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Chavões e frases feitas guiaram discursos dos presidenciáveis

sexta-feira, outubro 29th, 2010

Em debates e outros momentos, Dilma e Serra recorreram a expressões repetitivas para desviar de críticas do adversário

“Salto baixo”, “central de mentiras”, “campanha do medo”, “preconceito odiento”, “trololó” e “tergiversar”. Faltando poucos dias para a ida às urnas os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) utilizaram à exaustão frases feitas e expressões repetidas ao conceder entrevistas, discursar em comícios ou participar de debates na TV. Esse quadro, se depender da experiência, poderá se repetir no debate que será realizado nesta sexta-feira, na TV Globo.

Para evitar a polêmica envolvendo a campanha tucana e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, Serra já se acostumou a falar em “preconceito odiento” quando questionado sobre o antigo auxiliar, suspeito de ter desviado recursos da campanha tucana. Serra chegou a afirmar que não conhecia Vieira de Souza e depois o defendeu. Agora, usa a expressão toda vez que é questionado sobre o assunto, a exemplo do que fez no debate da Record, no início desta semana.

Outro termo do discurso serrista é “trololó”, ao qual recorre para rebater qualquer crítica petista sobre a qual não queira discorrer. Já para responder sobre o tema privatizações, o candidato costuma afirmar que o PT tem uma “central de mentiras que é fenomenal”, como afirmou nesta quarta-feira à Rádio Jornal, de Recife.

Já a expressão-coringa “campanha do medo” é utilizada na campanha dilmista para rebater acusações feitas pelos tucanos. “Este medo, que a cada eleição eles tenham colocar nas pessoas, é porque eles não têm um projeto para o Brasil”, declarou Dilma em comício na Bahia, na terça-feira.

Sempre que questionada sobre sua vantagem contra Serra nas pesquisas, Dilma diz que não faz “campanha de salto alto”. “Vamos colocar o salto bem baixinho e disputar cada votinho. O ‘já ganhou’ não funciona, porque a pessoa fica orgulhosa”, disse a candidata na última quarta-feira, em Brasília.

E se a pergunta envolve a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, acusada de praticar tráfico de influência no governo Lula, Dilma já transformou em rotina a menção ao caso de Paulo Preto. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, rebateu Dilma em debate da  Record nesta semana.

Na opinião do cientista e especialista em pesquisa e comunicação política, Malco Camargos, a repetição dos candidatos é a estratégia “da não discussão” de temas espinhosos. Camargos avalia, por exemplo, que Dilma perdeu votos nas urnas no primeiro turno pela forma como reagiu às críticas de Serra.

Assim, a tática petista para esta fase da eleição foi subir o tom. “Uma vez atacada pelo Serra, a defesa que ela traçou e que tem dado certo é de contra-atacar”, avalia o cientista político. “Os dois se nivelaram no discurso pelo discurso e o eleitor ficou insatisfeito com os dois”, diz.

DICIONÁRIO DA CAMPANHA PETISTA

Campanha do medo – é a acusação mais usada pela candidata do PT para rechaçar acusações tucanas. É também uma referência à campanha do PSDB, em 2002, na qual a atriz Regina Duarte afirmou que tinha medo da eleição do então candidato Lula.

Central de boataria - É usada por Dilma sempre que ela se refere aos rumores sobre seu posicionamento em relação ao aborto e principalmente sobre a afirmação de Serra de que ela se contradiz em relação ao tema

Subir no salto – desde o primeiro turno, a candidata petista usa o termo para negar seu favoritismo nas pesquisas e mostrar humildade aos eleitores.

Tergiversar – segundo a definição dos dicionários, o termo quer dizer “usar de evasivas, de rodeios, de subterfúgios” em uma fala.

DICIONÁRIO DA CAMPANHA TUCANA

Central de Mentiras – é a expressão usada pelo candidato do PSDB para rebater as críticas petistas sobre privatização de empresas públicas e a exploração do pré-sal.

Preconceito “odiento” – Usada por Serra para explicar a afirmação de que não conhece Paulo Preto, ex-diretor da Dersa em seu governo no Estado de São Paulo. Segundo o candidato, o apelido pelo qual Paulo Vieira de Souza é conhecido é preconceituoso

Trololó – também conhecido como “lero-lero” ou conversa fiada. Serra costuma usar o termo para qualificar declarações e promessas da candidata petista

Valores tradicionais da família brasileira – a frase surgiu junto com a discussão sobre o aborto. O tucano recorre à expressão para se posicionar contra o aborto e favorável a pontos defendidos pela Igreja.

