Contribuintes da Prefeitura de Maceió que optaram por antecipar o pagamento do IPTU, nesta sexta-feira, pagando a cota única para se beneficiar de desconto maior, passaram por enorme vexame, castigo e humilhação nas infindáveis filas do Banco do Brasil.
Os carnês que os contribuintes receberam em suas residências indicavam que a única opção para pagamento da cota única, até o dia 26, com valores acima de R$ 1.000,00, eram as agências do Banco do Brasil. Esse esquema mínimo de atendimento aos contribuintes atende a um convênio de número 0097498 do BB com a Prefeitura. O resultado disso é que milhares de pessoas se deslocaram para as agências do Banco do Brasil, mas a instituição bancária não montou nenhum esquema especial de atendimento e o as consequências foram as piores.
Uma contribuinte, residente no bairro da Serraria, exibiu a nossa reportagem a senha que ela pegou no BB, agência Gruta de Lourdes, na hora em que chegou e o documento autenticado. Ela pegou o número C747 exatamente às 12..39 horas e só conseguiu ser atendida Às 15.34 horas, conforme consta da autenticação da máquina registradora da agência. Dos 6 caixas de que a agência dispõe, apenas três funcionaram, mesmo assim, 1 para atendimentos especiais e os outros dois para atendimentos convencionais.
Essa contribuinte ficou nada menos do que 3 horas para conseguir pagar o seu IPTU, mesmo existindo legislação aplicável aos bancos, sob fiscalização da Prefeitura, de que ninguém pode passar mais de 30 minutos em fila de espera. Ou seja, para beneficiar a Prefeitura, que está se valendo de uma antecipação do imposto, sofreu desgaste, humilhação, estresse insuportável, quando tudo poderia ter sido evitado se a Secretaria de Finanças Prefeitura tivesse o mínimo de organização e o seu parceiro, Banco do Brasil tivesse capacidade para atender à enorme demanda.
Para surpresa dos contribuintes que viveram o inferno na sexta-feira, no sábado os jornais trazem a informação de que a Prefeitura decidiu prorrogar o pagamento do IPTU, com os mesmos descontos, até o dia 12 de março. A alegação é que muitos contribuintes não receberam seus carnês. Ora, se a Secretaria de Finanças tinha essa informação, por que não resolveu prorrogar o pagamento ainda na quinta-feira, para evitar a humilhação imposta aos seus próprios contribuintes?



