“Afina alagoas” fomenta a produção musical alagoana
O “Afina Alagoas”, projeto do Espaço Cultural Linda Mascarenhas que o Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), vem realizando em parceria com a Cooperativa da Música de Alagoas – COMUSA e o Sebrae-AL fomenta, debate e incentiva a profissionalização da produção musical alagoana.
Programação:
- Dia 21.12.10 (Terça) – Das 14h à s 20h – Teatro Linda Mascarenhas –  Maceió | AL.
Conferência 2: “Os Direitos Autorais da Propriedade Intelectual” – Palestra sobre empreendedorismo cultural, com Adriano Araújo
- Dia 22.12.10 (Quarta) – Das 14h à s 20h – (Auditório da Secult-AL) – Maceió | AL.
Conferência 3: “A Órdem dos Músicos do Brasil – comemoração dos 50 Anos de diretos, deveres e benefÃcios” – Palestra com Abelardo Cavalcante (Maceió | AL).
- Dia 23.12.10 (Quinta) – Das 14h à s 22h - (Auditório da Secult-AL) – Maceió | AL.
Conferência 4: “Gestão de Carreira e Atuação em Feiras Internacionais de Música” – abordando ainda questões sobre a participação de Alagoas na “Feira Música Brasil 2010″, com Makelly Ka (Belo Horizonte-MG); e
Apresentação do “Manifesto Sururú – Valorização das expressões”, por Edson Bezerra (Maceió | AL).
Mais Informações: (82) 3315-7867 / (82) 9905-5506 / (82) 3032-0489 / 9971-4281
Realização: Secult AL e Funarte
Apoio: Sebrae e IZP
Produção Executiva: Comusa e Secult-AL
Cooperativa homenageia o Dia do Músico
Diz a wikipédia:
A música (do grego μουσική Ï„Îχνη – musiké téchne, a arte das musas) é uma forma de arte que constitui-se basicamente em combinar sons e silêncio seguindo ou não uma pré-organização ao longo do tempo.
Então vamos seguindo combinando nossos sons e nossos silêncios no sentido da construção de um novo tempo.
Sucesso a todos,
Sóstenes Lima
Ponta pé inicial do Projeto Afina Alagoas
Debater, promover e incentivar a profissionalização da produção musical alagoana. Essa é a proposta do “Afina Alagoasâ€, novo projeto do Instituto Zumbi dos Palmares, através do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em parceria com a Cooperativa da Música de Alagoas e Sebrae.
O pontapé inicial acontece nesta quinta -feira, 28/10 à s 20 horas, com a palestra “Música Ltda – como transformar sua banda em uma microempresa”, baseada em livro homônimo do produtor musical Leonardo Salazar. Evento acontece no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, do IZP. Na obra, Salazar revela que geralmente o músico é quem menos ganha dinheiro com a música. Para superar isso, diz, o músico precisa não só ensaiar e tocar, mas “aprender a tocar o negócioâ€.
A palestra será ministrado pelo próprio autor e desenvolve conhecimentos que permitem entender a cadeia produtiva da música na atualidade, formalizar o empreendimento musical, buscar fontes alternativas de financiamento e elaborar plano de negócios. A palestra tem como objetivo estimular o desenvolvimento do músico alagoano enquanto empreendedor.
Como parte das ações do projeto, em novembro e dezembro acontecerão debates e palestras sobre cenografia, luz, som e roteiro, que são os aspectos envolvidos na construção de um espetáculo musical.
Fechando esta edição inaugural do projeto Afina Alagoas, também será oferecido ao público, através da Rádio Educativa FM, um dia inteiro de programação musical com composições de artistas alagoanos. Além de gravação de especial ao vivo do programa Vida de Artista, diretamente do Linda Mascarenhas, que será exibido em seguida na TV Educativa. As datas serão divulgadas oportunamente.
Palestrante
Leonardo Salazar (foto) é jornalista pela UFPE e especialista em Gestão de Negócios (FCAP/UPE). Trabalha com o negócio da música desde dezembro de 2001. Foi assessor de imprensa, assistente de produção, empresário, agente, produtor de artistas, promotor de shows, tour manager no Brasil e em alguns paÃses da Europa, produtor fonográfico e sócio-administrador da própria microempresa de produção cultural.
Salazar já participou de aproximadamente 213 eventos musicais, em 68 casas de show e 35 festivais, passando por 34 cidades de cinco paÃses e dois continentes. Elaborou projetos culturais e captou recursos diretamente com empresas e governos. Ministrou cursos, oficinas e palestras a convite do Ministério da Cultura, da Fundarpe e da Prefeitura de Recife. Também foi professor das disciplinas “Empreendedorismo” e “Elaboração de projetos culturais”, do curso de Produção Fonográfica da faculdade AESO, e palestrante da Feira Música Brasil 2009.