Via: IG

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Dilma lança programa social para ‘erradicar pobreza’

quinta-feira, outubro 28th, 2010

Para isso, presidenciável afirmou que pretende aumentar os benefícios do Bolsa Família

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lançou em evento ontem em Brasília o Programa de Desenvolvimento Social, que aponta 13 promessas de reforço a programas sociais do governo Lula.

A meta apresentada pelo programa, distribuído a mais de mil militantes presentes no evento, é “eliminar a pobreza absoluta” no Brasil, por meio da ampliação do acesso ao (programa) Bolsa Família, aumento da oferta de serviços do Sistema Único de Assistência Social, reajuste do valor dos benefícios, melhora dos programas de alimentação, aumento da escolaridade, criação de empregos e a erradicação do trabalho infantil.

Foto: Divulgação

Dilma lança programa para desenvolvimento social em Brasília

“O primeiro item dos 13 pontos é a erradicação da miséria. Para nós, a questão social não é apenas um adereço de mão, é o cerne de nossa política. (…) O indicador principal de que um País se desenvolveu não está no PIB, mas na melhora da vida das pessoas”, afirmou Dilma em meio aos aplausos da militância.

A petista aproveitou ainda para criticar o programa do adversário tucano José Serra (PSDB) em relação ao tema da distribuição de renda. “Ao contrário do programa do adversário, que tem como anexo essa questão, na forma de um programa piloto de distribuição de renda, nós colocamos essa questão como prioridade. A nossa visão de desenvolvimento não é igual à deles”, pontuou.

A candidata petista prometeu também que vai continuar o projeto do governo Lula de ampliar a criação de empregos. “Nós aumentamos 15 milhões de empregos com carteira assinada, e vamos investir nessa questão porque, em vez de dar importância para questões mercantis, vamos continuar focando nas pessoas”.

E, como de costume, Dilma apelou ao voto feminino para ganhar as eleições, mas sem “subir no salto”. “Vamos colocar o salto bem baixinho e disputar cada votinho. O ‘já ganhou’ não funciona, porque a pessoa fica orgulhosa”, declarou.

Em seu discurso, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, reforçou que um eventual governo de Dilma vai ampliar o (programa) Bolsa Família, principal programa social do governo Lula, para todas as famílias e também para grupos indígenas, quilombolas e a população de rua. “Estamos aqui para consolidar o sistema único de assistência social, erradicar a pobreza, o trabalho infantil, levando estrutura para as famílias mais carentes, assim como a expansão do Bolsa Família até para as pessoas que não tem filhos”.

Presente a Lula
Questionada sobre o presente que pretende dar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta de seu aniversário, a presidenciável ainda declarou que “torce uma barbaridade” para entregar o presente pedido por ele. “Esse presente só vai ser entregue às 17 horas do dia 31 de outubro. Até lá fica a expectativa do presente. É uma boa expectativa, mas hoje não sabemos se o presente vai ser entregue. Eu espero que seja entregue”, afirmou Dilma, completando que “dará abraços nele após as atividades presidenciais na residência oficial”.

A petista ainda lamentou a morte de Nestor Kirchner, ex-presidente da Argentina. “A América Latina está de luto (…) vou me comunicar com Cristina (Kirchner) para dar os meus pesares”, disse.

Via: Ig

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Dilma e Serra trocam acusações na TV

terça-feira, outubro 26th, 2010

Tucano concentrou ataques no caso Erenice Guerra; petista insistiu em denúncias envolvendo Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto

Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) voltaram a subir o tom em debate realizado pela TV Record na noite desta segunda-feira. No evento, o terceiro organizado desde o início do segundo turno da corrida presidencial, aproveitaram em seus ataques episódios como as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra e as suspeitas que pesam sobre o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

Logo no primeiro bloco, Serra encarregou-se de trazer à tona o caso Erenice, que perdeu o cargo em meio a denúncias sobre um suposto esquema de lobby orquestrado no governo federal. Enquanto criticava a política de banda larga do governo federal, o tucano engatou: “Quem cuidou disso foi a Erenice, que aliás hoje depôs na Polícia Federal sobre seus malfeitos”, disse o tucano.

Dilma revidou mencionando as denúncias que pesam sobre Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa acusado de desviar recursos da campanha de Serra. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, disse Dilma. A petista acrescentou: “E ele está envolvido na operação Castelo de Areia”.

