Posts para a tag ‘Em’

Dilma e o aborto: ‘Sou contra; é uma violência contra a mulher’

sexta-feira, outubro 8th, 2010

Candidata se encontra com religiosos em Belo Horizonte e diz ser vítima de ‘campanha clandestina e oculta’

Atrás de um altar montado na capela do Mercado Central de Belo Horizonte, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se reuniu com lideranças religiosas nesta quinta-feira. Ao conversar com os religiosos, a petista diz ter ouvido uma “voz cristalina” que se distinguiu do que ela chamou de uma “campanha clandestina e oculta” contra a sua candidatura durante o primeiro turno da eleição. A candidata se referia a boatos que circularam na internet e em ambientes religiosos de que ela seria a favor do aborto.

Confusão na entrevista sem o “paliteiro”

“Foi uma conversa que calou fundo no meu coração”, disse Dilma depois do encontro em Belo Horizonte. Mesmo sem ser questionada pelos jornalistas, ela voltou a dizer, como já fez em várias vezes durante a sua campanha, que é contra a prática do aborto. “Eu sou contra porque é uma violência contra a mulher”, afirmou.

Dilma negou rumores de que o programa de governo usado na sua campanha mudaria o enfoque em relação ao aborto. Segundo a petista, não há o que mudar porque o aborto não estava contemplado no texto do programa.

A petista disse também que espera receber todos os votos mineiros, incluindo o chamado “Dilmasia”, que foi uma combinação de votos, feita no primeiro turno, que misturava o nome Dilma com o do tucano Antonio Anastasia (PSDB), que foi reeleito governador em Minas Gerais.

Questionada se já havia feito um segundo contato com Marina Silva, candidata derrotada oo PV à Presidência, para pedir o seu apoio, Dilma respondeu que respeita a senadora e que é contra este tipo de pressão. “A hora certa vai chegar”, afirmou.

Paliteiro

Dilma concedeu a coletiva a jornalistas na capela do Mercado, que só abre aos domingos, mas que foi aberta hoje atendendo a um pedido da campanha. A visita da petista provocou muito tumulto, onde militantes e jornalistas tiveram de se agachar para acompanhar a entrevista coletiva. Dilma, acostumada com a organização da primeira fase da campanha, disse: “Isto é para vocês verem como faz falta o paliteiro (dos microfones). Pela volta do paliteiro!”, afirmou.

No primeiro turno, Dilma foi criticada por parte dos jornalistas que disseram que o uso do “paliteiro” (uma espécie de púlpito com os microfones dos repórteres) era uma demonstração de que a candidata havia subido no salto alto. Para o segundo turno, a campanha da petista não tem usado mais o “paliteiro”.

Acompanharam a petista o ex-candidato ao Senado Fernando Pimentel (PT), o presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, e o coordenador de sua campanha, José Eduardo Cardozo.

Carreata

Depois do evento em Belo Horizonte, Dilma seguiu para Ribeirão das Neves, na região metropolitana da capital mineira. Lá, percorreu a região central da cidade em carro aberto.

Via: IG

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

Aborto e Ficha Limpa pautam debate de presidenciáveis da CNBB

sexta-feira, setembro 24th, 2010

Regras do encontro promovido pela Igreja Católica em Brasília impediram confronto direto entre os candidatos

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Universidade Católica de Brasília (UCB) promovem na noite desta quinta-feira, das 21h30 às 23h30, mais um debate entre os candidatos à Presidência da República. Os quatro principais concorrentes participam: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Antes da realização do debate, o iG flagrou a Polícia Federal fazendo uma varredura antibomba no local do debate. A vistoria foi feita a pedido de Dilma, de acordo com confirmação dada por um dos três policiais responsáveis pelo serviço. Antes mesmo de iniciado o confronto, a movimentação na porta do local do debate também era intensa, com direito a protestos de grupos conservadores contra a petista.

As regras do encontro dificultaram o confronto direto, já que nenhum candidato podia fazer perguntas ao outro. Em função disso, o evento teve tom morno e não foi marcado por discussões mais acirradas entre os presidenciáveis. Assim, ganharam destaque alguns temas escolhidos pelos próprios organizadores do debate, como a lei da Ficha Limpa e a descriminalização do aborto.

