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Procon Movél faz atendimento no Pátio Maceió

quarta-feira, dezembro 1st, 2010

A partir desta quinta-feira (2), o Procon/AL, órgão vinculado a Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, disponibiliza o ônibus do Procon Móvel no estacionamento do Shopping Pátio Maceió, localizado no Tabuleiro dos Martins.

Na unidade, membros do Procon vão orientar consumidores e lojistas nas compras de final de ano, além de receber também reclamações de abusos ou simplesmente esclarecimentos sobre os direitos do consumidor. Materiais educativos serão distribuídos para alertar a população.

O Procon Móvel permanece no estacionamento do shopping até o sábado, 4. Os atendimentos acontecem das 14h às 20h. “Estamos levando orientação e apoio ao consumidor neste momento de alto consumo”, disse o superintendente do Procon/AL, Rodrigo Cunha.

Na próxima semana, o ônibus estará no Maceió Shopping, situado no bairro de Mangabeiras.

Fonte: Agência Alagoas

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Procon orienta sobre uso correto do 13º salário

quarta-feira, novembro 24th, 2010

Está chegando mais um fim de ano, é neste período de festas que as pessoas aproveitam para gastar mais. E pensando nisso, o Procon/AL, órgão vinculado a Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, alerta aos alagoanos como usar da melhor forma o 13º salário.

A principal dica do órgão é planejar os gastos. De acordo com dados da Federação do Comércio de Alagoas (Fecomércio/AL) ouve um aumento de 3% no endividamento em Maceió do mês de outubro para novembro.

De acordo com o Procon, com o 13º em mãos, as pessoas devem dar prioridade as dívidas, principalmente, aquelas de juros mais altos, como: cartão de crédito e cheque especial. O superintendente do Procon/AL, Rodrigo Cunha, sugere que a prudência é o melhor remédio. “Sanado este problema, o segundo passo é pesquisar os preços para compras de fim de ano”, disse.

Outro fator importante está relacionado às formas de pagamento. Em compras à vista, o consumidor tem o poder de barganha. “Atenção, para as compras a prazo, muitas lojas trabalham com financeiras que encarecem os produtos. Não aceite acréscimo na hora de pagar com cartão de crédito sem parcelamento, pois deve ser considerado o mesmo preço de à vista”, adverte o superintendente.

O Procon/AL também alerta para que em toda e qualquer compra, sempre exija a nota fiscal, ela é indispensável para garantir os seus direitos de consumidor. Verifique com cuidado se o produto que você está adquirindo está em perfeito estado. Estas precauções evitarão futuros problemas.

Antes de comprar, faça uma pesquisa de preços, utilize os folhetos de promoção das lojas e veja a qualidade do produto, pois nem sempre o mais barato é o melhor. O órgão sempre disponibiliza no site www.procon.al.gov.br pesquisas de preços de diversos produtos.

Fonte: Agência Alagoas

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Preço de remédio varia até 1.400%

terça-feira, fevereiro 9th, 2010

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (9) pela Fundação Procon revela que a diferença de preços entre um mesmo medicamento na cidade de São Paulo pode superar 1.400%.

A primeira pesquisa do gênero realizada pelo órgão entre os dia 19 de 21 de janeiro envolveu 103 medicamentos em 15 unidades de drogarias das cinco regiões da cidade (norte, sul, leste, oeste e centro). Os remédios selecionados para a pesquisa foram determinados pela Secretaria Estadual de Saúde.

A maior diferença de preços (1.415%) foi verificada na caixa com 25 comprimidos do medicamento Hidantal (fenitoína), um anticonvulsivo. O menor preço foi de R$ 0,40 (para o genérico) e o maior, R$ 6,06 (para o medicamento referência).

A caixa com 20 comprimidos do antiinflamatório Voltaren (diclofenaco sódico) custou R$ 1,89 em um estabelecimento do centro da cidade e R$ 20,12 em uma farmácia da região oeste (diferença de 964%), segundo a pesquisa.

