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Contra a legalização de mais drogas psicotrópicas!

segunda-feira, julho 4th, 2011

Há várias semanas atrás, em artigo publicado sobre o Alcoolismo – morbidade devastadora provocada por droga legalizada, socialmente aceita e irresponsavelmente estimulada pela livre publicidade farsante – deixei claro que a minha análise em relação ao consumo das drogas psicotrópicas não está relacionada a nenhuma orientação religiosa e muitos menos ao cínico moralismo farisaico que desprezo. Esclareço também que este artigo não tem o objetivo de promover o debate sobre liberdade de expressão… embora eu não compartilhe da hipocrisia em alardear o direito amplo, geral e irrestrito da mesma! Não sou favorável a todas as formas de liberdade de expressão, pois não sou favorável, por exemplo, a marcha de nazistas, sites de pedofilia, passeatas que promovam intolerância religiosa ou fomentem preconceitos (como racismo, homofobia, machismo, etc) e violência a grupos vulneráveis socialmente!

Alerto, entretanto que não vale à pena ler este artigo aqueles (as) que compartilham a concepção de que é necessário promover a ampliação de condições para acesso a substâncias psicotrópicas por entender que as pessoas podem livremente escolher métodos de construção de “paraísos químicos” ou “férias químicas de si mesmo e do mundo medíocre”… Da mesma forma seria perda de tempo esta leitura para aqueles que já proclamam o fatalismo da derrota diante do maldito narcotráfico e já não acreditam em nenhuma possibilidade de enfrentá-lo, seja na estruturação e combate pelo aparato repressivo seja no âmbito preventivo das políticas sociais. A minha intenção, nas poucas linhas que tenho disponível para assunto tão complexo, está relacionada ao debate nacional sobre a legalização de novas drogas psicotrópicas que atuam diretamente no Sistema Nervoso Central e alteram sua atividade de forma depressora, estimulante ou perturbadora e sempre promovendo efeitos agudos e crônicos, físicos e psíquicos. Não estou falando “apenas” de fugir do mundo concreto para vivenciar relaxamento e hilariedade mesmo nas desgraças, de perda de memória de curto prazo, delírius persecutórios, alucinação, problemas respiratórios, redução de testosterona, surtos psicóticos, perturbações auditivas e visuais, náuseas e vômitos, desorientação, perda do auto-controle, convulsões, síncope cardíaca, degeneração de nervos periféricos, paralisia, amputação, depressão respiratória e cardíaca, coma, morte! Temos que lembrar também dos violentíssimos e dolorosos processos de abstinência tanto em relação ao usuário desesperado pela dependência química como para a família e entes queridos… seres humanos que se tornam capazes de matar ou morrer porque fisiologicamente seu organismo necessita da substância química! Sem esquecer que o organismo humano se torna cada vez mais tolerante à quantidade utilizada e precisa de doses cada vez maiores ou de outras drogas mais potentes para produzir os efeitos desejados.

E… não sejamos cínicos, pois estamos numa economia capitalista globalizada e capaz de promover gigantescas, livres e “criativas” redes de comércio para atingir sem risco milhões de consumidores potenciais no Brasil e assim faturar muitos bilhões de dólares a mais do que faturam hoje na ilegalidade. Depois, quando a desgraça estiver instalada, entrará a conversa fiada que gera emprego no campo, na cidade, na indústria e que economicamente arrecada dinheiro pelos impostos e que o Governo vai controlar a qualidade do produto e impedir a venda para menores de 18 anos (kkkkkk… tem que rir pra não infartar!) e outros mais blá blá blá…Ora, os Governos não conseguem nem controlar os mosquitos da dengue, nem assegurar leito hospitalar para mulheres com as mamas em neoplasia maligna apodrecida externamente, não garantem tratamento e recuperação aos usuários de hoje imagine se serão capazes assegurar fiscalização, monitoramento e controle na comercialização do livre mercado ou o tratamento para milhares de novos usuários de drogas psicotrópicas!! No final das contas o elogiado mercado interno de massas em nosso país será o alvo consumidor, seja nas comunidades pobres e vulneráveis socialmente ou manipulando os aspectos psicológicos característicos à infância e juventude em todos os setores da sociedade ou promovendo novidades químicas entre adultos mesmo!