Dilma também empenhou-se em desvincular Serra do programa Bolsa Família, menina dos olhos do governo na área social. “O Bolsa Família não é uma invenção do ex-governador José Serra”, afirmou, em uma referência ao fato de o rival atribuir ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso o embrião do programa.

Serra, por sua vez, voltou a vincular a petista ao ex-presidente Fernando Collor e, principalmente, ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, réu no processo do mensalão. “Ela foi testemunha de defesa dele”, afirmou Serra. “E ele é chamado de chefe da quadrilha.”

Mais adiante, Dilma e Serra bateram de frente também em relação a outros temas. Trocaram acusações sobre privatizações e retomaram inclusive a polêmica sobre o aborto, que havia passado para o segundo plano na última semana. Ao dizer que Dilma diz uma coisa e faz outra, Serra afirmou: “Ela disse ‘sou a favor do aborto, sou contra o aborto’. Disse, ‘sou a favor de privatizar as telecomunicações, sou contra privatizar as telecomunicações’”.

Os dois também trocaram críticas sobre o Movimento dos Sem Terra e sobre o cumprimento de promessas de campanha, além de compararem o desempenho de políticas de investimentos.

Presidenciáveis se preparam para debate, na Rede Record, em São Paulo
Foto: Agência Estado

Presidenciáveis se preparam para debate, na Rede Record, em São Paulo

Primeiro bloco

Dilma e Serra passaram boa parte do primeiro bloco trocando acusações sobre os casos Erenice Guerra e Paulo Preto. O primeiro a trazer as denúncias à tona foi Serra, que criticava a política de banda larga do governo. “Quem cuidou disso foi a Erenice, que aliás hoje depôs na Polícia Federal sobre seus malfeitos”, disse o tucano. Dilma devolveu mencionando o caso Paulo Preto. “Há uma questão com a ex-ministra Erenice, mas o que dizer então de Paulo Preto”, disse Dilma.

Serra defendeu-se das acusações alegando que Dilma mantém um discurso preconceituoso. Também voltou a se explicar por ter dito que não conhecia o ex-diretor da Dersa. “O apelido que vocês colocaram nele é preconceituoso e racista. Por isso eu disse que não o conhecia”.

Serra retomou em outras ocasiões o caso Erenice. “Ela (Dilma) teve como braço direito em sua gestão (nas pastas) de MInas e Energia e Casa Civil uma mulher que montou um grande esquema de corrupção e está respondendo por isso. E foi essa mulher que Dilma escolheu para ficar no lugar dela”, afirmou Serra.

Segundo bloco

Na volta do intervalo, Serra empenhou-se em levar a discussão para o assunto pré-sal. Questionada, sobre o assunto, Dilma declarou: “Acho estranho que senhor diga sistematicamente que não quer privatizar o pré-sal e hoje mesmo uma pessoa importante do PSDB, o Luiz Paulo Velloso Lucas, disse que está errado nosso modelo de lidar com a Petrobras”. “Você está mais uma vez fazendo uma deliberada enrolação”, acrescentou.

Serra tentou colar na petista ação privatista, ao falar sobre concessões para a exploração do pré-sal. E voltou a ironizar o fato de a ex-ministra seguir orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial. “Eu penso com a minha cabeça. Eu não penso ‘fulano disse, fulano falou’”, afirmou, aproveitando para dizer que Dilma se contradiz. “Ela disse sou a favor do aborto, sou contra o aborto. Disse, sou a favor de privatizar as telecomunicações, sou contra privatizar as telecomunicações”.

Terceiro bloco

Serra abriu o bloco colocando em pauta o tema do relacionamento entre o governo federal e o MST. “O MST, na minha opinião, é um movimento político que usa a reforma agrária para fazer uma ação política”, disse Serra, lembrando que Dilma posou para fotos vestindo o boné do movimento. Antes de responder, Dilma queixou-se do tom usado por Serra: “Candidato Serra, acho que um debate pode ser bastante assertivo. Mas acredito que possamos manter um certo nível”.

“Nós somos a favor da reforma agrária no Brasil e fizemos o maior número de assentamentos de reforma agrária neste País”, disse Dilma. “Nós não tratamos nenhum movimento social com cacetete, nem aceitamos episódios como aquele de centenas de mortos que foi Eldorado dos Carajás.”

Depois de ouvir do tucano que dizia uma coisa sobre os sem-terra e agora segue outra linha, Dilma viu a chance de relembrar o fato de Serra ter deixado a prefeitura paulistana no meio do mandato, contrariando uma promessa de campanha, para disputar o governo de São Paulo. “Então fica muito complicado você falar qualquer coisa”, afirmou Dilma.