Outra grande diferença apontada pelo Procon foi a do Tylenol (paracetamol), usado para dores e febre. O vidro com 15 ml do genérico custou R$ 1,49 e o do medicamento referência, R$14,59 (diferença de 879%).

Procurada pelo G1, a assessoria da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) informou que o presidente da entidade deve se manifestar sobre o assunto nesta terça.

De acordo com a Fundação Procon, vinculada à Secretaria Estadual da Justiça, o levantamento mostra a importância da pesquisa de preços entre os estabelecimentos antes de o consumidor efetivar a compra.

“Os valores dos produtos podem ter variações consideráveis de um estabelecimento para outro, inclusive por ocasião de descontos especiais e promoções”, segundo o órgão.

A pesquisa mostra ainda que os genéricos são, em geral, mais baratos. “Mas é bom lembrar que mesmo um genérico pode apresentar preços diferentes”, diz o Procon em nota.

O secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, disse que a população não deve “temer” a grande diferença de preços entre os genéricos e os medicamentos referência.

“O genérico só é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se for idêntico. O consumidor deve consumir sempre o genérico. E existe o similar, que pode ser um pouco diferente. Não podemos recomendar que use similar, mas devemos recomendar o genérico”, afirmou.

Segundo o secretário, o governo do Estado tem uma resolução que determina aos médicos da rede pública que receitem os remédios apenas pelo princípio ativo e não utilizem nas receitas o nome comercial de medicamentos.

De acordo com o secretário estadual de Justiça e Cidadania, Luiz Antonio Guimarães Marrey, “o consumidor pode ficar desconfiado pela diferença de preço, mas é nosso papel reiterar que o importante é que [o medicamento genérico] seja do mesmo princípio e pode comprar sem receio”.

O secretário Marrey disse ainda esperar que os médicos não prescrevam os remédios pela marca, simplesmente por influência dos laboratórios.

“Esperamos que os médicos jamais se ponham ao serviço vil de serem influenciados pelos laboratórios”, declarou.

Segundo Marrey, a pesquisa feita pela Fundação Procon na capital poderá ser ampliada para outras regiões do Estado. O levantamento será bimestral e ficará disponível no site da Fundação Procon.

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Procon divulga pesquisa de preços

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Com a aproximação do carnaval as pessoas já preparam para entrar na folia. Neste período a animação é geral. As vitrines das lojas ficam coloridas para atrair os clientes, as marchinhas carnavalescas são ouvidas por todos os lados e agências de turismo promovem pacotes turísticos para a data tão esperada do ano. Diante de tantos atrativos o Procon/AL alertar o consumidor para tomar alguns cuidados.

Espuma artificial, buzinas, spray colorido, preservativos são alguns dos acessórios mais comercializados nesta época, porém é importante utilizá-los de forma adequada para não causar danos à saúde. Portanto, deve se verificar as instruções corretas, validade, origem, identificação do fabricante ou importador, e o selo do Inmetro. Em relação aos preservativos, observar também se a embalagem está em boas condições.

Para aqueles foliões que preferem viajar, é necessário tomar alguns procedimentos para evitar problemas. “Na hora de escolher um pacote turístico é bom checar se a empresa é idônea no mercado, se o serviço que está oferecendo é compatível com o que se paga e desconfiar de preços baixos. Desta maneira o consumidor fica mais protegido para curtir um carnaval com muita alegria”, ressalta o superintendente do Procon/AL, Rodrigo Cunha.

Pesquisa de preços – Pensando em uma melhor comodidade para os consumidores alagoanos, o Procon/AL realizou, de 1º a 3 de fevereiro, uma pesquisa de preços sobre produtos para o carnaval. Foram visitados 15 estabelecimentos comerciais em Maceió e analisados mais de 100 itens, entre eles: bebidas, fantasias, produtos descartáveis e de lazer, acessórios e filtro solar.