Minha proposta? Não legalizar e botar pra quebrar no crime organizado e no narcotráfico esteja ele onde estiver (especialmente nos Palácios de Riqueza e Poder que ganham bilhões na ilegalidade e ganharão muitos mais na legalidade!). Além da mais bela e digna proposta que há: disputar o coração e a mente de cada criança e jovem em cada metro quadrado do Brasil com educação, música, cultura, esportes… Ah! Alguém dirá…Impossível! Um outro…Romantismo ridículo! Um outro… Coisa de fundamentalismo religioso! E eu e muitos outros? Continuamos a lutar – respeitando os que honestamente defendem outro ponto de vista – mas com a persistência implacável que é necessária para enfrentar essa proposta reacionária de legalização de mais drogas psicotrópicas que servirá para que a nossa juventude esteja entupida de “maravilhosos” momentos de dependência química, distanciados do mundo real e incapacitados para a construção de qualquer projeto social pautado na verdadeira democracia popular!

Artigo da vereadora Heloísa Helena

 

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Que Nojo! …Na Política o Crime Compensa!

segunda-feira, junho 13th, 2011

Se nas grandes descobertas científicas não está permanentemente garantido um espaço neutro, limpo, ético… imagine na política! Se no mundo da ciência renomados cientistas largaram tubos de ensaio, conhecimento técnico e aprimoradas metodologias de cálculos para se envolverem em contendas violentas e anti-éticas… imagine no mundo da política onde a maioria dos seus integrantes deveria ser classificada como uma gentalha caráter-de-rato cujos principais atributos se relacionam a vigarice, cinismo, traição, incompetência, irresponsabilidade, insensibilidade.
Repito sempre que a política – tal como é vivenciada nos espaços de poder – é o melhor dos mundos para aqueles (as) que nela se instalam na perspectiva de cometer todas as formas hediondas ou não de crimes contra o interesse público… Das orgias sexuais com dinheiro público roubado e compra de virgindade de crianças aos Crimes e Delitos contra a Administração Pública como tráfico de influência, intermediação de interesse privado, exploração de prestígio, peculato, prevaricação, condescendência criminosa, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva… enfim o que dita o Código Penal que o cometimento desses leva à cadeia. Mas como vivemos em terra-sem-lei – justamente para acobertar os políticos bandidos ricos e poderosos – o arcabouço jurídico se torna um medíocre amontoado de letras mortas e vazias também pela ação ou omissão de mãos sujas de muitos na justiça, nos operadores do direito, nos empresários, nos eleitores, na sociedade em geral. Embora devamos ressaltar também que vivemos em tempos de leis implacáveis aos pobres – que se roubarem uma lata de leite vivenciarão a triste condenação sem julgamento no chão imundo dos presídios e submetidos a todas as formas abomináveis de humilhação.
Uma breve citação: Nessas últimas semanas os fatos relacionados ao Ex-Ministro Palocci – amplamente divulgadas nos meios de comunicação e debatidos no Congresso Nacional desde 2006 – ocuparam exaustivamente os espaços domésticos ou públicos. Estranho até… Todos sabiam! Novidade não há! Ora, desde a condição de poderoso Ministro da Fazenda do Governo Lula até a Coordenação da Campanha Dilma e Ministro da mesma – exceto os motivados pela inocência ou ignorância – a maioria sabia o que fazia quando financiou (de olho na promiscuidade e safadeza!) ou votou… inclusive militantes e lideranças políticas de todos os partidos que votaram no atual Governo Federal até com a vergonhosa desculpa do “mal menor”!
É fato inconteste, que só enriquece na política quem é ladrão! Não há possibilidade – diante de tantas restrições legais – que um político consiga acumular fortunas e patrocinar o enriquecimento de suas famílias, gangues e corjas sem percorrer os caminhos da roubalheira dos cofres públicos. São tantas as proibições na legislação em vigor que qualquer análise honesta intelectualmente demonstra a impossibilidade, do ponto de vista fiscal, financeiro e tributário, de acumulação de riqueza – seja nos paraísos fiscais seja na ostentação vulgar da roubalheira.
Alguns cínicos – políticos ladrões e vadios bajuladores – mentem tanto que não há óleo de peroba suficiente para lustrar tanta cara-de-pau! Fico sinceramente impressionada com a tranqüila cara-de-paisagem desses ladrões poderosos e eleitoralmente vitoriosos! Se brincarmos… daqui a pouco dirão que são Excelências Delinquentes e continuam roubando descaradamente – e não aprendem nem quando vivenciam experiências negativas publicamente – por um defeito com um gene (receptor de dopamina D2… lembram os estudos de neurociência?)… Eita! Haja paciência pra não infartar!
Exatamente por tudo isso que ser honesto, responsável, estudioso, sensível e comprometido na militância política é tarefa árdua, penosa e muito sofrida… É tarefa incompreendida socialmente e desvalorizada politicamente! Assim sendo, nunca deveremos – nós honestos – esperar reconhecimento público e glórias… devemos mesmo é participar de todas as Lutas e tentar semear incansavelmente a Ética e a Justiça Social mesmo em solo árido de frágeis Esperanças! Afinal, mesmo que nos sintamos em muitos tristes momentos como um pequeno barquinho diante de imensa tempestade em alto-mar… devemos dizer, como diz o poeta “ Ai de mim…Ai de ti, ó velho mar profundo… Eu venho sempre à tona de todos os naufrágios!”… E a vida continua… E a Vida é Bela mesmo quando aparecem uns canalhas nela!

