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Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei, diz Lula

quinta-feira, setembro 23rd, 2010

Em Curitiba, presidente também reagiu com ironia às acusações da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia

A dez dias das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu publicamente na noite desta quarta-feira ser responsável pelos votos conquistados pela candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de intenção de votos. “Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei. Este é um dado da história que é importante meditar”, afirmou Lula.

Em comício para Dilma e o candidato ao governo do Paraná Osmar Dias (PDT), no bairro novo, periferia de Curitiba, o presidente reagiu com ironia às acusações de parte da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia. “Agora, estão inventando o tal do discurso que nós ameaçamos a democracia. Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia”, ironizou. Cerca de 10 mil pessoas participaram do comício.

Segundo Lula, a oposição considera que a democracia é apenas a liberdade de expressar o descontentamento, enquanto para o governo, democracia é inclusão social. “Para eles, democracia era bom naquele tempo que a gente podia se reunir apenas para gritar que estava com fome. Democracia não é gritar que está com fome, é comer”.

Para o presidente, a visão “equivocada” que a oposição tem do povo, explica o mau desempenho dos tucanos nas pesquisas de intenção de voto. “Governar, a gente não aprende na escola, governar é compromisso e a relação da gente com o povo. Eles só sabem chegar perto dos pobres perto de eleição e agora estão inventando o discurso. Essa gente pensa que a gente é tonto”, afirmou.

Sem citar o nome do adversário, Lula também ironizou as promessas do candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, de aumentar o salário mínimo para R$ 600 e dar um 13º para os beneficiários do Bolsa Família. “Essa gente passou oito anos chamando o Bolsa Família de ‘bolsa esmola’. É esmola para eles que dão R$ 100 de gorjeta quando tomam uísque.”

Em seu discurso, Dilma acusou os adversários de destilarem ódio contra sua campanha e tratarem os eleitores como tolos ao fazer promessas, segundo ela, estapafúrdias.
“Em época de eleição, muita gente promete muita coisa. Eles não aumentaram o salário mínimo quando podiam e hoje, prometem pensando que o povo é tolo”.

Via: IG

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Serra nega que promessas de campanha sejam eleitoreiras

quarta-feira, setembro 22nd, 2010

Para tucano, a receita está subestimada e o orçamento aprovado nunca é o que o governo usa de fato

O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, negou que suas promessas de aumento do mínimo e do reajuste para aposentados sejam eleitoreiras. “Não é eleitoreiro, é necessário”, disse. As declarações foram dadas em entrevista gravada ontem à noite no Rio de Janeiro para o programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, exibida na manhã desta quarta-feira.

Foto: AE

José Serra

Para Serra, as promessas são factíveis porque a lei orçamentária subestima a receita da União. “O orçamento aprovado nunca é real e o Governo acaba encaminhando para o lado que deseja”, alfinetou. Além disso, o tucano prometeu rever contratos e cortar cargos de confiança.

Pontuando que o PSDB é o criador dos programas que hoje formam o Bolsa Família, Serra reiterou a proposta de vincular o 13º ao programa social. Para ele, a ajuda beneficiaria “famílias que estão dependentes e que não têm mais condição de ascensão”.

Educação
Outra proposta defendida por Serra é colocar dois professores por sala de aula nas escolas públicas. Segundo ele, sua experiência à frente da Prefeitura de São Paulo o fez perceber que é viável implementar a ideia em todo Brasil. “Tudo o que eu proponho ou eu já fiz, ou eu calculo”, disse. O tucano também criticou a meta de qualidade de ensino da gestão Lula para o Nordeste e taxou de modesta e absurda a meta proposta pelo Governo Federal para a região: de até 2021 igualar a São Paulo.

Quando questionado sobre os cortes que fez quando era governador de São Paulo nas vagas de professores temporários da rede pública, Serra atribuiu a dificuldade em preencher vagas à limitação da existência de faculdades de pedagogia. “Fizemos exames para selecionar temporários. Mas há dificuldade para preencher. Fizemos exames e abrimos concursos. (…) A grande limitação é a existência de faculdades de pedagogia”, respondeu.

