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Chevrolet Camaro

domingo, outubro 10th, 2010

Desde a sua primeira aparição até o seu lançamento oficial poucas mudanças houveram no seu design. Abaixo vocês podem conferir uma imagem de um sketch da sua época de lançamento e comparar com uma das imagens do modelo lançado como oficial para produção.

Apesar das sutis mudanças o carro continua lindo e com um aspecto original aos seus primeiros desenhos. Mas o que surpreende para quem começa a analisar este modelo é a sua segurança. Apesar de ser um esportivo retro, ele conta com seis airbags no seu interior e toda uma estrutura planejada para reduzir o impacto na “célula de sobrevivência†em caso de acidente. Na imagem abaixo vemos uma projeção da área de cobertura dos airbags e também uma parte da estrutura do novo Chevrolet Camaro.

Além da segurança estrutural e de airbags o Chevrolet Camaro conta com o uso de tecnologias de controle de tração, ABS, e um sistema de “Launch Control†que ajuda o piloto a controlar o carro na hora de arrancar forte. O Chevrolet Camaro também conta com uma caixa de marchas de 6 velocidades.

Estes recursos são equipamentos de série para todos os modelos, e falando em modelos, lhes apresento as versões do novo Camaro: LS, LT, SS. Nas versões LS e LT o Camaro conta com o motor 3.6 V6, que irá proporcionar ao modelo 300cv de potência. Já a versão mais top do novo modelo da Chevrolet, conta com as siglas SS estampadas na traseira, um poderoso V8 6.2 LS3 na versão manual ou um V8 6.2 L99 na versão automática, que irão render 422cv e 400cv respectivamente. Além disso a versão SS irá contar com um sistema de freios Brembo para conseguir parar seus 1700kg, distribuídos numa proporção 52/48 frente/trás. Mas se você tiver condições de importar um destes para o Brasil (já que a importação oficial não está prevista) você ainda poderá contar com o pacote de acessórios RS. Este pacote estará disponível para as versões LT e SS, disponibilizando aerofólio traseiro, lanternas personalizadas, faróis HID além de rodas aro 20″.

Mas nem só no exterior e mecânica este carro dá um show. Eu particularmente achei o interior o destaque principal do lançamento da Chevrolet. Todas as versões contam com bancos de couro e painel inspirado nos modelos clássicos de 1969. O Camaro possui instrumentação completa para o monitoramento do coração na frente deste muscle car, mas em seu interior também é possível desfrutar de um som de qualidade com o uso de sistema MP3 além do exclusivo design de controle destas funções. Ainda contamos com recursos como por exemplo, a “impressão†da velocidade no pára-brisa, herdado de seu irmão Corvette. Mas o destaque maior deste Camaro não se deve apenas a estes itens, mas sim ao sistema de iluminação interna azul, que dá uma impressão de um ambiente único e envolvente.

Por fim, podemos dizer que a Ford com o Mustang e a Dodge com o Challenger agora tem um grande concorrente. Como dizem por aí, vai ser uma briga de cachorro grande, e os ganhadores somos nós, os consumidores, que vamos desfrutar de carros lindos, de DNA esportivo e acima de tudo que trazem tecnologia e segurança unidos a um design retro-atual.

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Chrysler 300C SRT-8

quinta-feira, novembro 5th, 2009

Chrysler 300C SRT-8 É incrível como um sedan de cinco metros (4999 mm) pode ser tão interessante. Essa versão evoluída da série HEMI, uma paixão inquestionável, nascida lá nos anos 1950, está longe de ser o que há de mais moderno e hi-tech em termos de automóvel, mas sua configuração já é o suficiente para sustentar a fama de imbatível. Ou quase. Seus competidores diretos apresentam conjuntos mais eficientes, como é o caso do Cadillac STS. Mesmo com sistema de tração integral ele pesa menos que o 300C SRT-8, e só não é mais rápido porque a Cadillac ainda não apresentou o novo motor com 500 cavalos que está no forno. Contudo, enquanto o seu lobo não vem, o Chrysler 300C SRT-8 HEMI é uma opção e tanto. Tradicional, o HEMI moderno exibe qualidades interessantes embora a solução aplicada seja antiga. Fazendo valer a máxima: “Não existe substituto para capacidade cúbicaâ€, a engenharia da DaimlerChrysler ministrou uma dose de 400cc sobre a capacidade volumétrica (5.7 litros) do antigo V8, o que a fez saltar para 6.1 litros. Um salto pequeno se considerarmos os 85 cavalos a mais extraídos do propulsor.

