Dentro de 5 dias a Rede Avaaz – uma organização que articula campanhas da sociedade civil mundialmente através da Internet – pretende enviar para a presidenta Dilma Roussef os e-mails de protesto de nada menos do que 1 (um) milhão de internautas, a maioria esmagadora de brasileiros e brasileiras, que pedem a interdição do inÃcio das obras da hidrelétrica de Belo Monte cujo impacto implicará na devastação de 400.000 hectares da floresta amazônica e impactos em centenas de quilômetros do Rio Xingu.
Além dos desmatamentos, os organizadores da campanha de protesto informam que mais de 40.000 pessoas, a maioria comunidades indÃgenas amazônicas, serão duramente prejudicadas pela hidrelétrica e obrigadas a deixar seus locais de moradia. Para a consecução das obras – denunciam os articuladores do protesto – será escavada uma mega vala cujas dimensões seriam maiores do que o Canal do Panamá.
Os articuladores do protesto, utilizando dados da WWF –World Wildlife Foundation, uma organização internacional de defesa da biodiversidade no planeta, com afiliada no Brasil, sustenta que, apenas lançando mão de programas de eficiência energética seria possÃvel viabilizar energia equivalente a 14 usinas como a que se pretende construir em Belo Monte.
De acordo, ainda, com os organizadores do protesto, que já conta com 450.000 adesões (dados desta quinta-feira, 3 de fevereiro), os maiores interessados na construção da hidrelétrica são as grandes empreiteiras e a empresa Eletronorte, a despeito da existência de alternativas menos impactantes e mais limpas para a produção de energia capaz de sustentar o crescimento brasileiro sem causar perdas devastadoras na já cambaleante biodiversidade planetária.
Os dados dos animadores do protesto ganham maior credibilidade a julgar pela crise aberta no contexto do licenciamento ambiental da obra. A Rede Avaaz informa que, por se negar a assinar a licença prévia do projeto, o presidente do IBAMA renunciou e foi imediatamente substituÃdo por outro que assinou imediatamente a citada licença, numa demonstração da complexidade dos impactos ambientais a serem causados e da complexidade ainda maior das medidas mitigadoras do empreendimento e, inclusive, a complexidade da equação danoXbenefÃcio decorrente do projeto que, no mÃnimo, está a merecer uma bem mais aprofundada avaliação e debate nacional.
Para as pessoas que desejem maiores informações sobre a campanha contra o inÃcio das obras de Belo Monte ou associar-se ao protesto, informamos o endereço eletrônico da Rede Avaaz: http:www.avaaz.org/po/pare belo monte/?vI