Campanha
Serra defendeu a liberdade de imprensa e criticou a posição do governo Lula, que classificou de “chantagem”. Ao mesmo tempo, voltou a criticar a mídia por “gostar de pesquisa e bastidor” e se concentrar em “coisas irrelevantes”, como, por exemplo, a exibição da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa eleitoral na televisão. “A imagem do Lula passou por 3 segundo e estava voltado para a candidata dele no sentido que ela não tem uma história sólida. A Dilma não tem. Isso não significou nenhum elogio ou ataque”, disse.

O tucano alegou que tem defendido as ideias do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevistas e debates, mas que sua campanha não tem como estratégia exibir depoimentos, exceto o do ex-governador de Minas Aécio Neves.

Serra também comentou os problemas que o candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, apoiado pelo PSDB, está enfrentando na Justiça por ser considerado “ficha suja”. “A questão está na Justiça. É a Justiça que vai decidir. As alianças são locais e regionais. O partido em cada lugar faz uma aliança. (…) O Roriz está se defendendo”, disse.

Economia
O candidato garantiu que não fará uma intervenção no Banco Central para diminuir as taxas de juros no Brasil. “O ministro da Fazenda, do planejamento e o Banco Central têm que trabalhar juntos para encontrar uma relação câmbio-juros mais justa. Vamos manter o (atual) regime, sem intervenção e ter uma equipe entrosada, não vai ser feito bruscamente”, disse. Para José Serra, o País vive hoje um período crítico de sua historia. “As pessoas hoje estão satisfeitas, mas é preciso que estejam satisfeitas amanhã”, pregou.

Via: IG

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Lula fala em ‘extirpar’ o DEM

terça-feira, setembro 14th, 2010

Presidente tenta melhorar o desempenho da candidata petista ao governo catarinense, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um discurso duro nesta segunda-feira ao participar de comício em Joinville, Santa Catarina, ao lado da candidata Dilma Rousseff. Ao relembrar o escândalo do mensalão, Lula, que encerrou os discursos do ato político pela candidatura presidencial, acusou a mesma direita “raivosa e com ódio” que , segundo o presidente, prejudicou ex-presidentes Como Getúlio Vargas e João Goulart, de tentar derrubá-lo em 2005.

Foto: Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante comício da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff

O discurso do presidente mirava claramente as lideranças conservadoras locais, em especial o DEM, o ex-presidente nacional do Partido Jorge Bornhausen e seu filho, o deputado Paulo Bornhausen. “Nós sabemos que os Bornhausen não podem vir disfarçado de cordeiros, já sabemos quem são eles (..) Eu fico preocupado porque quando eu nem conhecia Joinville eu vim aqui para apoiar Luiz Henrique. (..) Quando Luiz Henrique foi eleito para o governo de Santa Catarina, eu pensava que era para mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que nós precisamos extirpar da política brasileira”, disse o presidente.

Nos mais de 20 minutos em que discursou no ato político para promover Dilma, o presidente Lula praticamente ignorou a candidata e se concentrou em pedir votos para Ideli Salvatti, candidata ao governo de Santa Catarina pelo PT. Foi só no final de sua fala que o presidente voltou a declarar que Dilma é a candidata mais preparada para dar continuidade ao seu governo e pediu para a militância não “guardar as bandeiras” para “consagrar” Dilma presidente no dia 3 de outubro.

Lula relembrou a atuação de Ideli no Senado como líder do governo e a classificou como “senadora extraordinária”. “Poucas vezes tivemos uma senadora da qualificação moral e ética”, elogiou. O esforço do presidente busca reverter o quadro de desvantagem que a petista encontra na eleição estadual. Em quase todas as pesquisas de intenção de voto, Ideli aparece em terceiro lugar, atrás de Ângela Amin (PP) e Raimundo Colombo (DEM) , com poucas chances de chegar ao segundo turno.