Via: IG

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Dilma diz ser vítima de calúnia por parte do PSDB

sábado, outubro 23rd, 2010

Em Minas Gerais, ex-ministra afirma que adversário tucano é responsável por ações “mentirosas” e “não corretas” na campanha

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, afirmaram na tarde de hoje, em Belo Horizonte (MG), que a campanha da ex-ministra está sendo vítima de mentiras e calúnias por parte do seu adversário, José Serra (PSDB).

A ex-ministra se referia às críticas de que seu comando de campanha teria solicitado a quebra de sigilos fiscais de tucanos e às acusações de que é a favor do aborto. “Os últimos episódios mostram com muita nitidez quem é vítima. Quem diz mentira, calúnia e coisas que não são corretas não é a minha campanha. Minha campanha é de alto nível”, diz.

Foto: Agência Estado

Dilma Rousseff em campanha na capital mineira

Dutra também se disse “vítima” de ações dos adversários tucanos. “Temos consciência de que, durante toda essa campanha, nós fomos vítimas da mais baixa campanha eleitoral, porque violência não é só violência física. Calúnia, difamação, panfletos, telemarketing e apócrifos, isso também é uma violência que repudiamos”, disse Dutra.

A ex-ministra participou de encontro com cerca de 300 prefeitos de cidades mineiras, em uma tentativa de neutralizar o movimento do governador Aécio Neves em favor de Serra no segundo maior colégio eleitoral do País. “Foi feita contra mim uma campanha sistemática de calúnias, mentiras, portanto, quando há esse apoio (dos prefeitos), considero que minha alma fica lavada e enxaguada (…). É a manifestação de uma espécie de submundo da política”, afirmou Dilma.

Questionada sobre o episódio ocorrido nesta quarta-feira, em que Serra foi atingido na cabeça por um objeto supostamente atirado por militantes petistas durante caminhada no Rio, Dilma afirmou que também foi alvo de violência. A candidata se referia às bexigas d´água lançadas do alto de um prédio comercial em direção a ela em uma caminhada em Curitiba (PR). “Você sabe que o peso de um balão cheio de água jogado do 12º andar afunda o teto de um carro? Eu fui objeto disso. (…) Foi alguém deliberadamente que fez (isso) e eu não sai por aí acusando a campanha do adversário.”

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que o partido está preocupado em evitar novas situações de conflito entre as campanhas e disse ter orientado militantes petistas a não se envolver em confusões ou aceitar provocações.

Sobre a possibilidade de o PSDB processar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por conta das declarações feitas por ele sobre uma possível simulação de Serra ao ser atingido pelo objeto no Rio, Dutra comentou: “Se existe um réu, é José Serra.”

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Minas deve ser palco final da disputa

sábado, outubro 23rd, 2010

O clima de acirramento entre as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) tende a aumentar com a previsão de agendas coincidentes em Minas Gerais, no dia 30, próximo sábado, nos últimos atos da corrida presidencial. Segundo maior colégio eleitoral, Minas tornou-se território altamente disputado no qual tucanos aspiram a uma virada.

A intenção do PSDB é colar ainda mais José Serra no ex-governador e senador eleito Aécio Neves, que tem alta popularidade no Estado. Na reta final, a campanha usará depoimentos de Aécio por telefone, pedindo votos para Serra. Haverá também gravações de telemarketing com mensagens pró-Serra do ex-presidente e senador eleito Itamar Franco (PPS) e de Antonio Anastasia. Falas dos três mineiros já começaram a aparecer nos programas eleitorais do tucano.

Na semana que vem, o presidenciável do PSDB dedicará pelo menos dois dias para viagens a Minas. A ideia é que o último evento da campanha seja uma caminhada em Belo Horizonte. Já os petistas cogitam a possibilidade de organizar, no mesmo dia, uma carreata silenciosa de Dilma Rousseff pelas ruas da capital mineira, já que se trata da terra natal da candidata.

Cientes de que será difícil aumentar o porcentual de votos no Nordeste, os coordenadores da campanha do tucano articulam os últimos atos da campanha nos principais colégios eleitorais, onde há possibilidade de aumentar a vantagem ou diminuir a dianteira da adversária. A semana final da campanha oposicionista à Presidência será focada no Sudeste do País, com viagens de Serra para o Rio e Minas, além de agendas em São Paulo, seu reduto eleitoral.

