementação do projeto, a Defesa Social vem investindo na área de capacitação dos militares, disseminando o novo conceito de PolÃcia Comunitária por todo o Estado. Mensalmente, são ministrados cursos de multiplicadores e promotores de polÃcia comunitária destinados aos operadores de segurança pública e lideranças comunitárias.
“Esse modelo é, comprovadamente, uma alternativa viável para reverter o quadro de violência vivido nos tempos atuaisâ€, atesta o secretário Paulo Rubim, apontando a redução drástica do Ãndice de violência registrada no Conjunto Selma Bandeira. Nos onze meses de funcionamento experimental, foram registrados apenas naquela localidade três assassinatos e duas tentativas de homicÃdios.
Na opinião do secretário, ao fixar o policial no bairro a nova filosofia busca estabelecer sólida relação com a comunidade e leva a população a participar do processo de prevenção ao crime. Além da aquisição de veÃculos e motocicletas para o trabalho das bases comunitárias, a Defesa Social disponibilizou recursos da ordem de R$ 700 mil para a compra de computadores e equipamentos como mesas, cadeiras e ar condicionado.
Comente Agora