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Dieta equilibrada garante qualidade e mais anos de vida

terça-feira, outubro 19th, 2010

O primeiro passo para uma vida longa e saudável começa na alimentação. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o hábito de comer mais frutas e vegetais e de fazer exercícios físicos pode aumentar a expectativa de vida de uma pessoa em até 12 anos.

Especialistas afirmam que os alimentos naturais são muito melhores que os industrializados. “Já está evidente que uma alimentação equilibrada garante qualidade e mais anos de vida. O melhor remédio para prevenção e até para o tratamento de algumas doenças são os alimentos naturais”, diz a nutricionista Márcia Curzio. 

Para aproveitar os benefícios que os alimentos trazem, você precisa acertar na hora da escolha. Uma dica interessante é apostar nos funcionais. “Eles fornecem energia e nutrientes importantes para o corpo, garantem uma nutrição adequada e auxiliam na redução e prevenção de diversas doenças”, explica a .

Quer outro motivo para evitar os alimentos industrializados? Pois bem: eles podem afetar diretamente o seu humor. Um estudo realizado pela University College London, na Inglaterra, constatou que dietas ricas em alimentos industrializados aumentam o risco de depressão.

A pesquisa revelou também que pessoas que comem legumes, verduras, frutas e peixe em abundância apresentam menos riscos de desenvolverem o problema.

O melhor remédio para prevenção de doenças são os alimentos naturais. A questão não é eliminar nenhum alimento, mas sim saber dosar e consumir com equilíbrio. Um bom cardápio deve ser composto de 50% a 60% de carboidratos, de 20 a 25% de proteína e 20 a 30% de lipídeos (gorduras). Procure preencher estas quantidades com boas fontes, como grãos integrais, frutas, legumes e hortaliças. Tudo isso entre 4 e 6 refeições diárias.

Fuja das dietas de emergência

Depois de tentar deixar seu cardápio o mais “verde”, está na hora de evitar as dietas mirabolantes que prometem emagrecer muito em pouco tempo. Uma pesquisa realizada pelo Beth Deaconess Medical Center, da Universidade de Harvard, mostrou que as dietas pobres em carboidratos e ricas em proteínas, como as do Dr. Atkins e South Beach, por exemplo, aumentam o risco de infartos e ataques cardíacos porque causam danos nas artérias.

Dez passos para mudar sua alimentação

1 – Coma de três em três horas: isso evita que você exagere na quantidade de comida durante as refeições e mantém o organismo ativo.

2 – Tome um café da manhã reforçado: essa refeição é a mais importante, pois dá força para o dia todo. ?O café da manhã faz com que o nosso metabolismo volte a funcionar corretamente.

3 – Coma de 3 a 5 frutas por dia: Aproveite para consumi-las como lanches rápidos e sobremesas. Consumir frutas todos os dias diminui as taxas de colesterol, os riscos de problemas vasculares e prolonga a vida.

4 – Diminua o consumo de sal e açúcar: o açúcar em excesso drena e consome gradativamente as vitaminas do complexo B e os minerais como o cálcio, fundamental para a formação dos ossos O sal é responsável pela hipertensão e pela retenção de líquido.

5 – Opte pelas carnes brancas e magras: são ricas em proteínas e contêm menos gorduras que as carnes vermelhas.

6 – Coma devagar: a pressa na hora de ingerir alimentos também atrapalha, pois o organismo demora cerca de 20 minutos para começar a sentir saciedade e isso aumenta a vontade de comer.

7 – Beba no mínimo dois litros de água por dia: quando não bebemos água o suficiente, ficamos somente com as substâncias tóxicas e prejudiciais retidas no nosso organismo.

8 – Evite álcool: o consumo exagerado atinge todos os órgãos, em especial o fígado, que é responsável pela destruição das substâncias tóxicas ingeridas ou produzidas pelo corpo durante a digestão.

9 – Consuma de 25 a 30 gramas de fibras por dia: elas desempenham uma série de funções importantes, como auxiliar a assimilação de outros nutrientes, reduzir o mau colesterol e prevenir doenças.

10 – Dê preferência a alimentos naturais: o hábito de comer mais frutas e vegetais e de fazer exercícios físicos pode aumentar a expectativa de vida de uma pessoa em até 12 anos.

Fonte: Minha Vida

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Consumo de alimentos refinados causa obesidade

terça-feira, setembro 14th, 2010

Sempre que veiculamos as gigantescas cifras de obesidade no mundo, nós procuramos entender o que vem acontecendo com a nossa dieta para justificar números tão alarmantes. Independente da condição sócio cultural dos povos, o fenômeno da obesidade não poupa nenhum deles. Logo, deve estar havendo mudanças globais comuns que escapam ao olhar aguçado dos pesquisadores e estimulam o processo de ganho de peso em todo o mundo.

