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Consumo de alimentos refinados causa obesidade

terça-feira, setembro 14th, 2010

Sempre que veiculamos as gigantescas cifras de obesidade no mundo, nós procuramos entender o que vem acontecendo com a nossa dieta para justificar números tão alarmantes. Independente da condição sócio cultural dos povos, o fenômeno da obesidade não poupa nenhum deles. Logo, deve estar havendo mudanças globais comuns que escapam ao olhar aguçado dos pesquisadores e estimulam o processo de ganho de peso em todo o mundo.

Já é consenso o conhecimento de que o sedentarismo da sociedade moderna seja um dos mais importantes fatores causais da obesidade. Crianças e adultos caminham menos e encontram nos botões dos controles remotos das novas tecnologias a solução de todos os seus afazeres. Crianças brincam mais com o cérebro e menos com braços e pernas, donas de casa nunca conseguiram tantas facilidades em seus afazeres, nas grandes indústrias, a robotização transformou o trabalho dos operários em atividades mais leves. Os executivos saem de um assento para outro, do escritório para o carro e desse para o sofá de suas casas e tem um gasto calórico diurno praticamente igual ao noturno. Isso tudo é sabido, mas não justifica a obesidade mundial.

Quando analisamos as mudanças nos hábitos alimentares da sociedade moderna que podem estar relacionadas ao avanço da obesidade, nós elegemos dois grandes vilões. O açúcar e a gordura. Justamente os dois mais saborosos componentes do nosso cardápio. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o açúcar de adição não ultrapasse 10% das calorias de uma refeição. Apesar disso, nos Estados Unidos as crianças consomem o dobro dessas recomendações. Os refrigerantes são os maiores contribuintes individuais dessa ingestão.

O açúcar, incorporado na maioria dos alimentos industrializados, leva a um consumo expressivamente alto desse ingrediente, causando um aumento das calorias das dietas com um poder de saciedade muito pequeno. O resultado dessa equação é sempre muito amargo e um dos responsáveis pela epidemia de obesidade e diabetes em todo o mundo, principalmente entre crianças e adolescentes. Mesmo assim ainda não se justifica a obesidade mundial.

O nutriente mais criticado como o grande vilão da obesidade é sem dúvida as gorduras. Conhecemos bem todas elas. Gorduras boas e más não escapam da fama de engordativas. Porém os estudos indicam que o nosso consumo de gordura não tem sofrido mudanças significativas ao longo das ultimas décadas. Isso foi demonstrado recentemente em dois estudos epidemiológicos de grande porte, onde o consumo de gordura das dietas não foi associado ao sobrepeso e obesidade, nem com adiposidade corporal analisada através da pregas cutâneas. Dessa forma, as gorduras da dieta também não justificam a obesidade mundial.

Um fato que vem chamando a atenção dos estudiosos da obesidade é o progressivo refino dos alimentos consumidos em todo o mundo. Farinhas de trigo e arroz aparecem nos cardápios totalmente beneficiados e desprovidos de seus resíduos fibrosos. A questão é que esses são os ingredientes básicos da maior parte dos alimentos que adquirimos todos os meses nos supermercados. Estamos nos referindo às bolachas, massas, tortas, pizzas, pães e sopas. Associada a isso, a redução do consumo de frutas e vegetais impõe à dieta moderna o consumo de fibras próximo de zero. Isso pode revelar o potencial deletério do baixo consumo de fibras das dietas modernas em causar sobrepeso e obesidade, com impacto superior aquele imposto pelas gorduras e açúcar. 

“Os alimentos industrializados refinados vêm aumentando. Associados a isso, a redução do consumo de frutas e vegetais que impõe à dieta moderna o consumo de fibras próximos de zero”

Por que precisamos das fibras?

As fibras da dieta podem facilitar o controle do peso através de vários mecanismos. Primeiro, porque os alimentos ricos em fibras são mais sacietógenos e menos calóricos levando ao consumo de menor volume de alimentos e de calorias. Segundo, as fibras da dieta, principalmente as solúveis, podem aumentar a viscosidade das mesmas e tornar mais lenta a digestão, aumentando assim a secreção de hormônios relacionados à saciedade. Terceiro, as fibras da dieta podem impor uma barreira mecânica à digestão enzimática dos demais macronutrientes como as gorduras e amido no intestino delgado. Finalmente, com a maior lentidão imposta pelas fibras à absorção dos carboidratos, pode haver menor elevação da glicemia que ocorre após as refeições, assim como uma redução nas taxas de colesterol.