Ao se comparar com o ex-presidentes, Lula disse que foi salvo porque tinha um “ingrediente a mais”. “Essa mesma direita tentou fazer comigo em 2005 e não fez porque eu tinha um ingrediente a mais, eu tinha vocês. E eles nunca tinham lidado com presidente da República que tinha nascido no berço operário desse País. Quando eles queriam que eu ficasse em Brasília ouvindo discurso deles, eu disse ’vocês fiquem em Brasília que eu vou para rua derrotá-los como estamos fazendo nesse momento”, afirmou.

Durante o discurso, Lula pediu o apoio da imprensa e admitiu que “só chegou aonde chegou por causa da imprensa”. Segundo ele, o povo sabe quando a imprensa “está falando a verdade”. E ponderou: “O que eu não posso é ser vítima de inverdades. Quando houve as enchentes aqui, duvido que teve um governo que agiu com tanta rapidez como a gente agiu com nossos irmãos que estavam debaixo d’agua”, afirmou.

Via: IG

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Marina promete R$ 1 bi para cultura

terça-feira, setembro 14th, 2010

A candidata do PV também sugeriu que mudanças na Lei Rouanet podem acontecer em um eventual governo verde

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, prometeu nesta segunda-feira criar um fundo nacional de cultura com o aporte de R$ 1 bilhão para apoiar projetos culturais no País.

Recepcionada por uma leva de artistas em uma casa de show da rua Augusta, antiga rua de meretrício de São Paulo e hoje reduto cultural underground da cidade, Marina disse que a produção cultural é um “espaço de novas oportunidades de emprego” e será incentivada dentro da proposta do partido de estimular a economia criativa.

De acordo com a candidata, o fundo nacional seria uma complementação da Lei Rouanet de incentivo cultural, que, segundo a própria Marina, poderá sofrer mudanças em um eventual governo verde:
“Existe algumas discussões sendo feitas (sobre mudanças na Lei Rouanet). O que eu tenho dito é que nós pretendemos visitar essas discussões com o cuidado de ouvir todos os segmentos, mas já estamos comprometidos com o fundo nacional de cultura, para poder ser um esforço complementar”, anunciou a candidata.

Questionada sobre a origem dos recursos para a criação do fundo nacional de cultura, a candidata disse que pretende “fechar o dreno da corrupção”e usar esses recursos para o incentivo cultural. “A gente desperdiça tanto recurso com corrupção. Vamos investir mais em arte, em criação, e em coisas que sejam boas para o país”, argumentou.

Foto: Agência Estado

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, posa para fotografia ao lado de artistas e produtores culturais que demostraram apoio à candidatura verde

A ideia de Marina Silva é que o fundo nacional dobre o orçamento cultural do País, passando para R$ 2 bilhões por ano. De forma velada, a presidenciável criticou o excesso de exigências da Lei Rouanet, que impossibilitam o acesso universal aos recursos.

“É fundamental um fundo de cultura para que mais projetos possam ser beneficiados, inclusive os que vêm da iniciativa mais popular e que não conseguem se enquadrar nos critérios técnicos da Lei Rouanet”, disse Marina Silva.

Onda verde

O encontro na casa de show contou com a participação de cerca de 300 pessoas do circuito cultural de São Paulo, como o rapper X, o cozinheiro Alex Atala, o cineasta Fernando Meirelles e o pensador José Miguel Wisnik.

A proposta do evento, segundo o organizador Alexandre Youssef, dono da casa de show e candidato à deputado federal pelo PV, é criar uma “onda verde” que possa levar a candidata do partido ao segundo turno das eleições. “Os artistas são formadores de opinião e podem fazer diferença na hora do voto”, disse Youssef, que é ex-petista e foi secretário de Juventude do governo Marta Suplicy, em São Paulo. “A Marina precisa crescer mais três ou quatro pontos antes do dia da eleição, para tentar uma virada”, completou.

Via: IG

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Lula chama Dilma de heroína em comício

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Em comício com o candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, presidente critica gestão tucana no Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas aos governos tucanos durante comício nesta quinta-feira em Ribeirão Preto (SP) e centralizou seus ataques aos processos de privatização paulista e federal. Lula defendeu a candidatura de Dilma Rousseff (PT) como sua sucessora e a chamou de “heroína”. Cerca de 8 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, acompanharam o evento na esplanada do Theatro Pedro 2º, região central da cidade paulista.