Chrysler 300C SRT-8 (2)

Para fazer o clássico motor V8 OHV transbordar potência, mesmo com todas as suas limitações, a turma tratou de fazer com ele o mesmo que Ford fez por estas bandas com a série Zetec RoCam. Massas foram subtraídas, atritos foram reduzidos, a taxa de compressão foi ampliada e, para gerenciar a temperatura mais elevada, todo o sistema de arrefecimento foi revisto. As válvulas de exaustão ganharam um componente a mais em seu miolo: o sódio, garantindo melhor dissipação do calor. Os cabeçotes de alumínio tiveram sua geometria revista e, para assegurar o equilíbrio, o coletor de exaustão agora é dimensionado – um belo trabalho sobre a dinâmica dos gases. A tração continua sendo traseira, mas a caixa de marchas seqüencial automática utilizada ganhou um novo software de gerenciamento, prevendo a necessidade de trocas mais ágeis. Afinal, houve coerência. De que adiantaria o trabalho sobre o propulsor se o câmbio, ao ser trabalhado, continuasse exigindo tempo extra para engatar as marchas – algo comum à maioria dos seqüenciais automáticos. Porém, mesmo mais rápido, foi mantida a configuração tradicional: apenas cinco velocidades.

Chrysler 300C SRT-8

Outra alteração importante, essa sob o aspecto da esportividade, incomum aos sedans grandes americanos, foi o estabelecimento dos picos de potência e torque em rotação mais elevada. Os 425 cavalos, a mesma potência do histórico 426 HEMI com duplo carburador de corpo quádruplo, surgem acima dos seis mil giros (6.200 rpm) e o torque máximo, essa é a pedra de toque, está logo ali a 4.800 rpm – 1.400 giros abaixo. Essa sim é uma relação de esportividade, considerando-se que a queda nas rotações durante as trocas de marcha é igual a 1.000-1.500 giros. Mas, se por um lado houve um grande trabalho sobre o propulsor, por outro o carro continua precisando passar por um regime de emagrecimento. É verdade que são cinco metros de automóvel, mas a aplicação de materiais mais leves faria o C300 SRT-8 perder miseravelmente 200 kg, o que o tornaria mais rápido nas acelerações, ampliaria a velocidade final e o mesmo conjunto de freios se tornaria ainda mais eficaz.

A suspensão independente nas quatro rodas, claro, favorece o comportamento dinâmico e faz este sedan esportivo render como tal, mesmo ele pesando 1.888 kg – em ordem de marcha. Na dianteira há triângulos assimétricos e superpostos e na traseira cinco links todos atrelados a um sub-chassis. Molas e amortecedores foram recalibrados e as barras estabilizadoras ganharam corpo. Os freios, discos ventilados nas quatro rodas, são acionados por pinças com quatro pistões e se acomodam sob rodas aro 20 pol. Vale notar, entre os opcionais há a possibilidade de uma relação final um pouco mais curta, com o uso de pneus traseiros de perfil mais baixo. Há muita eletrônica embarcada e tudo é pela segurança: ESP, ABS e sistema de controle sobre a expansão dos airbags. E, ainda, para ampliar a visão noturna, há faróis de alta intensidade (HID).

Chrysler 300C SRT-8 (3)

O estilo faz o gênero purista e a grade do radiador, devemos reconhecer, é uma das melhores reedições dos anos dourados da Chrysler, assim como a linha de cintura alta; as caixas de roda bem “justas†e as próprias dimensões. Diz a DaimlerChrysler que o sedan é capaz de fazer de 0 a 100 km/h abaixo dos 6 segundos e que o quarto de milha (403 m) chega antes dos 14 segundos.

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