Vários estudos epidemiológicos têm demonstrado uma relação inversa entre o teor de fibras na dieta e o ganho de peso. Apesar do desenho de tais estudos não permitir a conclusão de casualidade da associação repetidamente demonstrada por eles, muitos países têm investido em mudanças no estilo de vida dos povos e um dos pontos comuns aos vários guias nutricionais é o reconhecimento da importância do consumo de fibras a partir de grãos integrais, frutas e verduras. Em 2005, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, pela primeira vez recomendou em seu guia alimentar o consumo de três porções de grãos integrais ao dia, com a alegação de redução do risco coronariano e manutenção do peso. 

A indústria de alimentos tem investido na suplementação de fibras em seus produtos, tendo em vista as crescentes recomendações mundiais do seu consumo. Encontramos leites, bolachas, pães, massas, iogurtes e até água suplementados com fibras. Mesmo assim, o nosso consumo de fibras é ainda distante daquele dos nossos antepassados. Para isso, deveríamos voltar a ingerir alimentos menos beneficiados, reintroduzir rotineiramente os grãos como o feijão e assegurar nossas fartas porções de frutas e verduras de antes. Talvez assim teríamos mais chances de controlar o avanço da obesidade mundial.

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Perder peso ajuda a melhorar a memória

quinta-feira, julho 1st, 2010

Além dos benefícios já conhecidos, perder peso também ajuda a melhorar a memória. É o que sugere um estudo realizado pelo serviço de geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Foram avaliados 22 idosos com idade média de 65 anos e com índice de massa corporal maior do que 30, que já indica obesidade. No início da pesquisa, foram realizados testes específicos para avaliar diferentes domínios da memória, como uso das palavras, capacidade de seguir orientações para realizar tarefas e memória de curta duração.

Durante seis meses, esses idosos tiveram acompanhamento nutricional e realizaram atividades físicas. Depois desse período, repetiram os testes de memória.

Aqueles que perderam mais peso (ao menos 5% do inicial) apresentaram melhoras significativas no resultado das provas. 

Segundo os pesquisadores, a perda de massa gorda pode reduzir a resistência à insulina, quadro frequentemente associado à obesidade.

A resistência à insulina também pode atingir os neurônios, daí a melhora da memória. Outra explicação para os bons resultados é a redução da resistência à ação da leptina, que além de ajudar a regular o apetite, facilita processos no cérebro relacionados à memória e à aprendizagem.

Segundo a nutricionista Fernanda Pisciolaro, um cardápio equilibrado é fundamental quando o assunto é a memória. Ela explica que existem alguns nutrientes que são verdadeiros aliados da mente afiada e dá a dica: “ômega 3, zinco, colina e vitaminas do complexo B, são essenciais para a memória”, explica.

Fígado, frutos do mar, carnes e gema de ovo são ricos em zinco. Já a colina pode ser encontrada na lecitina de soja, fígado e gema de ovo, enquanto vitaminas do complexo B são encontradas em carnes vermelhas magras e em cereais integrais. 

Fonte: Minha Vida

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Celulite: não a deixe ficar no seu corpo

quarta-feira, junho 16th, 2010

A “celulite” atinge até 95% das mulheres, principalmente nas fases sujeitas a alterações hormonais como a puberdade, gravidez e uso de pílulas anticoncepcionais, sendo uma das queixas mais freqüentes em relação à estética.

O aspecto de “casca de laranja” causa incômodo e insatisfação com o próprio corpo, levando à procura de uma solução para o problema. As causas que dão origem à celulite não são totalmente conhecidas.

Além de uma predisposição hereditária, alterações enzimáticas e hormonais parecem estar envolvidas, diminuindo a quebra das células gordurosas ou aumentando o seu volume.

As regiões mais atingidas pela celulite são aquelas onde as mulheres costumam acumular mais gordura: abdômen, quadris, culotes, nádegas, coxas e pernas.

No nosso organismo, algumas células têm a função de acumular energia, sob a forma de gordura, para ser usada quando necessário. São os adipócitos (células gordurosas).

Estas células se localizam na hipoderme, a camada mais profunda da pele. Nas mulheres, esta camada apresenta fibras ligando a superfície ao tecido mais profundo, como se fosse um colchão de molas.

Estas pontes fibrosas repuxam a pele para baixo, dando o aspecto de “furinhos”, que é característico da celulite.

“Para tratar não tem milagre. Podemos melhorar o aspecto da pele e principalmente preveni-la, criando um estilo de vida saudável”.