Foto: Agência Estado

Aloizio Mercadante e a candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy, participam de comício ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Ribeirão Preto, SP

Sem citar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e nem os governadores do PSDB, há 16 anos à frente do governo de São Paulo, Lula disse que “eles demonstram que não têm competência para governar, porque a única coisa que aprenderam a fazer foi vender o que não era deles; bem público, estradas, ferrovias”. E emendou: “quando eu entrei, em 2003, eles queriam vender a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa”.

Ao lado do candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante (PT), Lula subiu o tom dos ataques e afirmou que “São Paulo não pode ficar na mão de tucano a vida inteira. O Século 21 merece coisa melhor, merece mais arrojo, por isso a gente não tem que vacilar”. Tanto o principal adversário de Mercadante, Geraldo Alckmin, quanto o de Dilma, José Serra, são tucanos e ex-governadores de São Paulo.

Lula lembrou ainda que durante o seu governo o Brasil deixou de ser devedor e passou a ser credor do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nem assim poupou os tucanos. “Essa gente que era metida a sabida ficava de quatro para o FMI e quem mandou o FMI embora fomos nós; hoje eles (FMI) nos devem US$ 14 bilhões”.

Para justificar o apoio a Dilma, Lula lembrou do período em que a candidata foi presa e torturada na época da ditadura militar. “Sei o que aquela mulher sofreu, porque foi presa, torturada. Não porque ela era bandida, ela era uma heroína que lutava pela democracia e liberdade”, afirmou.

Dirigindo-se ao público, Lula defendeu ainda a candidatura de Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB) ao Senado por São Paulo e lembrou da oposição que enfrentou no parlamento durante seu governo. “Não podemos deixar a Dilma na mão de senadores como eu fiquei”, afirmou.

Lula seguiu ainda o discurso de Mercadante e atacou, com ironia, o custo dos pedágios em São Paulo, cujas rodovias foram privatizadas durante os governos do PSDB. “Eles têm de explicar como pode pedágio custar R$ 46 daqui a São Paulo e de São Paulo a Belo Horizonte (cujas rodovias são federais) R$ 7,70. Daqui a pouco o motorista vai ter de pagar o ar que respira.

Além de Lula, a grande estrela do comício foi Gabriel, neto de Dilma nascido hoje em Porto Alegre (RS), que impediu a ida da candidata à Presidência ao comício. Todos os que discursaram citaram o nome do garoto, que foi tratado como novo cabo eleitoral da candidata e ela mesma foi rebatizada de avó do PAC e não mais mãe do PAC. “Gabriel é nome de anjo que anuncia boas novas. Tenho a impressão que Gabriel veio para anunciar a vitória de Dilma Rousseff”, apostou o deputado federal Michel Temer (PMDB), candidato a vice de Dilma.

Via: IG

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Meirelles e Gabrielli são nomes certos no governo Dilma

quarta-feira, setembro 1st, 2010

 Henrique Meirelles (Foto: Greg Salibian/iG)

 A candidata Dilma Rousseff já começou a discutir com assessores mais próximos a formação de seu governo, caso vença as eleições. 

 Independentemente do cargo que venha a ocupar, Henrique Meirelles fará parte do eventual governo Dilma, mesmo se não for à frente do Banco Central. 

 Outro que é tido como pule de dez é o atual presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, nome muito próximo à candidata. 

 Luciano Coutinho é um dos mais cotados para o Ministério da Fazenda. 

 Se depender do presidente Lula, no entanto, Dilma não deveria mudar nada na economia pelo menos num primeiro momento. 

 Lula tem dito a alguns interlocutores que ela deveria manter, pelo menos no início do governo, a dobradinha Guido Mantega na Fazenda e Henrique Meirelles no Banco Central. 

 Essa hipótese, no entanto, é considerada bastante improvável. Dilma deve optar por escolher seu próprio time na economia. 

 E Antonio Palocci, designado por Lula para ser o principal conselheiro de Dilma? Segundo fontes próximas à candidata, Palocci deverá mesmo ocupar a Casa Civil e ainda indicar Paulo Bernardo para outra pasta.