Seleção de artistas e bandas para tocarem em Belo Horizonte
Mais de 30 atrações serão selecionadas pela FMB, uma iniciativa do Ministério da Cultura. O evento terá cinco dias de shows gratuitos para a população e movimentará o mercado da música, em dezembro.
Artistas e bandas brasileiras interessadas em tocar nos palcos da FMB (Feira Música Brasil) este ano têm até à s 23h59, do dia 5 de novembro, para se inscreverem no edital, que se encontra disponÃvel no site www.feiramusicabrasil.com.br. A terceira edição da FMB selecionará mais de 30 atrações, entre música popular (artistas solo, bandas e DJs) e erudita (conjuntos de câmara), sendo 20% das vagas destinadas a artistas do Estado de Minas Gerais, sede do evento, que acontece de 8 a 12 de dezembro, na cidade de Belo Horizonte.
Somente serão aceitas as inscrições realizadas pela internet. Para se inscrever é preciso: três músicas em MP3, link para vÃdeo, release, uma foto, links das redes sociais, rider técnico e mapa de palco. A inscrição é gratuita e as apresentações dos selecionados também serão gratuitas, ou a preços populares, e abertas ao público. Além dos artistas editados, também irão tocar na FMB músicos convidados e homenageados.
Na edição de 2009, realizada na cidade do Recife, subiram aos palcos da FMB os artistas editados: A Trombonada, André Abujamra, Anna Ratto, Aurinha do Coco, Banda Naurêa, China, Cidadão Instigado, Daniel Migliavacca, DJ Dolores, Fabiana Cozza, Fino Coletivo, Josildo Sá, Júpiter Maçã, Kassin, Macaco Bong, Milocovik, Mundo Livre S/A, Murilo da Rós, Nina Becker, Orquestra Contemporânea de Olinda, Paula Morelenbaum, Samba de Rainha, Silvia Machete e Wilson das Neves.
Além de uma série de shows, a FMB 2010 levará à capital mineira palestras, painéis, estandes, mostras audiovisuais e de tecnologia, capacitações e encontros de negócios entre artistas, associações e profissionais do mercado nacional e internacional de música. O objetivo é abranger todos os ritmos e estilos nacionais, bem como todos os ramos do mercado musical.
Sobre a FMB
A FMB é uma iniciativa do Ministério da Cultura realizada pelo Centro de Música da Funarte (CEMUS) com a parceria do Conselho Rede Música Brasil, formado por 15 associações nacionais que representam os diferentes elos da cadeia criativa e produtiva da música, e conta com os apoios da Prefeitura de Belo Horizonte e do Governo de Minas Gerais. Idealizada em 2006 e realizada, pela primeira vez, em fevereiro de 2007, na cidade do Recife, a FMB foi o primeiro evento realizado pelo Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec), com o objetivo de impulsionar a economia da cultura no PaÃs, aprovado dentro do Plano Plurianual, do Governo Federal.
O Conselho Rede Música Brasil é formado, atualmente, pelas seguintes entidades: ABMI (Associação Brasileira da Música Independente), ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos), ABER (Associação Brasileira de Editoras Reunidas), ABEM (Associação Brasileira de Editoras de Música), ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), ABEART (Associação Brasileira de Empresários de Artistas), ARPUB (Associação das Rádios Públicas), Fórum Nacional da Música (FNM), Fora do Eixo, Central Única das Favelas (CUFA), Casas Associadas, Brasil Música & Artes (BM&A), Federação das Cooperativas de Música, ABM (Academia Brasileira de Música), Música Para Baixar e Fenamusi.
INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA
In Press Porter Novelli
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No meu podcast
 No meu pé de ouvido hoje rolam frases prontas de músicas que espocam.
Geraldinho Azevedo diz: “A hora melhor de realizar o futuro é agoraâ€.
Futuro, palavra mutante. Transmuda-se em hoje e, quando percebemos, perde-se no passado.
Reflexões idiotas por que cotidianas.
Há palavras que desfilam em sua aparente contradição:
Desejo,
Prazer,
Lágrima.
Há um liame que as (des)unem.
Enquanto isso a vida vai passando.
Músicos alagoanos são show no Baile Municipal
Ontem à noite, durante o baile municipal de carnaval, tivemos mais uma prova daquilo que já sabemos sobejamente: os músicos alagoanos são de um valor e qualidade que em nada deixam a desejar em relação a qualquer orquestra de frevo ou de samba do paÃs.