Além disso, fatores como a hereditariedade, as alterações hormonais e enzimáticas, em conjunto, levam a uma alteração circulatória com acúmulo de líquidos e proteínas nas células de gordura, provocando uma modificação da textura do tecido subcutâneo e, posteriormente, uma irregularidade da superfície da pele, que leva ao aspecto visual de “casca de laranja”.

A celulite pode estar, ou não, associada à obesidade. No entanto, com o aumento do peso, ela aparece mais, pois o aumento das células gordurosas acentua o repuxamento das fibras.

Quando o acúmulo de gordura ocorre de forma excessiva, pode comprimir vasos sanguíneos e linfáticos levando à formação de edema (inchaço) e fibrose.

Nesta situação, a celulite se torna mais grave, formando áreas endurecidas e nodulares. Em alguns casos, ocorre inflamação e dor local. Lipodistrofia Ginóide é o nome técnico e correto da “celulite”. O sufixo “ite” significa a presença de inflamação.

Celulite é uma doença infecciosa, que causa febre, dores, vermelhidão e inchaço na pele.

“A radiofreqüência, infravermelho e sucção mecânica é a promessa de excelentes resultados para este problema que aflige tantas as mulheres”.

Para tratar não tem milagre

Podemos melhorar o aspecto da pele e principalmente preveni-la, criando um estilo de vida saudável: consumir determinados alimentos e evitar outros, praticar atividade física regularmente, não fumar e, se possível, fazer massagens do tipo drenagem ou recorrer a outros tratamentos estéticos já disponíveis no mercado, mostrando ótimos resultados.

Fatores hereditários e hormonais são muitos importantes na gênese do problema, sendo também os distúrbios alimentares e sedentarismo fatores agravantes do problema.

Seu tratamento inclui múltiplas modalidades, variando conforme a gravidade do caso1-3. Um conjunto de medidas é necessário para efetiva abordagem do problema.

Medidas isoladas não resultam em tratamento eficaz, por isso a paciente precisa de motivação e forte adesão à terapêutica. As principais modalidades terapêuticas para o tratamento da LDG são: medidas dietéticas, atividades físicas, tratamento medicamentoso, cirurgia, eletrostática e recursos de estética corporal.

Outro tratamento importante é o ultra-som, introduzido há mais de sete anos no mundo da estética. Ele baseia-se na produção de uma vibração mecânica de característica igual à da vibração sonora, porém com freqüências muito mais elevadas.

Métodos mecânicos de vibração, rolamento e compressão como endermologia e cellutec auxiliam a remodelação do tecido conectivo e dos líquidos corporais.

Recentemente a radiofreqüência é o avanço tecnológico capaz de produzir melhores resultados, pois atua no sistema linfático, gorduroso e cutâneo (colágeno), tratando celulites com graus mais severos.

O Vella Shape Plus que associa a radiofreqüência, infravermelho e sucção mecânica é a promessa de excelentes resultados para este problema que aflige tantas as mulheres.

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Problemas intestinais aumentam risco de fraturas

sexta-feira, maio 21st, 2010

O intestino comprometido diminui a absorção de cálcio, vitamina D e nutrientes.

Um estudo feito pela equipe de cientistas dos hospitais universitários de Genebra e Laussane, na Suíça, demonstrou que jovens com doenças inflamatórias intestinais têm menor massa óssea e pior constituição do esqueleto, em comparação a jovens que não tem esse tipo de problema.

Em apresentação no Congresso Mundial sobre Osteoporose, realizado no final de abril, os pesquisadores disseram que as doenças inflamatórias intestinais, incluindo úlceras e doenças de Crohn, quando aparecem durante a infância e adolescência, comprometem o pico de aquisição de massa óssea.

 Isso ocorre, de acordo com os cientistas, devido a uma variedade de fatores, incluindo menor absorção de nutrientes, como cálcio, vitamina D e proteína, por causa do intestino prejudicado e do tratamento com medicações específicas. 

Saiba Mais

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A análise de 107 jovens pacientes com doença inflamatória intestinal e 389 jovens saudáveis indicou que o maior risco de fraturas entre os pacientes durante o crescimento ocorre não apenas por causa de sua menor densidade mineral óssea, mas também devido a mudanças na microarquitetura do tecido ósseo esponjoso – a parte menos densa e rígida do osso.

Baseados nos resultados, os especialistas defendem que os médicos que tratam das doenças inflamatórias intestinais incluam medidas de prevenção a fraturas ósseas nos cuidados a esses pacientes, incluindo ingestão ideal de cálcio e vitamina D por meio da dieta ou suplementos. Além disso, os pacientes devem ser encorajados a serem fisicamente ativos para combater a obesidade e fortalecer ossos e músculos.

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