Todos os principais candidatos participaram do confronto
Foto: Agência Estado

Todos os principais candidatos participaram do confronto

A senadora Marina Silva (PV-AC), que é evangélica e pessoalmente contrária ao aborto, afirmou ter “a vida como princípio”. Ela voltou, entretanto, a defender que seja realizado um plebiscito sobre o tema. Dilma, que já havia despertado reações por causa do tema, negou que seja pessoalmente a favor do aborto. Ainda assim, ela voltou a defender que se trata de uma questão de “saúde pública”.

“Eu acredito que nenhuma mulher pode ser favorável ao aborto”, afirmou a petista. “Mas eu, se eleita presidente, preciso cuidar de milhões de mulheres pobres que fazem uso de métodos absurdos”, afirmou Dilma, ressaltando que a afirmação não pode ser confundida com um posicionamento pessoal dela em favor do aborto.

Ficha Limpa

Ao mesmo tempo em que o debate transcorria em Brasília, o Supremo Tribunal Federal (STF) conduzia o julgamento do recurso do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, cuja candidatura esbarra nas regras previstas pela lei da Ficha Limpa. O assunto acabou entrando também no confronto de presidenciáveis. Questionada se permitirá a contratação de políticos com ficha suja em um eventual governo, Dilma respondeu: “Não permitirei. Eu considero esta questão muito séria”. A petista disse que a lei é “um avanço para a democracia”.

Dilma aproveitou a chance para provocar a oposição e dizer que o governo Lula investigou mais denúncias de corrupção que as administrações anteriores. “Nós não tivemos engavetador-geral da República. Tivemos um procurador-geral da República”.

Sem confrontos

Na maioria do tempo, os presidenciáveis aproveitaram as regras e evitaram o confronto direto. No início do debate, por exemplo, Dilma falou sobre desenvolvimento, saúde, proteção da criança e educação. Coube a Serra endurecer um pouco o tom em sua primeira exposição, embora não tenha citado diretamente a petista.  “Este é um bom momento para começar falando de valores. Eu quero dizer que compartilho dos princípios cristãos do ponto de vista de minha vida pessoal e política. Não sou cristão de véspera de eleição ou apenas para ganhar eleitores”, disse o tucano, que pregou uma postura ética na política. Segundo ele, se esta fosse a regra, não haveria “tanta mentira”.

Ao ser questionado sobre pré-sal, Serra aproveitou para criticar a política do governo na área. Segundo ele, os recursos do pré-sal só serão de fato obtidos dentro de uma década. Dilma, por sua vez, ainda teve a chance de falar de políticas para crianças e jovens. Destacou ainda o crescimento econômico, alegando que o governo tirou milhões de pessoas da miséria.

Além de tratar de temas sociais, o debate inclui ainda discussões como a reforma política. Na contramão de partidos como o PT, Serra posicionou-se contra o financiamento público de campanha. “Financiamento público não vai resolver o que é preciso resolver”, afirmou o candidato tucano. “O que precisa é reduzir custo de campanha.”

Via: IG

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei, diz Lula

quinta-feira, setembro 23rd, 2010

Em Curitiba, presidente também reagiu com ironia às acusações da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia

A dez dias das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu publicamente na noite desta quarta-feira ser responsável pelos votos conquistados pela candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de intenção de votos. “Vou sair do governo com mais votos do que eu entrei. Este é um dado da história que é importante meditar”, afirmou Lula.

Em comício para Dilma e o candidato ao governo do Paraná Osmar Dias (PDT), no bairro novo, periferia de Curitiba, o presidente reagiu com ironia às acusações de parte da oposição de que seu governo é uma ameaça à democracia. “Agora, estão inventando o tal do discurso que nós ameaçamos a democracia. Eles são os democratas. Os donos do engenho são os democratas e os moradores da senzala são contra a democracia”, ironizou. Cerca de 10 mil pessoas participaram do comício.

Segundo Lula, a oposição considera que a democracia é apenas a liberdade de expressar o descontentamento, enquanto para o governo, democracia é inclusão social. “Para eles, democracia era bom naquele tempo que a gente podia se reunir apenas para gritar que estava com fome. Democracia não é gritar que está com fome, é comer”.