Via: IG

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Luiz Marinho quer atrair DEM para governo Dilma

quarta-feira, agosto 25th, 2010

Com linha direta com o presidente Lula, prefeito tem experiência bem-sucedida em São Bernardo com o DEM

Um dos poucos prefeitos do País que possuem linha direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luiz Marinho (PT) disse nesta terça-feira que poderá atuar como interlocutor para fazer com que integrantes do DEM apoiem um futuro governo da petista Dilma Rousseff. “Em algum momento haverá esse rearranjo”, disse Marinho.

 

Foto: Agência Brasil

Marinho e Lula

Eleito prefeito de São Bernardo em 2008, Marinho costurou logo no início do seu mandato uma aliança com o DEM local. Na oportunidade, ele não contava com a maioria de vereadores aliados para poder aprovar projetos. Prefeito de São Paulo e principal liderança do DEM no Estado, Gilberto Kassab participou diretamente das negociações e deu aval.

“Há uns dois anos eu ouço gente do DEM insatisfeita com a posição radical em relação ao presidente Lula”, disse Marinho, que conversou com a reportagem do iG por telefone. Ele, no entanto, acha que ainda é cedo para discutir uma adesão do DEM ao governo Lula. “Estou à disposição para conversar. Mas ainda precisamos ganhar a eleição da Dilma”, completou.

A formação de um novo partido para abrigar integrantes do PPS, do DEM e do PSDB insatisfeitos com o comando das suas siglas ganhou força a partir da consolidação da liderança de Dilma na corrida presidencial. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT), é um dos articuladores da iniciativa.

O principal empecilho, no entanto, é a atual legislação que exige fidelidade partidária após as eleições. Ou seja, quem for eleito por um determinado partido não pode migrar para outra sigla se não houver mudança programática. Em 2007, por exemplo, alguns casos foram parar no STF (Supremo Tribunal Federal).

Naquela oportunidade, o DEM foi o principal alvo do governo Lula. A maioria dos que deixaram o partido tiveram como rumo o PR (Partido da República), sigla criada a partir da fusão entre o PL e o PRONA. Entre os congressistas que aderiram ao PR e ao governo Lula, estão o senador Cesar Borges, o deputado José Rocha e a ex-deputada Jusmari Oliveira (todos da Bahia).

Jusmari, inclusive, sofreu processo de cassação e quase perdeu o mandato. “Quem tentou tirar meu mandato foi Paulo Souto (DEM), atual candidato ao governo da Bahia”, disse Jusmari em entrevista ao iG no começo deste mês. Em 2008, ela foi eleita prefeita de Barreiras, a 860 km de Salvador. Este ano apoia Dilma para Presidência e Jaques Wagner (PT) para o governo baiano

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Dilma minimiza números do IBGE sobre saneamento

sábado, agosto 21st, 2010

 A candidata disse que o relatório ainda não reflete investimentos do governo Lula e que os números de 2009 e 2010 serão superiores

 A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se encontra com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB) em dia de campanha em Vitória (ES) Leia também IBGE: mais da metade das casas não está ligada a rede de esgoto Poder Online: Hartung desce do muro Dilma diz que aposta tucana na ingenuidade do povo é elitista Confusão marca mais uma caminhada de Dilma A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, minimizou o resultado do IBGE divulgado hoje sobre a coleta de esgoto por rede no País, e disse que os dados ainda não mostram os investimentos feitos pelo governo Lula. Em Vitória, durante entrevista coletiva, a ex-ministra disse ter certeza de que haverá uma ampliação do número de tratamento de esgoto quando forem levantados os dados de 2009 e 2010.

“Nós começamos as obras do PAC na área de esgoto em 2008, por quê? Porque levamos 2007 selecionando projetos. No Brasil, não se investia em saneamento básico. (…) Como não tinha dinheiro, as prefeituras não faziam projetos. Aí tivemos trabalho de selecionar e chamamos todos os prefeitos e governadores, e fizemos um processo seletivo. Eu gostaria de ver um número fechado para 2009 e 2010 porque eu tenho certeza de que haverá uma ampliação do tratamento de esgoto. Agora, é um processo que teremos de insistir porque foram anos sem investimento em saneamento”, disse a candidata.