Um dos exemplos, e houve mais de um na noite, foi a orquestra capitaneada pelo nosso querido maestro Almir Medeiros (foto) que deu show em competência, animação e profissionalismo. Não precisamos de atrações interestaduais para garantir a qualidade das nossas festas, a menos que seja para ampliar a variedade e o conhecimento de novas leituras. Tirando isso, a alegria estará sempre garantida pelos nossos músicos, motivo de nosso orgulho.
Registro também a generosidade do nosso cooperado Lima Neto, um dos vocalistas da orquestra, que fez uma saudação pública à Comusa, Coo perativa da Música Alagoana, que é só mais um canal para o fortalecimento dessa mesma música que muito nos orgulha.
Parabéns Almir e seus músicos, parabéns afinadÃssimo Lima Neto e parabéns Prefeito, que quando acertar, como fez ontem na escolha das atrações musicais, será merecedor de elogios. Quando não, estaremos atentos para criticar na busca de maiores espaços para quem vive o universo da música aqui.
Nem só de fantasia vive nosso carnaval.
Faz tanta diferença quando ela dança, dança
Na minha cidade os tambores tocam um pouco mais cedo. Ela se veste de esperança e alegria e vai para as ruas festejar. Celebra o mar, o sol, o suor.
A minha cidade é assim, canta para esquecer os seus males e suas dores.
Há folia e menos maracatu do que se deveria. Mas há batuque sim. Há festa e folguedo.
Embora cortada pela cicatriz que lhe revolve as entranhas e separa periféricos de abastados, minha cidade dança. Em todos os lados. Com seus bois e seus pagodes. Seus trios e orquestras. Com seus litorais festivos e suas lagoas escuras e margens fétidas.
Minha cidade também chora enquanto faz a festa.
Mas faz tanta diferença quando ela dança…
Do universo da música
Estive recentemente na feira Música do Brasil, evento realizado pela Funarte nesse mês de dezembro no Recife.
Para ser bem objetivo, da feira pude destacar, e vão aqui algumas obviedades:
O 1 milhão de reais gastos em banners poderia ter sido destinado à parte mais produtiva da feira que foi a construção da rede música Brasil, uma costura de entidades da sociedade civil, empresas privadas e poder público com o intuito do fortalecimento da cadeia produtiva e criativa da música;
Tudo que aparece como novidade na música tem um ou os dois pés fincados nas tendências musicais já consagradas no passado, a exemplo do samba, soul, velho e bom rock, bossa nova, funk, jazz, blues e tudo aquilo que ouvimos desde menininhos e que gostamos tanto, com algum, com pouco ou com muito auxÃlio da tecnologia digital;
Tudo o que não está na mÃdia vira gueto e esse é um problema de todos, não só da MPB (não é novidade);
Muita gente está fazendo música, o que escancara que a crise atual é do fonograma e não da música (novamente não vai aqui nenhuma novidade);
Foram eleitos dez pontos ou prioridades ou ainda uma agenda, como queiram chamar, para a música em 2010, chancelados, inclusive, pelo Ministro da Cultura Juca Ferreira, a saber:
1. Criação da ANM – Agência Nacional da Música.
2. Criação do Fundo Setorial da Música integrado ao Fundo Nacional de Cultura.
3. Estabelecimento de um novo marco regulatório trabalhista e desonerar a carga tributária para o setor criativo e produtivo da música.
4. Revisão da Lei de Direito Autoral através de processo de consulta pública.
5. Regulamentação imediatamente a Lei 11.769/2008 que institui a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas.
6. Promoção do mapeamento amplo e imediato de toda a cadeia criativa e produtiva da música. Incluir o setor da música na matriz insumo-produto utilizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica).
7.Garantir a execução da diversidade da música brasileira nos meios de comunicação e fortalecer as redes de emissoras públicas, comunitárias e livres.
8. Estimular e fomentar a formação e organização de redes associativas no campo da música, pautadas nos princÃpios da economia solidária.
9. Fortalecer e fomentar ações de circulação através das redes de festivais, feiras, casas e espaços de apresentações musicais em sua diversidade.
10. Incentivar a criação de ações de exportação e aumentar o fomento às ações existentes, assim como regulamentar os mecanismos legais existentes para a exportação da música brasileira.
E aqui, nas terras caetés, acredito que a Cooperativa seja um divisor de águas nesse ano de 2010 para a música, podendo interagir no viés polÃtico com os gestores de cultura de forma a se construir iniciativas mais consistentes de autosustentabilidade para a música, que andou um pouco relegada nesse ano de 2009.
