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Preços de medicamentos variam até 296%

quinta-feira, agosto 5th, 2010

Os preços dos medicamentos apresentaram variação de até 295,92% entre os genéricos e de até 91,69% entre os de referência no levantamento realizado pelo Procon-SP entre os dias 30 de julho e 1º deste mês na capital paulista.

De acordo com a pesquisa do órgão estadual vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, os preços dos genéricos são, em média, 52,88% mais baixos do que os de referência com a mesma apresentação. O levantamento englobou 15 farmácias e drogarias distribuídas pelas cinco regiões da cidade e 52 medicamentos.

As drogarias e farmácias devem etiquetar o remédio com o preço de venda, não podendo ultrapassar o PMC (Preço Máximo ao Consumidor) calculado de acordo com a resolução nº 2, de março deste ano, da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

Os técnicos do Procon-SP destacam que, em algumas drogarias de rede, há políticas comerciais diferentes para cada canal de venda (loja, telefone, site) e há empresas que são regidas pelo sistema de franquia, não havendo uma política única de preços entre os franqueados.

As maiores diferenças entre os medicamentos

Genéricos: 295,92%
Medicamento: Dipirona Sódica
Apresentação: 500 mg/ml, em gotas 10 ml
Maior preço: R$ 3,88
Menor preço: R$ 0,98
Diferença em valor absoluto: R$ 2,90

Referência: 91,69%
Medicamento: Dexason (Acetato de Dexametasona) Teuto
Apresentação: 1 mg/g — creme dermatológico
Maior preço: R$ 8,07
Menor preço: R$ 4,21
Diferença em valor absoluto: R$ 3,86

Fonte: Folha.com

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Consumidor deve ficar atento nos preços

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

Embora o verão só comece no próximo dia 21, alguns produtos e serviços já acumulam alta superior à inflação média dos últimos 12 meses encerrados em novembro deste ano, de 4,23%, refletindo antecipadamente o aumento da temperatura, que, em algumas regiões, foi de 5 graus centígrados acima do previsto. É o que revela pesquisa divulgada hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O economista André Braz, responsável pelo estudo, alertou que o consumidor deve ficar atento e procurar as melhores opções para gastar o seu dinheiro. Esclareceu ainda que a pesquisa apurou um aumento médio, o que não significa que todos os produtos e serviços tiveram aumento de preço.

“Na medida em que o consumidor procura no varejo produtos a um preço mais competitivo e com qualidade, privilegiando aqueles que são mais baratos, ele está fazendo a sua parte e contribuindo até para que não haja espaço para tanto aumentoâ€, afirmou Braz.

O mesmo procedimento deve ocorrer na parte de serviços. O consumidor deve estar atento para aqueles que oferecem as melhores condições com menores preços. “Fazendo esse exercício, o consumidor valoriza a sua renda e também, impede aumento de preços abusivosâ€, disse Braz em entrevista à Agência Brasil.

Teatro, chope ou cerveja e refrigerantes diet e light lideraram os aumentos acima da inflação em 12 meses, com altas de 9,90%, 9,69% e 9,17%, respectivamente. Segundo Braz, a crise financeira criou um certo desestímulo para consumir por parte de algumas famílias. Ao mesmo tempo, aqueles que conseguiram manter seus empregos na época da crise acumularam ganhos reais em seus salários, o que impulsionou o consumo.

Em contrapartida, o item passagem aérea foi o que mostrou a maior deflação no período (-29,57%), entre os 32 produtos e serviços pesquisados. Na avaliação do economista, a queda se deve, em grande parte, à crise financeira, que desestimulou a compra de pacotes turísticos. “Foi o que se abateu nas férias do verão passado, devido à insegurança sobre o rumo que a economia brasileira tomaria diante da criseâ€.

A situação deste ano é inversa, destacou Braz. “A sociedade, em geral, já percebeu que o efeito da crise foi relativamente pequeno na economia brasileira. Há uma expectativa de crescimento da economia para o ano que vem entre 4,5% a 5% para os mais conservadores, e a sociedade se sente mais confortável para consumirâ€.

Ele acredita que as passagens aéreas devem voltar a subir rapidamente, como mostram os preços captados em novembro e início de dezembro. “Essa taxa muito baixa tem dias contados. Vai sinalizar aceleração pela demanda crescente este anoâ€.

A lista revela ainda que refrigeradores e freezers e aparelhos de ar-condicionado estão entre os que tiveram as maiores quedas de preço no período, com média de -6,82% e -6,03%, respectivamente. O economista da FGV explicou, porém, que a retração do preço do aparelho de ar-condicionado não reflete aquecimento da demanda, o que deverá ocorrer somente agora, com o aumento da temperatura. “Antes desse período, quando a temperatura andou amena, não havia demanda aquecida por ar condicionado. E é natural o preço dele cair no invernoâ€. A perspectiva a partir de agora é de elevação dos preços.

Em relação aos refrigeradores, ele disse que a queda está relacionada ao incentivo dado pelo governo com a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para produtos da linha branca. Com a limitação agora do incentivo apenas para aparelhos que economizam energia, Braz disse que a tendência, ao longo de 2010, é que a taxa negativa se inverta para números positivos.

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