Para o presidente, a visão “equivocada” que a oposição tem do povo, explica o mau desempenho dos tucanos nas pesquisas de intenção de voto. “Governar, a gente não aprende na escola, governar é compromisso e a relação da gente com o povo. Eles só sabem chegar perto dos pobres perto de eleição e agora estão inventando o discurso. Essa gente pensa que a gente é tonto”, afirmou.

Sem citar o nome do adversário, Lula também ironizou as promessas do candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, de aumentar o salário mínimo para R$ 600 e dar um 13º para os beneficiários do Bolsa Família. “Essa gente passou oito anos chamando o Bolsa Família de ‘bolsa esmola’. É esmola para eles que dão R$ 100 de gorjeta quando tomam uísque.”

Em seu discurso, Dilma acusou os adversários de destilarem ódio contra sua campanha e tratarem os eleitores como tolos ao fazer promessas, segundo ela, estapafúrdias.
“Em época de eleição, muita gente promete muita coisa. Eles não aumentaram o salário mínimo quando podiam e hoje, prometem pensando que o povo é tolo”.

Via: IG

Create PDF    Enviar artigo em PDF   

Candidatos ao Senado não se comprometem com acesso à informação

segunda-feira, setembro 20th, 2010

Em levantamento coordenado pela ONG Transparência Brasil, apenas 17 políticos se mostraram favoráveis à aprovação do projeto

A ONG Transparência Brasil divulgou nesta semana que apenas 17 candidatos ao Senado se manifestaram até o momento a favor do projeto de lei de acesso a informação pública (PLC 41/2010). Todos eles se posicionaram pela aprovação do texto e a maioria se comprometeu também a atuar no sentido de obter urgência na tramitação da matéria na Casa. A organização, no entanto, ainda aguarda a resposta de outros 70 candidatos sobre o tema.

A consulta aos candidatos foi feita pela ONG por meio de ofício enviado aos políticos entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro. A partir da última semana, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a ONG Artigo 19 se juntaram à Transparência Brasil para reiterar o questionamento aos candidatos que ainda não haviam se manifestado.

Os candidatos que se mostraram favoráveis ao projeto são: João Capiberibe (AP), Arthur Virgílio (AM), Maria de Lourdes Abadia (DF), Ricardo Ferraço (ES), Demóstenes Torres (GO), Roberto Rocha (MA), Waldemir Moka (MS), Paulo Paim (RS), Randolfe Rodrigues (AP), Cristovam Buarque (DF), Rita Camata (ES), Efraim Morais (PB), Gleisi Hoffmann (PR), Gustavo Fruet (PR), Marcelo Crivella (RJ), César Maia (RJ) e Fátima Cleide (RO).

No entanto, em 15 estados nenhum candidato ao Senado se manifestou favorável à lei de acesso a informação, como nos casos de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Pernambuco, entre outros.

A Transparência Brasil, a Abraji e a Artigo 19 ainda esperam o retorno dos demais postulantes ao Senado até a próxima sexta-feira. No Dia Mundial do Direito à Informação, 28 de setembro, será divulgada a lista completa dos candidatos que não se comprometeram com a aprovação da lei de acesso à informação.

Via: IG

PDF    Enviar artigo em PDF   

Jantar vira ato de apoio a Serra

sexta-feira, setembro 17th, 2010

Cerca de 100 representantes da comunidade judaica e políticos participaram de evento em condomínio na capital paulista

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, participou na noite desta quinta-feira de um jantar oferecido pela Confederação Israelita do Brasil em um apartamento de luxo em Higienópolis, bairro nobre da capital paulista. Cerca de 100 pessoas entre representantes da comunidade judaica e políticos estiveram no evento.

A Confederação, que já realizou encontros com a candidata do PT, Dilma Rousseff, e do PV, Marina Silva, se diz isenta. A afinidade com Serra, no entanto, ficou clara com as demonstrações de apoio ao candidato ao longo do jantar, que foi fechado à imprensa.

O presidente da Confederação, Claudio Luiz Lottenberg, secretário da Saúde na gestão de Serra à frente da Prefeitura de São Paulo, afirmou que seriam tratados assuntos como relações internacionais e preservação da democracia. O tema mais polêmico é a questão do Irã. O candidato tucano tem criticado o governo Lula por demonstrar “amizade e carinho” para com um país que não respeitaria os direitos humanos.

