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O oceano não é uma cloaca

segunda-feira, dezembro 27th, 2010

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) vai solicitar da Companhia de Abastecimento de Ãgua e Saneamento de Alagoas (CASAL) que apresente a documentação oficial que autoriza o lançamento, no mar, através do emissário submarino que é operado pela Companhia, do chorume produzido pelo recém inaugurado Aterro Sanitário de Maceió. A informação foi dada pelos representantes do órgão ambiental estadual na reunião plenária do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (CEPRAM), realizada nesta última terça-feira, 21 de dezembro, no salão de reuniões do Palácio dos Martírios.

O IMA, atendendo a demanda reiterada no próprio CEPRAM pelo representante da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Márcio Barbosa, quer saber, ainda, e diretamente da empresa responsável pelo Aterro, como é que esse chorume está sendo recolhido, transportado e manipulado, qual a sua composição e em que condições está sendo lançado no oceano.

Como o IMA e o CEPRAM –leia-se a área ambiental do Estado– não tiveram acesso, conforme também anunciado na reunião, ao projeto final do polêmico Aterro Sanitário, uma vez que a Prefeitura de Maceió avançou o sinal e exorbitou de suas competências licenciando o equipamento abusivamente, nada se sabe, oficialmente, sobre os detalhes, as condicionantes e restrições da licença municipal quanto ao sistema de tratamento previsto para o chorume e os parâmetros para o efluente final resultante desse tratamento.

Uma coisa é certa: o tratamento do chorume é, seguramente, a parte mais complexa do licenciamento ambiental de equipamento da natureza de um aterro sanitário. Em segundo lugar, o entendimento técnico mais usual é de que esse tratamento seja feito, com máxima eficiência, no próprio local do aterro, conforme tecnologias comprovadamente apropriadas. Em terceiro lugar, quando de sua bombástica apresentação, as autoridades municipais garantiram, com a imodéstia que é característica da atual administração municipal, que esse tratamento seria o mais moderno do Brasil.

Como se vê a coisa não andou muito na direção da euforia com que o Aterro foi apresentado na propaganda oficial da Prefeitura, pois é inusitada a solução que está sendo utilizada para descarte de efluente tão poluente como é o caso do chorume, composto, entre outras coisas, de substâncias altamente nocivas à saúde pública como é o caso dos metais pesados.

Nas mãos do conselheiro Márcio Barbosa e outros membros do CEPRAM está uma documentação que a Prefeitura Municipal enviou. Porém, segundo comentários preliminares feitos durante a já referida reunião do CEPRAM, essa documentação não atenderia às principais indagações e preocupações suscitadas pelo conjunto de instituições que representam a população e o poder público no colegiado que tem como missão fiscalizar, licenciar e acompanhar as ações de maior impacto ambiental no Estado.

O oceano não é uma cloaca, apta a aceitar todo o tipo de efluente só porque suas águas têm altíssimo poder de diluição. Daí a existência de toda uma legislação e normas que regulamentam a matéria, inclusive aquelas que prevêem outorga para lançamento de efluentes em corpos hídricos. Descartar chorume no mar nunca foi uma boa idéia e, se ficar comprovado que se trata de chorume não tratado ou tratado sem o rigor demandado, aí o caldo, não só do chorume, digamos assim, poderá engrossar muito mais.

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Encontro define ações da ICID Regional

segunda-feira, abril 5th, 2010

Aline Guedes

A Reunião Regional da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas (ICID 2010) foi tema de um encontro de planejamento realizado nesta semana, na sede da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ), em Recife (PE).

Participaram autoridades e representantes de importantes instituições, a exemplo da Secretaria de Recursos Hídricos do Governo de Pernambuco (SEMARH/PE), Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT), Banco do Nordeste (BNB), Centro de Treinamento e Desenvolvimento (CETREDE), Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Agência Nacional das Ãguas (ANA), Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e FUNDAJ. A reunião serviu para apresentar o formato e os objetivos do encontro regional, marcado para junho de 2010, no Recife. A principal finalidade do evento é aprofundar os conhecimentos sobre as necessidades locais de convivência com o Semiárido, buscando-se a geração de um documento a ser apresentado na ICID Internacional, em Fortaleza (CE), no mês de agosto, tornando a programação o mais prática possível. O superintendente de Usos Múltiplos da ANA, Joaquim Gondim, é um dos integrantes do Comitê Técnico-Científico da ICID.

Ele explica que o evento será dividido em quatro temas: 1) Clima e Mudanças climáticas: previsões, cenários; 2) Clima e Desenvolvimento Sustentável: vulnerabilidade, impactos, adaptação, desenvolvimento sustentável, bem estar; 3) Governança: representação, direitos, equidade e justiça; 4) Processos de Políticas Públicas: formulação, implementação, monitoramento e desempenho de políticas públicas. De acordo com Joaquim, o principal avanço obtido esta semana foi a inserção efetiva da SUDENE e do DNOCS, especialmente no que diz respeito à condução dos trabalhos sobre boas práticas, previstos no Encontro Preparatório.

 “Mais especificamente, a SUDENE, em parceria com o BNB, conduzirá os trabalhos relativos ao Tema 4 (Processos de Políticas Públicas), e o DNOCS, em parceria com a Embrapa, conduzirá os trabalhos relativos ao Tema 2 (Clima e Desenvolvimento Sustentável). Essa troca de experiências entre as entidades civis e governamentais é extremamente importante para o fortalecimento das Redes Temáticas atuantes no âmbito do Semiárido, e na difusão de boas práticas, culminando com a recomendação de políticas públicas para a região†– avalia o superintendente.

O evento da ICID Nordeste é patrocinado pelo Governo de Pernambuco, com o apoio do BNB, do INSA e de várias outras instituições.

Para mais informações acesse:

www.icid18.org. Aline Guedes Assessoria de Comunicação Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT) Edifício da Associação Comercial e Empresarial Av. Floriano Peixoto, 715 – 2º andar Centro CEP: 58.400-165 Campina Grande/PB Telefone:(55 83) 2101-6409 Fax:(55 83) 2101-6403 Celular: (55 83) 8738-6208

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