Essa semana comprei uma caixa de sorvete que dentro tinha 3 cupons de desconto. Era um para cada produto da marca. No cereal que costumo comprar uma entrada de graça para um dos parques de diversões mais cobiçados da região. Na tinta de cabelo, fraldas descartáveis e até mesmo no absorvente íntimo eles dão alguns dólares de desconto para a próxima compra. É uma maneira de fazer comprar o mesmo produto.
Sem falar na sacola enorme que deixam na minha porta toda semana cheia dos benditos cupons. É um desperdício imenso de papel. Alguns dos meu vizinhos nem chegam a abrir, jogam logo no lixo. A nota fiscal de alguns lugares também serve de cupom no verso. Eles oferecem descontos nos mais variados produtos. Em algumas farmácias as compras valem pontos. Então quando completados 100 pontos o cliente ganha 5 dólares para gastar no que quiser. E nem precisa comprar nada para poder ganhar o benefício. Nos aeroportos e nas principais estações de metrô existem dezenas de cupons de desconto para os pontos turísticos e peças da broadway.
E por falar em peças de teatro, na famosa Times Square existe um quiosque chamado TKTS que vende os ingressos que não foram vendidos até aquele dia por uma bagatela. Vale à pena enfrentar a fila.
Isso tudo é uma forma de incentivar ainda mais um dos países mais consumista do mundo a comprar mais.
Às vezes você nem tem o que comprar naquela loja “x” de roupas, mas como você tem um cupom de 30% de desconto acaba pensando: por que não dar uma passadinha por lá? A distribuição de folhetos é tanta que tem gente colocando plaquinha na porta de casa dizendo que segundo a lei tal o dono não permite que sejam deixadas propagandas naquela propriedade.