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Uma dieta capaz de acabar com a prisão de ventre

terça-feira, novembro 9th, 2010

Fonte: Minha Vida

Quem sofre com a tão conhecida prisão de ventre sabe o tamanho do incômodo que ela representa. Mau humor, pele marcada e estômago inchado tornam os dias quase insuportáveis. Mas a nutricionista do MinhaVida, Karina Gallerani, afirma que há solução para o problema. “Basta uma alimentação caprichada somada a uma boa dose de exercícios físicos para garantir que a prisão de ventre desapareça”. A seguir, ela mostra o que não pode faltar na casa de quem deseja viver de forma mais tranqüila.

Alimentos Crus: Comer verduras e legumes crus rende, além de muitas vitaminas, fibras para o seu organismo. Mastigue bem cada bocado e, em no máximo dois dias, você já vai notar a diferença.

Frutas com bagaço: O bagaço das frutas ajuda na formação do bolo fecal. Chupe laranja e mexerica, por exemplo, sem descartá-lo. Fazendo isso uma vez por dia, o seu intestino passa a funcionar com regularidade.

Água: Ela ajuda na digestão dos alimentos e impede o ressecamento das fezes, um problema comum se você demora muito tempo para ir ao banheiro. A hidratação ainda traz melhoras para sua pele, que fica mais clara e com mais brilho.

Iogurtes: Existem as versões específicas para quem sofre com a prisão de ventre. O consumo contínuo desses iogurtes regula o trânsito intestinal e manda o inchaço e a irritação para bem longe de você.

Alimentos integrais: São várias as opções de alimentos integrais que ajudam a acabar com a prisão de ventre; Arroz, trigo, pão, milho, aveia e granola são alguns exemplos. Uma porção desses alimentos por dia já é suficiente.

Evite: Para acabar de vez com o mal estar proporcionado pela prisão de ventre, também é preciso evitar alguns alimentos que colaboram com o transito intestinal. Entre eles estão as frituras, os biscoitos (com exceção daqueles à base de fibras) e os alimentos açucarados, como balas e chocolates.

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Culinária japonesa: benefícios para a saúde

quarta-feira, junho 23rd, 2010

Peixes, algas, cogumelos, tofu, arroz e outros ingredientes da culinária japonesa carregam o segredo milenar da longevidade do povo japonês. De acordo com o relatório da ONU, Estatísticas de Saúde do Mundo, divulgado neste ano, o Japão (ao lado de San Marino) é o país com a maior expectativa de vida do planeta, com 83 anos.

Uma outra pesquisa, publicada recentemente no Jornal Europeu de Nutrição Clínica, comprovou que as pessoas que seguem uma dieta japonesa saudável têm cerca de 40% menos sintomas de depressão do que aquelas que não a seguem. Dá para entender o porquê destes números com um olhar mais atento sobre um cardápio básico da comida japonesa.

As preparações levam pouca ou nenhuma gordura saturada (o tipo que é nocivo ao organismo) tornando os pratos mais leves, os alimentos crus preservam 100% dos nutrientes e, além disso, são ricos em substâncias importantes para preservar a saúde, como o ômega 3 do salmão, que previne contra doenças cardiovasculares, ou o lentinan dos cogumelos, que reforça o sistema imunológico.

Até mesmo quem está de regime pode colher as vantagens e prazeres da culinária sem peso na consciência. “Basta evitar versões fritas ou com cream cheese e maionese, que acrescentam mais calorias aos pratos. No restaurante, prefira os pratos à la carte, já que no rodízio é bem mais fácil extrapolar nas porções”, explica a nutricionista Giovanna Arcuri, da clínica Gionutri, de São Paulo. A seguir, você confere uma lista de benefícios obtidos com os carros-chefes nutricionais da alimentação japonesa. Se você ainda não se rendeu a ela, veja o que a sua saúde está perdendo. 