A todos um feliz 2010 mais musical.
E eu???
Que gênese diferenciada aconteceu no caso do filho de sapateiro que queria ser um deus? Neto de barcaceiro. Pai de incógnitas. Vivente das ruas espraiadas, rumo à solidão. Um homem descabidamente colocado no meio da vida de tantos e sem que estes houvessem pedido. Ou falado. Ou assentido. Ou calado. O sexo quente e pulsante: um lume. Nos olhos o desespero de tantas eras. E eu? Desesperadamente repito: e eu? Um menino assustado tal e qual aquele que ficou para trás da horda de pequenos travessos que assaltaram a mangueira do antigo Posto Jalisco, na Mangabeiras. Veio o vigia. Vieram os cães. Todos fugiram. E eu? A mesma pergunta feita. Não deu tempo. Era alto o último galho. O vigia dormiu sob a mangueira. E eu? E agora, atento a tudo, no alto da mangueira dos meus dias, a mesma pergunta não cala. O neto de barcaceiro sequer capitaneou a venturas na oficina de calçados ou nos barquinhos de papel atirados sob a ponte do Gulandim. Grande mentira a minha de agora. Talvez tivesse tido melhor destino. Uma melhor hora. Mas quis a tragédia de terceiro mundo que eu destilasse a bebida por mim mesmo engendrada e parasse a observar uma cena feia. Como tudo de feio que causa espanto. Ou comoção…ou indiferença. E a cena com que me deparo é a da minha própria humanidade. Um homem comum perdido entre a obscenidade dos telejornais e seus âncoras. A obscenidade das notÃcias que produzimos todos os dias. Um diário de bordo da lástima de civilização que pensamos erguer a cada bom dia jogado.A pena é que ninguém nada contará do martÃrio dessa folha de papel que desaparecerá, fruto de mãos sensatas, no lixeiro de algum ex-atento leitor.
Aquela mulher abraçada à foto
“Levei muito tempo pra me reconhecer naquela cena: uma mulher nas ruas com um cartaz mostrando uma foto e clamando por justiça. A foto em questão é a de seu filho, desaparecido em circunstâncias misteriosas, mas que apontam muito claramente para a identidade do autor ou autores do provável assassinato. Nunca havia me ocorrido, até então, que aquela mulher simbolizava todas as mães do mundo em seu gesto de indignação, ainda que às vezes mudo diante da multidão. Nada soaria mais eloqüente que a grandeza e o poder de suposta impotência diante da estrutura de poder corrompida de parte do aparelho policial e dos pequenos monstros ocultos sob seus tentáculos.
De mulheres assim, mais ou menos famosas, já se disse e já se cantou. Quem não lembra a canção abaixo: ANGÉLICA (Miltinho – Chico Buarque) – 1977 Quem é essa mulher / Que canta sempre esse estribilho / Só queria embalar meu filho / Que mora na escuridão do mar / Quem é essa mulher / Que canta sempre esse lamento / Só queria lembrar o tormento / Que fez o meu filho suspirar / Quem é essa mulher / Que canta sempre o mesmo arranjo / Só queria agasalhar meu anjo / E deixar seu corpo descansar / Quem é essa mulher / Que canta como dobra um sino / Queria cantar por meu menino / Que ele já não pode mais cantar.
E essa mulher canta, mais que um sino que dobra, e canta choro, e canta samba. E essa mulher poderia ser uma mãe da Praça de Maio. E também poderia ser a minha mãe.â€
Passou-se um bom tempo desde que escrevi o texto acima, que dediquei a Nara Cordeiro. Nesses anos todos de tantos crimes insolúveis nesse estado, muitas outras dores foram se somando a esta. Muitas, muitas mães perderam seus filhos vÃtimas da violência. A nossa periferia está manchada de sangue que, em proporção de perdas, remete a uma verdadeira guerra civil. Falar de dor à s vezes é preciso para que se desperte o que nos restar do instinto da preservação e nos faça lembrar o cidadão indignado dentro de cada um.
Tenho a impressão que só nos comove aquilo com que nos identificamos. Se uma criança é violentada, lembramos dos nossos filhos. Se nos deparamos com um idoso abandonado, lembramos dos nossos pais ou de nós mesmos, num exercÃcio rápido de projeção futurÃstica.
Que você também se identifique se algum dia encontrar aquela mulher abraçada à foto.
“Não sou feliz, mas não sou mudo, hoje eu canto muito mais†(Belchior).






