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TTR 230 2010, perfeita para iniciantes

sábado, fevereiro 6th, 2010

TT-R230 2010Em função do grande número de pilotos que participam de provas amadoras de enduro, o modelo 2010 da Yamaha TT-R 230 abandonou o number plate e adotou um farol integrado. Assim, os trilheiros terão mais segurança para deslocamentos noturnos. Com preço sugerido de R$ 10.338,00, a moto pode ser uma boa opção, principalmente para pilotos iniciantes. Só por curiosidade, sua principal concorrente, a Honda CRF 230F, tem preço bastante similar: R$ 10.530,00.

Inspirada na linha YZ – modelo especial da marca dos três diapasões – a TT-R 230 é fabricada no País desde 2004. No início era apenas para atender às exportações. Apenas no final de 2007, o modelo começou a ser vendido no mercado interno. A moto é a opção ideal para pilotos com pouca experiência, já que a moto apresenta baixa altura do assento e longo curso das suspensões, características que facilitam o controle da máquina e, consequentemente, uma fácil pilotagem.

O assento da TT-R 230 tem uma altura (870 mm), é longo e avança sobre o tanque de combustível de oito litros. Assim, o piloto terá bastante mobilidade sobre a motocicleta. Outro fator que ajuda nas mudanças de direção é o baixo peso, apenas 107 kg a seco.

TT-R230_2010

Motor e Ciclística

Equipada com motor monocilíndrico, quatro tempos de 223 cc, OHC, refrigerado a ar e com duas válvulas no cabeçote, a TT-R 230 oferece torque e potência em ampla faixa de utilização para a prática do off-road. Este propulsor é praticamente o mesmo da “aposentada†XT 225, modelo que antecedeu a XT 250 Lander. Já o câmbio da TTR-230 tem seis velocidades, de engate fácil e preciso.

TT-R230_2010

A suspensão dianteira tem curso de 240 mm, enquanto a traseira é dotada de um novo sistema de link da suspensão (220 mm de curso), responsável pela progressividade e grande absorção de impactos com o solo. Já o sistema de freio é composto por disco simples de 194 mm de diâmetro na dianteira e tambor de 130 mm de diâmetro na traseira. As rodas são de 21 polegadas na dianteira e 18 polegadas na traseira e estão calçadas com pneus off-road, nas medidas 80/100 21 (D) e 100/100 18 (T).

TT-R230_2010

Montada sobre um quadro semiberço duplo, a TT-R 230 está disponível somente na cor azul. Como não traz todos os itens exigidos pelo Código de Trânsito Brasileiro, a TT-R 230 não pode ser emplacada e, consequentemente, não pode circular em vias públicas. É um modelo exclusivo para o uso fora de estrada.

TT-R230_2010

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Honda XRE 300 encara asfalto e trilhas leves com visual moderno

quarta-feira, outubro 28th, 2009

A Honda XRE 300 foi apresentada em junho com a dura missão de substituir de uma só vez a XR 250 Tornado e a NX4 Falcon. Aposentadas em função da legislação de emissão de poluentes em vigor desde janeiro (o Promot 3), a montadora tentou reunir em um só modelo as qualidades das duas bem-sucedidas motocicletas. Para isso, a Honda apostou em um visual moderno e diferenciado de tudo que há em sua linha, fugindo do aspecto off-road da Tornado sem perder as qualidades touring da Falcon.

Honda 300 (1)

As críticas e dúvidas sobre a capacidade da nova XRE 300 em cumprir sua missão foram muitas. A começar pela capacidade cúbica de seu motor, menor que a da Falcon. Mas, convenhamos, o monocilíndrico de 400 cc não era um primor nos quesitos desempenho e velocidade final. Essa era a primeira dúvida em nosso teste: o motor de um cilindro, 291,6 cm³, duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC) e refrigeração mista da nova moto superava a Falcon em desempenho?

Os números não mentem: enquanto a Falcon tinha 30 cv de potência e 3,51 kgfm de torque, a nova XRE tem 26,1 cv e 2,81 kgfm. A velocidade final gira em torno de 134 km/h no velocímetro digital, enquanto na Falcon dificilmente superava os 150 km/h no marcador analógico. Entretanto, longe da frieza nos números o desempenho da nova XRE 300 é satisfatório.