Marina
Em Minas o foco dos tucanos são os mais de 2 milhões de votos obtidos pela candidata derrotada Marina Silva (PV) – sem contar que ela venceu a disputa em Belo horizonte. Serra teve em Minas 3,3 milhões de votos no primeiro turno. Já Dilma teve cerca de 5 milhões de votos.

Por enquanto, a única cidade do Nordeste que constará da agenda do candidato tucano será Salvador. Na terça-feira, Serra participa de debate no SBT Nordeste – é possível que ele antes passe pelo Recife, o que ainda não está confirmado.

No caso dos petistas, a coordenação de campanha avalia que seria simbólico finalizar a disputa no Estado natal da candidata. No primeiro turno o último ato de campanha foi em São Bernardo do Campo, reduto da construção política do presidente Lula e da origem sindicalista do PT. Agora, avaliam, o fim da campanha precisa ter uma simbologia mais próxima a Dilma. Mas parte do PT ainda quer o ato final de campanha em São Paulo. A decisão será tomada segunda-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Via: IG

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Mais folhetos anti-PT têm até lista de candidatos vetados

quarta-feira, outubro 20th, 2010

Outros panfletos são distribuídos livremente em Guarulhos, região de bispo que teria encomendado material apreendido pela PF

Mesmo com o pedido de busca e apreensão dos panfletos impressos na Editora Gráfica Pana contra a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), as igrejas da diocese de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, estão apinhadas de materiais gráficos que fazem referência negativa à petista. A cidade de Guarulhos é a região episcopal presidida pelo bispo católico Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que teria encomendado os 2 milhões de panfletos apreendidos no último domingo pela Polícia Federal na gráfica do bairro do Cambuci, em São Paulo.

Em pelo menos três igrejas da região (São Geraldo, Santo Antonio e Santa Luzia), a reportagem do iG encontrou publicações que fazem a relação do PT e de sua candidata com a defesa do aborto. Uma das publicações, datada de setembro de 2010, antes do primeiro turno, afirma que o PT teria expulsado de seus quadros parlamentares que eram contra a descriminalização do aborto – a sigla suspendeu integrantes que manifestavam posições radicais contra a descriminalização eque acabaram deixando a sigla, entre eles Luiz Bassuma, hoje no PV. A publicação pede para que os fiéis católicos “reavaliem sua opinião em relação ao partido”.

Foto: Reprodução

Jornal distribuído nas igrejas de Guarulhos prega voto contra os candidatos a favor do aborto e sita o PT como exemplo de partido que reprime os partidários contrários

A publicação traz uma lista de candidatos a deputado que supostamente seriam a favor da descriminalização do aborto, sugerindo que os católicos não dessem seu voto a eles. Na maioria são nomes do PT e do PCdoB, como Paulo Teixeira, José Mentor, Jilmar Tatto e Vanessa Grazziotin. Há também nomes do PSOL, do PV e também do PDT, como Paulo Pereira da Silva, Fernando Gabeira e Chico Alencar.

A publicação recebe o nome de “Jornal Em Defesa da Vida” e é coordenadora por um grupo de Santa Catarina chamado “Movimento Gianna Beretta Molla”, nome de uma santa católica italiana. O grupo religioso é coordenador por Sabino Werlich. Ele afirma que nos últimos meses imprimiu mais de 300 mil exemplares do jornal, que foram distribuídos para mais de 4 mil paróquias de todo o Brasil.

Segundo Werlich, o jornal é financiado por “gente da comunidade” e pela venda de produtos naturais produzidos pelo grupo, como pomadas e remédios naturais, que recebem o nome de “erval da divina misericórdia”. No impresso há um enorme artigo destacando a posição “a favor da vida” do candidato José Serra (PSDB).

Foto: Reprodução

Trecho do jornal que identifica os parlamentares supostamente favoráveis ao aborto, recomendando voto contra eles

No impresso distribuído nas igrejas de Guarulhos, o leitor encontra um telefone onde pode adquirir DVDs que orientam contra a prática do aborto. O material é enviado pelo correio para a casa dos fiéis.

As paróquias de Guarulhos também distribuem um jornal oficial da Diocese da cidade onde o próprio Dom Luiz Gonzaga Bergonzini escreve um artigo pedindo o voto contra Dilma Rousseff (PT). O jornal de nome “Folha Diocesana” seria pago pela igreja e foi encontrado nas três paróquias visitadas pelo iG.

Bairro Ponte Grande

Durante a visita à Paróquia São Geraldo, no bairro Ponte Grande, o iG também flagrou um seminarista que mora na igreja com um exemplar do panfleto apreendido pela Polícia Federal no último sábado em uma gráfica de São Paulo. Questionado sobre o material, o seminarista que não quis se identificar disse que o folheto está sendo distribuído no Seminário São Caetano, mantido pela Diocese de Guarulhos.