Acompanharam Serra no jantar o candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, o atual governador, Alberto Goldman (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), além do candidato a deputado Walter Feldman (PSDB) e o tesoureiro da campanha tucana, José Gregori. Todos os convidados, com exceção de Serra, entraram pela portaria principal do condomínio. O presidenciável evitou a imprensa e passou sem se identificar pela garagem do edifício.

Via: IG

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

Mercadante critica Tiririca, candidato em sua coligação

quinta-feira, setembro 16th, 2010

Mercadante e Alckmin não se enfrentam em debate Tucano só direcionou perguntas a Feldmann (PV); Mercadante vinculou sua imagem à de Lula e Alckmin não citou José Serra 

Faltando pouco mais de 15 dias para as eleições, os dois líderes nas pesquisas de intenção de voto para o governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), não se enfrentaram em debate realizado pela RedeTV! nesta quarta-feira.

 Nas duas oportunidades que teve para questionar os candidatos, Alckmin escolheu o ex-tucano Fábio Feldmann (PV), que em outras ocasiões não confrontou suas ideias.

Mercadante não teve opção de questionar Alckmin, porque o tucano já havia sido escolhido pelos demais candidatos. Visivelmente irritado por não confrontar o líder nas pesquisas de intenção de voto, o petista se queixou na segunda pergunta que direcionou a Paulo Bufalo (PSOL): “Não dá para falar mal na televisão e chegar aqui e não enfrentar o debate. É no debate que a gente cresce”.

 Mesmo querendo se dirigir a Alckmin, Mercadante perguntou ao candidato socialista sobre o preço dos pedágios no Estado de São Paulo, tema recorrente explorado pela campanha do petista. “Nós temos hoje uma situação em que o abuso de pedágios está prejudicando a população (…) Isso prejudica o desenvolvimento do Estado. Vamos baixar os preços”, afirmou Mercadante.

A revisão do valor cobrado pelas praças de pedágio nas rodovias paulistas também foi abordado em questão feita por jornalista a Geraldo Alckmin. O tucano prometeu que vai revisá-los. Alckmin disse que o modelo paulista de concessão de rodovias foi bem sucedido, mas agora chegou a hora de fazer alguns ajustes. Segundo ele, devem ser revistas praças como a de Jaguariúna e Paulínia.

Palhaço

No terceiro bloco do debate, a jornalista Renata Lo perguntou a Mercadante sobre se havia constrangimento pela presença do palhaço Tiririca, candidato a deputado federal pelo PR, em sua coligação. Os votos de Tiririca devem ajudar a eleger candidatos do PT nas eleições.

Mercadante criticou a candidatura de Tiririca e recomendou que os eleitores votem em “gente séria”. “Quando vi a propaganda do PR, eu liguei e falei, olha isso não pode estar acontecendo”, disse. “Se eu pudesse fazer uma recomendação, pediria para votar em gente séria.”

Já Paulo Skaf, candidato do PSB, foi questionado por jornalista sobre o excesso de cavaletes com propaganda sua nas ruas de São Paulo. Segundo Skaf, “essa foi a forma de compensar a dificuldade da aparição na TV e nos principais jornais que esquecem quantos candidatos têm, e acham que são apenas dois”.

Lula

 Somente no segundo bloco do debate, Mercadante teve a oportunidade de associar sua imagem à do presidente Lula.

O candidato do PSB, Paulo Skaf, perguntou a Mercadante se ele se considera preparado para chefiar o governo paulista mesmo sem ter tido um cargo no Executivo, apenas passagem pelo Legislativo. O senador petista respondeu que tem 37 anos de militância política e que o “Parlamento é uma ótima escola”. Ele sugeriu a Skaf tentar gestão no Legislativo: “Eu acho que inclusive para sua carreira política você deveria ter uma experiência parlamentar”.

O petista aproveitou para dizer que Lula não teve cargo Executivo antes de se tornar presidente, mas mesmo assim foi “o melhor”. “Muita gente falava que Lula não tinha experiência no Executivo e ele foi o melhor presidente”, afirmou Mercadante.