No setor de bebidas a pesquisa constatou que a cerveja teve uma alteração de preço insignificante em relação ao ano passado. Porém, a tipo long neck os valores oscilam de R$ 1,15 a R$ 2,25. Este mesmo produto em 2009, custava entre R$ 1,23 a R$ 1,69, quase 70% a menos de diferenciação que nesse ano.

Para quem gosta de entrar na folia a fantasia é uma ótima opção. Mas é bom ficar atento aos preços e a qualidade do produto. Confira os exemplos: o caso da fantasia borboleta que pode ser encontrada de R$ 12,90 até R$ 65,00; ou a fantasia do homem aranha varia de R$ 30,00 a R$ 84,90.

Já nos artigos descartáveis e de lazer, os copos de 200 ml, pacote com 100, estão entre R$ 1,48 a R$ 3,97, uma diferença de 168,24%. Mas a piscina de 1.000 litros quase não houve diferença entre os estabelecimentos. Em relação aos acessórios indispensáveis aos foliões a serpentina é a mais tradicional, variando de R$ 2,49 a R$ 3,99.

Os que preferem passar o carnaval na praia não podem deixar de cuidar da pele. O filtro solar, dependendo da marca e fator, vai custar entre R$ 14,99 a R$ 51,98. “Vale ressaltar que os preços dos produtos similares dependem da marca e da qualidade. A pesquisa ela mostra um referencial, além de facilitar a procura do consumidor, poupando tempo e dinheiro”, finaliza o dirigente do órgão.

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As perspectivas do direito do consumidor

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

consumidor 002Rizzatto Nunes

Neste ano de 2010 será comemorado os 20 anos da edição do Código de Defesa do Consumidor (CDC-Lei 8078 de 11-9-1990). Uma lei que pegou, conforme se costuma dizer. Um verdadeiro estatuto do cidadão-consumidor, característica esta típica das pessoas que vivem na sociedade capitalista contemporânea a partir de meados do século XX.

Infelizmente, grande parte dos fornecedores, isto é, dos empresários que exploram a atividade econômica em todas as suas vertentes, ainda não perceberam os benefícios do cumprimento da lei e do respeito aos seus clientes consumidores em parte porque não precisam (os que atuam em monopólios, oligopólios e outras formas de associação), em parte porque ainda não foram punidos exemplarmente e em parte por puro desconhecimento das vantagens competitivas que seriam geradas pelo respeito às normas de proteção ao consumidor. Repito o que aqui já disse mais de uma vez: o CDC não é contra nenhum empresário; ele apenas protege o pólo fraco da relação como não poderia deixar de ser. O respeito às suas determinações é favorável à produção e ao desenvolvimento.

Às vezes, quando ouvimos alguns empresários falando ou assistimos a seus anúncios publicitários e campanhas comerciais, somos levados a acreditar que os consumidores estão sendo por eles beneficiados. Todavia, na maior parte das vezes, trata-se de um engodo, pois não são muitos os casos de preocupação e respeito aos direitos dos consumidores.

Lembro que, certa vez li entrevista dada pelo presidente de uma grande corporação internacional do ramo de alimentos, uma das líderes do setor no Brasil. Dentre vários aspectos de auto-enaltecimento da empresa que dirige, o empresário ressaltava o orgulho que tinha ao afirmar que ela funcionava com rígidos controles de qualidade no que dizia respeito à preservação da natureza, em especial no cuidado com a água e que sua empresa desenvolvia vários projetos sociais de que tanto o Brasil precisa.
Fiquei feliz, afinal trata-se de uma empresa estrangeira explorando o mercado brasileiro e preservando nossa natureza, nossas águas e, ainda por cima, colaborando com a população brasileira em projetos sociais. No entanto, para minha decepção, no mesmo dia, lendo uma notícia de que o Ministério da Justiça havia autuado várias empresas pela prática de “maquiagem” de produtos, vi que uma delas era exatamente aquela presidida pelo entrevistado. (Como se sabe, a chamada maquiagem de produtos é uma prática abusiva que consiste na modificação da quantidade do produto em embalagens conhecidas, sem o prévio, amplo e ostensivo aviso aos consumidores. Na oportunidade foram autuadas empresas que modificaram embalagens de biscoito de 240 para 180 gramas, de “wafer” recheado de 160 para 140 gramas, de rosquinhas de 500 para 400 gramas etc).