O padre José Francisco Antunes, pároco da São Geraldo, confirmou que as paróquias da região receberam uma leva do folheto com assinatura da CNBB há cerca de 20 dias, mas que “acabou rapidamente”. Ele disse que não chegou a ver o material, mas afirmou que considera “normal” a distribuição de material político na igreja que oriente os fiéis. “O material tem a assinatura dos bispos da região. É o posicionamento deles. A Igreja pode e deve orientar seus fiéis sobre quem são os candidatos que são a favor da vida”, disse o padre Francisco. Ele também confirmou que costuma fazer sermões nas missas orientando os fiéis sobre política e eleição, embora diga nunca tenha feito nenhuma menção à Dilma ou Serra em suas pregações.

“O código da igreja nos proíbe falar o nome de qualquer candidato. Oriente apenas sobre a atenção que eles devem dar para os candidatos que são contra a violência do aborto”, argumentou. O padre Francisco diz que, pessoalmente, não vê diferenças entre Dilma Rousseff e José Serra. “Eles têm a mesma posição

Foto: Reprodução

Reprodução do artigo do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini no jornal da Diocese de Guarulhos, onde ele prega o voto contra a candidata Dilma Rousseff (PT)

sobre o aborto. Cabe aos fiéis escolherem entre um e outro, de acordo com o que cada um sente sobre quem é realmente comprometido com as causas da igreja”, afirmou. O padre nega que essas pregações sejam orientações do bispo diocesano, dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

Diocese de Guarulhos

Apesar da posição do padre, em vários pontos da paróquia é possível encontrar folhetos impressos em papel sulfite com o mesmo texto de alerta aos cidadãos contra o Partido dos Trabalhadores. Os impressos contêm o mesmo “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras” contido nos panfletos apreendidos pela PF na gráfica do Cambuci.

A mesma paróquia distribuía aos fiéis vários exemplares do “Jornal em Defesa da Vida” e da “Folha Diocesana”, que pregam voto contra Dilma. “São materiais legítimos, as vezes vindo da própria Diocese, que continuaremos distribuindo. Não vejo problema nenhum em fazer isso”, afirmou padre Francisco.

A reportagem do iG procurou o bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, mas desde sábado ele não aparece na diocese, segundo os funcionários. Ele não foi encontrado em sua casa, nem no seminário de Guarulhos. Os funcionários não sabiam do paradeiro do bispo.

Foto: Reprodução

Folheto distribuído na igreja São Geraldo, em Guarulhos. O texto é o mesmo apresentado nos panfletos apreendidos pela PF numa gráfica do Cambuci, em São Paulo

Via: IG

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Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39% e indecisos somam 4%

terça-feira, outubro 19th, 2010

Em novo levantamento, petista sobe 3 pontos, tucano cai 1 ponto e indecisos recuam 2 ponto

Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.

Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos) a vantagem subiu de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

A candidata do PT tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde ganha por 65% a 28%. Já Serra leva a melhor no Sul, onde tem 50% contra 41% da petista. No Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores, Dilma tem 47% contra 40% do tucano.

O Vox Populi ouviu 3 mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. Os resultados, portanto, não consideram o impacto do debate realizado pela Rede TV no último domingo, nem a entrevista concedida por Dilma ao Jornal Nacional ontem à noite. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10.

Recortes

Depois de toda a polêmica envolvendo temas religiosos como o aborto, Serra atingiu 44% entre os entrevistados que se declararam evangélicos. Dilma tem 42%. Entre os que se declararam ateus, Dilma vence por 49% a 36%.

Entre os católicos praticantes Dilma tem 54% contra 37% do tucano. No segmento dos católicos não praticantes a petista consegue seu melhor desempenho, 55% contra 37% de Serra.

A petista ganha em todas faixas etárias. Já no recorte que leva em conta a escolaridade dos pesquisados, Serra vence entre os que tem nível superior por 47% a 40% da petista. No eleitorado com até a 4ª série do ensino fundamental Dilma tem 55% contra 38% do tucano.

Serra também vai melhor entre o eleitorado com mais renda. Entre os que declararam ganhar mais de cinco salários mínimos, ele tem 44% contra 42% da petista. Dilma tem seu melhor desempenho entre os mais pobres, que ganham até um salário mínimo, 61% a 31%.