Já é consenso o conhecimento de que o sedentarismo da sociedade moderna seja um dos mais importantes fatores causais da obesidade. Crianças e adultos caminham menos e encontram nos botões dos controles remotos das novas tecnologias a solução de todos os seus afazeres. Crianças brincam mais com o cérebro e menos com braços e pernas, donas de casa nunca conseguiram tantas facilidades em seus afazeres, nas grandes indústrias, a robotização transformou o trabalho dos operários em atividades mais leves. Os executivos saem de um assento para outro, do escritório para o carro e desse para o sofá de suas casas e tem um gasto calórico diurno praticamente igual ao noturno. Isso tudo é sabido, mas não justifica a obesidade mundial.

Quando analisamos as mudanças nos hábitos alimentares da sociedade moderna que podem estar relacionadas ao avanço da obesidade, nós elegemos dois grandes vilões. O açúcar e a gordura. Justamente os dois mais saborosos componentes do nosso cardápio. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o açúcar de adição não ultrapasse 10% das calorias de uma refeição. Apesar disso, nos Estados Unidos as crianças consomem o dobro dessas recomendações. Os refrigerantes são os maiores contribuintes individuais dessa ingestão.

O açúcar, incorporado na maioria dos alimentos industrializados, leva a um consumo expressivamente alto desse ingrediente, causando um aumento das calorias das dietas com um poder de saciedade muito pequeno. O resultado dessa equação é sempre muito amargo e um dos responsáveis pela epidemia de obesidade e diabetes em todo o mundo, principalmente entre crianças e adolescentes. Mesmo assim ainda não se justifica a obesidade mundial.

O nutriente mais criticado como o grande vilão da obesidade é sem dúvida as gorduras. Conhecemos bem todas elas. Gorduras boas e más não escapam da fama de engordativas. Porém os estudos indicam que o nosso consumo de gordura não tem sofrido mudanças significativas ao longo das ultimas décadas. Isso foi demonstrado recentemente em dois estudos epidemiológicos de grande porte, onde o consumo de gordura das dietas não foi associado ao sobrepeso e obesidade, nem com adiposidade corporal analisada através da pregas cutâneas. Dessa forma, as gorduras da dieta também não justificam a obesidade mundial.

Um fato que vem chamando a atenção dos estudiosos da obesidade é o progressivo refino dos alimentos consumidos em todo o mundo. Farinhas de trigo e arroz aparecem nos cardápios totalmente beneficiados e desprovidos de seus resíduos fibrosos. A questão é que esses são os ingredientes básicos da maior parte dos alimentos que adquirimos todos os meses nos supermercados. Estamos nos referindo às bolachas, massas, tortas, pizzas, pães e sopas. Associada a isso, a redução do consumo de frutas e vegetais impõe à dieta moderna o consumo de fibras próximo de zero. Isso pode revelar o potencial deletério do baixo consumo de fibras das dietas modernas em causar sobrepeso e obesidade, com impacto superior aquele imposto pelas gorduras e açúcar. 

“Os alimentos industrializados refinados vêm aumentando. Associados a isso, a redução do consumo de frutas e vegetais que impõe à dieta moderna o consumo de fibras próximos de zero”

Por que precisamos das fibras?

As fibras da dieta podem facilitar o controle do peso através de vários mecanismos. Primeiro, porque os alimentos ricos em fibras são mais sacietógenos e menos calóricos levando ao consumo de menor volume de alimentos e de calorias. Segundo, as fibras da dieta, principalmente as solúveis, podem aumentar a viscosidade das mesmas e tornar mais lenta a digestão, aumentando assim a secreção de hormônios relacionados à saciedade. Terceiro, as fibras da dieta podem impor uma barreira mecânica à digestão enzimática dos demais macronutrientes como as gorduras e amido no intestino delgado. Finalmente, com a maior lentidão imposta pelas fibras à absorção dos carboidratos, pode haver menor elevação da glicemia que ocorre após as refeições, assim como uma redução nas taxas de colesterol.

Vários estudos epidemiológicos têm demonstrado uma relação inversa entre o teor de fibras na dieta e o ganho de peso. Apesar do desenho de tais estudos não permitir a conclusão de casualidade da associação repetidamente demonstrada por eles, muitos países têm investido em mudanças no estilo de vida dos povos e um dos pontos comuns aos vários guias nutricionais é o reconhecimento da importância do consumo de fibras a partir de grãos integrais, frutas e verduras. Em 2005, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, pela primeira vez recomendou em seu guia alimentar o consumo de três porções de grãos integrais ao dia, com a alegação de redução do risco coronariano e manutenção do peso. 

A indústria de alimentos tem investido na suplementação de fibras em seus produtos, tendo em vista as crescentes recomendações mundiais do seu consumo. Encontramos leites, bolachas, pães, massas, iogurtes e até água suplementados com fibras. Mesmo assim, o nosso consumo de fibras é ainda distante daquele dos nossos antepassados. Para isso, deveríamos voltar a ingerir alimentos menos beneficiados, reintroduzir rotineiramente os grãos como o feijão e assegurar nossas fartas porções de frutas e verduras de antes. Talvez assim teríamos mais chances de controlar o avanço da obesidade mundial.

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