Via: IG

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

Dilma diz que PT quer banir o DEM nas urnas

quarta-feira, setembro 15th, 2010

A candidata acusou o DEM de usar ‘método golpista’ para ‘acabar com essa raça’, em referência ao PT, fora do contexto eleitoral

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, rejeitou, nesta terça-feira, em Varginha (Minas Gerais), a tentativa de classificar uma possível vitória eleitoral de seus aliados como projeto hegemonista almejado pelo Partido dos Trabalhadores. Segundo ela, falar em hegemonismo é tirar a legitimidade das eleições.

Questionada se a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre “extirpar” o DEM da política nacional revela um projeto de hegemonia, Dilma respondeu:

“Não revela, não. Revela uma coisa muito saudável que é a disputa na democracia. Acho estranhíssimo que sempre que se coloca a questão de a gente vencer as eleições venha uma pergunta chamada hegemonista. Ganhar nas urnas, até onde eu sei, é legítimo. A não ser que a gente comece agora a deslegitimizar vitórias nas urnas”.

A candidata se recusou a falar sobre as denúncias contra a sua ex-braço-direito e sucessora na Casa Civil, Erenice Guerra. “Eu, de fato, não vou comentar mais isso. Não vou ficar sendo pautada por este caso e não fazendo propostas”, disse.

Questionada se não deve satisfações aos eleitores sobre o assunto, Dilma respondeu; “Dei bastante satisfação para o eleitorado. Estão em todas as páginas dos jornais”.

A candidata voltou a defender as declarações de Lula dizendo que elas foram feitas num contexto eleitoral e a chamar os Democratas de golpistas. “Tem uma diferença substantiva entre eles dizerem que vão acabar com a nossa raça e nós dizermos que vamos ganhar deles na eleição. É eleição. Para tirarmos, só tem um jeito, disputar com eles no voto. O que estamos dizendo é que gostaremos de derrotar o DEM nas eleições. O que o DEM falou de nós não estava no contexto eleitoral. Era o método golpista de tirar as pessoas”, afirmou.

A candidata participou de um pequeno comício na quadra de um colégio de Varginha ao lado dos candidatos ao governo de Minas, Hélio Costa (PMDB), e ao Senado, Fernando Pimentel (PT). “Nós vamos precisar de uma parceria entre o governo federal e o governo de Minas. Por isso peço, votem no Hélio Costa e no Patrus (Ananias, candidato a vice) para Minas seguir mudando com o Brasil”, disse ela.

Na sexta-feira, Dilma volta ao Estado para mais uma aparição ao lado de Hélio Costa, que vem perdendo terreno para o tucano Antonio Anastasia nas pesquisas, desta vez, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Via: IG

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

Para FHC, Lula é ‘chefe de facção’

quarta-feira, setembro 15th, 2010

Em entrevista a site do PSDB, ex-presidente disse que Serra deve explicar ao povo que caso Erenice é igual ao mensalão

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso disse hoje que a campanha do candidato tucano à Presidência José Serra deve explicar ao povo que o caso do filho de Erenice Guerra é a mesma coisa que o mensalão. A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, é suspeita de ter viabilizado negócios intermediados por uma empresa de seu filho, Israel Guerra. Segundo FHC, o caso é de difícil compreensão e por isso deve ser apresentado de forma mais clara ao eleitor. “É o mensalão de novo. Se falar que é o mensalão de novo, a pessoa entende”, diz o ex-presidente. Segundo FHC, ambos os casos ocorreram em salas ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, a quem o ex-presidente se referiu como “militante” e “chefe de uma facção”.

Fernando Henrique também disse, em entrevista ao site tucano Rede Mobiliza, que a mesma tática deve ser adotada para falar sobre as quebras de sigilo na Receita. “Se você falar de sigilo fiscal, pouca gente vai entender. Mas se você falar estão entrando na sua vida, vasculhando sua vida sem autorização (…) é o que está acontecendo. É o exemplo concreto”, diz o ex-presidente.

O tucano também comentou a afirmação de Lula que ontem, em Santa Catarina, disse que o DEM precisa ser extirpado da política brasileira. “Na medida em que o presidente da República quer eliminar um competidor, ele quer o poder total. É autoritarismo, não tem outra palavra”, diz o ex-presidente. Quando foi perguntado sobre a atitude do atual presidente, que segundo o entrevistado não estaria agindo como presidente da República, FHC se limitou a falar a palavra “camelô”.