Em recente entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, na série com os presidenciáveis, Dilma afirmou que o resultado seria “excepcional” quando a pesquisa mostrasse a situação do saneamento em 2010. A candidata apontou o saneamento como uma das áreas pela qual mais se empenhou no governo e citou investimento de R$ 270 milhões na favela da Rocinha para exemplificar o tamanho do aumento em relação aos 300 milhões que o governo federal investia no Brasil inteiro.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira, a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB 2008). O estudo faz uma radiografia da extensão e qualidade das redes de esgoto, de abastecimento de água, de drenagem da água da chuva e de coleta de lixo e limpeza pública, que atendiam os 5.554 municípios brasileiros em 2008. Mesmo indicando melhorias desde a última pesquisa, realizada em 2000, a PSNB 2008 mostra um longo caminho a ser percorrido pelos governos federais, estaduais e municipais na prestação de serviço de saneamento básico para a população.

Via: IG

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Marina muda programas após críticas

sexta-feira, agosto 20th, 2010

Depois do início desastroso, Marina volta ao estúdio para regravar programas, que devem centrar biografia e propostas de governo

Depois de receber uma enxurrada de críticas dentro do partido, o programa eleitoral de Marina Silva deve passar por mudanças já na edição desta sexta-feira. Após um início desastroso, onde a candidata aparece apenas quatro segundos, o partido resolveu intervir na edição dos programas e deve acompanhar de perto a confecção das peças publicitárias da candidatura a partir de agora.

Apesar do programa inicial ter sido reprisado novamente no horário eleitoral da tarde desta quinta-feira, no período da noite uma nova peça publicitária deve entrar no ar, centrada na trajetória política e pessoal da candidata. A orientação do partido agora é investir na potencialidade da biografia da senadora, além de centrar fogo nas bandeiras da educação, saúde e ética na política, trabalhadas pelo partido desde a pré-campanha.

Assista como foi o primeiro programa de Marina Silva na televisão
Por conta da repercussão negativa do programa inaugural, que foi apelidado pelos adversários de “Discovery Channel”, em referência ao canal que exibe documentários de desastres ambientais, Marina cancelou todos os eventos que estavam agendados para hoje e dedicou todo o período da tarde às gravações em estúdio.

Ao trazer apenas imagens de desastres naturais e uma narração em off da candidata, caciques do PV foram à loucura e até classificaram o programa de “primário” e “típico de partidos nanicos”. A crítica mais pesada contra o programa de televisão da presidenciável veio do vereador Alfredo Sirkis, presidente do PV no Rio de Janeiro. Ex-candidato à presidência pelo partido em 1998, Sirkis disse que o programa foi um “desastre ecológico”, ironizando a proposta dos marqueteiros de Marina.

Apesar de admitir a qualidade técnica do programa, Sirkis disse que a peça não serve para o início de uma campanha eleitoral tão disputada. Ele lembrou que o partido dispõe de apenas 1 minuto e 23 segundos, contra dez de Dilma (PT) e sete de José Serra (PSDB). “Foi um programa institucional, típico das campanhas para atrair novos filiados ou dos documentários da National Geographic”, disse Sirkis. “O programa inicial tem um papel fundamental na campanha, que é definir paradigmas e rumos. Jamais poderia ter sido daquele jeito. Ao esconderem Marina da propaganda eleitoral, eles tiraram o maior capital dela, que é o olho no olho e a capacidade de encantar o público”, afirmou.

Foto: Agência Estado

Apesar de críticas, Marina Silva se diz satisfeita com a repercussão do seu primeiro programa na televisão

A própria Marina rebateu os argumentos de Sirkis e disse que intenção dessa primeira fase da propaganda eleitoral do PV era mostrar a dramaticidade dos problemas climáticos. “Se o pessoal tá querendo a minha biografia, é sinal de que o programa chamou a atenção”, brincou a candidata durante entrevista no seu comitê central, na Vila Madalena nesta quarta. “A gente queria mostrar a dramaticidade do que está acontecendo no planeta, que os investimentos econômicos e sociais precisam levar em conta que tem uma realidade que está exigindo de nós uma nova atitude”, justificou Marina.