Nas saídas, a “puxada” da aposentada Falcon era melhor, mas o escalonamento do câmbio de cinco marchas exigia muitas trocas. A nova trail da Honda conta com câmbio de cinco velocidades bem escalonado para o uso urbano e a injeção eletrônica garante respostas bem mais instantâneas ao se girar o acelerador. Quando comparada à antiga XR 250 Tornado e seu câmbio de seis marchas, a nova XRE merece menção honrosa.

DESIGN E CONFORTO

Honda 300 (2)

Outra crítica dos fãs da Falcon e Tornado caía sobre o design ousado da nova XRE 300. “Mosquito da dengue” foi um apelido que circulou em sites e fóruns da internet, em função do para-lama alto do novo modelo.

Particularmente o modelo nos agradou muito. Criado no Brasil, o design deu novos ares à família trail da montadora japonesa.

Também chamam a atenção o bom nível de acabamento e as soluções criativas do novo modelo. Além do para-lama principal, há outro menor junto à roda que ajuda a proteger o piloto de respingos. O farol multi-refletor ganhou lâmpadas mais potentes (60/55W). Na traseira, o útil bagageiro de série segue as linhas da XL 1000V Varadero.

Vendida nas concessionárias da marca desde agosto, a XRE 300 procurou oferecer ainda mais conforto para o então piloto da extinta Tornado. Seu banco é bastante largo e confortável, tanto quanto o da Falcon. A tímida bolha sobre o moderno painel digital também ajuda a desviar o vento em estradas.

“Viúvas” da Falcon só sentirão falta de um tanque maior: a XRE tem capacidade para 12,4 litros contra os 15,3 l da NX4. Mas, na teoria, o motor menor e alimentado por injeção eletrônica é mais econômico.

CICLÃSTICA

Seguindo sua proposta de substituir dois modelos de uma tacada só, a nova XRE 300 perdeu algumas características off-road da Tornado. Além de abandonar o banco fino, o tanque esguio e o visual “cross”, a XRE 300 é 10 kg mais pesada que sua antecessora (144,5 kg na versão standard e 151 kg na recém lançada versão com ABS). Mas manteve as rodas de alumínio (21 polegadas na dianteira e 18 na traseira) e os pneus de uso misto Metzeler Enduro 3, bons para encarar estradas de terra com segurança. As suspensões foram recalibradas e estão mais macias que as da Tornado.

Honda 300 (3)

Também a nova XRE 300 não tem a pretensão de acompanhá-lo nas trilhas pesadas que a XR 250 conseguia enfrentar. Mas se for para enfrentar apenas trechos de terra, pode confiar que a nova Honda encara sem problema.

A balança traseira continua sendo feita em alumínio, mas agora a XRE 300 ganhou um freio a disco na traseira. Antigo pedido de seus consumidores e equipamento fundamental para encarar de igual para igual a Yamaha XTZ 250 Lander que, desde 2007, já trazia o item de série. O funcionamento está dentro da proposta da moto.

ABS

Atendendo a diretrizes mundiais, segurança é a palavra-chave para os novos produtos Honda. Por isso, a linha 2010 da XRE 300 está equipada com o sistema Combined ABS (C-ABS). A área de engenharia da montadora uniu o Combined Brake System (CBS), no qual o freio traseiro aciona o dianteiro, com o ABS (sistema de freios antiblocantes), que não permite o travamento das rodas em frenagens de emergência. A solução já é utilizada em outros modelos maiores, como a CB 600F Hornet.

Na prática, a XRE 300 com o C-ABS oferece respostas mais eficientes. O tempo da ação e da reação do sistema é mais rápido, o que representa uma frenagem com mais segurança. Além disso, o sistema da Honda evita derrapagens e oferece ainda maior controle direcional, mesmo em pisos com pouca aderência. Detalhe: a XRE 300 é o primeiro modelo trail desenvolvido para usar o C-ABS também na terra. Vale ressaltar o bom desempenho do sistema, que fica habilitado o tempo todo, mesmo na terra.

Mesmo o piloto estancando o freio, a moto não sai do trilho, mas em função da adoção do sistema C-ABS, a XRE engordou 6,5 kg, já que a versão top ganhou pinça de três pistões (a versão standard conta com dois pistões) e sensor de ABS em ambas as rodas. Fora o módulo de gerenciamento do sistema C-ABS, que fica na lateral esquerda da moto.

A versão equipada com o novo sistema tem preço sugerido de R$ 15.390, cerca de 20% a mais que a versão Standard cotada a R$ 12.890.

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