Até o momento, FHC não havia aparecido na propaganda de Serra na TV. Na entrevista ao site tucano nesta terça-feira, defendeu seu correligionário e pediu votos para ele.

Via: IG

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

Artistas divergem de Marina sobre temas polêmicos

terça-feira, setembro 14th, 2010

Apesar de estranharem a posição da candidata sobre aborto e casamento gay, artistas marcam presença em evento de apoio à Marina

Com posições pessoalmente contrárias ao aborto, legalização da maconha e casamento gay, a presidenciável do PV, Marina Silva, passou pelo maior teste sobre esses temas nesta segunda-feira. Acostumada a palestras e explanações em universidades, escolas, sindicatos e até igrejas, a candidata foi recebida por artistas na casa de shows Studio SP, na rua Augusta, centro de São Paulo, reduto cultural underground da capital paulista.

Apesar da recepção calorosa, o público era antagonicamente contrário a todos os valores pessoais da candidata, discutidos exaustivamente na campanha. Logo na entrada do evento, filipetas do anfitrião da noite, Alexandre Youssef, dono da casa de shows e candidato do PV à deputado federal, eram distribuídas com a defesa do aborto, da liberalização das drogas e do casamento gay.

Foto: Agência Estado

O rapper Xis durante encontro com a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, no Studio SP, em São Paulo

Entre os convidados, os próprios artistas se surpreendiam com a pergunta dos repórteres sobre esses assuntos, espantados com a descoberta repentina das opiniões da candidata. A atriz Talma de Freitas, por exemplo, chegou a duvidar dos repórteres quando apresentada as versões da candidata em relação ao casamento gay.

Amiga pessoal de Jean Wyllys, ex-BBB assumidamente gay que é candidato a deputado federal no Rio, a atriz se disse surpresa: “Não pode ser?! Ela tem uma mente tão aberta…”, questionou. Talma só fez a conexão dos assuntos ao ser informada que a candidata era evangélica da Assembleia de Deus.

A mesma surpresa teve o rapper Xis, abertamente favorável à liberalização das drogas. Filiado ao PPS há dois anos, ele contou que ligou no partido para saber se podia declarar voto na presidenciável do PV. Fiel aliado dos tucanos do PSDB no Estado de São Paulo e no plano nacional, o PPS viu problemas na declaração de voto na adversária, segundo contou o rapper.

Ao saber da posição de Marina sobre o assunto, ele também teve uma reação de surpresa, mas disse que nada o faria voltar atrás na decisão de votar em Marina. “Me decepcionei muito com o PT, os mensalões e os dólares na cueca. A Marina simboliza um resgate ético que ficou esquecido”, afirmou Xis.

Foto: Agência Estado

A atriz e apresentadora Chris Couto durante o evento “Cultura com Marina”, em São Paulo. Ela defendeu as opiniões da candidata verde e declarou seu voto à Marina

Convergência

A atriz e apresentadora Chris Couto, que durante o evento se declarou ex-eleitora do PT, soltou até um “Jura?!”, ao ser informada da opinião de Marina sobre maconha e casamento gay. A atriz disse até que conversaria com a presidenciável sobre os assuntos, dando a entender que tentaria fazer Marina mudar de opinião.

Depois de pensar um pouco, a própria atriz mudou de ideia sobre a maconha e deu razão à candidata. “A gente que é do Rio sabe o que o tráfico alimenta. É bom mesmo não mexer nesse vespeiro”, afirmou. Chris Couto fez questão de declarar abertamente o voto na candidata do PV. “A Marina é a única que não está comprometida com alianças precárias como os tucanos, o PT e o PMDB. Não tenho nada contra a Dilma. Não voto nela porque aquele vice, Michel Temmer, foi uma terrível escolha”, disse. “A Marina é a única que pode dar um encaminhamento sobre sobre esses assuntos no Congresso, apesar da posição dela”, completou.

A própria candidata tirou o assunto de letra e não titubeou ao ser questionada pelos repórteres sobre a divergência de opiniões entre ela e os artistas presentes no evento. “Eu sempre fiz a campanha do Gabeira, sem concordar 100%. Mas naquilo que era essencial para o Rio de Janeiro. A diversidade é isso. É a capacidade da gente conviver na diferença. De estabelecer espaço de convergências, mesmo na diferença”, argumentou Marina Silva.