O marqueteiro informal da campanha, Paulo de Tarso, disse que é normal as críticas nesse primeiro momento. Ele afirma que o programa inicial fez parte de uma estratégia para situar o eleitor em relação aos problemas globais. Baseado em pesquisas qualitativas, Tarso afirma que a mensagem foi entendida pelos eleitores e que o programa continuará dentro da estratégia de diferenciar Marina dos demais oponentes.

O presidente do PV em São Paulo, Maurício Busadin, também discordou das críticas explicitadas por Sirkis e afirma que a proposta da campanha presidencial é fixar a importância da sustentabilidade. “Apesar do tempo curto, o PV quer mostrar que a candidatura de Marina está inserida numa preocupação global de investimento em energias renováveis e respeito ao meio ambiente”, disse.

Apesar da defesa, Busadin admite que a propaganda eleitoral de Marina sofrerá mudanças. “Cada programa tem uma dinâmica diferente. Ninguém pensou que Marina ficaria escondida no seu próprio programa. Claro que ela vai aparecer mais e falar mais do seu programa de governo. Faz parte da estratégia do partido desde o início”, justificou.

Justificativa

Em contato com a nossa reportagem, a assessoria de Marina Silva disse que as gravações da candidata nesta quinta-feira já estavam na programação cotidiana da campanha. A equipe de Marina também afirma que a ordem dos programas já previa que a 2ª peça publicitária incluiria a biografia da candidata. Segundo a campanha de Marina, nenhuma modificação foi feita no conteúdo dos programas eleitorais do Partido Verde em relação às críticas do vereador Alfredo Sirkis. Tudo seguirá de acordo com o programado antes do início no horário eleitoral, segundo a própria assessoria.

Via: IG

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Maranhão, candidatos colam suas imagens no governo PT

quarta-feira, agosto 18th, 2010

Sem propostas, candidatos colam suas imagens no governo PT

Roseana Sarney e Flávio Dino fizeram mais referência ao governo Lula que às próprias propostas de governo

Sem propostas concretas durante o primeiro programa eleitoral no rádio ao governo do Estado do Maranhão, os candidatos Flávio Dino (PCdoB) e Roseana Sarney (PMDB) tentaram associar ao máximo suas imagens ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lago (PDT), do outro lado, valeu-se do discurso da “libertação” do Maranhão na estreia do seu programa no rádio.

Conforme o iG já havia adiantado desde segunda-feira, Roseana utilizou no seu primeiro programa depoimentos do presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff e, em vários momentos da propaganda, a peemedebista pediu votos à petista.

 Chamando a governadora do Estado de “companheira”, a presidenciável afirmou que a filha do senador José Sarney (PMDB) foi uma peça importante na construção do projeto de governo do presidente Lula. Já o presidente alegou que o desenvolvimento do Maranhão depende da eleição tanto de Dilma, quanto de Roseana.

Flávio Dino, sem ter uma chamada ou depoimento de Dilma Rousseff, afirmou que seu governo traria o mesmo “modelo de política pública adotada pelo presidente Lula” e citou projetos como o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Bolsa Família. “No Brasil, existe uma política de desenvolvimento com distribuição de renda. As políticas sociais do governo Lula representam justamente isso”, declarou Dino no seu primeiro programa de rádio.

Sem referências a presidenciáveis, o ex-governador do Estado Jackson Lago utilizou-se de depoimentos populares para tentar sensibilizar o eleitor da “injustiça” relacionada à cassação do seu mandato em abril de 2009 por acusação de capitação ilícita de sufrágio. Na primeira propaganda no rádio, as chamadas afirmaram que Lago é o “libertador do Maranhão” e que pelas obras realizadas em pouco mais de dois anos e meio de governo, “eles (em referência à família Sarney) não deixaram que Jackson terminasse o seu mandato”.

Via: IG

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