Esse modo de atuação no mercado é base de um tipo de marketing muito praticado: uma estratégia para dar uma aparência de respeito ao direito e às pessoas, quando, na verdade as práticas continuam sendo as mesmas de obter lucro a qualquer preço e enganando os clientes.

É por isso que os consumeristas têm defendido que o mercado de consumo precisa ser mais diretamente controlado pelo Estado, posto que se deixado à própria sorte os abusos contra os consumidores existirão sempre em grandes quantidades. Aliás, a crise financeira internacional de 2008 demonstrou como é perigoso para toda a sociedade (mundial!) deixar que os próprios operadores criem as regras de trabalho. O capitalismo contemporâneo exige vigilância sobre os procedimentos e observância estrita do cumprimento das normas já existentes.

Não é possível mais acreditar que o mercado de consumo resolve suas questões por conta própria, como se houvesse uma espécie de “lei” natural que fosse capaz de corrigir os excessos e as faltas. A verdadeira lei de mercado é aquela que aparece estampada nos jornais de negócios e nas manchetes dos grandes jornais e revistas: o empresário moderno e as grandes corporações que ele dirige quer, cada vez mais e sempre, faturar mais alto, nem que para isso ele tenha que eliminar postos de trabalho, baixar salários, eliminar benefícios e piorar a qualidade de seus produtos e serviços ou, como no caso da “maquiagem”, manter a qualidade, mas alterar a embalagem para, iludindo o consumidor, aumentar sua receita.

Além disso, com o fenômeno da chamada globalização, o quadro piorou. Por conta da abertura do mercado de vários países, do incremento da tecnologia e das comunicações, da melhora das condições de distribuição etc, as grandes corporações acabaram por mudar seus pólos de produção para locais que ainda não tinham – nem tem — tradição de produção de qualidade. Essas empresas foram buscar maiores lucros, pagando menores salários e produzindo bens de consumo de pior qualidade. Para lucrar mais, o empresário acaba correndo maior risco de oferecer piores produtos e serviços ao consumidor.

E, com as fusões de empresas da área financeira, de seguros, comercial, industrial etc o panorama é ainda mais desanimador, uma vez que as fusões eliminam não só postos de trabalho, gerando desempregado em larga escala (eliminando consumidores – talvez um tiro no próprio pé), mas também a diminuição da oferta ao consumidor. As fusões põem fim à possibilidade de existência da concorrência, criando oligopólios poderosos e gananciosos com a drástica redução da oferta: o consumidor vai aos poucos tendo reduzida sua possibilidade de trocar de fornecedor, o que sempre foi um eficaz elemento de proteção.

Os consumidores certamente não estão satisfeitos. Não deve existir ninguém neste país que não tenha sido ludibriado, que não tenha perdido dinheiro com produtos e serviços viciados e defeituosos. São pessoas ávidas por serem bem atendidas e por receberem produtos e serviços de qualidade e que, mesmo se apresentarem defeitos, que os mesmos sejam corrigidos rapidamente. É um enorme mercado a ser explorado. Está mais do que na hora de se aprender a obter lucro tratando bem e respeitando o consumidor (ressalvo, evidentemente, o caso de alguns empresários que já fazem isso).

Rizzatto Nunes é mestre e doutor em Filosofia do Direito e livre-docente em Direito do Consumidor pela PUC/SP. É desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autor de diversos livros, lançou recentemente “Superdicas para comprar bem e defender seus direitos de consumidor” (Editora Saraiva) e o romance “O abismo” (Editora da Praça).

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