Cobrança

O empresário Alexandre Youssef, anfitrião da noite, viu no questionamento dos repórteres uma “cobrança persistente” da imprensa contra a presidenciável do PV. Para ele, os outros candidatos não são questionados veementemente sobre esses assuntos polêmicos. “É um preconceito por ela ser evangélica”, disse.

Foto: Agência Estado

A presidenciável do PV, Marina Silva, ao lado do empresário Alexandre Youssef, candidato a deputado federal. Ele afirma que a imprensa faz “cobrança persistente” a Marina

Mesmo com o discurso da desconfiado, Youssef fez a defesa dos projetos apresentados na filipeta distribuída no evento e disse ter se surpreendido com a reação positiva dos artistas em relação à Marina Silva. “Num momento em que o voto de opinião está desaparecendo no País, é muito bom ver a mobilização da classe artística em torno dela. Eles entende que Marina sabe valorizar a arte e a diversidade”, concluiu o dono do Studio SP.

O encontro na casa de show contou com a participação de cerca de 300 pessoas do circuito cultural de São Paulo, como o cozinheiro Alex Atala, o cineasta Fernando Meirelles e o pensador José Miguel Wisnik, entre outros.

Via: IG

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

Marina promete R$ 1 bi para cultura

terça-feira, setembro 14th, 2010

A candidata do PV também sugeriu que mudanças na Lei Rouanet podem acontecer em um eventual governo verde

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, prometeu nesta segunda-feira criar um fundo nacional de cultura com o aporte de R$ 1 bilhão para apoiar projetos culturais no País.

Recepcionada por uma leva de artistas em uma casa de show da rua Augusta, antiga rua de meretrício de São Paulo e hoje reduto cultural underground da cidade, Marina disse que a produção cultural é um “espaço de novas oportunidades de emprego” e será incentivada dentro da proposta do partido de estimular a economia criativa.

De acordo com a candidata, o fundo nacional seria uma complementação da Lei Rouanet de incentivo cultural, que, segundo a própria Marina, poderá sofrer mudanças em um eventual governo verde:
“Existe algumas discussões sendo feitas (sobre mudanças na Lei Rouanet). O que eu tenho dito é que nós pretendemos visitar essas discussões com o cuidado de ouvir todos os segmentos, mas já estamos comprometidos com o fundo nacional de cultura, para poder ser um esforço complementar”, anunciou a candidata.

Questionada sobre a origem dos recursos para a criação do fundo nacional de cultura, a candidata disse que pretende “fechar o dreno da corrupção”e usar esses recursos para o incentivo cultural. “A gente desperdiça tanto recurso com corrupção. Vamos investir mais em arte, em criação, e em coisas que sejam boas para o país”, argumentou.

Foto: Agência Estado

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, posa para fotografia ao lado de artistas e produtores culturais que demostraram apoio à candidatura verde

A ideia de Marina Silva é que o fundo nacional dobre o orçamento cultural do País, passando para R$ 2 bilhões por ano. De forma velada, a presidenciável criticou o excesso de exigências da Lei Rouanet, que impossibilitam o acesso universal aos recursos.

“É fundamental um fundo de cultura para que mais projetos possam ser beneficiados, inclusive os que vêm da iniciativa mais popular e que não conseguem se enquadrar nos critérios técnicos da Lei Rouanet”, disse Marina Silva.

Onda verde

O encontro na casa de show contou com a participação de cerca de 300 pessoas do circuito cultural de São Paulo, como o rapper X, o cozinheiro Alex Atala, o cineasta Fernando Meirelles e o pensador José Miguel Wisnik.

A proposta do evento, segundo o organizador Alexandre Youssef, dono da casa de show e candidato à deputado federal pelo PV, é criar uma “onda verde” que possa levar a candidata do partido ao segundo turno das eleições. “Os artistas são formadores de opinião e podem fazer diferença na hora do voto”, disse Youssef, que é ex-petista e foi secretário de Juventude do governo Marta Suplicy, em São Paulo. “A Marina precisa crescer mais três ou quatro pontos antes do dia da eleição, para tentar uma virada”, completou.

Via: IG

PDF Printer    Enviar artigo em PDF