Algas: elas enxugam a gordura

Presentes, principalmente nos sushis e temakis, estes vegetais marinhos são excelentes fontes de iodo, necessários para a tireóide e o sistema imunológico trabalharem melhor. Esta turma dos mares também garante dias mais felizes, pois carregam vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B6, B12), que são importantes reguladores da serotonina, hormônio neurotransmissor que nos confere a sensação de prazer e bem-estar.

Mas a sua dieta também ganha reforço extra com o consumo das algas. Um estudo recente da Universidade de Newscastle, na Grã-Bretanha, provou que elas são capazes de reduzir a absorção de gordura pelo organismo em até 75% – mais que o dobro dos medicamentos com a mesma função. “Além disso, os minerais e oligo-elementos raros presentes nas algas também são importantes para regular o funcionamento do metabolismo”, explica Giovanna Arcuri.

Peixes: amigos do peito

Atum, salmão e truta são espécies largamente utilizadas na culinária japonesa. Esse trio é o verdadeiro aliado do coração. Isso porque os três peixes são ricos em ômega 3, um ácido graxo poli-insaturado que faz uma verdadeira faxina nos vasos sanguíneos, dissolvendo as placas de gorduras que se fixam nas paredes das artérias. Com o sangue fluindo sem barreiras, reduzem-se os riscos de doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e derrames.

Outra função importante do ômega 3 é aumentar os níveis de HDL (o chamado colesterol bom) e diminuir os de LDL (colesterol ruim) do sangue, equilibrando as taxas de colesterol. “Uma pesquisa recente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou que o ômega-3 também é importante para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso central, prevenindo doenças cerebrais degenerativas, como o Mal de Azheimer”, explica a nutróloga Paula Cabral, do Rio de Janeiro.

Com a turma dos mares, a fadiga e o desânimo também não tem vez. O salmão contém tirosina, um aminoácido que o organismo usa para produzir dopamina e noripinefrina, dois neurotransmissores que mantém o cérebro em alerta. Já o atum é excelente fonte de vitamina B6, um nutriente importante para a produção de serotonina, o hormônio da felicidade. “A melhor forma de manter as propriedades benéficas dos peixes é consumi-los crus, assados ou grelhados. As versões fritas acrescentam mais calorias ao prato, além de perderem boa parte dos nutrientes”, afirma Giovanna Arcuri.

Pepino: xô inchaço!

Ele é um dos vegetais mais usados na culinária oriental, compondo saladas, temakis e sushis. O pepino é composto por 95% de água, o que faz dele um alimento de baixa caloria e que garante hidratação do organismo. “Também é um diurético natural, que auxilia na diluição dos cálculos renais, e tem potássio, que favorece a flexibilidade muscular, afastando as cãibras do caminho”, explica Paula Cabral. Além disso, é um ótimo aliado para o ritual de beleza. Ele contém vitamina C e ácido caféico, ótimos para tratar irritações e diminuir o inchaço da pele. Uma máscara facial à base de pepino ou compressas sobre as olheiras deixa a expressão facial renovada.

Gergelim: o intestino agradece

É considerado um dos vegetais mais ricos em lecitina, um poderoso emulsionante, que facilita a dissolução das gorduras. Uma de suas funções na corrente sanguínea é dissolver lipídios da corrente sanguínea, regulando os níveis de colesterol e triglicérides, evitando doenças cardiovasculares.

A lecitina também auxilia na lubrificação do intestino, que junto com as fibras contidas na semente mantém a prisão de ventre bem longe. “Suas fibras insolúveis também são ótimas para controlar as taxas de glicemia, o açúcar do sangue, afastando males como a diabetes”, explica a nutricionista Patrícia Davidson, do Rio de Janeiro.