Embora seja mulher Dilma tem índices melhores entre os homens. Conforme o levantamento ela tem 54% contra 38% de Serra no eleitorado masculino e 48% contra 40% do tucano no eleitorado feminino.

No recorte que leva em consideração a cor da pela Dilma atinge 59% entre os entrevistados que se declararam negros contra 29% de Serra. Entre os brancos, a petista tem 45% contra 44% do tucano.

Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados disseram estar decididos enquanto 9% admitiram que ainda podem mudar de ideia. Entre os eleitores de Dilma a consolidação do voto é maior, 93%. No eleitorado de Serra, 89% disseram que estão decididos.

Via:IG

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Em debate, Dilma e Serra tentam desviar de escândalos

segunda-feira, outubro 18th, 2010

Assuntos como as suspeitas envolvendo Paulo Preto e o caso Erenice Guerra só apareceram em perguntas de jornalistas

Em mais um debate na televisão neste segundo turno da eleição presidencial, os candidatos ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) tentaram deixar de lado as polêmicas e escândalos de corrupção. Embora tenham mantido o tom duro ao longo do confronto, realizado pela Rede TV na noite deste domingo, ambos preferiram falar sobre temas como privatizações, transportes e combate às drogas.

Denúncias que pautaram a campanha deste ano só apareceram no terceiro bloco, trazidas pelos jornalistas dos veículos organizadores do evento. A jornalista Renata Lo Prete questionou Serra sobre o fato de ter dito não conhecer Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ter fugido com R$ 4 milhões em recursos da campanha tucana. “Eu sou vítima disso”, disse Serra, negando que tenha dito não conhecer o ex-diretor da Dersa. “Me perguntaram se eu conhecia um Paulo Preto e eu disse que não, pois o conheço como Paulo Souza”, emendou.

A jornalista Patricia Zorzan encarregou-se de trazer ao debate o caso da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi braço direito de Dilma e deixou o cargo em meio a denúncias de um suposto esquema de lobby envolvendo seu filho. “Eu vejo a situação da Erenice com muita indignação. Não concordo com a contratação de parentes e amigos”, respondeu Dilma.

Durante o resto do debate, a petista e o tucano subiram o tom do confronto em mais de uma ocasião. Ainda assim, mantiveram a estratégia traçada por suas equipes de comunicação e concentraram-se em questões programáticas.

A discussão sobre a Petrobras predominou também boa parte do segundo bloco. Nesse caso, Serra voltou a investir na versão de que seu desempenho nas pesquisas provocou uma valorização das ações da Petrobras.

Serra desviou o tema para o combate às drogas. Dilma devolveu: “No Estado de São Paulo tem 300 mil viciados em drogas e ele disse em outro debate que eles têm 300 vagas. Se for demorar três meses para tratar, vai levar um século para o candidato Serra tratar os drogados de São Paulo.”

Cenario do debate entre presidenciáveis na Rede TV
Foto: Futura Press

Cenario do debate entre presidenciáveis na Rede TV

Via: IG

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Empenhada em barrar Serra, Dilma volta a Minas neste sábado

sábado, outubro 16th, 2010

Candidata petista participa de 2º evento em Minas nesta nova fase da eleição; plano é buscar também votos deixados pelo PV

De olho nos votos da ex-candidata Marina Silva e para impedir o avanço de José Serra (PSDB), a petista Dilma Rousseff desembarca hoje em Belo Horizonte, segundo maior colégio eleitoral do País, para mais um ato político com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, o resultado da eleição em Minas foi praticamente um reflexo do cenário nacional: Dilma teve 47%, José Serra 30,8% e Marina Silva 21,2%. Para conquistar estes dois milhões de votos obtidos pela senadora verde, a campanha petista concentrará a agenda da candidata no reduto mineiro no segundo turno.

A investida petista em Belo Horizonte começou ao longo da semana. Na última quinta, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, esteve na cidade  para mobilizar a militância e disse que o projeto de Dilma é mais próximo de Marina, que é ex-ministra do governo Lula.  “Marina tem uma história no PT. Ela atuou em várias frentes no governo Lula e foi uma das responsáveis pelas propostas de meio ambiente que nosso governo apresentou mundo afora. É natural que seu eleitor se identifique mais com a candidata do PT e é isso que iremos mostrar agora para a disputa do segundo turno”, disse.

