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Troco a Fernando Henrique

sábado, novembro 7th, 2009

renato rabelo PCdoBO presidente do PCdoB, Renato Rabelo, disse ontem que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso demonstrou estar desesperado ao atacar o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em artigo publicado no jornal “O Estado de S. Paulo” no domingo (01). “FHC está desesperado, ele procura dar ares de teórico para convencer a quem?”, afirmou Rabelo, em discurso na abertura do 12º Congresso do PCdoB, na capital paulista. Ele acusou ainda Fernando Henrique de usar uma “sociologia de araque” para criticar Lula. A platéia de cerca de 800 pessoas aplaudiu. Lula e a chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à sucessão no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, assistiam ao discurso.

Rabelo citou trechos do artigo de FHC em tom irônico, provocando risos no público. “Esta é a mesma gente que criminaliza os movimentos sociais e diz que nos submetemos à Bolívia e ao Paraguai. Eles é que se submetem às grandes potências”, disse. “Fernando Henrique está desesperado e, como dizem na Bahia, necessitado”, completou. Dilma riu com a provocação. O presidente do PCdoB disse ainda que a eleição presidencial de 2010 será polarizada em torno da candidatura apoiada por Lula e pela apoiada por FHC. Ao ser citada, a ministra-chefe recebeu uma salva de aplausos e acenou para a plateia. Para Rabelo, a polarização favorece Lula. Acompanham Lula ao evento do PCdoB oito ministros. A possível candidata do PT está vestida com um terno vermelho da cabeça aos pés.

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FHC ataca 'inércia da oposição' e governo Lula

sexta-feira, novembro 6th, 2009

Na contramão do que defendem setores do PSDB, que querem evitar a comparação entre o governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva e os oito anos de gestão tucana na Presidência da República, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou ontem a “inércia da oposição” e voltou a lançar ceticismo sobre o futuro do País nas mãos da administração petista. Três dias após a publicação de artigo no jornal O Estado de S. Paulo, no qual usou expressões como “subperonismo” e “autoritarismo popular” para classificar a atual gestão, FHC traçou ontem um diagnóstico duro sobre o governo Lula.
“Escrevi esse artigo, não é a primeira vez que digo isso. Eu pus tudo junto. Sinto que há um risco de desfazer o que a gente pensou que já estivesse consolidado. É preciso estar atento a esse risco”, afirmou ontem o tucano, durante encontro em que discutiu a conjuntura econômica com especialistas ligados ao PSDB, no Instituto FHC, em São Paulo.

No artigo, o ex-presidente afirmou que, “se Dilma ganhar as eleições, sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão”.

Durante os debates de ontem, Fernando Henrique disse ser necessário “politizar” os números sobre crescimento, porque “as estatísticas enganam muito”. “A linguagem política é a que estou fazendo aqui. O número vazio não diz nada. Temos de politizar o número. Cresceu 5%, mas cresceu sobre zero”, afirmou em referência às expectativas de crescimento em 2010 e 2009, respectivamente. Usando um discurso comparativo, o tucano disse ainda que na sua gestão a economia cresceu acima da média mundial e agora cresce abaixo.

Ao comentar o que chamou de inércia da oposição e da sociedade, FHC disse “que todo mundo fica com medo de falar contra”. O próprio tucano comentou que se expõe muito. “Me exponho além dos limites da minha prudência”, disse. “Poderia ficar em casa.”
Na esteira das discussões no Congresso sobre os recursos do pré-sal, FHC aproveitou para dizer que esse é um debate em torno de recursos que ainda “não existem”. “Estamos desfocados porque o governo desfocou por questões políticas”, disse.

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