E ainda proporciona maior duração da saciedade, o que vai fazer com que a pessoa sinta menos fome. “O ideal é consumir de 1 a 2 colheres de sobremesa por dia que vão girar em torno de 80 calorias cada uma”, diz a especialista. Mas não é só isso. Estudos mostram que o gergelim atua como ativador do reflexo cerebral e fortalecedor da pele. A presença do cálcio na sua composição ajuda ainda no combate do desgaste ósseo.

Gengibre: ele desintoxica geral

Rico em fibras, o gengibre tem ação desintoxicante, favorece a digestão e alivia a constipação intestinal. Com propriedades anti-infamatórias e bactericidas, também trata inflamações, principalmente na garganta. “Além disso, o gengibre tem a capacidade de aumentar a temperatura corporal e acelerar a queima de gorduras, contribuindo para o emagrecimento”, explica a nutróloga Paula Cabral.

Cogumelos: eles blindam o organismo

Shitake e shimeji são duas espécies que incrementam o cardápio da culinária japonesa e blindam o organismo. Esta dupla é um verdadeiro exército de defesa contra doenças graças a uma substância chamada lentinan, capaz de estimular o sistema imunológico. Estudos apontam que o lentinan também é um bom combatente das altas taxas de colesterol.A dieta também sai ganhando. “Os cogumelos ativam a saciedade, diminuindo a compulsão e a fome. E tem tanta proteína quanto na carne vermelha, com a vantagem de ter menos gordura”, explica Giovanna Arcuri. Um bife de 100 gramas de contrafilé carrega cerca de 13 gramas de gorduras, enquanto a mesma quantidade de cogumelo não chega a um grama de gordura.

Tofu: equilíbrio hormonal

Pesquisadores da dieta japonesa atribuem o consumo dele como um dos fatores para a baixa incidência de algumas doenças como certos tipos de câncer (mama, próstata e cólon), doenças cardiovasculares e osteoporose nas populações orientais, principalmente da China e do Japão. Por ser um derivado da soja, o tofu contém as mesmas propriedades da leguminosa.

É uma excelente fonte de proteínas, além de ser rico em minerais como cálcio, fósforo e magnésio. Em 100 gramas de tofu, 85% são água e 7.5 gramas são proteínas. E ainda pesa pouco na dieta. O alimento tem apenas 70 calorias. A soja contém uma classe de fito-hormônios chamados de isoflavonas (ou isoflavonoides), antioxidantes que reduzem a taxa de colesterol ruim (LDL) no sangue, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

“Uma outra boa notícia para as mulheres é que as isoflavonas contidas na soja exercem uma forte atividade hormonal, equilibrando as quantidades do hormônio estrógeno e amenizando os sintomas da menopausa”, aponta Giovanna.

Wassabi: boa digestão

A pasta feita da planta wasábia (ou rabanete japonês) contém potássio, cálcio, magnésio, fósforo e vitamina C. Usada como condimento, ela ajuda na digestão, principalmente de comidas gordurosas. “Trata-se de um alimento tão termogênico como o gengibre, que ajuda a acelerar o metabolismo. Porém, deve ser ingerido com moderação, por causa da sensibilidade de cada um ao ardor que a raiz provoca”, explica Paula Cabral.

Saúde para todos os gostos

Os pratos frios são a cara da culinária japonesa, mas o cardápio nem de longe fica restrito ao sushi e ao sashimi. Quem prefere opções quentes, principalmente no inverno, também pode fazer escolhas saudáveis e balanceadas. Fazem parte desta turma a tradicional missoshiro (sopa de soja), os domburis (as receitas trazem variações com arroz, legumes, carne e frango), peixe grelhado com legumes refogados, além do clássico Yakissoba.

“A receita de macarrão oriental com carne, frango e legumes ao molho de soja é uma refeição que traz diferentes grupos de alimentos, todos importantes para um prato completo e equilibrado: tem massa, proteína animal e vegetal e legumes. Para uma das refeições diárias, é um opção perfeita”, explica Giovanna Arcuri.

Fonte: Minha Vida

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