Foto: DIVULGACAO

Dilma Rousseff em capela em Belo Horizonte, na semana passada, ao lado de Fernando Pimentel (d)

 

O presidente PV em Minas Ronaldo Vasconcellos, admitiu ao iG que a legenda tem mais afinidade com os tucanos, no entanto, espera a decisão da cúpula do PV, marcada para amanhã, para colocar o bloco na rua- seja por Serra ou por Dilma. Se a posição for pela “neutralidade”, ele conversará com lideranças locais em reunião já agendada para a próxima segunda-feira para poder rever o apoio. 

“Fiz uma reunião de avaliação, um termômetro, nesta semana. O resultado foi que existem mais pessoas aqui querendo apoiar o Serra, muita gente neutra e um numero ponderado para Dilma. Mas foi reunião sem formalismo. Se decidir amanhã que é neutralidade,estaremos abertos a mudanças. Mas de jeito nenhum faremos campanha por Dilma antes do resultado”, afirmou.

Esta é a segunda visita ao Estado na nova fase da campanha. Na semana passada, Dilma foi ao Mercado Central, onde posou com lideranças religiosas na capela do local. Em seguida, foi a Ribeirão das Neves para uma carreata.

Segundo a reportagem apurou, o PT quer barrar o possível avanço do tucano sobre DIlma na região já que Serra, no segundo turno, conta com o reforço de uma tropa aliada agora eleita tanto no governo mineiro – Antonio Anastasia- como no Senado- Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), que derrotaram Helio Costa (PMDB) e Fernando Pimentel (PT), respectivamente.

Na próxima sexta-feira, o PT espera reunir lideranças, empresários e prefeitos para mais uma visita de Dilma candidata ao Estado. O evento será um contraponto ao promovido pelo ex-governador Aécio Neves, que, na última quinta, reuniu 450 lideranças em apoio a Serra.

O presidente do PT mineiro, Reginaldo Lopes, no entanto, minimizou a mobilização do encontro tucano com prefeitos.  “A reunião promovida pelo Aécio é cheia de incoerências. O que fizeram foi entregar uma pauta a Serra, não foi apoio. Os prefeitos estão conosco e vão se mobilizar por Dilma”, afirmou.

Lopes contou também que ontem, o vice na chapa petista, Michel Temer (PMDB), passou pelo Estado acompanhado de Hélio Costa, candidato derrotado na eleição mineira, e Geddel Vieira Lima, que perdeu a eleição estadual na Bahia, para apelar aos peemedebistas que saiam às ruas para fazer campanha pela candidata petista.

Via:IG

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Dilma elogia programa de Marina

sexta-feira, outubro 15th, 2010

Em busca dos votos do PV, petista esquiva-se ao ser questionada sobre atritos com a ex-ministra: ‘É melhor perguntar à Marina’

Em meio ao esforço de aproximação com a senadora Marina Silva (PV) em busca de apoio no segundo turno, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, teceu elogios nesta quinta-feira à atuação da ex-ministra do Meio Ambiente na questão sobre os fundamentos do Programa Amazônia Sustentável. Segundo Dilma, foi Marina quem estabeleceu os fundamentos que chamou de “vitoriosos” no processo de redução do desmatamento da Amazônia.

Foto: Agência Estado

Dilma recebe apoio de integrantes do PP

A petista, entretanto, esquivou-se ao ser questionada sobre as divergências que tinha com Marina na época em que ambas integravam o ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Bom, em relação às questões das divergências, acho melhor perguntar à Marina”, disse Dilma, ao se reunir hoje com representantes do PP, em Brasília.

A candidata petista procurou negar problemas com a ex-colega no que se refere às políticas para a Amazônia. “Eu não conheço, a não ser que tenha sido com outros setores do governo que não eu”, concluiu

Em 2008, Marina optou por deixar o posto de ministra do Meio Ambiente em meio a pressões para que agilizasse o licenciamento ambiental de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), gerenciado na época por Dilma, então ministra da Casa Civil.

Meses depois, Marina deixou o partido e se filiou ao PV. Lançada candidata presidencial em 2010, Marina não chegou ao segundo turno, mas seus 20 % de votos são disputados tanto por Dilma como por José Serra (PSDB) na eleição pelo Planalto.

Debate e pesquisa

Durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, Dilma confirmou que irá ao debate da RedeTV, no próximo domingo, com a expectativa de “esclarecer” a população. Sobre se repetirá a postura considerada mais agressiva no primeiro debate do segundo turno, Dilma voltou a dizer que se sentiu assertiva. “Como são só duas pessoas, o debate é mais ágil e mais rápido”, afirmou.

Dilma não comentou a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã, na qual aparece com 46,8%, enquanto Serra aparece com 42,7%.

Via: IG

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