É de impressionar o patriotismo dos americanos. Em quase todas as casas existe uma bandeira do paÃs na porta. E sempre que podem em eventos e celebrações eles levam o sÃmbolo dos EUA com eles. Talvez o fato de ter muitos imigrantes faça com que eles queiram mostrar que aqui ainda é os EUA. Quem sabe!?
No Brasil não existe isso. Só se vê a bandeira verde amarela quando a seleção brasileira está em campo ou no dia da independência. Será que não amamos o nosso paÃs com a mesma intensidade? Ou não somos estimulados a bater no peito e dizer: eu tenho orgulho de ser brasileiro!
Certo dia em São Paulo, ouvi de uma amiga: “é engraçado que vocês nordestinos sentem um orgulho de onde nasceram. Por aqui a gente não vê issoâ€. É, acho que sentimos mesmo. Pelo menos eu agradeço por ter nascido em um estado tão rico em belezas naturais. Tão elogiado pelas suas praias e povo trabalhador e hospitaleiro. Sobre a pobreza, sem comentários. Esse não é um problema apenas de Alagoas ou do Nordeste.
Ainda sobre o amor à pátria, eu mesma quando decidi morar fora do Brasil fui comprar chaveiro com a bandeira do paÃs, havaianas e até blusa do Brasil. E quando cheguei aqui me perguntei: Por que não fiz isso antes? Por que as pessoas só querem mostrar que são brasileiras quando estão fora do paÃs? Por que não colocam bandeirinha do lado de fora de casa como os americanos? Tenho certeza que apesar de tudo de ruim que vem acontecendo, ainda temos muitos motivos para nos orgulhar da nossa terra natal.
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Patriotismo dos americanos
segunda-feira, agosto 23rd, 2010Solidariedade
segunda-feira, fevereiro 1st, 2010
Apesar da fama, os americanos não são frios quando o assunto é
solidariedade. Por incrÃvel que pareça eles me ensinaram a ser mais
solidária. Foi aqui que eu aprendi a dizer “obrigada†para tudo. Não
que antes eu fosse uma pessoa mal educada, mas é que aqui eles
falamâ€obrigadoâ€, “desculpe†e “licença†a todo momento. Seja para
coisas simples como descer do ônibus ou apenas porque alguém depois de
passar pela porta segurou para o próximo passar.
Depois de presenciar vária vezes as pessoas ajudando umas as outras,
passei a fazer também mesmo quando estou apressada. Se por acaso
alguém derrubar algo na rua, não importa se é horário de rush ou não,
várias pessoas vão parar para ajudar. Se mala está pesada, ou alguém
está tentando subir as escadas com um carinho de bebê, pode ter
certeza que receberão uma mãozinha.
É engraçado quando algum turista começa a olhar para cima tentando
achar a direção certa. Rapidamente ouvi-se: está precisando de alguma
informação? Quando o meu irmão veio me visitar aqui em Nova York pela
primeira vez, eu tinha acabado de chegar, então não conhecia bem a
cidade. Estávamos olhando o mapa e discutindo com farÃamos para chegar
no pier 17. Uma senhora, que estava sentada do outro lado do vagão se
aproximou e perguntou para onde nós estávamos querendo ir. Nos deu
todas as informações necessárias. Foi tão solÃcita que nos deixou sem
graça. Ficamos até com o sorriso amarelo de tanto dizer obrigado.
Presenciei uma vez uma senhora cair no chão. Três pessoas ligaram para
o 911. Duas enfermeiras pararam, sendo que uma delas estava com o
filho de uns 6 meses e o marido. Ela tinha tantas bolsas. Começou a
abrir e a tirar lenço umedecido, papel toalha, lÃquido para
esterelizar o corte. Um outro correu para pegar gelo. Sem falar no
médico que parou, a examinou e só saiu do local quando a ambulância
chegou.
Aprendi a dizer “desculpe†por qualquer coisa também. Até quando
acontece de esbarrar com uma pessoa dobrando a esquina vindo na
direção contrária. Mas como todo lugar do mundo, de vez enquando você
irá esbarrar com um sem educação falando alto ao telefone detro do
trem, por exemplo.