Texto da vereadora Heloísa Helena (Psol)

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Verba de gabinete usada para cursos e jantares

segunda-feira, julho 26th, 2010

Fonte: Painel Notícias

Vereadores de Maceió reduzem valor de R$ 27 mil para R$ 9 mil

De janeiro de 2009 até julho de 2010, vinte dos vinte e um vereadores de Maceió gastaram nada menos que  R$ 9,1 milhões da chamada verba de gabinete, com despesas que foram desde pagamento de cursos de manicure, até jantares em restaurantes luxuosos da cidade.

Em todo esse período, cada um desses vereadores recebeu por mês R$ 27 mil, na boca do caixa, para, em dinheiro vivo, “realizar” pagamentos por serviço “executado”, que, de acordo com as notas encontradas pelo Ministério Público, ia desde cursos de cabeleireiro e manicure, à floricultura e jantares de luxo.

Advertido pela vereadora Heloísa Helena, do PSOL, que se negou a receber, desta forma, a verba de gabinete, o Ministério Público entrou na história, exigiu prestação de contas, investigou, ameaçou pedir na lei a devolução desses recursos, e acabou fechando um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com a Casa para reduzir o valor e estabelecer critérios.

A partir de agosto, desce de R$ 27 mil para R$ 9 mil o valor da verba de gabinete dos vereadores e Maceió e gastos com alimentação e combustível, locação de veículos, alimentação e outros, terão que passar por processo licitatório.

Moral da história: quem recebeu e usou indevidamente o dinheiro público, se deu bem; não será punido na forma da lei.

Em tempo: a vereadora Heloísa Helena, candidata ao Senado da República, já informou à Mesa Diretora que continua de fora do recebimento dessa verba; ela explica que, por ser candidata na eleição deste ano, não quer motivar a “criatividade maldosa” de seus adversários, de que ela poderia usar esses recursos na campanha.

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